Sunday, 5 June 2011

Weekend away

Ontem fiz uma coisa meio espontânea, que normalmente não faria, pois gosto de ter tudo planejado com antecedência. Fui passar o fim de semana num hotel no norte de Londres.

O que aconteceu é que o André organisou um treinamento para a empresa onde ele trabalha, passou várias horas do tempo livre dele pesquisando coisas e organisando tudo junto com mais outras pessoas dos escritórios de Nova Iorque e Toronto. O treinamento foi num hotel chamado Hunton Park, no norte de Londres e durou o fim de semana inteiro. Há uma semana o chefe do André falou que ele não iria mais participar deste treinamento, pois teria que passar pra um outro projeto. Obviamente que ele ficou puto, depois de tudo o que ele fez não poder participar é uma baita sacanagem, mas enfim a decisão não era dele. Só que chegou sexta-feira, o dia do treinamento começar, a empresa percebeu que precisaria dele lá. Aí pediram que ele fosse, só que ele falou que só iria se eu pudesse ir junto. Não era um evento para partners, mas a empresa aceitou, afinal pisou na bola com ele e agora precisava dele. O resultado é que eu fui junto…

Pegamos um trem até um lugar chamado Watford Junction e de lá um táxi até a Hunton House, que é uma daquelas casas antigas reformadas e transformadas em hotel. Foi bem legal, sábado deu um dia perfeito, de muito sol e 26 graus! Eu estava de manga curta e adorando! Enquanto o André foi pro treinamento eu fui ler nos jardins da casa e aproveitei pra dar uma explorada no lugar.

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O quarto era pequeno, mas bem confortável. TInha piscina também, mas a água estava fria demais e não entrei. Me juntei ao pessoal do trabalho dele pra janta (conheço vários deles), que foi bem gostosa e aí fiquei no quarto descansando e vendo tv.

Hoje, domingo, voltamos às 2 da tarde. Só chegamos em casa perto das 5, porque domingo é um inferno chegar em qualquer lugar nesta cidade, pois várias linhas do metrô fecham, e pra completar o tempo se transformou completamente. Está frio e chovendo. Em Londres tempo bom não dura, infelizmente.

Mas foi bom eu ter ido pra fazer algo diferente, gostei!

http://www.youtube.com/watch?v=1BiBaphpXKU

Sunday, 29 May 2011

Barcelona III

No último dia em Barcelona fomos ver a praia e a vila olímpica. Em 10 minutos no metrô estávamos na praia. São várias praiazinhas uma do da outra. A faixa de areia é grande e a areia em si é dourada. Estava sol e calor, muito bom!! Infelizmente não pudemos pegar praia por questão de tempo, mas caminhamos pela orla, que tem vários restaurantes e barzinhos. É muito legal lá!

Dali pegamos o metrô de novo e fomos visitar o museu da história da cidade, pois haviam nos falado que era de graça no domingo, mas chegamos lá era só a partir das 3 da tarde, então desistimos e fomos ver uma igreja e depois almoçamos no Hard Rock Café. Todos os garçons lá eram brasileiros, incrível. E como sempre quando nos vêem acham que somos turistas vindos do Brasil e sempre contam a história deles morando fora e tal, como se pra gente isso fosse novidade.

Depois o André foi no museu do Picasso, mas como eu não tenho o menor interesse em ver museu de arte que eu não entendo eu voltei pro apartamento pra descansar. Nosso vôo era só às 9 da noite, então deu tempo de descansar bastante. Só na hora de pegar o metrô que deu confusão, pois estava lotado de torcedores do Barcelona indo comemorar o título em algum lugar e foi um sufoco!!

Eu gostei muito de Barcelona, tem de tudo: a parte antiga e interessante da cidade, a parte moderna, praia, clima parecido com o do Brasil, onde se pode andar de manga curta, faz calor de pegar praia, dá pra ficar sentado em barzinho na rua sem congelar com o vento, um lugar bem interessante pra morar. O problema é que a Espanha está no buraco atualmente, com desemprego (conheço vários espanhóis aqui em Londres que vieram pra cá porque não conseguem achar emprego lá, e muitos na área de tecnologia!) e outros problemas, então não seria uma boa idéia considerar como um lugar pra morar, pelo menos não no momento.

O vôo de volta a Londres foi tranquilo. Ao contrário da vinda, saiu bem no horário e não tinha crianças barulhentas. Se não fosse a turbulência teria sido perfeito Smile

Praia em Barcelona

Saturday, 28 May 2011

Barcelona II

No dia seguinte, depois de um café da manhã reforçado fomos no Parque Guell, mais uma obra de Gaudi. Seguimos a dica dos tios do André e começamos por cima do parque. Saindo do metrô caminha-se um pouco e aí tem algumas escadas rolantes que levam até a parte mais alta do parque. É mais fácil explorar o parque descendo do que subindo. Eu imaginava diferente, achava que seria maior e que seria tipo os parques da Inglaterra ou da Alemanha, com bastante grama, mas não, é mais areia mesmo ao invés de grama. Mas mesmo assim foi legal, o Gaudi era realmente muito talentoso. Gostei das casinhas que parecem ser de doce lá na entrada do parque.

Parque Guell

Então pegamos o metrô, depois o funicular, e depois o teleférico pra ir até o topo do Montjuic. Bem lá em cima tem um forte com vista pra cidade, pro mar e pro porto. É bem legal lá em cima. É bem quieto lá também. Barcelona é uma cidade incrivelmente barulhenta então foi bom ter um pouco de peace and quiet.

Montjuic

Descemos caminhando por jardins e fontes até chegarmos no estádio olímpico, onde foram realizadas as olimíadas. Pena que não deu pra entrar, mas de fora já deu pra ver que é muito legal! Os espanhóis capricharam e ficou muito legal e ainda é bem conservado. Pena que no Brasil não vai ser igual, pois lá não tem ninguém com competência e vontade de fazer algo assim. Ao invés de ser que nem em Barcelona, onde a cidade melhorou depois das olimíadas, vai ser que nem em Atenas, onde tudo foi abandonado às moscas depois.

Estádio Olímpico

Dali fomos passando pelo Museu de História Catalã, que é um prédio magnífico e bem grande. Eu adorei o prédio e se um dia voltar a Barcelona quero entrar lá. Esse prédio fica ainda numa parte elevada do Mountjuic e tem vista pra Praça de Espaniae pra fonte mágica (depois tem mais sobre essa fonte).

Museu de história da Catalunha

Já era 3:30 da tarde e eu estava morrendo de fome. Paramos pra almoçar num restaurante ali perto onde comi bacalhau com batata e uns croquetes de atum que estavam bem gostoso. Ali perto fica a Arena onde até ser proibido na região, eram realizadas as malditas touradas. Ainda quero que todos os toureiros morram e que todos os espectadores quebrem as duas mãos, malditos! Mas agora este arena é um shopping, mas não cheguei a entrar.

Depois do almoço voltamos para o apartamento, já era 5 da tarde. Descansamos um pouco e fomos no bar ali embaixo (o apartamento onde os tios do André estão é super bem localizado, bem central.) pra ver a final dos campeões: Barcelona contra Manchested United. O jogo foi no Wembley Stadium em Londres. Ainda bem que o Barcelona ganhou, não gosto quando os ingleses arrogantes ganham. O problema foi a barulheira depois, como todo torcedor latino não são capazes de torcer sem fazer baderna, era foguete e corneta o tempo inteiro antes do jogo, e depois do jogo ainda se somou carros buzinando, um inferno!

Vendo o Barcelona derrotar o Manchester United

Depois do jogo pegamos o metrô e voltamos na fonte mágica, onde a cada meia-hora depois das 8 da noite tem o show de águas sincronizado com música. Foi absolutamente fantástico, a coisa mais legal que eu vi lá, adorei!! O melhor que eu já vi! Alteamente recomendado, mas acho que só funciona no verão.

Fonte mágica

Terminado o show voltamos pro apartamento e fui direto dormir.

Friday, 27 May 2011

Barcelona I

No último fim de semana prolongado de maio viajamos para Barcelona. Nosso vôo sairia de Londres ás 6 da tarde na quinta-feira. Fui direto do trabalho para o aeroporto. Deu a maior tempestade aqui em Londres houve atrasos e cancelamentos. Nosso vôo atrasou 4 horas!! Ninguém merece ficar numa salinha esperando pra embarcar, foi um saco. Chegamos em Barcelona já era mais de meia-noite e não tinha mais transporte público. Tivemos que pegar um táxi até a casa dos tios do André, fiquei com vergonha de ter chegado tão tarde lá, mas paciência…

No primeiro dia em Barcelona fomos ver as principais atrações. Primeiramente fomos na Igreja da Sagrada Família. Já tinham me falado desta igreja, que era fantástica, maravilhosa, absurdamente linda etc etc. Realmente é uma obra muito interessante do Gaudi, mas pra mim é um templo, eu nunca iria´lá pra ver uma missa ou rezar, pois não é o que eu estou acostumada. Eu prefiro as coisas mais clássicas, preferi bem mais o vaticano, por exemplo. Mas a parte de fora, o lado da Natividade é muito bonito, com bastante detalhes, chega a ser impressionante. Dica pra quem vai: dá pra baixar o audio guide pela internet. É só procurar por La Sagrada Familia Audioguide e salvar o mp3. Economiza 4 euros que dá pra comprar um sorvete bem gostoso no passeio de Gracia.

La Sagrada Familia por fora e por dentro

Depois fomos até o Lá Pedreira, que é um prédio também construído pelo Gaudi. Este eu gostei mais, achei muito legal o prédio e todas as decorações e coisas diferentes que ele fez lá. Gostei também de ter visto o andar mobiliado com coisas antigas, lembrou alguns móveis de antigamente que eu via quando criança na casa da minha avó. Também gostei de ver a exposição com as coisas da natureza que inspiravam o Gaudi a fazer as obras dele, em tudo ele via alguma coisa pra usar nas coisas que ele criava, muita influência da natureza.

La Pedrera

Caminhamos pelo Passeio de Gracia e aí eu estava morrendo de fome. Almoçamos num restaurante do lado daquelas casas também famosas no Passeio de Gracia, a casa Battlo e a casa Amatller, ambas bem diferentes, mas cada uma com a sua beleza.

Casa Amattler e casa Battló

Tomamos um sorvete fantástico ali no passeio de Gracia, dos melhores que eu já comi! Chama-se Amorino e o logo é um anjinho. Fomos caminhando até a catedral, mas não entramos, aí fomos até a Praça Catalunia. Lá estava cheio de estudantes acampados protestando contra os cortes que o governo está fazendo na economia. Tem uns que devem estar lá há dias, pois não tomam banho, e apesar dos banheiros portáteis a maioria não usa, porque o cheio na praça é horrível! De lá fomos descendo a La Rambla, vendo o movimento e os caricaturistas desenhando as pessoas. Fiquei com vontade de ter um desenho também, da próxima vez vou fazer!

Fomos até o porto e como estava um dia muito bonito ficamos sentados no sol no trapiche que dá pro shopping.

 

Depois de passar o dia inteiro caminhando resolvemos voltar pro apartamento pra descansar um pouco. Eu estava morrendo de sono, pois tive um longo dia anterior e não dormi o suficiente então tudo o que eu queria era dormir. Fiz um sanduíche de janta, mas aí os demais chegaram e nos convenceram a dar uma saída. Fomos no Bairro Gótico onde comeram uns snacks (tipo tapas, esqueci o nome) e tomaram vinho, mas eu não estava com fome. Foi legal, mas não consegui ficar muito tempo, eu e o André voltamos pro ap perto da meia-noite. Aí finalmente fui dormir Smile

Sunday, 8 May 2011

Viagem da páscoa IX

No nosso último dia em Marrakech o André e a Jinny foram fazer um curso de culinária local. Como era de se esperar eu não quis ir, pois não gosto de cozinhar e não gosto de comida marroquina (tanto que acabei comendo na McDonalds todos os dias). O tempo estava absolutamente deplorável e eu passei o dia no hotel, fiz academia, usei a internet, li meu livro…

O plano era esperar a Jinny e o André terminarem o curso e iríamos visitar um museu. Segundo eles estariam de volta pelas 4. Só que isso não aconteceu, eles só acabaram chegando de volta ao hotel ás 7, fiquei puta, pois passei o dia esperando eles chegarem e aí não deu mais pra fazer nada a não ser sair pra jantar. Fomos num restaurante super recomendado, mas não tinha nada que eu gostasse (e eu me recuso a comer carne halal), então acabei comendo só uma entrada, umas esfihas que estavam gostosas até.

Nosso vôo saiu de Marrakech de manhã e foi tranquilo.

Eu estava bem receosa com a viagem pra Marrakech, mas gostei de ter ido, achei bem interessante ver um país do mundo árabe, que é uma cultura tão diferente da brasileira/inglesa, que são as que estou acostumada. Mas possivelmente será o único país da África que eu visitarei. Marrocos é dos países mais “ricos” da África (África do sul é mais rica, obviamente) e mesmo assim dá pra ver que é um país bem pobre, onde as pessoas ganham pouco e mal se sabe como elas sobrevivem. As pessoas que se dão melhor são as que trabalham no turismo, então eles dependem fortemente dos turistas pra manter a economia. O fato de ter tido um atentado não é boa notícia pra eles, pois muitas pessoas deixam de ir lá com medo, o que é compreensível, eu não teria comprado a passagem depois da explosão da bomba, por exemplo. Um garçon de um restaurante até se desculpou pela bomba, como se a culpa fosse dele, coitado, falou que o movimento caiu bastante.

Marrocos tem um rei, e o cara está sofrendo protestos como outros países do mundo árabe, mas não na mesma escala. Pelo que ficamos sabendo ele acabou de dar aumento pra funcionários públicos e está tentando controlar os ânimos do povo. Por mais interessante que eu tenha achado eu não gosto de ver pobreza, não gosto de lugares onde não existem regras para as coisas mais básicas, como trânsito, por exemplo, onde animais são tratados com uma crueldade indescritível e qualquer pessoa que se importe com eles é considerada louca, não me sinto bem em  lugares onde você pensa que seria bom que você pudesse fazer algo pra ajudar as pessoas pois você não gosta de vê-las nesta situação, mas na verdade você não pode, pois tem alguém cujo trabalho é fazer isso e essa pessoa não faz. Eu me sinto agoniada e até meio deprimida com essas coisas e é por isso que eu não devo voltar em lugares assim tão cedo, se é que algum dia vou voltar. Entendo que se interessa por lugares assim, mas não é meu tipo de coisa, então posso riscar isso da minha lista, pois já fui e já vi, não preciso ir de novo. Mas recomendo uma visita  a Marrakech. pois é interessante.

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Nosso hotel em Marrakech

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Viagem da páscoa VIII

No dia seguinte todos os demais fizeram uma day trip para um lugar chamado Atlas Mountains. Um guia os pegou no hotel de manhã e passaram o dia vendo alguns lugares do interior. Eu não tive vontade de ir. Marrakech já era o suficiente pra mim e depois de um café da manhã reforçado (o café da manhã do hotel era fantásticoÇ frutas frescas (me matei de comer melancia) pães, geléias, sucrilhos, iogurte, tinha uma pessoa pra fazer omelete com opções de vários ingredientes extras, e tinha também café da manhã de britânico com salsicha e bacon etc etc.) finalmente tive sorte com o tempo e aproveitei o sol pra ficar na beira da piscina. Eu tava de manga comprida e fiquei só deitada no sol, e começou a esquentar e tive que subir pro quarto pra trocar de roupa duas vezes, pois chegou a dar uns 26 graus e no sol ficou bem quente, então acabou que eu fui a única do grupo que consegui aproveitar a piscina e o sol em Marrakech, pois choveu e deu frio em todos os outros dias, incrível o azar que tivemos com o tempo.

Assisti parte do casamento real pela tv e depois os demais chegaram, lá pelas 4 da tarde, e saímos. Neste dia fomos de volta até a praça Djeema El Fna e nos Souqs, os mercados. A Djeema El Fna é a principal praça de Marrakech, sempre cheia de gente e coisas no mínimo inusitadas. Foi lá também onde explodiu a bomba no dia em que havíamos chegado e por isso não quisemos ficar muito tempo lá antes. O café onde a bomba explodiu é um café turístico que fica ali na praça e deu pra ver a força da destruição.

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Café onde a bomba explodiu

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Praça Djeema El Fna em Marrakech

Nesta praça existem vários mercadinhas vendendo comida e souvenirs e várias outras coisas. Existem também “encantadores de cobras”, uns caras que ficam sentados com umas cobras na frente deles e tocam um tambor e a cobra meio que dança, ou então eles levantam com a cobra e vão até os turistas pedir dinheiro. Minha mãe não ia querer ver de perto. Tem também uns caras que ficam com uns macaquinhos presos pelo pescoço com uma corrente, que eu morri de pena, pois eles ficam arrastando os coitadinhos sem dó, e ainda têm a audácia de vir nos turistas pra fazer o pobre do bicho fazer piruetas. Eu comecei a xingar o guri que veio com o macaco na minha direção. Odeio esse tipo de exploração, acho absolutamente deplorável qualquer tipo de exploração de animais. A noite têm os contadores de histórias nesta praça, mas as histórias são em árabe, então não dá pra entender nada, mas eles gesticulam bastante e diz que não precisa entender árabe pra achar a história interessante.

O idioma foi algo que complicou um pouco, pois eu obviamente não falo árabe e falo umas 3 frases em francês, além de palavras básicas, e os demais todos kiwis que não falam nenhum outro idioma além de inglês, então sobrou pro André traduzir tudo pra todo mundo, pedir informação, negociar etc. Muitas pessoas falam inglês, principalmente nos lugares turísticos, mas muita gente não fala nada de inglês, o que é compreensível. E andar pela Medina não é das tarefas mais fáceis, pois aquilo é um labirinto e mapas não ajudam, pois a maioria das ruas não têm nome, então você pega o mapa, vê um lugar turístico nele e tenta ir seguindo pelas ruas principais tentando ignorar as ruas pequeninhas até achar que já caminhou o suficiente pra perguntar pra alguém como se chega no seu próximo destino. As pessoas sempre dão informações, o problema é entendê-las.

Bom, ali da praça nós entramos nos souqs, os mercados onde se vende de tudo e onde se consegue barganhar os preços das coisas. Eu não sou fã de ficar negociando preço, quero um preço justo e eu pago isso e pronto. Lá digamos que algo que custe 30 Dirhams (1 libra = 12 Dirhams ) para os locais, eles pedem 200 dirhams para os turistas. Aí você vai negociando e se fizer um bom negócio consegue de repente pagar 50 Dirhams por aquela coisa (turista sempre acaba pagando mais que o pessoal de lá). Eu deve ter feito péssimos negócios, pois não negociei quase nada, pagava e pronto. A Jinny é a melhor, ela conseguiu os melhores preços em tudo o que comprou, podia ensinar a arte de barganhar realmente. Mas comprei pouca coisa, só 1 ou 2 enfeites pra casa e o tal óleo de flor de laranja então não fez tanta diferença pra mim.

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Souqs em Marrakech

Os mercados são uma loucura, vendem de tudo, são um labirinto de ruazinhas minúsculas, por onde passam motos!!! Você tá caminhando e do nada vêm motos das duas direções e você tem que tentar não ser atropelado, ainda bem que eles não andam rápido lá no meio do mercado. O mercado é gigantesco e é fácil se perder lá. É bem colorido, tem vários cheiros de comida, incenso, sabonete, couro, borracha, é uma mistura de tudo! Realmente é algo interessantíssimo que vale a pena ver.

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Sapatos marroquinos nos souqs

Viagem da páscoa VII

No nosso segundo dia em Marrakech fomos ver as atrações turísticas, que ficam na sua maioria na parte antiga da cidade, que é circundada por um muro e se chama Medina. Começamos pelo principal Mosque da cidade, que fica do lado da praça Djeema El Fna (voltarei a falar desse lugar depois). Só muçulmanos podem entrar na mesquita, pois senão as pessoas não conseguem rezar direito com a turistada batendo foto e sendo barulhenta, o que eu acho certo, então tivemos que nos contentar em bater fotos de fora. Dali fomos visitar as Sardinian Tombs, que são túmulos de reis e seus familiares que uma vez regiam a cidade. Durante a visita eu ficava andando perto de grupos de turistas com guias e o fato de eu entender alemão veio em meio benefício, pois eu escutava o guia e aí sabia para o que eu estava olhando e depoispodia então falar pros demais o que era cada coisa.

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Sardinian Tombs em Marrakech

Dali fomos visitar 2 palácios, um chamado Bahia Palace e um outro ali por perto também, cujo nome não me lembro. Ambos os palácios são bem grandes com vários quartos, e o rei tinha várias comcubinas e esposas, então os palácios eram cheios de mulheres e filhos e as partes mais bonitas dos palácios normalmente eram de uso exclusivo do rei. Os tetos dos quartos era todos decorados de forma diferente, com detalhes em madeira e pintados, um mais bonito do que o outro. Num dos palácios as paredes foram talhadas e pintadas a mão com uma decoração lindíssima. Estes palácios demoraram vários anos pra ficar prontos, pois cada rei queria que fosse o mai bonito já feito!

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Sala do trono em um dos palácios

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Courtyard no Bahia Palace

Depois fomos almoçar na cidade nova, pegamos um táxi, e acabamos almoçando na McDonalds de novo. Aí fomos nos jardins de Yves Saint Laurent, um estilista que adotou Marrakech por muito tempo durante sua vida e fez este jardim, que é muito bonito e tem cáctus por todos os lados.

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Jardim Yves Saint Laurent

Nosso meio de locomoção era táxi. Estávamos em 6 adultos, e os táxis lá levam 6 adultos!! Sinto de segurança é algo dispensável por lá. Ia eu e a Jinny no banco da frente e os 4 demais todos apertados no banco de trás. E como em tudo em Marrakech, o preço é negociável. Os taxistas sempre pedem 2x mais do que o preço normal, aí quando você fala que é caro e que vai procurar outro táxi ele baixa o preço e vai baixando até ficar um preço justo. E muitos taxistas tentam convencer turistas a pagar mais dizendo que têm família e que ganham pouco e isso e aquilo, o que provavelmente é verdade, mas não dá pra ficar pagando 2 x o preço o tempo inteiro. Os táxis são na sua maioria incrivelmente velhos, nunca na minha vida vi carros tão velhos, e vários tinham mau cheiro, não foi a forma mais agradável de locomoção que eu já peguei, mas era a melhor que tinha, ou então caminhar por muito tempo, pois nosso hotel era cerca de 15 minutos longe de qualquer lugar, mais as caminhadas entre os pontos turísticos, ia ser caminhada demais.

Fomos jantar num restaurante ali perto do hotel, um lugar mais moderno e turístico e comi uma massa, tava gostosa e bem mais barato que no hotel, onde eles metiam a faca e qualquer coisa era bem cara, preços de Londres praticamente!