Saturday, 29 May 2010

Mantova - S. Benedito Po – Verona

Acordamos cedo pra nossa viagem até Verona, pois passaríamos por algumas cidades. A primeira pela qual passamos foi a cidade de Mântova, uma simpática cidade, que tem um palácio ducal, no qual não entramos. Nós almoçamos lá, eu experimentei um prato típico que era raviole com recheio de abóbora, só que a coisa era doce!! Era abóbora com açúcar e eu odiei! Acabei comendo na Mc Donalds. A Mãe e a Kinha tb comeram na Mc Donald´s, pois já estávamos cansadas de comer massa todo dia!

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Almoço em Mântova

Saindo de lá nós fomos para San Benedetto Pó, a cidade natal do meu bisavô, que foi criança para o Brasil. Foi por causa dele que eu consegui a cidadania italiana e foi bom conhecer de onde ele veio. É uma cidadezinha bem pacata, que me lembrou Nova Trento quando eu era pequena. Como na maioria das cidades italianas, na hora do almoço fecha tudo e só reabrem depois das 3:30 - 4 horas. O estilo de vida é realmente bem devagar, o exato contrário de Londres. Visitamos um Tridapalli que tem uma loja, ele vende frios, vinhos, essas coisas. Conversamos com ele, batemos fotos e ele nos deu um salame e um vinho de presente.

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San Benedetto Po


Saímos de lá já eram quase 5 horas e aí fomos pra Verona. Eu ADOREI verona. Achei uma cidade muito bonitinha, nem grande e nem pequena, e adoraria passar uns meses lá aprimorando meu italiano. Visitamos os pontos principais da cidade, incluindo a sacada da Julietta (que foi construída pra atrair turistas). Caminhando de volta pro carro passamos pela margem do rio que corta a cidade e a noite estava bem agradável, com um pòr-do-sol bem bonito.
O nosso hotel era bem bom, pena que só ficamos uma noite lá.

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Verona

Cinque Terre – Itália

No segundo dia nós fomos visitar o outro lado do litoral, em direção a Porto Fino. Fomos pelo litoral e vimos vistas lindíssimas! Paramos em Porto Fino, uma cidade simpática e demos uma volta pra conhecer. Almoçamos no caminho pra Cinque Terre.

A estrada pra chegar até a primeira delas, DSC02598 - Copy

Porto Fino

Monterosso, é tipo serra do rio do rastro em SC, cheia de curvas em morros bem altos. A diferença é que no meio dos morros, bem no alto, a gente via pequenos conglomerados de casas com uma igreja no meio. Eram pequenas vilas no meio da montanha.

A vila de Monterosso é a primeira das Cinque Terre, e é a maior também. Tem lojinhas e restaurantes, e uma pequena orla onde tomamos um sorvete. Pegamos um trem pra conhecer as próximas cidadezinhas, pois não dá pra ir de carro. Fomos até a última delas, a Rio Maggiore, que acho que foi a mais pitoresca que vimos!

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Rio Maggiore

A próxima foi Manarola, que eu achei a mais bonita. Por causa de tempo tivemos que pular Corniglia, que é a menos conhecida delas, e paramos em Vernazza, também muito bonita. 

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Manarola

Foi um dos lugares mais bonitos que eu vi na viagem, essas vilas de pescadores onde parece que o tempo parou, se não fossem os vários turistas, mas não chegou a tirar o encanto! Jantamos num restaurante em Monterosso, onde eu comi uma pizza bem gostosa.

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Novamente, chegamos no B&B já era bem tarde e fomos direto dormir.

Gênova – Itália e Monte Carlo - Mônaco

Saímos de Londres as 10 da manhã e chegamos em Gênova eram mais de uma da tarde. Pegamos o carro de aluguel no aeroporto e fomos pro hotel. Nós havíamos comprado um GPS em Londres pra podermos nos localizar e foi a melhor coisa que fizemos. Este GPS nos levou desde cantos remotos do país até o centro de grandes cidades. Nos hospedamos num B&B no centro histórico de Gênova. A casa era um palácio antigo, construído lá pelos 1400s. As instalações eram muito boas e espaçosas e a dona era muito simpática e gentil, nos deu dicas e explicações. Nós largamos as coisas e fomos explorar Gênova. A cidade é super antiga (lembro quando aprendi sobre Gênova e Veneza na escola), mas eu achei tudo muito sujo e muitas coisas são inclusive mal preservadas. Mas vimos coisas bonitas também, vimos a casa de Cristóvão Colombo, o navegador, vimos a universidade, igrejas, o porto etc. Jantamos num restaurante bom, mas muito caro. Eu comi ravioli. Foi a primeira refeição, dentre muitas, de massa nesta viagem a Itália.

No nosso primeiro dia inteiro na Itália o plano era ir pra San Remo e dirigir pela costa de volta a Gênova. Mas vimos que Monte Carlo, em Mônaco, não era muito mais longe e resolvemos ir até lá. Afinal, quando vamos estar por aquelas bandas de novo?
Foram 3 horas de viagem e fomos recebidos com uma vista maravilhosa de Mônaco, de cima de um morro. Era um lindo dia de sol e a vista do mar com aqueles barcos e iates era fantástica.

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Mônaco

Lá de cima do morro nós conseguíamos ouvir barulho de carros de corrida e ficamos pensando se seria por acaso o GP de Mônaco... A cidade estava lotada, tanto que não conseguimos entrar de carro na cidade e tivemos que estacionar em cima do morro e descer tudo a pé por escadas. Não deu outra, era o GP de Mônaco que estava acontecendo! Não se se foi sorte ou azar, mas que foi uma grande coincidência isso foi! O ruim foi que as ruas perto do porto estavam bloqueadas por causa da corrida e não conseguimos ir até lá. O bom foi que vimos de perto como fica a cidade quando tem fórmula 1. Vimos todo o glamour e os posers, as pessoas super bem vestidas e VIPs que foram assistir a corrida. A cidade é realmente pra ricos, super exclusiva e bem charmosa, tudo muito bonito e chique, pessoas bem vestidas, restaurantes bons etc.
O barulho que os carros de corrida fazem é ensurdecedor. Dá pra entender porque as pessoas usam o protetor de ouvidos, porque é tão alto que você não consegue ouvir a pessoa do seu lado falando. Um dia talvez eu até me empolgue em assistir uma corrida, mas teria que comprar ingresso com antecedência. No dia, os únicos ingressos sobrando eram pelo menos 300 euros!!!
Estava tudo tão lotado que nós almoçamos sanduíches que compramos num super mercado. Depois começamos a voltar pro carro. Foi uma longa e cansativa subida, isso que metade do caminho fizemos de elevador. Sim, em Mônaco existe elevador público pras pessoas subirem o morro, que ao contrário do Brasil não é lugar de favela, mas sim de casas bonitas com vista bonita pro mar. Na subida achamos uma brecha por entre os prédios e conseguimos ver parte da pista de corrida, com os carros passando numa velocidade incrível! Pela TV não dá pra ter idéia do quão rápido eles vão... Eu ADOREI Mônaco, e gostaria muito de voltar lá um dia, mas num dia sem corrida!
No caminho de volta passamos em San Remo, e tirando o cassino que tem lá (e eu nem entrei) não achei nada demais. Na verdade achei uma cidade super sem-graça, ainda mais depois de ter acabado de sair de Monte Carlo. Realmente não sei o que as pessoas vêem em San Remo. Paramos numa cidadezinha super charmosa chamada Finalborgo na volta pra Gênova. Era bem medieval com ruazinhas e pequenas trattorias. Jantamos lá, eu comi uma salada de atum muito gostosa, e os demais comeram comida italiana mesmo.
Chegamos em Gênova tarde, cansamos, mas felizes!

Visita da família

Em maio eu tive o prazer de receber minha família na minha casa para uma visita. Foi a primeira vez desde que saí do Brasil que pude hoespedá-los na minha casa (pelo menos alguns deles).DSC02547

No pub da esquina de casa

Minha mãe chegou no começo de maio e ficou uma semana explorando Londres. Depois vieram meu pai e uma das minhas irmãs e aí foi a vez deles de explorarem Londres. Meus pais já estiveram aqui antes, mas sempre tem muita coisa pra ver e pra fazer. Eu finalmente consegui levá-los no castelo de Windsor, que da outra vez não conseguimos entrar. Todos gostaram muito, e eu também, pois apesar de já ter estado em Windsor 3 vezes não havia entrado no castelo.

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Começo da visita ao castelo de Windsor

Almoçamos num pub lá e fomos na long walk, o parque na frente do castelo. Passamos o dia em Windsor e foi bem agradável, apesar do tempo estar ruim. Eles viram porque eu reclamo tanto do tempo. Estava bem frio quando eles vieram, a máxima em alguns dias era 12 graus. Tiveram inclusive que comprar alguma roupa de frio.

Nos posts seguintes vou contar a viagem maravilhosa que fizemos pela Itália.

Thursday, 6 May 2010

Eleições na Inglaterra

Faz praticamente 1 mês que as eleições na Inglaterra dominam a imprensa inglesa. No horário nobre da televisão, quando antes eu assistia um programa de notícias normal, tudo o que passava era sobre eleições. Comentaristas, entendidos de política discutindo o quem tem chance de ganhar, o que acontecerá se partido A ou B ganhar etc etc. Eu realmente estou de saco cheio de eleições. Finalmente chegou o dia de votação: hoje, dia 06 de maio, foi o dia em que os cidaçãos ingleses foram às urnas decidir quem vai mandar no país pelos próximos anos. Não me perguntem como funciona o sistema político aqui porque eu não sei explicar e não tenho paciência de tentar.

Eu não gosto de política, não gosto de políticos, e meu interesse se resume a saber quem tem o mínimo de competência e caráter pra merecer o meu voto. Na maioria dos casos eu penso em desistir e não votar em ninguém, mas acabo me decidindo por alguém menos pior.

Resolvi votar nas eleições da Inglaterra pra ver como é. Na verdade o meu voto não conta pra eleição geral (a de primeiro ministro), mas conta para o candidato da área onde moro (no caso de cidadãos europeus isso). Eu votei no candidato do partido dos Liberal Democrats. Odeio os conservadores e não sou fã da esquerda, então tento votar em partidos de centro. Este partido é centro esquerda, uma combinação que acho interessante.

Ao contrário do Brasil, o dia de votação é dia de semana. Eleitores se registram e mais ou menos 3 semanas antes das eleições eles mandam pelo correio um cartão (um papel) com instruções de como proceder e onde é a zona de votação mais perto da sua casa. Isso mesmo, não existe título de eleitor aqui. É possível votar sem precisar guardar um papel inútil pelo resto da vida! Além disso, é possível votar pelo correio e até nomear alguém pra votar no seu lugar. A minha zona de votação é literalmente menos de 1 minuto da caminhada da minha casa, e num raio de 5 minutos da caminhada deve ter mais umas 5 pelo menos. Todas abrem das 7 da manhã até as 10 da noite, pra dar tempo pra todos votarem. O que me falaram é que se a votação fosse no fim de semana muita gente não ia querer sair de casa pra votar. Ao contrário do Brasil, o voto é um direito e não uma obrigação.

Acostumada com as eleições no Brasil, estava esperando a maior fila. Não teve nada disso. Foi tudo bem tranquilo, mas diferente. Pra começar eles não pedem nenhum tipo de identificação. EU apresentei o tal papel e pediram pra eu confirmar nome e endereço e me entregaram a cédula. Marquei meu voto (o voto é marcado a lapis!!!!! quase não acreditei!!), depositei na urna e saí. Tudo durou menos de 2 minutos. Segundo me falaram o resultado já sai amanhã.

Apesar de me parecer muito fraud prone, a facilidade pra votar é realmente um inventivo. Só pra se ter uma idéia, em novembro de 2009 eu entrei com pedido de transferência do meu título de eleitor aqui pra Londres (tive que esperar 2 horas pra ser atentida naquela merda de consulado brasileiro). Depois de 6 meses me chamaram no consulado pra recolher o título. Chegando lá, depois de convencer a mulher de que pra pegar título de eleitor o sistema que estava fora do ar não seria um empecilho, ao verificar meus dados o sobrenome da minha mãe estava com uma letra trocada. O resultado é que tive que entrar com outro requerimento e vou ter que esperar mais 6 meses. 1 ano pra transferir título de eleitor! COMO UM PAÍS PODE SER TÃO BUROCRÁTICO E INEFICIENTE??????

Já me arrependi de ter mandado transferir o título, devia ter deixado de lado e só me preocupado com isso quando fosse pra renovar o passaporte.

Anyway, essa foi a minha experiência.

Sunday, 11 April 2010

Budapeste

Nosso trem saiu de Viena ás 9:50 da manhã e a viagem durou 3 horas. Como toda viagem de trem, foi bem agradável.

A chegada em Budapeste foi um choque, ainda mais saindo de um lugar como Viena, onde tudo é limpo e organizado. A estação de trem, os ônibus, o metrô, tudo é velho, mal cuidado e meio sujo. Lembra muito alguns lugares do Brasil neste sentido. Não é miserável, longe disso, são coisas boas, mas mal cuidadas, por falta de verba ou de vontade, não sei.

De cara percebemos que na Hungria as pessoas são mais sérias e não tão simpáticas, tanto na fisionomia quanto no modo de falar. Muitas pessoas entendem inglês, mesmo que pouco, mas tentam ajudar. Outros não entendem e começam a falar em húngaro, o que me fazia ficar imóvel e sem saber o que fazer. Não foi difícil chegar no hotel, mas foi outro choque. A entrada do hotel era absolutamente horrível! De longe foi o lugar mais desagradável que eu já entrei. Era no terceiro andar de um prédio bem antigo, o elevador todo velho, caindo aos pedaços e pichado, não se podia confiar. Subimos pela escada e a cada andar me sentia mais desconfortável, pois dava a impressão de abandonado. Eu queria sair correndo de lá. O hotel em si não era horrível. Era bem simples, mas era limpo e o staff era bem friendly and helpful, o que ajudou a melhorar a impressão do lugar. Mas a minha primeira noite lá não foi nada boa, não consegui dormir direito e o colchão era ruim, o que me deixou com torcicolo, do qual ainda estou me recuperando. Nas noites seguintes me acostumei e dormi melhor, mas realmente não voltaria naquele hotel. Andamos ali por perto e a localização realmente era excelente, perto de tudo. Praticamente na frente da Sinagoga. O dia estava bonito e temperatura agradável de 16 graus. Tinha um festival de vinho ali do lado do hotel e fomos almoçar ali. A comida era bem gostosa e tinha mesas ao ar livre, foi muito agradável!

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Festival de vinhos de comida em Budapeste

Depois caminhamos até a ópera. Nossa idéia era assistir a uma ópera, pois diz que por dentro o prédio é lindo, mas os ingressos pro domingo já estavam esgotados e no dia seguinte não teríamos tempo, então só vi por fora mesmo. Caminhamos até o rio Danúbio, o mesmo que passa por Vienna (dava pra ter ido de barco hehe), e vimos o prédio do parlamento, um prédio muito bonito e grande, mas estava fechado.

Caminhamos pela beira do rio e vimos a vista de Buda.

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Buda vista de Peste

Pra quem não sabe o nome Budapeste é a junção de Buda e Peste, que são separadas pelo rio Danúbio. Depois disso passeamos mais pelo centro, vimos a tal da Chain Bridge, e mais tarde voltamos pro hotel. Resolvemos sair pra tomar um drink e jantar. Eu estava com um dos joelhos doendo bastante, acho que de tanto caminhar, e as duas meninas queriam caminhar até o centro de novo, aí desisti e eu e o André jantamos num restaurante não muito longe do hotel. Tava médio a comida. Não estava ruim, mas nada espetacular. Na segunda-feira o dia amanheceu bem feio. Choveu o dia inteiro e estava frio. Fomos pra Buda, em Castle Hill.

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Fishermans Bastion

Vimos o tal Fishermans Bastion, tipo um mirante com vista pra Peste, fomos até o palácio que tem lá perto também, mas não entramos.

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Peste vista de Buda

Na verdade não entramos em lugar nenhum! Almoçamos num restaurante recomendado pela Wikipedia bem gostoso, com porções enormes! Comi peru e batata, bem gostoso. De tarde fomos nos Szechenyi Baths, um lugar com piscinas de águas quentes e saunas, massagens etc. Budapeste tem vários. Fomos no maior deles, mas mais turístico também. Não quero nem pensar como são os não turísticos. Confesso que mais uma vez foi meio chocante. Estava absolutamente lotado. As piscinas internas estavam cheias de gente. Nunca entraria naquelas piscinas daquele jeito, ainda mais com aquele cheio de enxrofre saindo das ásguas delas. Fiquei na piscina de fora, que era bem quentinha e tinha menos gente (estava chovendo). Não foi tão agradãvel quanto imaginei, mas foi válida a experiência. Fiz uma massagem de 30 minutos e voltamos pro hotel. Depois saímos pra jantar num restaurante recomendado por uma menina da Hungria amiga de uma amiga minha. Adorei!! Comi goulash e estava maravilhoso! Na real eu havia pedido uma massa e o André pediu o goulash (sopa de carne, com batata, cenoura e outros vegetais), mas quando chegou meu prato tinha molho com creme de leite. EU não posso comer creme de leite em hipótese alguma, é veneno pra mim, só de pensar fico enjoada. O André foi gentil e trocou de prato comigo. Tomamos drinks tb, já que era a última noite da viagem.

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Drinks em Budapeste

Na terça de manhã nós fomos num mercado lá no centro (não agüento mais mercado, acho um saco visitar mercados do que quer que seja) e depois eu e o André fomos ver o museu do holocausto. Era bem legal e moderno! Como sempre é triste e chocante, mas é bom não se esquecer dos crimes cometidos pelos malditos nazistas, pra que não se repitam. Tinha uns outros brasileiros no museu também, mas realmente não sei o que foram fazer lá, pois não entendiam inglÊs (e muito menos húngaro) e ficavam fazendo comentários idiotas e piadinhas. Coisa de gente mal educada e ignorante. Não se faz piadinha num museu do holocausto!

Anyway, depois disso só tivemos tempo de voltar pro hotel pra pegar nossas coisas e fomos pro aeroporto pra voltar pra Londres.

Budapeste foi uma experiência interessante. Com certeza mais tempo lá teria sido mais interessante, mas deu pra ver como é um papis com tanta influência comunista. Os húngaros, aliás, odeiam os russos, porque por causa desse maldito regime eles ficaram bem atrasados e pobres com relação ao leste europeu. Pelo menos fazem parte da união européia!

 

Valeu a viagem, agora queremos descansar um pouco e ficar aqui em Londres também pra economizar!

Vídeos de Budapeste

http://www.youtube.com/watch?v=eEl45xrF-hQ
http://www.youtube.com/watch?v=4UFMf7H1T9E
http://www.youtube.com/watch?v=YAIgB1rLnss
http://www.youtube.com/watch?v=jiehpmhL4XU

Vienna

Na páscoa deste ano resolvemos aproveitar os 2 dias de feriado, sexta e segunda, e adicionar mais 2 dias de férias pra fazer uma viagem maior. Fomos para Viena e Budapeste. Foram conosco a Jinny e a Cristina, uma amiga dela que eu já havia conhecido.

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Nosso vôo saiu cedo de Heathrow, e 11:00 de quinta já estávamos em Vienna. Claro que até pegar a bagagem e chegar no hotel já era mais de meio-dia. Nosso hotel foi uma surpresa agradável. Era 4 estrelas, super bonito, o quarto espaçoso e confortável, banheiro igualmente. Tinha até sauna no hotel.

Largamos as coisas e fomos caminhar ali por perto pra achar um lugar pra almoçar. Acabamos comendo num restaurante não muito longe dali. A comida era boa, mas o lugar era meio estranho e acho que a garçonete cobrou coisas a mais do que deveria. Paciência, quando não se conhece o lugar é assim mesmo!

Fomos até o centro de Vienna, passamos por alguns parques bonitos, fomos até a catedral, o Stephandom, passamos por museus e monumentos. O dia estava de sol e não muito frio. Foi bem agradável, inclusive comi um sorvete, que estava bem gostoso. Fomos até o palácio de Belvedere, com jardins e fontes muito bonitas. Não chegamos a entrar, o que achei bom, pois estava cansada, afinal havia acordado as 4 da manhã.

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Palácio de Belvedere em Vienna

Passamos num super mercado perto do hotel e minha janta foi um sanduíche comprado lá e chips. Fui dormir antes da 9 da noite.

Sexta-feira acordamos cedo e tomamos café numa padaria perto do hotel. Comi um apfelstrudel bem gostoso! Fomos até o Schönbrunn, um palácio bem bonito, que foi a residência de verão da família real por muitos anos. Eu assisti os filmes da imperatriz Sissi quando era pequena, e lembro que gostei muito, entao um dos motivos que eu queria ir pra Viena era pra ver o lugar onde ela morou. Infelizmente não se pode bater fotos dentro do palácio, mas eu gostei. A maioria dos aposentos não estava mobiliado, mas algumas salas tem a decoração fantástica, que os móveis nem fazem falta. Gostei muito dos chinese cabinets, duas salas ovais/redondas decoradas com objetos orientais. Tb gostei da sala do milliard, toda decorada com desenhos e ouro. Mais de 1 milhão em valor, na época! Visitamos também parte dos jardins, mas muita coisa ainda não havia florescido, imagino que no verão seja mais bonito ainda.

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Schönbrunn

Voltamos pro centro de Vienna e almoçamos num restaurante recomendado no Wikitravel, muito gostoso! Fica perto do dom e eu comi RindGoulash, goulash de carne.

Depois fomos visitar o Hofburg, residência de inverno da família real. Gostei mais, pois tem os móveis nas salas, e tem o quarto do imperador e da imperatriz. Aprendi mais sobre a vida e personalidade da Sissi. Ela foi assassinada quando tinha uns 60 anos, e aparentemente o interesse maior pela vida dela começou a partir daí. Pelo que eu percebi ela não foi uma pessoa feliz, ao contrário do que o filme passa, ela casou muito nova, com 15 anos, e não gostava da vida e dos costumes da corte, não queria saber dos compromissos de imperatriz. Ela ficou bastante deprimida, principalmente depois da morte do filho dela, e só usava preto e não queria que ninguém a visse. Ela gostava muito da Hungria (naquela época era o império Austro-Hungaro) e ela ganhou um castelo de presente lá perto de Budapeste quando foi coroada. Ela era bem vaidosa e fazia dietas meio malucas e tinha aparelhos pra fazer ginástica, que são parecidos com os de ginástica olímpica. Também vimos a coleção de utensílios de cozinha da corte, pratos, xícaras, enfeites etc. Incrível como eles tinham coisas finas e bonitas, e em quantidade inimagináveis!! Algumas destas coisas ainda são usadas em banquetes importantes hoje em dia. Tudo muito bem preservado, obviamente. Mas muita coisa foi derretida na época da guerra pra fabricar moedas. Gostei de tudo o que vi no Hofburg. Quero rever os filmes da Sissi eventualmente, seria interessante.

Depois desta visita fomos até um café com mais de 200 anos. Tomei um chá enquanto os demais comeram doces, havia comido o suficiente no amloço.

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Confeitaria em Vienna

Ficamos caminhando por Vienna até mais tarde, e voltamos pro hotel. Novamente a janta foi pequena e fui dormir cedo.

No sábado acordei um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã em outra confeitaria, tão boa quanto, e fomos visitar o museu de mobília da corte. Este não foi tão legal, mas em várias partes havia cenas do filme e mostrava quais items do museu haviam sido utilizados na filmagem.

Depois fomos no Naschmarkt, um mercado de rua bem grande. Eu fui meio que obrigada, pois não gosto de mercados, mas os demais gostaram muito. Não gosto de ficar barganhando, não gosto de que o vendedor comece a tentar vender só porque eu olhei pra alguma coisa na banca dele, não me sinto a vontade, e não tenho o menor interesse em comida. Ficamos um tempão lá. Comprei um pão de azeitona, a única coisa que comprei. O André comprou várias coisas pra experimentar. Na real ele passou a viagem inteira comendo. Como ele mesmo falou, pra ele a comida é a melhor parte de viajar. Eu, pelo contrário, acho a pior parte, pois é difícil achar algo que eu goste. Anyway, almoçamos num restaurante no mercado, pois eu me recusei a comer em pé. Comi salsicha com páo e mostarda, e um apfelschorle, que eu gosto muito. É suco de maçã com água com gás. Tipo um refrigerante de maçã.

De tarde fomos até um cemitério, onde tem várias pessoas importantes enterradas. Eu só conhecia os compositores, como Schubert, Strauss, Mozart e Beethoven, mas na real eles não estçao entererrados lá, aquelas lápides são só em homenagem a eles. Na época deles eles tiveram que ser enterrados segundo o esquema da época que era de "covas comuns".

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Túmulo de Beethoven

Depois passeamos pelo bairro judeu, vimos um monumento em homenagem aos que morreram no holocausto, e compramos coisas pra jantar no hotel (de novo) e planejar nossa viagem pra Budapeste no dia seguinte.

Vídeos de Vienna

http://www.youtube.com/watch?v=DFVtnRVB3U4
http://www.youtube.com/watch?v=04a51pzYbQk
http://www.youtube.com/watch?v=EB5Bids4InQ
http://www.youtube.com/watch?v=9E5yaAS6gMg

Eventualmente vai ter fotos no facebook, mas está com problema e não estou conseguindo fazer upload lá…