Monday, 4 June 2012

Tallinn – Estônia

A viagem na balsa de Helsinki até Tallinn foi de 1:30. Chegando no porto de Tallinn pegamos um táxi até o nosso hotel, que ficava na parte antiga da cidade. A distância era maior do que a do hotel em Helsinki até o porto e pagamos metade do preço!! Descobrimos que Tallinn é um lugar bem mais barato do que qualquer outra capital da Europa que já fomos, e a moeda é o euro também.
Nosso hotel era bem simples, simples até demais no sentido de que as coisas eram meio velhinhas, mas vimos que a casa onde fica o hotel é uma casa bem antiga de um antigo mercadante de alguns séculos atrás, então não tinha como ser tudo moderno, e a mobília antiga deu um certo charme, mas mesmo assim era super básico e a cama era macia demais pro meu gosto, gosto de cama quanto mais firme melhor.
O tempo estava bem melhor em Tallinn, apesar de não ter sol não tinha aquele vento horroroso e por isso não estava tão frio.

Deixamos as coisas no hotel e saímos para explorar o centro antigo da cidade. Lembrou-nos de Praga, é uma cidade incrivelmente charmosa, mas bem menor do que Praga. O centro histórico é facilmente explorado a pé e tem vários museus e cada canto que a gente olha tem alguma coisa bonita e interessante!

Começamos caminhando do hotel até a praça central da cidade, onde tem vários restaurantes e lojinhas de souvenir. Caminhamos até Tompeei Hill para ver a catedral de Alexander Nevski, uma das lembranças da época em que a Estônia era parte do império russo. A influência russa é ainda muito grande lá e se escuta russo em todos os lugares, principalmente entre os mais velhos. E como é próximo da Rússia muitos turistas são russos.

A catedral é no mesmo estilo das catedrais que vimos em Moscou, por dentro com aqueles painéis lindos dourados e vários candelabros grandiosos espalhados e por fora com aqueles domos coloridos.

Alexander Nevski Cathedral

Dali fomos até uma outra igreja ainda em cima de Tompeei Hill, acho que se chama ‘Dome church’, e resolvemos subir até o topo dela pra ver a vista. Já aviso que não vale a pena, pois são 5 euros por pessoa e a vista não é tao bonita quanto a de um dos pontos de vista logo ali do lado da igreja. E a igreja em si nem é grandes coisa. Paramos nos demais pontos de vista ali perto e batemos dezenas de fotos, e de graça.

Tallinn – Estônia

Descemos caminhando até o parque que ficado lado de fora da muralha que circunda a cidade e lá tinha uns jardins bem modernos, um tipo de festival parece, era interessante.

O charme de Tallinn é ficar caminhando pelas ruazinhas vendo a cidade e as pessoas, então fizemos isso até dar fome e fomos num restaurante chamado AED, que vimos recomendação no wikitravel e no lonely planet.

Este restaurante é o melhor restaurante que eu já estive na Europa! Eu não sou de comer comida cara e toda cheia de frescura, e a maioria da coisas tem alguma coisa que ou eu não gosto ou me faz mal. Neste restaurante cada prato indica se tem lactose ou gluten, pra ajudar quem tem intolerância. Pra mim foi a melhor coisa, não me preocupar se a comida tinha creme, coisa que eu não posos chegar perto! Comi uma polenta de entrada e de prato principal macarrão integral com salmão, absolutamente maravilhoso! os ingretientes são todos orgânicos e o preço é maravilhoso, mais barato do que qualquer outra lugar que tenhamos ido nessa viagem! Pra 2 pessoas, 2 copos de vinho, 1 entrada, 2 pratos principais e uma sobremesa saiu 30 libras, o que em Londres seria 2 vezes mais, pelo menos!

Este foi nosso primeiro dia em Tallinn.

Tallin – Estônia

No dia seguinte nós visitamos alguns museus e mais outras igrejas (como em outros lugares da Europa são as principais atrações). Vimos o museu da ocupação nazista onde vimos depoimentos de pessoas que moravam lá naquela época, foi interessante.

Achamos uma loja de marzipan numa das nossas caminhadas, onde era muito mais barato do que em Londres e gastei quase 20 libras em marzipan. Comemos tudo na viagem…

Tudo isso é feito de marzipan

Vimos um pouco da parte nova da cidade, onde tem shopping center, no caminho pra um palácio chamado Kadriorg. Eu não acho que valha a pena ir até este palácio. Não é longe, mas não tem nada demais, só uma sala que eu achei bonita, o resto é mais museu com quadros e outras coisas, mas já fui em palácios e museus mais impressionantes.

A única sala bonita do palácio de Kadriorg

Almoçamos no centro da cidade e já fiz reserva praquele mesmo restaurante do dia anterior pra janta.

Resolvemos visitar um monastério bem antigo ali perto do nosso hotel, e era um lugar meio escuro e sombrio, de pedra, e ao subir uma escada nos deparamos com uma sala escura e fria, e tinha uma velhinha sentada atrás de uma mesa cobrando a entrada, só ela lá. O inglês dela era tão bom quanto o meu russo, então não foi muito fácil de se comunicar pra entender onde ir e o que ver. No fim ainda tentei perguntar umas coisas pra ela e ela respondia metade em russo e metade em inglês, devo ter entendido 10% de tudo o que ela falou. Depois fiquei pensando que o trabalho dela é ficar sozinha ali naquela lugar frio e escuro, não um trabalho muito agradável.

Compramos alguns souvenirs e voltamos pro hotel pra descansar. Mais tarde voltamos pro restaurante e eu comi uma sopa fantástica, mas simples, de salmão, batata e cenoura (4 euros). Depois uma massa com champignon e tofu (6 euros), adorei! Queria muito que tivesse um restaurante daqueles aqui em Londres. Depois vi no trip advisor que é o melhor restaurante de Tallinn, escolhido pelo público. Altamente recomendado e façam reserva!

Fomos dormir cedo porque no dia seguinte nosso vôo para a Rússia sairia bem cedo.

Tallinn é um lugar que eu recomendo, é muito bonito, os preços são mais baratos do que qualquer outra capital européia e é de fácil acesso para vários outros lugares.

Saturday, 2 June 2012

Helsini – Finlândia

No fim de semana do dia 2 da junho, aqui em Londres e no resto do Reino Unido, houveram muitas celebrações dos 60 anos de trono da rainha Elizabeth II. Muitas festas foram realizadas nas ruas, apesar da chuva, teve desfile de barcos pelo Tâmisa, show na frente do Palácio de Buckingham etc etc.
Tivemos 2 dias de feriado, segunda e terça-feira. É claro que eu e o André aproveitamos essa oportunidade para cair fora e conhecer outros países, afinal não nos empolgamos em comemorar nada no meio de chuva e frio.
Nosso primeiro destino foi Helsinki, capital da Finlândia.
A diferença de fuso-horário é de 2 horas aqui pra Londres, e como nosso vôo só saiu depois do meio-dia aqui, até chegarmos no hotel lá já eram mais de 6 da tarde no horário de lá, apesar do vôo ser somente 2 horas (ou nem isso).
Pegamos um ônibus do aeroporto até o hotel, que ficava do lado da estação de trem, um prédio grande e até bonito.
Deixamos nossas coisas no hotel e fomos dar uma caminhada ali por perto para procurar um lugar pra jantar.
Como era sábado a noite não foi tarefa muito fácil, pois todos os restaurantes que havíamos visto recomendados nos guias de viagem não aceitavam clientes sem reserva, estava tudo cheio. Acabou que fomos numa steakhouse ali no centro, sendo que queríamos ter comido peixe, pois é um lugar famoso por peixe.
Nessa steakhouse foi estranho porque tinha um casal esperando mesa na nossa frente, mas nenhum atendente vinha falar conosco. Normalmente tem alguém organizando a fila e dizendo quanto tempo seria a espera. Mas nada disso aconteceu. Ficamos uns 15 min na fila e finalmente algumas pessoas saíram de 2 mesas, e aí os atendentes vieram até a fila e levaram o casal e nós cada um pra sua mesa. Acho que lá é comum não ter ninguém pra receber, pois aconteceu o mesmo em outros lugares lá. As pessoas sabem que têm que esperar na fila até alguma mesa ficar vaga.
Eu pedi um bife grelhado e batata frita. Nunca pensei que iria dizer isso, mas foi dos melhores bifes que eu já comi na minha vida! Era tão macio e saboroso que quase derretia na boca, e foi preparado bem como eu gosto, super bem passado, o que é pesadelo pra quem gosta bastante de carne, mas é assim que eu gosto! Tive que ir pra Finlândia pra comer carne boa, porque em Londres não tem.
Depois da janta passeamos ali por perto e na volta pro hotel já eram quase 10 da noite e o sol ainda estava brilhando no horizonte.


No dia seguinte nosso plano era conhecer uma ilha ali perto, uma tal de Suomenlinna, onde tem um forte e uma vila bonitinha, mas o tempo não estava firme e isso não aconteceu. Eu não estava preparada para tanto frio e vento, tive que usar tudo o que levei de mais quente e parecia um boneco de neve cheia de casaco! Estava menos de 10 graus e isso que já era junho!!
Depois do café caminhamos até o centro da cidade e vimos a praça principal, chamada Seenatintori, tem que uma construção bem bonita no topo e tem também uma estátua do Tsar Alexandre II, que era tsar da Finlândia também na época.

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Seenatintori – Helsinki

Depois fomos até uma igreja chamada Upenski que fica no alto de um morro numa ilha adjacente ao centro, passamos pelo mercado central que vende um monte de souvenirs e coisas de pele por preços exorbitantes, passamos pelo parlamento e aí fomos caminhando de volta pro hotel porque começou a chover um monte.
Eu já estava com fome a esta hora e parei numa McDonalds pra comer e me agasalhar da chuva, pois havia deixado o guarda-chuva no hotel.
De tarde caminhamos pro outro lado da cidade pra ver o parque olímpico, pois em 1952 Helsinki foi sede das Olimíadas. O estádio obviamente já está bem velho, nem sei se é usado ainda. Passamos por um parque bem grande na beira de um lago. Dias de sol devem ser bonitos lá.

Catedral de Upenski – Helsinki


Voltamos pro centro e fomos numa confeitaria bem gostosa chamada Frazer, onde tomei algo quente e comi algo que parecia um brigadeiro, mas com gosto completamente diferente.

Doces e bolos na confeitaria Frazer
Lá pelas 4 da tarde o tempo abriu e saiu o maior sol! Nem parecia que estava um lixo absoluto há poucas horas atrás. Entretanto por ser uma cidade ao lado do mar o vento frio continuava. Visitamos uma loja de departamento bem grande que tem lá e o museu da cidade.

Voltamos pro hotel pra descansar e de noite fomos num bar chamado Atelje bar, que fica no último andar de um hotel ali no centro, de onde se tem uma vista bonita da cidade de Helsinki.

Drink no Ateljee Bar em Helsinki

No dia seguinte ficamos no hotel de manhã, pois pra ser sincera não tinha muito mais coisa pra se ver na cidade. Ao meio-dia pegaríamos uma balsa até Tallinn, na Estônia. Fizemos check-out e pegamos um táxi que já começou o taxímetro em 5.50 euros!!! Pagamos 10 euros pra ir até o porto, que não era longe.
Quando chegamos lá descobrimos que a balsa havia sido cancelada por problemas mecânicos. Foi um saco, tivemos que matar 2 horas lá no centro, carregando mala (bom, o André tava carregando a mala). Ainda bem que tinha sol, mas o vento infernal continuava.
Fomos de novo até a parte bem central que é do lado do porto e estava tendo uma cerimônia com vários oficiais, mas como finlandês é um idioma absolutamente impossível de se entender qualquer coisa (da mesma família do húngaro) não sabia o que tava acontecendo.
Almoçamos num restaurante caro e ruim ali no centro onde pelo menos consegui comer peixe, mas não gostei... Ficamos vendo a esquadrilha da fumaça fazer coisas loucas possivelmente celebrando o que aquela cerimônia estava celebrando.
Finalmente chegou 2 da tarde e pudemos embarcar pra Tallinn.
Helsinki me lembrou um pouco Estocolmo, tem o feeling de cidade escandinávia (pois é uma), onde tudo funciona e onde tudo é caro, só que não é tão grande ou interessante como Estocolmo. A não ser que você tenha algum tipo de curiosidade especial ou que goste de neve e esportes relativos a neve, em cujo caso você vai pro interior do país, não foi das capitais mais interessantes que eu já vi.

Wednesday, 9 May 2012

Mais uma vez sobre o consulado… melhorado!

Hoje eu tive que voltar num lugar que eu detesto, o consulado brasileiro em Londres. Tenho um post de 2 anos atrás onde descrevo minhas experiências com este lugar que é igual ao Brasil, onde nada funciona direito, mesmo estando em solo inglês.
Das vezes anteriores o procedimento era: chegar o mais cedo possível, ficar na fila no lado de fora até pegar uma senha, subir e ficar sentado esperando algumas horas até sua senha ser chamada, para então ser atentido e se tiver sorte ter seu problema resolvido.
Desta vez descobrimos que agora se faz um agendamento pela internet para evitar filas. É difícil conseguir horário, normalmente só se consegue pra daqui a algumas semanas, mas é de se compreender, afinal as leis de um país igual ao Brasil fazem o posível para dificultar a vida do cidadão (com a desculpa de proteger os interesses) e tudo precisa ser feito em pessoa, portanto sempre tem muita gente precisando ir até o consulado.
Chegando lá tinham várias pessoas lá fora e um homem tentando controlar e dar informação, tudo ao mesmo tempo. Fomos instruídos a ficar na fila do lado esquerdo, que era pra quem tinha agendamento, e do lado direito um monte de gente tentando falar com o homem pedindo informação. Aí saiu uma mulher de dentro do consulado e mandou entrar quem tinha agendamento, só que o cara na porta flaou que era pra entrar só quando ele dissesse, e nisso passou uma mulher por ele, dizendo que tinha agendamento e ia entrar, furando a fila onde estávamos, e ele mandou ela esperar na frente da porta, e nisso mais gente pedindo informação pro cara, que não conseguia dar atenção pra nossa fila. Aí fiquei puta e falei que pra que tem agendamento se não pode entrar, e obviamente era pra entrar pois a mulher do consulado mandou a gente entrar e ainda gente começou a furar a fila. Ele como todo ser do sexo masculino não gostou de ter uma mulher falando que ele estava errado, mas viu que estava errado e nos mandou entrar.
Ficamos naquela salinha de sempre esperando até as 9:30, que era o agendamento do André, pois cada horário marcado só serve pra fazer 1 único documento. Não tinham muitas pessoas naquela sala, que normalmente era cheia, e logo as pessoas começaram a ser chamadas, para minha surpresa, no horário! Como a procuração que o André iria fazer era a mesma que eu iria fazer, só com dados diferentes, o mesmo cara fez a minha, apesar de meu horário ser as 10 da manhã. Mesmo porque tudo o que ele tinha que fazer era mudar alguns dados, o texto havia sido entregue todo pronto pra ele por nós.
Logo foi minha vez e às 10 horas já estava tudo pronto, nós com nossas procurações.
Devo admitir que fiquei surpresa com o empenho deles em organisar o atendimento, realmente está MUITO melhor do que costumava ser. Ainda tem espaço para melhora, mas é bom que eles viram que algo precisava ser feito com relação ao número de pessoas a ser atendida e tentaram organisar, parabéns pra eles!
Ainda ouvi reclamações lá dentro com relação a informação incorreta sobre isso e aquilo, o que é normal em qualquer instituição brasileira devido ao número de folhas e documentos que um cidação tem que carregar, mas aí a culpa é da burocracia requerida pelo governo brasileiro. O consulado brasileiro em Londres deu um passo na direção certa.

Sunday, 8 April 2012

Dublin - Dia 3

Domingo de páscoa acordamos mais tarde e fomos passear por um parque chamado Merrion Square, que é pequeno mas super tranquilo e tem uma estátua do escritor Oscar Wilde, que é muito famoso e nasceu em Dublin.

Dali fomos de novo caminhando até o centro e como sempre comecei a me sentir mal, pois depois daquela caminhada extremamente cansativa no frio eu tive uma pequena recaída. Entramos num café pra eu tomar um chá quente e me recuperar e nisso já era perto do meio-dia e resolvemos almoçar cedo. Fomos num lugar recomendado por uma menina do meu trabalho, chamado Cafe en Seine, que fica no centro perto do St. Stephen´s Green. Eu absolutamente AMEI esse lugar! É um café com uma decoração diferente, cheio de estátuas e abajures, quadros, lustres, sofazinhos, tem vários ambientes, tem bar mas tem comida também.

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Cafe en Seine

Realmente eu recomendo que visitem este café, achei fantástico e adoraria voltar lá. Eu comi um bolinho de peixe com salada de almoço, que estava muito bom, só que por algum motivo me fez mal também. Passei o resto do dia mal do estômago de novo... sempre que eu viajo é um pesadelo achar um lugar pra eu comer, pois ou não gosto das coisas ou elas me fazem mal... por isso que só como em casa ou como sempre as mesmas coisas quando saio, porque sei as que não me fazem mal. Dali eu tentei me recuperar pra gente visitar a Chester Beatty library, uma biblioteca que não é bem biblioteca, mas  uma exposição de artefatos de um colecionador chamado Chester Beatty, que na época dele, há muitos anos, se interessou em comprar e colecionar vários tipos de items como desenhos japoneses e chineses, livros do corão entre várias outras coisas que hoje em dia são valiosíssimas. Ele viajava com a família e comprava esses items. Achei tudo muito interessante, principalmente a arte oriental de desenhar. Tem uns vídeos de demonstração de como a capa de livros era feita antigamente, os diferentes tipos de artistas que eram necessários pra fazer a capa, um pra fazer o desenho, outro pra esculpir certas partes, outro pra fazer a cor etc etc. Trabalhosíssimo, mas por isso o resultado era impecável e lindo.
Depois disso passamos pela Christ Church cathedral, mas só por fora, e eu voltei pro hotel pra descansar e o André continuou a caminhar pela cidade.
Mais tarde eu estava morrendo de fome, mas ainda passando mal do estômago. Pegamos um táxi e acabamos indo numa Pizza Express (é um restaurante que tem por toda a cidade de londres também, que eu absolutamente detesto, pois a comida é medíocre e cara) que era o que tinha de mais conveniente e eu pedi uma salada de atum, e ainda bem que pedi molho separado, pois quando chegou a salada com o molho num potinho dava pra ver que o molho era cremoso. Eu realmente não entendo porque as pessoas têm mania de colocar creme de leite em absolutamente TUDO. Aqui é impossível achar uma sopa sem creme! Até no brasil passei trabalho, pois tudo quanto é molho tem creme de leite. E como não posso comer acabo me dando mal! Pelo menos aqui eles não são de encher tudo de queijo, no Brasil colocam queijo demais em tudo, é um horror!  Se eu fosse presidente iria proibir creme de leite e ar condicionado!
Depois desta janta leve consegui dormir super bem e na manhã seguinte arrumamos tudo pra voltar pra Londres. Tomamos café da manhã no hotel e estava mais ou menos. É bom pra quem gosta de comer ovo e bacon de manhã, o que eu até comi, mas gosto mesmo é de fruta fresca, que infelizmente não tinha.
A viagem de volta foi tranquila e ficamos surpresos que não passamos na imigração quando chegamos em Londres. Não sabia, mas de repente vôos do UK ou Irlanda não passam pela imigração... de qualquer forma isso nos salvou tempo, pois com o fim do feriado de páscoa as filas da imigração estavam absolutamente gigantes! Como só levamos bagagem de mão pudemos ir direto pro metrô e aí pra casa.
Foi uma viagem tranquila e pudemos fazer tudo com calma. Apesar de eu não ter estado 100% eu gostei bastante de Dublin, que é uma cidade super interessante e com muita história e muitas pessoas famosas nativas de lá.

Saturday, 7 April 2012

Dublin – Dia 2

No dia seguinte, de café eu comi algo que havia comprado no dia anterior, sempre uma fruta, suco e algum pão, neste caso um blueberry muffin, que eu adoro mas quase nunca como.
Fomos visitar a fábrica da cerveja Guinness, que é uma das atrações turísticas em Dublin. Fomos cedo e foi bom pois não tinha muita gente ainda. Havíamos comprado ingressos pela internet e por isso não pegamos fila. Tem umas maquininihas pra coletar o ingresso baseado no número do pedido e não existe guia na visita, você vai caminhando por vários ambientes e lendo sobre a história e fabricação da cerveja. O lugar é gigante, são 7 andares no total, com bares e restaurantes, além de filmes sobre a história da tal cerveja. Aí numa parte eles dão um pouquinho num copo pra você provar. Eu tomei 2 goles e não consegui mais, é amarga demais!!

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Na fábrica da Guinness


No fim da visita dá pra ir no andar mais alto, que é redondo e com janelas grandes, e dá pra ver a cidade de Dublin lá do alto e você ganha uma pint de Guinness. Eu não quis desperdiçar e pedi um refrigerante hehehe

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André com sua Guinness


Dali fomos caminhando até a catedral de St Patrick´s, que é bem grande e tem um jardim bem bonito atrás, que com as flores da primavera e com sol estava muito bonito. Nós não entramos na catedral, pois já vimos tantas e tinha que pagar quase 10 euros... ao invés disso fomos caminhando na rua do lado da catedral e por acaso vimos uma entrada pra uma casa interessante, que é a Marshal Library, uma biblioteca super antiga e interessantíssima. Pena que não pode bater fotos por dentro, mas as estantes são de madeira original, livros super antigos nelas, tinha inclusive umas "jaulas" também originais, onde as pessoas eram trancadas com livros raros e importantes enquanto os usavam para pesquisa, isso há muito tempo atrás, para evitar roubo. Tinha uma exposição de livros de medicina, todos muito antigos, alguns de 1500, outros indo até 1800. A exposição contava a história dos seus autores famosos, homens que se destacaram na época deles por sua inteligência, alguns com teorias foram adotadas pela medicina por muitos anos. Livros de anatomia que eram como bíblias, usadas por todos os médicos. Realmente essa biblioteca vale a pena ver, e custa 2 euros, uma barganha!!

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Parque de St. Patrick´s Cathedral


Para o almoço nós havíamos visto em 2 revistas, incluindo o guia do lonely planet, que o melhor hamburguer da cidade é chamado Jo´s Burguer e fica num bairro logo fora do centro. Pegamos o ônibus e fomos até lá no lugar. Quando o hambúrguer chegou era gigante e parecia muito bom. Entretanto na primeira mordida eu já vi que não ia dar certo pra mim. É o tipo de hambúrguer pra pessoas que gostam de coisas diferentes, molhos diferentes, gostos diferentes. Achei absolutamente horrível e comi 1/4 dele e passei super mal do estômago o resto do dia. Odiei realmente, e pra variar o André adorou.
Dali nós resolvemos aproveitar que tinha sol e fazer um passeio até uma cidadezinha perto de Dublin chamada Howth, que nos foi recomendada por uma pessoa e também no Lonely Planet e Wikitravel. O trem Dart leva até lá em 20 minutos, e é uma cidadezinha na costa, onde existe muito peixe fresco, tanto que assim que se sai do trem já se sente o cheiro de peixe, mas não é exagerado. Muitos turistas vão até essa cidade pra fazer a caminhada pela costa, que passa por uns morros com uns penhascos ao lado do mar, com vista super bonita. Aqui vou dar as dicas para quem quiser fazer essa caminhada e evitar perder tempo e economizar energia pra caminhada. Assim que sair da estação de trem pegue o ônibus 31 em direção ao Summit, e faça a caminhada descendo pelos morros, que vai te levar de volta ao centro da cidade. COmo não sabíamos disso nós primeiramente perdemos tempo indo até o centro de informação turística que fica numa ponta longe da estação de trem. A mulher nos explicou o caminho para a tal trilha e nos falou que em 1:30 dava pra ir e voltar, se escolhesse não caminhar até o farol. Bom, cruzamos o centrinho da cidade, o que dá uns 10 minutos, até chegar no começo da trilha, que fica no lado esquerdo da cidade, logo ao lado do banheiro público. Tinha sol mas estava longe de estar calor e tinha bastante vento.

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Trilha na cidadezinha de Howth

A caminhada realmente foi muito bonita, com penhascos bonitos e vistas do mar e da cidade de Dublin ao longe no fim da trilha, entretanto s´[o pra chegar até o Summit demorou 1:30 e foi subida o tempo inteiro, com vento ainda foi super cansativo, porque eu ainda estava me recuperando do resfriado. Uma vez que se chega no Summit pode-se escolher ir até um farol, o que demora mais uma meia-hora, só que obviamente não fomos. Ao invés disso entramos na cidade de novo e íamos começar a fazer o caminho de retorno por dentro quando vimos o ônibus 31 chegar. Ficamos esperando uns 20 minutos pois era o ponto final, e aí o motorista começou a conversar com uns locals, bem coisa de lugar pequeno. Depois de pegar o trem voltamos ao hotel pra descansar e mais tarde saímos para jantar. Eu nessa hora estava morta de fome já. Fomos num restaurante italiano numa área bem legal de Dublin chamada Temple Bar, com vários pubs e restaurantes, e onde acontecem as festas. Tomamos um drink, jantamos e voltamos pro hotel. Com comida italiana não tem erro, meu macarrão estava muito bom!

Friday, 6 April 2012

Dublin - Dia 1

Neste ano resolvemos viajar pra algum lugar aqui pelos arredores, pra variar. Nos 3 anos anteriores fomos pra mais longe e conhecemos 2 países durante o feriado de páscoa, que com o fim de semana é de 4 dias.
O destino escolhido foi Dublin, na Irlanda. A Irlanda é dividida entre Irlanda do Norte e Irlanda do Sul. A do norte é protestante e faz parte do Reino Unido junto com Inglaterra, Escócia e País de Gales, enquanto que a do sul é católica e não faz parte do Reino unido. É claro que este "desentendimento" religioso causou guerras e mortes, como em vários outros lugares com tais desentendimentos. Quem sabe um dia religião não será mais uma coisa forçada em sociedade nenhuma e cada um terá a crença que quiser (mesmo que seja nenhuma) sem que isso impacte na forma que a pessoa interage com a sociedade.
O hotel que havia sido marcado era o Ibis, onde normalmente ficamos em viagens, entretanto no dia anterior eu estava imprimindo mapa de como chegar no hotel e reparei que a localização era bem ruim. Não só era longe do centro da cidade como era também longe da estação mais próxima. Então comecei a procurar outro lugar e achei uma guest house muito bem falada no tripadvisor chamada Ariel House, e acabei marcando com eles. Apesar de termos perdido o dinheiro do Ibis, que havia sido pré pago sem eu saber ou lembrar, valeu a pena, pois esse lugar que ficamos era de localização muito boa, confortável e com ótimo atendimento.
O vôo de Londres até Dublin é super rápido, 40 min, como de Floripa até São Paulo. Não existem trens conectando a cidade com o aeroporto, mas existem várias empresas de ônibus, algumas particulares e tem também público. Nós pagamos 14 Euros por pessoa pra ida e volta do aeroporto até uma rua super perto do nosso hotel.
Como sempre eu estava meio doente, então uma vez no hotel ficamos descansando no quarto até perto das 3 da tarde, e aí fomos até o centro da cidade. Existe um trem chamado DART, que fica ha 30 seg. de caminhada do nosso hotel e em menos de 10 te deixa no centro da cidade.
Uma vez lá caminhamos pela principal rua, que liga a OConnels com a Grafton. Eu tava com fome e almoçei na McDonalds, e depois caminhamos até Trinity College, a universidade de Dublin.

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Trinity College

Não é tão bonita como as de Cambrige, mas tem seu charme. A biblioteca dessa universidade tem um livro muito famoso, o Book of Kells, que é super antigo e como qualquer livro antigo o tema é religião e este livro foi feito por monges lá pelos anos 800 e tem várias ilustrações lindíssimas. É uma grande atração turística, mas não vimos. Isso porque lemos num guia que você paga 10 euros e vê por menos de 30 segundos o tal livro, então melhor saber que existe e que está lá e ver fotos pela internet.
Caminhamos pela Grafton road, a rua de compras, até o parque St. Stephens Green, que estava todo florido. Pena que o tempo estava ruim, mas isso não impediu vários irlandeses de estarem sentados na grama do parque aproveitando a primavera, que é florida, mas gelada.

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St Stephen’s Green


Caminhamos pelas ruas ali por perto mais um pouco e jantamos num lugar chamado Bewleys bem ali no centro e eu comi uma salada caprese, algo mais leve pra não dormir de barriga cheia.
Uma vez de volta ao hotel ficamos na salinha do lado da recepção, que era super aconchegante com sofás, lareira, café, chá e biscoitos. Tinha um piano de cauda super antigo e bonito. Tentei tocar umas músicas mas estava extremamente desafinado. Fui na recepção perguntar se pensavam em mandar afinar, mas a moça falou que já tinham tentado mas que está tão antigo o piano que infelizmente não é possível.
Saudades de ter um piano...

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Lounge no nosso hotel

Friday, 2 March 2012

Floripa


É até estranho eu ter um post sobre minha cidade natal, mas a verdade é que quando venho pra cá nunca faço turismo, mas desta vez por ter amigos estrangeiros querendo conhecer tudo acabei indo pra vários lugares que fazia anos que eu não ia.
Eles ficaram uma semana aqui e visitamos vários lugares.
Começamos com o Ribeirão da Ilha, um bairro com restaurantes de frutos do mar (alguns mais caros como o tal de Ostradamos, onde almoçamos na sexta-feira), e casinhas de pescadores no estilo açoriano. Floripa foi colonizada pelos açorianos e a arquitetura de lá ainda pode ser vista pela cidade inteira.
Visitamos várias praias também, algumas que eu não ia desde criança.
Floripa tem 42 praias e qualquer canto da ilha que você for vai encontrar praias lindas. As do norte têm mais infra estrutura e a água é mais quente. As do sul são mais quietas e vazias, mas não têm muita infra-estrutura, fica complicado achar banheiro ou restaurante dependendo de onde for. Algumas praias só se chega por trilha, como a Lagoinha do Leste.
Pro sudeste tem o Morro da Pedras, com um mirante com vista pra algumas praias. Este morro das pedras é um lugar de retiro espiritual, e é caminho pra várias praias do sul da ilha. Eu nunca vou pra essas praias, mas tem o Campeche, Armação, Pântano do Sul etc
A Lagoa é um dos principais pontos turísticos. Passa-se pelo morro da lagoa pra chegar e lá em cima tem um mirante onde a parada é sugerida, pois a vista é muito bonita.
Descendo o morro chega-se na Lagoa da Conceição, onde eu ia muito quando criança. Hoje em dia não é aconselhável nadar lá pois a qualidade da água não é boa, mas o visual é bonito. Na rua de paralelepípedos (Av. das rendeiras) que te leva até o morro da Mole encontra-se vários restaurantes e lojinhas de rendas. Ainda é possível ver a arte de fazer renda com os bilros em algumas delas e toalhinhas dessa renda são um bom item de decoração e presente. Todas são feitas manualmente e as pequenas custam cerca de R$20 enquanto que as grandes, que demoram quase 1 ano pra serem feitas, cerca de R$600.
Chegando no trevo pra direita chega-se na Joaquina e pra esquerda é o morro da Mole.
A Joaquina é uma praia que tem uma vista linda de cima das pedras que ficam do lado esquerdo da praia, e é popular com os surfistas. A água é super gelada e da última vez que entrei nela não consegui ficar muito tempo. Tem dunas muitos bonitas ali perto da Joaquina onde pode-se fazer sandboard.
A praia Mole é uma praia popular com esportistas e pessoal natureba. A areia é bem grossa e o mar bom pra surfe também, mas perigoso pra nadar. De lá tem uma mini trilha que te leva até a praia da Galheta, que também é uma praia bonita. A Galheta é praia de nudismo e antigamente muitas pessoas iam lá, mas hoje em dia só homens gays a frequentam, então fiquem avisados que apesar da praia ser bonita você vai ver vários homens gays nus lá, uns nem muito discretos.
Praia Mole

Continuando em frente tem um mirante pra Lagoa muito bonito, onde vale a pena parar e tomar uma água de côco ou caldo de cana.
Mirante a caminho da Barra
Continuando chega-se na Barra da Lagoa, uma praia muito legal que eu ia muito quando criança. Tem um restaurante excelente chamado 2 Irmãos, bem na parte esquerda da praia, com comida farta e gostosa. Tinha uma ponte pêncil super charmosa antigamente, mas agora vi que a substituíram com uma ponte azul mais moderna e sem graça...
Barra da Lagoa

A praia Brava fica bem no norte da ilha, perto da praia do Santinho. A praia Brava tem vários condomínios chiques e tem um visual lindo. Antes dava pra parar no morro antes de chegar na praia pra ver a vista, mas hoje isso não é mais possível, infelizmente.
A praia de Canasvieiras é muito popular com os Argentinos, que no verão tomam conta. A água é quente e tem bastante comércio. De lá pode-se fazer passeios de barco que passam por várias ilhas ao redor de Floripa, nadar com golfinhos, entre outras coisas. Nós fizemos um passeio pra Ilha de Anhatomirim, que tem um dos fortes contruídos pelos portugueses para defender a ilha de invasão espanhola. A ilha é linda, com vista maravilhosa! É mantida pela UFSC e paga-se R$8 pra entrar na ilha, mas vale a pena!! Eu adorei e não acredito que demorei mais de 30 anos pra ir lá! O passeio de barco é bem divertido, tem entretenimento. A maioria do pessoal no nosso barco era uruguaio, então o guia falava em portunhol. Só tinha 3 brasileiros, e os nossos amigos que só entendem inglês, e eu tentava traduzir tudo pra eles quando dava.
Paramos também pra fazer um mergulho e foi muito refrescante depois de estar num calor de 35 graus!
Ilha de Anhatomirim

Jurerê Internacional é a praia dos "ricos". Na verdade não é bem assim, essa fama começou faz uns anos e é meio equivocada. O que acontece é que muitas mansões foram construídas lá em Jurerê, mas o pessoal que as construiu normalmente não mora lá, eles as alugam na temporada por preços exorbitantes, e o resto do ano ficam vazias. Os moradores de Jurerê são pessoas de classe média, não são ricos. Não são diferentes de quem mora no centro da cidade, ou perto da UFSC. Como a praia tem essa fama tem gente que vai lá só pra ostentar. Perto do ano novo é quando tudo está "bombando" lá, vários DJs internacionais tocam em boates caríssimas lá, vêm muita gente do Rio e São Paulo pra tomar champagne na praia, tem gente que vai lá só pra se mostrar mesmo. Mas Jurerê tem a melhor infra-estrutura de todas as praias da ilha, por isso muita gente mora lá mesmo durante o inverno, e em 20 min chega-se no centro da cidade.
Gostei muito de ter visto a minha terra natal com perspectiva de turista, consegui aproveitar bastante a beleza desse pedacinho de terra lindo perdido no mar, como diz o hino de Floripa :)