Sunday, 8 April 2012

Dublin - Dia 3

Domingo de páscoa acordamos mais tarde e fomos passear por um parque chamado Merrion Square, que é pequeno mas super tranquilo e tem uma estátua do escritor Oscar Wilde, que é muito famoso e nasceu em Dublin.

Dali fomos de novo caminhando até o centro e como sempre comecei a me sentir mal, pois depois daquela caminhada extremamente cansativa no frio eu tive uma pequena recaída. Entramos num café pra eu tomar um chá quente e me recuperar e nisso já era perto do meio-dia e resolvemos almoçar cedo. Fomos num lugar recomendado por uma menina do meu trabalho, chamado Cafe en Seine, que fica no centro perto do St. Stephen´s Green. Eu absolutamente AMEI esse lugar! É um café com uma decoração diferente, cheio de estátuas e abajures, quadros, lustres, sofazinhos, tem vários ambientes, tem bar mas tem comida também.

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Cafe en Seine

Realmente eu recomendo que visitem este café, achei fantástico e adoraria voltar lá. Eu comi um bolinho de peixe com salada de almoço, que estava muito bom, só que por algum motivo me fez mal também. Passei o resto do dia mal do estômago de novo... sempre que eu viajo é um pesadelo achar um lugar pra eu comer, pois ou não gosto das coisas ou elas me fazem mal... por isso que só como em casa ou como sempre as mesmas coisas quando saio, porque sei as que não me fazem mal. Dali eu tentei me recuperar pra gente visitar a Chester Beatty library, uma biblioteca que não é bem biblioteca, mas  uma exposição de artefatos de um colecionador chamado Chester Beatty, que na época dele, há muitos anos, se interessou em comprar e colecionar vários tipos de items como desenhos japoneses e chineses, livros do corão entre várias outras coisas que hoje em dia são valiosíssimas. Ele viajava com a família e comprava esses items. Achei tudo muito interessante, principalmente a arte oriental de desenhar. Tem uns vídeos de demonstração de como a capa de livros era feita antigamente, os diferentes tipos de artistas que eram necessários pra fazer a capa, um pra fazer o desenho, outro pra esculpir certas partes, outro pra fazer a cor etc etc. Trabalhosíssimo, mas por isso o resultado era impecável e lindo.
Depois disso passamos pela Christ Church cathedral, mas só por fora, e eu voltei pro hotel pra descansar e o André continuou a caminhar pela cidade.
Mais tarde eu estava morrendo de fome, mas ainda passando mal do estômago. Pegamos um táxi e acabamos indo numa Pizza Express (é um restaurante que tem por toda a cidade de londres também, que eu absolutamente detesto, pois a comida é medíocre e cara) que era o que tinha de mais conveniente e eu pedi uma salada de atum, e ainda bem que pedi molho separado, pois quando chegou a salada com o molho num potinho dava pra ver que o molho era cremoso. Eu realmente não entendo porque as pessoas têm mania de colocar creme de leite em absolutamente TUDO. Aqui é impossível achar uma sopa sem creme! Até no brasil passei trabalho, pois tudo quanto é molho tem creme de leite. E como não posso comer acabo me dando mal! Pelo menos aqui eles não são de encher tudo de queijo, no Brasil colocam queijo demais em tudo, é um horror!  Se eu fosse presidente iria proibir creme de leite e ar condicionado!
Depois desta janta leve consegui dormir super bem e na manhã seguinte arrumamos tudo pra voltar pra Londres. Tomamos café da manhã no hotel e estava mais ou menos. É bom pra quem gosta de comer ovo e bacon de manhã, o que eu até comi, mas gosto mesmo é de fruta fresca, que infelizmente não tinha.
A viagem de volta foi tranquila e ficamos surpresos que não passamos na imigração quando chegamos em Londres. Não sabia, mas de repente vôos do UK ou Irlanda não passam pela imigração... de qualquer forma isso nos salvou tempo, pois com o fim do feriado de páscoa as filas da imigração estavam absolutamente gigantes! Como só levamos bagagem de mão pudemos ir direto pro metrô e aí pra casa.
Foi uma viagem tranquila e pudemos fazer tudo com calma. Apesar de eu não ter estado 100% eu gostei bastante de Dublin, que é uma cidade super interessante e com muita história e muitas pessoas famosas nativas de lá.

Saturday, 7 April 2012

Dublin – Dia 2

No dia seguinte, de café eu comi algo que havia comprado no dia anterior, sempre uma fruta, suco e algum pão, neste caso um blueberry muffin, que eu adoro mas quase nunca como.
Fomos visitar a fábrica da cerveja Guinness, que é uma das atrações turísticas em Dublin. Fomos cedo e foi bom pois não tinha muita gente ainda. Havíamos comprado ingressos pela internet e por isso não pegamos fila. Tem umas maquininihas pra coletar o ingresso baseado no número do pedido e não existe guia na visita, você vai caminhando por vários ambientes e lendo sobre a história e fabricação da cerveja. O lugar é gigante, são 7 andares no total, com bares e restaurantes, além de filmes sobre a história da tal cerveja. Aí numa parte eles dão um pouquinho num copo pra você provar. Eu tomei 2 goles e não consegui mais, é amarga demais!!

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Na fábrica da Guinness


No fim da visita dá pra ir no andar mais alto, que é redondo e com janelas grandes, e dá pra ver a cidade de Dublin lá do alto e você ganha uma pint de Guinness. Eu não quis desperdiçar e pedi um refrigerante hehehe

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André com sua Guinness


Dali fomos caminhando até a catedral de St Patrick´s, que é bem grande e tem um jardim bem bonito atrás, que com as flores da primavera e com sol estava muito bonito. Nós não entramos na catedral, pois já vimos tantas e tinha que pagar quase 10 euros... ao invés disso fomos caminhando na rua do lado da catedral e por acaso vimos uma entrada pra uma casa interessante, que é a Marshal Library, uma biblioteca super antiga e interessantíssima. Pena que não pode bater fotos por dentro, mas as estantes são de madeira original, livros super antigos nelas, tinha inclusive umas "jaulas" também originais, onde as pessoas eram trancadas com livros raros e importantes enquanto os usavam para pesquisa, isso há muito tempo atrás, para evitar roubo. Tinha uma exposição de livros de medicina, todos muito antigos, alguns de 1500, outros indo até 1800. A exposição contava a história dos seus autores famosos, homens que se destacaram na época deles por sua inteligência, alguns com teorias foram adotadas pela medicina por muitos anos. Livros de anatomia que eram como bíblias, usadas por todos os médicos. Realmente essa biblioteca vale a pena ver, e custa 2 euros, uma barganha!!

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Parque de St. Patrick´s Cathedral


Para o almoço nós havíamos visto em 2 revistas, incluindo o guia do lonely planet, que o melhor hamburguer da cidade é chamado Jo´s Burguer e fica num bairro logo fora do centro. Pegamos o ônibus e fomos até lá no lugar. Quando o hambúrguer chegou era gigante e parecia muito bom. Entretanto na primeira mordida eu já vi que não ia dar certo pra mim. É o tipo de hambúrguer pra pessoas que gostam de coisas diferentes, molhos diferentes, gostos diferentes. Achei absolutamente horrível e comi 1/4 dele e passei super mal do estômago o resto do dia. Odiei realmente, e pra variar o André adorou.
Dali nós resolvemos aproveitar que tinha sol e fazer um passeio até uma cidadezinha perto de Dublin chamada Howth, que nos foi recomendada por uma pessoa e também no Lonely Planet e Wikitravel. O trem Dart leva até lá em 20 minutos, e é uma cidadezinha na costa, onde existe muito peixe fresco, tanto que assim que se sai do trem já se sente o cheiro de peixe, mas não é exagerado. Muitos turistas vão até essa cidade pra fazer a caminhada pela costa, que passa por uns morros com uns penhascos ao lado do mar, com vista super bonita. Aqui vou dar as dicas para quem quiser fazer essa caminhada e evitar perder tempo e economizar energia pra caminhada. Assim que sair da estação de trem pegue o ônibus 31 em direção ao Summit, e faça a caminhada descendo pelos morros, que vai te levar de volta ao centro da cidade. COmo não sabíamos disso nós primeiramente perdemos tempo indo até o centro de informação turística que fica numa ponta longe da estação de trem. A mulher nos explicou o caminho para a tal trilha e nos falou que em 1:30 dava pra ir e voltar, se escolhesse não caminhar até o farol. Bom, cruzamos o centrinho da cidade, o que dá uns 10 minutos, até chegar no começo da trilha, que fica no lado esquerdo da cidade, logo ao lado do banheiro público. Tinha sol mas estava longe de estar calor e tinha bastante vento.

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Trilha na cidadezinha de Howth

A caminhada realmente foi muito bonita, com penhascos bonitos e vistas do mar e da cidade de Dublin ao longe no fim da trilha, entretanto s´[o pra chegar até o Summit demorou 1:30 e foi subida o tempo inteiro, com vento ainda foi super cansativo, porque eu ainda estava me recuperando do resfriado. Uma vez que se chega no Summit pode-se escolher ir até um farol, o que demora mais uma meia-hora, só que obviamente não fomos. Ao invés disso entramos na cidade de novo e íamos começar a fazer o caminho de retorno por dentro quando vimos o ônibus 31 chegar. Ficamos esperando uns 20 minutos pois era o ponto final, e aí o motorista começou a conversar com uns locals, bem coisa de lugar pequeno. Depois de pegar o trem voltamos ao hotel pra descansar e mais tarde saímos para jantar. Eu nessa hora estava morta de fome já. Fomos num restaurante italiano numa área bem legal de Dublin chamada Temple Bar, com vários pubs e restaurantes, e onde acontecem as festas. Tomamos um drink, jantamos e voltamos pro hotel. Com comida italiana não tem erro, meu macarrão estava muito bom!

Friday, 6 April 2012

Dublin - Dia 1

Neste ano resolvemos viajar pra algum lugar aqui pelos arredores, pra variar. Nos 3 anos anteriores fomos pra mais longe e conhecemos 2 países durante o feriado de páscoa, que com o fim de semana é de 4 dias.
O destino escolhido foi Dublin, na Irlanda. A Irlanda é dividida entre Irlanda do Norte e Irlanda do Sul. A do norte é protestante e faz parte do Reino Unido junto com Inglaterra, Escócia e País de Gales, enquanto que a do sul é católica e não faz parte do Reino unido. É claro que este "desentendimento" religioso causou guerras e mortes, como em vários outros lugares com tais desentendimentos. Quem sabe um dia religião não será mais uma coisa forçada em sociedade nenhuma e cada um terá a crença que quiser (mesmo que seja nenhuma) sem que isso impacte na forma que a pessoa interage com a sociedade.
O hotel que havia sido marcado era o Ibis, onde normalmente ficamos em viagens, entretanto no dia anterior eu estava imprimindo mapa de como chegar no hotel e reparei que a localização era bem ruim. Não só era longe do centro da cidade como era também longe da estação mais próxima. Então comecei a procurar outro lugar e achei uma guest house muito bem falada no tripadvisor chamada Ariel House, e acabei marcando com eles. Apesar de termos perdido o dinheiro do Ibis, que havia sido pré pago sem eu saber ou lembrar, valeu a pena, pois esse lugar que ficamos era de localização muito boa, confortável e com ótimo atendimento.
O vôo de Londres até Dublin é super rápido, 40 min, como de Floripa até São Paulo. Não existem trens conectando a cidade com o aeroporto, mas existem várias empresas de ônibus, algumas particulares e tem também público. Nós pagamos 14 Euros por pessoa pra ida e volta do aeroporto até uma rua super perto do nosso hotel.
Como sempre eu estava meio doente, então uma vez no hotel ficamos descansando no quarto até perto das 3 da tarde, e aí fomos até o centro da cidade. Existe um trem chamado DART, que fica ha 30 seg. de caminhada do nosso hotel e em menos de 10 te deixa no centro da cidade.
Uma vez lá caminhamos pela principal rua, que liga a OConnels com a Grafton. Eu tava com fome e almoçei na McDonalds, e depois caminhamos até Trinity College, a universidade de Dublin.

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Trinity College

Não é tão bonita como as de Cambrige, mas tem seu charme. A biblioteca dessa universidade tem um livro muito famoso, o Book of Kells, que é super antigo e como qualquer livro antigo o tema é religião e este livro foi feito por monges lá pelos anos 800 e tem várias ilustrações lindíssimas. É uma grande atração turística, mas não vimos. Isso porque lemos num guia que você paga 10 euros e vê por menos de 30 segundos o tal livro, então melhor saber que existe e que está lá e ver fotos pela internet.
Caminhamos pela Grafton road, a rua de compras, até o parque St. Stephens Green, que estava todo florido. Pena que o tempo estava ruim, mas isso não impediu vários irlandeses de estarem sentados na grama do parque aproveitando a primavera, que é florida, mas gelada.

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St Stephen’s Green


Caminhamos pelas ruas ali por perto mais um pouco e jantamos num lugar chamado Bewleys bem ali no centro e eu comi uma salada caprese, algo mais leve pra não dormir de barriga cheia.
Uma vez de volta ao hotel ficamos na salinha do lado da recepção, que era super aconchegante com sofás, lareira, café, chá e biscoitos. Tinha um piano de cauda super antigo e bonito. Tentei tocar umas músicas mas estava extremamente desafinado. Fui na recepção perguntar se pensavam em mandar afinar, mas a moça falou que já tinham tentado mas que está tão antigo o piano que infelizmente não é possível.
Saudades de ter um piano...

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Lounge no nosso hotel

Friday, 2 March 2012

Floripa


É até estranho eu ter um post sobre minha cidade natal, mas a verdade é que quando venho pra cá nunca faço turismo, mas desta vez por ter amigos estrangeiros querendo conhecer tudo acabei indo pra vários lugares que fazia anos que eu não ia.
Eles ficaram uma semana aqui e visitamos vários lugares.
Começamos com o Ribeirão da Ilha, um bairro com restaurantes de frutos do mar (alguns mais caros como o tal de Ostradamos, onde almoçamos na sexta-feira), e casinhas de pescadores no estilo açoriano. Floripa foi colonizada pelos açorianos e a arquitetura de lá ainda pode ser vista pela cidade inteira.
Visitamos várias praias também, algumas que eu não ia desde criança.
Floripa tem 42 praias e qualquer canto da ilha que você for vai encontrar praias lindas. As do norte têm mais infra estrutura e a água é mais quente. As do sul são mais quietas e vazias, mas não têm muita infra-estrutura, fica complicado achar banheiro ou restaurante dependendo de onde for. Algumas praias só se chega por trilha, como a Lagoinha do Leste.
Pro sudeste tem o Morro da Pedras, com um mirante com vista pra algumas praias. Este morro das pedras é um lugar de retiro espiritual, e é caminho pra várias praias do sul da ilha. Eu nunca vou pra essas praias, mas tem o Campeche, Armação, Pântano do Sul etc
A Lagoa é um dos principais pontos turísticos. Passa-se pelo morro da lagoa pra chegar e lá em cima tem um mirante onde a parada é sugerida, pois a vista é muito bonita.
Descendo o morro chega-se na Lagoa da Conceição, onde eu ia muito quando criança. Hoje em dia não é aconselhável nadar lá pois a qualidade da água não é boa, mas o visual é bonito. Na rua de paralelepípedos (Av. das rendeiras) que te leva até o morro da Mole encontra-se vários restaurantes e lojinhas de rendas. Ainda é possível ver a arte de fazer renda com os bilros em algumas delas e toalhinhas dessa renda são um bom item de decoração e presente. Todas são feitas manualmente e as pequenas custam cerca de R$20 enquanto que as grandes, que demoram quase 1 ano pra serem feitas, cerca de R$600.
Chegando no trevo pra direita chega-se na Joaquina e pra esquerda é o morro da Mole.
A Joaquina é uma praia que tem uma vista linda de cima das pedras que ficam do lado esquerdo da praia, e é popular com os surfistas. A água é super gelada e da última vez que entrei nela não consegui ficar muito tempo. Tem dunas muitos bonitas ali perto da Joaquina onde pode-se fazer sandboard.
A praia Mole é uma praia popular com esportistas e pessoal natureba. A areia é bem grossa e o mar bom pra surfe também, mas perigoso pra nadar. De lá tem uma mini trilha que te leva até a praia da Galheta, que também é uma praia bonita. A Galheta é praia de nudismo e antigamente muitas pessoas iam lá, mas hoje em dia só homens gays a frequentam, então fiquem avisados que apesar da praia ser bonita você vai ver vários homens gays nus lá, uns nem muito discretos.
Praia Mole

Continuando em frente tem um mirante pra Lagoa muito bonito, onde vale a pena parar e tomar uma água de côco ou caldo de cana.
Mirante a caminho da Barra
Continuando chega-se na Barra da Lagoa, uma praia muito legal que eu ia muito quando criança. Tem um restaurante excelente chamado 2 Irmãos, bem na parte esquerda da praia, com comida farta e gostosa. Tinha uma ponte pêncil super charmosa antigamente, mas agora vi que a substituíram com uma ponte azul mais moderna e sem graça...
Barra da Lagoa

A praia Brava fica bem no norte da ilha, perto da praia do Santinho. A praia Brava tem vários condomínios chiques e tem um visual lindo. Antes dava pra parar no morro antes de chegar na praia pra ver a vista, mas hoje isso não é mais possível, infelizmente.
A praia de Canasvieiras é muito popular com os Argentinos, que no verão tomam conta. A água é quente e tem bastante comércio. De lá pode-se fazer passeios de barco que passam por várias ilhas ao redor de Floripa, nadar com golfinhos, entre outras coisas. Nós fizemos um passeio pra Ilha de Anhatomirim, que tem um dos fortes contruídos pelos portugueses para defender a ilha de invasão espanhola. A ilha é linda, com vista maravilhosa! É mantida pela UFSC e paga-se R$8 pra entrar na ilha, mas vale a pena!! Eu adorei e não acredito que demorei mais de 30 anos pra ir lá! O passeio de barco é bem divertido, tem entretenimento. A maioria do pessoal no nosso barco era uruguaio, então o guia falava em portunhol. Só tinha 3 brasileiros, e os nossos amigos que só entendem inglês, e eu tentava traduzir tudo pra eles quando dava.
Paramos também pra fazer um mergulho e foi muito refrescante depois de estar num calor de 35 graus!
Ilha de Anhatomirim

Jurerê Internacional é a praia dos "ricos". Na verdade não é bem assim, essa fama começou faz uns anos e é meio equivocada. O que acontece é que muitas mansões foram construídas lá em Jurerê, mas o pessoal que as construiu normalmente não mora lá, eles as alugam na temporada por preços exorbitantes, e o resto do ano ficam vazias. Os moradores de Jurerê são pessoas de classe média, não são ricos. Não são diferentes de quem mora no centro da cidade, ou perto da UFSC. Como a praia tem essa fama tem gente que vai lá só pra ostentar. Perto do ano novo é quando tudo está "bombando" lá, vários DJs internacionais tocam em boates caríssimas lá, vêm muita gente do Rio e São Paulo pra tomar champagne na praia, tem gente que vai lá só pra se mostrar mesmo. Mas Jurerê tem a melhor infra-estrutura de todas as praias da ilha, por isso muita gente mora lá mesmo durante o inverno, e em 20 min chega-se no centro da cidade.
Gostei muito de ter visto a minha terra natal com perspectiva de turista, consegui aproveitar bastante a beleza desse pedacinho de terra lindo perdido no mar, como diz o hino de Floripa :)

Thursday, 23 February 2012

Buenos Aires - Dia 3


No nosso último dia em Buenos Aires eu resolvi tomar café da manhã no hotel, pois o preço era 30 pesos, o mesmo que pagamos no Café Tortoni, e era buffet livre, com bastante fruta, pão com frios, cereais etc etc.
Os demais quando descobriram que fiz isso se arrependeram de ter ido pra outro café comer croissant com suco de laranja pagando o mesmo que eu paguei no hotel...
Neste dia visitamos o cemitério mais famoso de Buenos Aires, onde várias pessoas famosas de lá estão enterradas, como a Evita (possivelmente a mais famosa entre nós estrangeiros), mas têm muitos heróis de guerra, escritores, ganhador de prêmio nobel etc etc.
Fomos de metrô até certa parte e depois disso caminhamos uns 20 min até chegar no cemitério, que fica no bairro da Recoleta, o bairro que mais gostei em Buenos Aires, pois é bem arborizado e as casas e apartamentos bonitos. Parece que é um bairro nobre da cidade.
Ali do lado paramos pra tomar um sorvete muito bom chamado Freggo e entramos no cemitério. A entrada é de graça, mas por 10 pesos compra-se um mapa indicando uma rota sugerida e também túmulos de pessoas famosas.
Alguns túmulos são incríveis, parecem igrejas, outros parecem templos, devem ter custado uma fortuna!!
Túmulo da Evita a esq. e um dos túmulos que parecem igrejas a dir

Depois de visitar o cemitério fomos almoçar. Vimos vários cafés ali perto, mas eram todos muito caros (comecei a me irritar imensamente com o resto do pessoal nessa hora, que não se decidiam onde ir). Caminhando em direção ao shopping encontramos um restaurante legal que satisfez todos os gostos.
Aí fomos pra um bairro chamado San Telmo e caminhamos por lá um pouco. Tem uns cafés e lojinhas de antiguidades. Visitamos também um museu de um ex presídio feminino.
Pra janta 2 dos meninos viram na internet um restaurante que segundo eles era "na esquina do hotel", o que seria conveniente pra pegar as malas e táxi pra ir pro aeroporto. Nosso táxi era ás 7:15 e às 10 pras 6 fomos atrás do tal restaurante. A "esquina do hotel" se estendeu até o teatro Colón, e chegando lá era um restaurante super chique e super caro. O resultado é que perdemos meia hora nessa procura e aí eu resolvi decidir que voltaríamos pro hotel e comeríamos no restaurante da esquina, literalmente, que era um café. Chegando lá o pessoal estava mais preocupado em conectar no wi-fi do que pedir, aí eu me irritei imensamente e mandei todo mundo parar de ficar no telefone e pedir logo, porque tínhamos 40 minutos pra pedir a janta, comer, pagar e pegar as malas. Falei com o garçom que estávamos com pressa e mesmo assim eu tive 10 minutos pra comer meu bife, o único dia que pedi carne em Buenos Aires. Fiquei p* com todo mundo e incrivelmente mau humorada!
Nosso vôo saiu de BA às 10 da noite e chegamos em Floripa 1 da manhã horário local, o vôo foi tranquilo.
Nosso passeio por Buenos Aires foi legal, realmente é uma cidade bem interessante que lembra as cidades européias um pouco, e eu não senti nenhum tipo de preconceito contra brasileiro. Os argentinos que eu encontrei gostam de brasileiros e me senti muito bem recebida e sempre fui muito bem atendida. Recomendo a viagem até Buenos Aires!

Wednesday, 22 February 2012

Buenos Aires - Dia 2


Neste dia acordamos cedo pra ir até o Café Tortoni tomar café da manhã. O interior do lugar é super bonito, bem antigo e aconchegante. As opções de comida não me agradaram muito, pois pra mim café da manhã tem que ter fruta. Eu tomei um suco de laranja e comi um croissant. Pedi uma geléia e veio geléia de laranja, que eu não gosto. Na verdade eu havia era pedido um croissant de presunto e queijo, mas veio boiando no queijo e o André que acabou comendo. Ambiente bom, mas não gostei da comida, e custou uns 30 pesos por pessoa.
Café Tortoni

Uma vez terminado o café da manhã fomos visitar a ópera de Buenos Aires, que dizem ser muito bonita. Havíamos agendado os tickets pela internet e uma vez lá era só entrar na fila pra visita. As visitas tem que ser com guias e nós fizemos uma em inglês. É realmente bem interessante e algumas salas são muito bonitas, deve ser bonito ver alguma apresentação lá, mas não tinha nenhuma nos dias em que estávamos em Buenos Aires.

Ópera de Buenos Aires

Era hora do almoço e fomos até o Caminito. O nosso taxista foi bem legal e me explicou que lá eram as casas dos trabalhadores do porto (fica perto do rio), na grande maioria estrangeiros. Ainda hoje naquelas casinhas coloridas moram pessoas, mas elas aparentemente são bem pequeninhas por dentro.
Estava cheio de turistas lá e ficamos vendo o movimento e as casinhas coloridas e lojas de souvenirs.
Caminito

Perto do Caminito (cerca de 10 min de caminhada, ao lado do estádio do Bocca, na rua Brandsen) tem um restaurante muito bom com preços ótimos. É um restaurante de comida caseira, onde o dono é muito simpático e a comida excelente! Infelizmente não lembro do nome, mas se alguém quiser é só procurar o estádio do Bocca que vai achar o tal restaurante de esquina, com janelas grandes.
Depois disso voltamos para o hotel para descansar, estava bastante quente neste dia. Nos encontramos novamente às 6:30 e fomos para Puerto Madero de novo, mas pro outro lado. Passamos pela Casa Rosada ao anoitecer e estava iluminada e bem bonita.
Palácio Rosado

Aqui vai a dica, não tentem ir caminhando pelo lado direito da casa rosada até Puerto Madero, pois nosso guia mais uma vez se confundiu e foi um inferno caminhar até lá, demos a maior volta, não tinha calçada, horrível!
O restaurante que comemos era delicioso, comi salmão fantástico!!! Realmente a comida em Buenos Aires é de dar água na boca!

Tuesday, 21 February 2012

Buenos Aires - Dia 1


Buenos Aires

Na terça-feira acordamos cedo pra pegar o vôo pra Buenos Aires. O vôo foi tranquilo e chegamos lá era 1 da tarde horário local. Nos hospedamos no Ibis que fica perto do Obelisco, e só tinha brasileiro hospedado lá, incrível!
Almoçamos num lugar ali perto do hotel e a comida foi farta e boa, e aí caminhamos até o Obelisco e vimos a avenida mais larga do mundo (segundo o André contou), que é bem arborizada e acho que é a parte central da cidade.
O nosso "guia" como já havia estado lá estava nos dizendo onde ir, só que o nosso guia se perdeu e caminhamos pela direção errada por várias quadras e depois tivemos que voltar tudo. Isso não foi muito legal, mas uma vez no caminho certo fomos até a Avenida de Mayo, que é bem bonita e onde fica o tal Café Tortoni, um dos mais antigos de Buenos Aires. Tinha a maior fila na frente deste café, então a dica é acordar cedo pra tomar café da manhã lá. Caminhando por essa rua saímos direto na Casa Rosada, o palácio presidencial, que fica numa praça onde também tem uma catedral.
Dali fomos caminhar por uma rua chamada Florida, que aparentemente é boa pra compras. Eu havia ouvido falar que Buenos Aires era um bom lugar pra compras, mas pelo jeito não é mais, pois não achei as coisas baratas e não comprei nada. Os demais continuaram caminhando, mas eu estava muito cansada e voltei pro hotel pra dormir um pouco.
Mais tarde saímos pra jantar em Porto Madero. Fomos num restaurante bem caro, mas com comida muito boa. Só que eu já tinha comido tanto na viagem que só comi uma salada, mas todos falaram que a carne era fantástica!
Puerto Madero á noite

Estava friozinho essa noite e tive que colocar meu casaco. Fomos e voltamos de metrô, que funciona bem, apesar de não ser tão frequente como em Londres. Se bem que se comparando com a district line (a linha da minha casa) é igual.
Este foi nosso primeiro dia em Buenos Aires.