Saturday, 14 July 2012

Visita a Auschwitz

No segundo dia acordamos cedo pois faríamos uma visita até o ex campo de concentração nazista Auschwitz. Foi pra completar nossa educação sobre o holocausto, pois agora já visitamos vários museus e memoriais nas principais cidades afetadas pelo holocausto. Mas de todos os museus e memoriais nada foi tão impactante quanto esta visita até Auschwitz, pois ali realmente se consegue ter idéia do tamanho da monstruosidade doz nazistas.
É possível pegar trem até Oswiecim, que é o nome polonês da cidade onde o campo de concentração foi instalado. A pronúncia em polonês é parecida com a pronúncia de Auschwitz. Os alemães mudaram o nome pra uma versão em alemão porque queriam que o idioma deles prevalecesse.
Nós acabamos indo com uma empresa que faz tours com guias. Existem várias dessas, e a nossa era chamada SeaKrakow.
Foi 1 hora de viagem até o campo de Auschwitz I, que foi o primeiro a ser criado. Neste campo os prédios estão todos conservados e muitos deles são museus contando alguma parte da história do que se passou por lá. Todo mundo sabe que alemão é um povo muito organizado e eficiente. Infelizmente este organização e eficiência foi utilizada para algo incrivelmente maligno: exterminar pessoas, e o resultado foi catastrófico.
Eles não só mataram as pessoas quanto roubaram tudo o que elas tinham. Os judeus (entre outros grupos como ciganos e homossexuais, mas 90% dos que foram mortos foram judeus) foram mandados para os campos de concentração e cada um podia levar uma mala com até 50 quilos. Claro que qualquer pessoa vai pegar seus bens mais preciosos, tudo o que a pessoa mais gosta, e colocar naquela mala. Chegando lá os alemães pegaram e catalogaram tudo. Eles sabiam exatamente quantas pessoas estavam lá, o que cada uma fazia, membros da família, tudo era catalogado! E fica pior! Eles pegaram até muletas e próteses de pessoas com problema, e numa dessas casas se pode ver montanhas de sapatos, de malas, de roupas, de óculos, de tudo o que eles tomaram dos judeus. Não contentes com isso eles raspavam o cabelo das pessoas pra fazer meias e outras coisas! E quando a pessoa morria eles arrancavam dentes de ouro, derretiam e mandavam pra Alemanha. As roupas eram "desinfetadas" e mandadas para a Alemanha. Não só eram assassinos eram também ladrões! Numa das salas de um dos prédios tinham pilhas enormes de cabelo que foi raspado das pessoas.

Nas paredes dos corredores de algumas casas tinham centenas de fotos das pessoas que foram mortas, pois os alemães catalogavam cada um e batiam fotos de cada um, a organização era tanta que fazia tudo ainda mais doentio. Existem lá listas com os nomes das pessoas mortas, e do lado de cada nome tem um sinal feito a caneta, denotando que a pessoa foi morta.

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Em cima: Entrada do campo de Auschwitz I, roupas que os prisioneiros usavam
Embaixo: Lista com os nomes de algumas pessoas mortas, foto com pessoas que acabavam de chegar no campo e seriam mortas


Em outro museu mostravam como as pessoas dormiam, no chão em cima de palha, como se fossem animais, todos amontoados.
Os prisioneiros eram forçados a trabalhar de graça em fábricas alemãs, cerca de 10 ou 12 horas por dia, e na volta sempre havia contagem deles e se tivesse alguém faltando haviam vários tipos de punição, assim como se alguém tentasse escapar. Se a contagem não fechasse eles era obrigados a ficaram em pé na rua, independente se era -20 graus ou 30 graus por várias horas, enforcamentos de grupos de prisioneiros era comum, para "servir de lição" para os demais.
Mas o pior de tudo é o tal de bloco 11, que era a prisão dentro da prisão. Num pátio do lado desde bloco tem uma parede de cimento usava para execuções assim como um poste para enforcamento. Dentro deste bloco 11 tem as salas de julgamento e dos "chefes" da SS, assim como as salas onde as pessoas tinham que tirar a roupa antes de serem mortas, com porta para o pátio de execução.

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Em cima: Latas com o gás que matava as pessoas nas câmaras de gás, pilha de malas dos judeus

Embaixo: Sala onde os homens tinham que se despir antes de serem fuzilados na parede ao lado


Descendo uma escada nesse bloco 11 ia-se para um lugar escuro e com grades, com várias salas onde as pessoas passavam por todo o tipo de tortura. Uma sala era pros condenados a morrer de fome, eram trancados lá sem água nem comida até morrerem, em outra era uma sala sem janela e a pessoa morria sufocada sem ar, e em outra haviam tijolos formando mini salas minúsculas, onde vários prisioneiros eram obrigados a passar a noite em pé, trancados ali dentro, depois de terem passado o dia trabalhando. Eu ia passando ali e pensando em quantas e quantas pessoas tiveram que morrer de forma tão cruel, tudo porque alguns loucos chegaram ao poder e resolveram que eles era melhor do que os demais e por isso os demais mereciam morrer.
E pra finalizar fomos até a câmara de gás e crematório, onde é possível entrar na câmara de gás. Logo ao lado tem os fornos que eram usados para queimar os corpos. A única coisa "boa" foi ter visto o pódio onde um dos comandantes foi enforcado depois de ter sido julgado pelo tribunal de Nuremberg. Na minha opinião ele teve uma morte fácil, primeiro deveria ter sido deixado em pé naquela sala apertada por alguns dias, e depois ter sido deixado na sala pra morrer de fome e de sede. Aí talvez enforcar, ou deixar morrer lá mesmo...
Essa visita em Auschwitz I durou até depois do meio-dia, quase 3 horas, e isso que não deu pra ver tudo!

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Em cima: blocos onde os prisioneiros eram mantidos, torre de controle

Embaixo: Onde o comandante nazista foi enforcado após ser julgado, câmara de gás onde tantas pessoas morreram


Depois de 10 min de pausa para almoço (esse é o problema de ir em excursão) fomos até Auschwitz Birkenau.

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Estrada de ferro chegando em Auchwitz Birckenau, vagão onde as pessoas eram transportadas
Como o plano dos nazistas era exterminar os judeus o campo de Auschwitz I era "muito pequeno", então eles construíram Auschwitz II (Birckenau), e era para lá que os trens com milhares e milhares de judeus que viajavam por dias sem água nem comida e nem janela, chegavam.
Uma vez lá alguns "médicos" decidiam se cada um seria morto ou se iria trabalhar nas fábricas. E eles ainda tentavam não desesperar as pessoas dizendo que não era para se preocuparem, que elas seriam bem tratadas, com trabalho e uma vida melhor, tudo pra não causa pânico. Se as pessoas acreditavam ou não eu não sei! Pessoas de cidade, crianças e pessoas consideradas não próprias para trabalho eram mandadas pra uma fila, e as demais pra outra. A primeira fila ia diretamente para a câmara de gás.
O tamanho daquele lugar é algo indescritível. Eles tinham 4 crematórios pra "dar conta" de se livrar de todos os corpos. Todos foram destruídos pelos nazistas quando viram que iam perder a guerra. O único que sobrou foi o que Auschwitz I.
Mas mesmo destruído pudemos ver de cima o corredor onde as pessoas tinham que se despir, com a desculpa que iriam tomar banho somente, e onde era a câmara de gás. E a morte com o gás não era instantânea, era liberado aos poucos e as pessoas começavam a sufocar e iam morrendo aos poucos, e os que demoraram mais pra morrer começavam a subir nas pilhas dos corpos dos que já haviam morrido tentando pegar ar que ficava perto to teto. Não vou contar detalhes do que o guia falou, mas era realmente algo repudiante...

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Em cima: Crematório destruído, corredor onde as pessoas tinham que se despir antes de serem mortas

Embaixo: Barracos onde os pririoneiros moravam, dentro de um dos barracos


Visitamos então os barracos onde eles eram mantidos e comparado com ali Auschwitz I parecia menos pior. Ali era tudo de madeira e haviam 2 plataformas que formavam 3 níveis para que as pessoas pudessem dormir. Em cada nível eram 6 pessoas dormindo. O chão era de terra e obviamente aquilo se transformava num lamaçal quando chovia. No inverno se era -20 lá fora, era -20 ali também, e se era 30 lá fora era 40 ali dentro. As pessoas morriam ali de tudo quanto é doença, pois as condições eram realmente inimagináveis. Num outro barraco era o "banheiro" onde as latrinas eram uma dos lados das outras e cada pessoa tinha cerca de 20 segundos pra fazer as suas necessidades. 3 mil pessoas dividiam aqueles banheiros, para se lavar também não havia água quente no inverno e no verão às vezes não havia água, ponto.

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Este banheiro era dividido por 3 mil pessoas


Enfim, os nazistas simplesmente resolveram quem os judeus mereciam ser exterminados e por isso não tinham direito nem de serem tratados como seres humanos. A lógica deles era que eles iriam ser mortos então não fazia diferença se eles eram tratados daquela forma.
Realmente a visita foi uma visita educacional, mas não tenho palavras pra descrever o que a gente sente quando está num lugar daqueles e escuta o que aconteceu por lá. Quem quiser ter uma idéia do que realmente se passou no holocausto deve visitar Auschwitz, pois nenhum outro lugar dá uma idéia tão realista.
Temos que tomar cuidado pra que este tipo de lixo humano = nazistas nunca mais esteja no poder para que nada parecido se repita.

Friday, 13 July 2012

Cracóvia – Polônia

Meio que de última hora marquei uma viagem pra Polônia, pois o André iria passar uns dias lá trabalhando até o fim de semana.
Tirei sexta-feira de férias e de manhã bem cedo embarquei pra Cracóvia. Fiquei feliz de ter saído de Londres, pois este está sendo o pior verão desde que começaram a registrar temperaturas e níveis de chuva. Tem chovido absolutamente todos os dias e a temperatura não chega a 20 graus na maioria dos dias.
Tá certo que na sexta-feira não foi muito diferente em Cracóvia, pois choveu a tarde inteira. Eu odeio chuva!

A capital da Polônia é Varsóvia, mas Cracóvia é a cidade mais interessante para turistas, tem melhor infra estrutura pra o turismo.

O nosso hotel era bem localizado, do lado de um shopping moderno e perto da estação de trem e da parte antiga da cidade.
Foi super fácil chegar, pois no aeroporto de Cracóvia tem um ônibus grátis que te leva até a estação de trem (fica  300 metros do aeroporto) e uma vez lá tem um trem que te leva até a estação central. O ingresso compra-se dentro do trem mesmo, super prático.
Almocei no shopping ali do lado do hotel e saí pra explorar o centro histórico, que é bem bonito e bem preservado. Comecei pelos portôes da cidade antiga e fui caminhando pela Royal Walk, que vai destes portôes até a praça principal, onde tem uma catedral bem bonita e um mercado. Tinham também várias charretes puchadas por cavalos, bonitos e bem tratados.
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Em cima: Royal Walk, Igreja de St. Mary´s

Embaixo: Dentro de St. Mary´s e cabeça em Market Square


No mercado não vi nada demais, entrei na catedral e lá dentro tem uns vitrais bonitos.
Dali fui visitar um prédio da universidade que é das mais antigas do mundo, que teve Copérnico entre seus estudantes.
Visitei mais alguns lugares ali no centro e caminhei até o bairro judeu, que tem um mercado e uns restaurantes.
Caminhei então até o rio e fui até o castelo. Lá em cima visitei a catedral (que é de graça) e o pátio do castelo.
A cidade tem várias estátuas do papa João Paulo II, pois ele era polonês e foi bispo em Cracóvia parece.

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Em cima: Universidade de Cracóvia, uma das igrejas

Embaixo: Carro pintado no bairro judeu, castelo de Cracóvia


Depois disso voltei até o centro histório e parei num café pra tomar um chá e comer um bolo de chocolate, que estava bem gostoso.


Fui até o hotel encontrar o André, que havia passado o dia trabalhando, e jantamos num restaurante típico no centro histórico, com comida caseira e barata.
Realmente Londres é um lugar ridiculamente caro, o único lugar mais caro que Londres que eu já fui foi a Suíça.
Meu primeiro dia foi de descobertas, mas muito chuvoso.
O segundo dia será relatado no post seguinte, pois tem bastante coisa pra contar, então termino este post falando que no domingo voltamos pra Londres no começo da tarde, mas não sem antes ter feito uma massagem fantástica no hotel, por metade do preço cobrado em Londres!

Sunday, 24 June 2012

Berlin–Dia 3

Neste dia nós decidimos visitar uma igreja bem antiga (Gedächtniskirche) que foi bastante afetada na guerra e está ainda em ruínas. Fica na direção do jardim zoológico. Chegando lá vimos no mapa onde seria a localização dela, mas nada de vermos a tal igreja, só tinha prédio ali. Procuramos em vários mapas e não tinha como ela ter sumido! Depois de um tempo o André reparou que estão renovando a igreja, mas ao invés de colocar por fora o desenho dela como se faz nas obras de ruínas aqui da Europa, colocaram ela dentro do que parecia um prédio comercial branco! Ou seja, não vimos nada!!
Depois caminhamos até o momumento Siegessäule, ou coluna da Vitória, que foi erguida depois de alguma guerra da Prússia parece. Como foi uma caminhada longa eu fiquei sentada num banco ali na frente e os demais resolveram subir nesse monumento pra ver a vista, só que desistiram quando descobriram que era pago. Tudo que é atração é pago, incrível…

Depois disso pegamos o ônibus 100, que é um ônibus que passa por todas as atrações turísticas, e trocamos pro ônibus 200, que também passa por atrações turísticas (mas são ônibus de linha normal, não de empresas de turismo) e descemos em Potsdamer Platz, que tem uns prédios modernos, mas nada demais além disso. Procuramos um lugar pra comer mas não achamos nada que nos agradasse, então pegamos o metrô até Prenzlauer Berg e almoçamos num restaurante italiano que tinha por lá.

Fomos então até o mercado de pulgas que tinha ali perto e tinha barraquinha vendendo de tudo: móveis, roupas novas, roupas usadas, sapato velho, coisas pra casa, jóias, me lembrou algumas feirinhas que aconteciam na UFSC de vez em quando. Tinha música e comida, foi interessante. Este mercado de pulgas acontece todo domingo no Mauerpark.

Mercado de pulgas em Berlin

Não longe dali fica um museu a céu aberto sobre o muro de Berlin. Este museu se extende por algumas quadrasna Bernauer strasse e conta a história do muro de Berlin, mas de uma forma muito completa e interessante. Tem vídeos da construção, de que como no começo era só alguns tijolos e arame farpado, e depois foi progredindo pra um muro mais alto, aí colocaram umas coisas atrás do muro pra impedir que as pessoas tentassem quebrar o muro com um carro, e no fim das contas acabou sendo 2 muros separados por alguns metros, e nesse espaço tinha arame farpado, cachorros, e torres de controle, tudo pra impedir que as pessoas fugissem do lado comunista! Se comunismo fosse bom as pessoas não iam querer fugir!
Tem entrevistas com oficiais e pessoas que contam como era controlada a vida das pessoas que moravam perto do muro, porque de uma hora pra outra o que aconteceu é que elas não podiam mais ir e vir pra certa parte da cidade, tinham que ter certos documentos provando que moravam ali perto do muro, senão não podia chegar perto.
Parte do museu é uma construção meio nova, que é onde ficava uma igreja que foi destruída pelos comunistas, que ficava exatamente no muro, e ali tem uma exposição de fotos da como o muro afetou a vida de crianças que moravam ali perto, que elas não entendiam pra que servia o muro, e acabou que pra elas era um playground, e tinha foto de crianças se pendurando na construção do muro e correndo por ali, pra elas era algo normal, parte do dia-a-dia delas.
onde a Bernauer strasse se encontra com a Ackerstrasse tem fotos dos prédios que ficavam exatamente no muro, e conta como as pessoas usavam as janelas pra pular pro lado ocidental, e que aí forçaram as janelas a serem lacradas, mas que não adiantou, e no fim mandaram demolir os prédios.
Logo ali do lado deixaram parte do muro em pé, junto com uma torre de observação e do outro lado da rua dá pra subir numa espécie de torre e ver como era de cima.
Foi realmente incrivelmente instrutivo e aprendi muito com esse museu, recomendo pra quem se interessar em aprender o que e por que as coisas aconteceram daquele jeito.

Como era o muro de Berlin

Depois as meninas resolveram visitar uma loja de chocolates e eu e o André fomos encontrar nossa amiga da faculdade e Friedrich strasse. Enquanto a esperávamos eu fui num museu, também de graça, que conta a vida das pessoas na DDR e o que eu mais achei interessante foi um mini cinema ali dentro, que mostra certos eventos que aconteceram e como foram relatados nas notícias da Alemanha Ocidental e nas notícias da Alemanha Oriental, como cada um puxava pro seu lado a versão das notícias, como se o outro lado fosse “do mal”. Mostrou que chegou uma época os comunistas deixaram que cidadãos da Alemanha Ocidental pudessem entrar para visitar parentes, pois imagina que com a construção do muro muitas famílias foram separadas, já pensou não poder mais visitar os pais porque algum louco mandou construir um muro?

Fomos num restaurante ali na beira do rio tomar uma taça de vinho e esperar as demais e o tempo fechou, começou a chover. FIcamos de papo por um tempo e aí voltamos pra Prenzlauer berg pra achar um lugar pra comer e ver o jogo da Itália contra a Inglaterra. Como o tempo tava ruim não tinha o charme da noite anterior, com as pessoas sentadas na rua e tal, no fim fomos num restaurante grego e vimos o jogo dali, que foi por sinal um jogo chato decidido nos pênaltis com vitória da Itália.

Eu adorei Berlin, está na lista de cidade que eu gostaria de voltar um dia, é muito rica em cultura e história, oferece bastante opções de lazer e é também uma cidade bonita.

Saturday, 23 June 2012

Berlin – Dia 2

No segundo dia nós visitamos um lugar chamado Potsdam, que fica 40min de trem a partir do centro de Berlin. A minha irmã queria ir lá porque haviam falado pra ela que é muito bonito e que tem vários palácios e parques. Eu pra ser sincera não estava muito empolgada pra ir, mas fui. A nossa amiga também falou que queria conhecer, então fomos num grupo de 7 pessoas. No fim de semana é possível comprar um passe de transporte para viajar até 5 pessoas, então sai super barato, saiu 3 euros por pessoa no nosso grupo.
Chegando lá pegamos um ônibus que passa por vários palácios. Parece que o mais bonito é o tal de Sanssouci, que foi o que visitamos. Ele tem um parque bem grande e bonito atrás, e este parque se extende por vários outros palacetes. É possível entrar nesse palácio, mas é ridiculamente caro pelo que ele oferece. Custou 12 euros por pessoa e realmente não é grandes coisa. Como eu já vi palácios lindíssimos por tudo quanto é lugar achei realmente muito fraco, mas pra quem nunca viu um palácio por dentro aí até vai ser uma experiência interessante.

Palácio de Sansouici


Almoçamos num restaurante muito gostoso no centrinho de Potsdam que tinha comida boa e barata. Pedi uma salada com porção grande e foi 6 euros, e o André comeu um prato muito gostoso de biffe roullet com nhoque de batata, estava muito bom!
Voltamos pra Berlin e fomos para a Warschau strasse, que tem parte do muro de Berlin que foi decorada por artistas do mundo inteiro com murais bem interessantes. Tem um lugar ali também que carimba o passaporte das pessoas com um carimbo da extinta Alemanha oriental por uma pequena taxa.

Parte do muro de Berlin


Depois dali voltamos pra Alexander platz e jantamos num restaurante ali, o tempo havia fechado e estava frio por causa do vento.
Voltamos pro hotel e mais tarde o tempo ficou agradável de novo e eu e o André saímos pra passear por Prenzlauer Berg, a área da cidade onde nosso hotel ficava. É uma área muito legal, adorei!!! Tem vários restaurantes e cafés e estava passando jogo da uefa e todo mundo nas mesinhas nas ruas vendo o jogo e se divertindo. Os prédios são bonitos e as ruas arborizadas, muito legal mesmo aquela área.

Pessoas assistindo jogo da UEFA em Prenzlauer Berg

Friday, 22 June 2012

Berlin – Dia 1

Berlin é uma das principais capitais européias e não sei porque demorei tanto pra conhecer. Aproveitei que uma das minhas irmãs estaria em Berlin e passei 3 dias lá conhecendo a cidade na companhia dela e umas amigas dela. Encontrei também uma menina que fez faculdade na mesma época que eu, que está morando lá e nos acompanhou em algumas visitas.
Chegamos sexta-feira no começo da tarde, mas até chegar e deixar tudo no hotel já eram 3 da tarde quando as encontramos em Alexanderplatz.
Ali tem a torre de tv, que domina a paisagem, pois onde se está consegue-se ver essa torre de tv super alta. Eu gostaria de ter visto a vista lá de cima, mas custava 10 euros só pra subir e como ultimamente tenho feito turismo pra caramba não me empolguei em ter que pagar e as demais menos ainda, afinal quando se ganha em real e se gasta em euros as coisas não saem baratas.

De um lado da torre de TV tem a estação de trem e metrô, um relógio que mostra a hora nas maiores cidades do mundo (tinha Rio e São Paulo) e várias lojas, restaurantes e um shopping grande. Do outro lado tinha um chafariz bonito, assim como uma igreja e a prefeitura, que é um prédio bonito.

Alexanderplatz


Fomos caminhando até a ilha dos museus, onde tem uma catedral muito bonita e vários museus bem grandes. estava um dia bonito e quente e tinham várias pessoas sentadas por ali numa praça.

Eu e minha irmã em Berlin


Caminhamos então por uma rua chamada Unter den Linden até o Brandenburger Tor, aquele monumento com colunas e uma estátua verde em cima, bem no meio da cidade. Tinha um telão bem atrás deste lugar porque a Alemanha ia jogar contra a Grécia pelo campeonato europeu de futebol e estava cheio de gente ali.

No caminho passamos pela praça na frente da biblioteca onde em 1933 foram queimados milhares de livros considerados perigosos pelos nazistas, pois eles tinham idéias contrárias às que eles pregavam.

Local onde os nazistas queimaram milhares de livros


Fomos então até o memorial do holocausto, o primeiro dos vários memoriais que visitamos. Como a Alemanha é muito rica em história (não necessariamente boa) eles têm vários museus para que as gerações futuras aprendam com os erros das passadas.
Este memorial é bem interessante, são várias pedras quadradas uma do lado das outras, umas mais altas e outras mais baixas, formando um jardim de pedras. Ali no meu desce-se uma escada e tem um museu informativo com a história do holocausto. É bem interessante e explica muito bem a história. Em Budapeste eu fui num museu também muito bom sobre este assunto então já havia aprendido muita coisa lá, mas de qualquer forma foi bom ter ido neste. Comprei um livro com a história de uma menina que foi mandada para um campo de concentração e sobreviveu e como muitos outros sobreviventes resolveu contar a história do que ela presenciou. E dizer que existem trouxas que afirmam que o holocausto não existiu. Saindo dali caminhamos até outro memorial sobre o mesmo assunto, mas que tem parte do muro de Berlin ao lado.

Memorial do holocausto em Berlin


Depois da guerra a Alemanha teve seu território dividido entre os 4 aliados que lutaram contra os nazistas: Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia. O lado russo era o lado socialista e eles resolveram construir este muro para que as pessoas não fugissem de lá para o lado oeste, porque obviamente só gente muito trouxa quer viver em um país com aquele tipo de socialismo que eles pregavam então todo mundo estava indo para o oeste. Para eles o lado oeste era facista e corrupto e isso e aquilo e eles prometiam tudo pra população, que todo mundo teria casa, carro, emprego, o que na teoria é muito bom, só que na prática não era assim, pois faltava de tudo as pessoas não tinham liberdade, passavam fome e eram completamente alienados em relação ao que acontecia no resto do mundo.
Fomo então até o tal do checkpoint Charlie, que era o ponto onde começava o território dos Estados Unidos, e ali tem uma cabine onde um guarda checava se você era estrangeiro, pois só estrangeiros podiam sair de Berlin oriental. Parece que esse checkpoint não é o original, ´pois o mesmo foi destruído, mas construíram este para os turistas.
Depois disso fomos até a estação de trem principal assistir o jogo da Alemanha contra a Grécia. Tinham uma tela ali perto e muitas pessoas assistindo o jogo. Ali encontramos aquela amiga nossa da época da faculdade que está morando em Berlin e mais uns amigos dela, foi bem legal.
A Alemanha ganhou e depois do jogo pegamos um táxi pra voltar pro hotel, pois a multidão que estava vendo o jogo no telão em Brandenburg Tor veio pra estação e estava impossível comprar ticket.
Chegamos super tarde no hotel e fui dormir cansada.

Saturday, 9 June 2012

São Petersburgo – Dia 3

No terceiro dia pudemos fazer os passeios num ritmo mais devagar, o que foi bom.
Começamos visitando o monastério de Alexander Nevsky, que é o mesmo cara que construiu aquela catedral em Tallinn. Eu estava esperando algo parecido com o monastério que visitamos em Moscou, que era mais retirado e bem tranquilo, com uns prédios e uma história bem interessante. Só que este monastério me decepcionou um pouco, pois não me lembrou nada aquele outro. Este é o problema de conhecer tantas coisas, a gente toma algo como padrão e compara tudo com aquilo e se não é tão bom quanto a gente espera se decepciona. Acho que o interessante eram os cemitérios ali perto do monastério, tem uns 2 ou 3 e em alguns deles pessoas muito famosas como Tchaikovsky estão enterrados, só que como em tudo tem que pagar pra entrar, e não era barato, era o equivalente a mais de 5 libras, e como já visitamos tantos cemitérios resolvemos não ir.
A área onde fica esse monastério é meio estranha, tem um pessoal estranho e não me senti muito a vontade, então fomos logo embora dali. Fomos pra um lugar chamado Sennaya Square, que segundo a história era o lugar onde os mendigos, drogados e ladrões frequentavam, e foi perto desde lugar onde o escritor russo Dostoievski morou e serviu de inspiração pra alguns de seus livros. Hoje em dia este lugar continua cheio de gente, mas foi revitalizado.
Nós seguimos o guia do lonely planet pra visitar alguns dos lugares onde o Dostoievski morou por uns tempos (ele morou em 3 casas numa mesma rua) e também os lugares onde o personagem do livro Crime and Punishment frequentava no livro. Vimos onde o personagem morou, onde ele passava e onde o crime foi cometido. Foi muito interessante e agora eu quero ler o livro, porque já vi os lugares que serviram de inspiração pro autor.

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Casa onde o Dostoievski morou e o canal que ficava ali perto e serviu de inspiração pra alguns livros dele


Dali caminhamos até o prédio do ballet Mariinski, que é um ballet tão famoso quanto o bolshoi. Eu queria muito ter ido ver uma apresentação deles pra comparar com a que eu vi do Bolshoi, mas não conseguimos ingressos. O prédio em si não era tão bonito quanto o do Bolshoi, e não nos deixaram ver o auditório por dentro, então não tenho como comparar.

Continuando a caminhar saímos em um dos canais de novo, e ali fica o palácio dos Yusupov, que é uma das atrações turísticas. O preço pra entrar é salgado, 10 libras, mas eu achei um dos palácios mais bonitos que eu já vi dentro de uma cidade, que não era de um rei.
Os Yusupov eram uma família muito rica e tinham tudo do bom e do melhor, várias obras de arte. Quando começou o socialismo o governo confiscou essas obras de arte e as distribuiu entre os museus. Acho que é uma das únicas coisas boa do socialismo, pois assim todos podemos apreciá-las, mesmo que pagando.
Esse palácio é muito luxuoso e conta com um mini teatro com capacidade para 120 pessoas, com palco e camarote real. Achei o mini teatro absolutamente lindíssimo e deve ter sido fantástico ter ouvido grandes músicos tocar ali dentro! Hoje muitos concertos de piano acontecem neste palácio e deve ser muito bonito assistir um grande pianista tocar numa daquelas salas lindas!
A única coisa que não gostei é que precisava pagar pra bater foto lá dentro. Como se não bastasse o ingresso caro, ainda tinha que pagar mais se quisesse uma lembrança da visita! E pra completar ainda tinha uma caixinha pedindo doações pra ajudar na conservação do palácio. Nâo deixei 1 centavo a mais!! Esse é o problema dessas atrações turísticas, às vezes beira a exploração! A beleza e o tamanho dos candelabros eram sinais de riqueza de uma família, e os candelabros ness palácio era extretamente bem trabalhados, com técnicas dominadas por alguns mestres somente, então era algo fora do comum.

Yus

Palácio Yusupov

Caminhamos então até a catedral de Saint Isaacs, aquela com a cúpola dourada, vista da cidade inteira. Não chegamos a entrar, mas ficamos admirando a construção do lado de fora. Resolvemos caminhar a rua Nesvky Prospekt inteira até o nosso hotel, e passamos por mais vários canais e vários palácios e ficamos admirando essa cidade linda.
Eu adorei São Petersburgo, gostei bem mais do que de Moscou! Aprendi sobre a história da cidade, seus heróis e vilões, sobre a sua participação na segunda guerra mundial e como foram as mudanças pra pior na época do socialismo e em como a cidade prosperou uma vez que o mesmo acabou. A melhor forma (e a mais cara, claro) de aprender história é vivenciar os acontecimentos, ou visitar os lugares onde tudo aconteceu. Nunca gostei de estudar história no colégio e nunca soube nada, mas agora eu me interesso e consigo aprender!

Saint Isaac´s Cathedral

Thursday, 7 June 2012

São Petersburgo - Dia 2

Na quinta-feira acordamos cedo e fomos diretamente para o Museu Hermitage. Eu havia pesquisado na internet antes e descobrimos que toda primeira quinta-feira do mês o museu é de graça pra todo mundo. Economizamos o equivalente a 12 libras!! Entretanto tivemos que chegar cedo. Chegamos lá às 9 da manhã e tinha uma fila de 30 pessoas. Tivemos que esperar até às 10 pra abrirem o portão principal e aí esperamos mais meia-hora na fila pra entrar no prédio do museu, que por final é um prédio muito bonito!
Aí começou a desorganização. Do nada avisaram que haveria 2 entradas pro museu e não só uma, o que provocou alvoroço e muita gente correndo pro outro lado do prédio. Quando finalmente abriram a porta do museu entravam cerca de 20 pessoas de cada lado e fechavam a porta por mais um tempão. Finalmente entramos e estava a maior zona lá dentro. Ninguém sabia onde ir, havia fila e amontoado de gente em tudo quanto é lado, bem típico da Rússia. Depois de um tempo descobrimos a fila pra pegar os ingressos (mesmo sendo de graça precisa pegar ingresso) e finalmente entramos no museu.

Bem no começo tem uma escada maravilhosa, toda trabalhada e enfeitada, feita de mármore branco, das mais bonitas que eu já vi!

`Hermitage

Algumas das salas do Hermitage Museum

Logo começou a encher de gente e nós resolvemos então escolher algumas salas pra vermos, pois o museu é muito grande e impossível ver tudo num dia só, mas conseguimos ver as principais salas. Este museu está cheio de obras de artitas muito famosos, tem obras de Leronardo Da Vinci (que estão sempre cheias de pessoas ao redor, difícil de chegar perto), Monet, Picasso, Rembrandt, escultores entre outros. Eu queria entender bem de arte pra aproveitar mais, mas lendo algumas coisas no guia a gente consegue apreciar um pouco mais.  Haviam muitas salas com decorações fenomenais nas paredes e no teto.
Almoçamos no café ali dentro do museu e a esta hora a fila estava quilométrica lá fora, tem gente que deve esperar umas 2 horas pra conseguir entrar. Este foi um dos museus mais bonitos em que eu já estive, gostei muito e recomendo que todos visitem se tiverem a oportunidade.

Fila do lado de fora do Hermitage Museum – é aconselhável chegar cedo!

Uma vez que estávamos satisfeitos com o que vimos nós voltamos até a igreja no sangue derramado (Church on the Spilled blood) que estava fechada no dia anterior pra conseguir entrar e ver por dentro. Essa igreja é incrivelmente bonita por dentro! Tem uma igreja  parecida com essa por fora em Moscou, na praça vermelha, mas aquela por dentro não tem nada de especial, enquanto que esta tem mosaicos lindíssimos!

Igreja

Depois de visitar a igreja caminhamos pelo canal que tem ali do lado e fomos até a Nevsky Prospekt, uma rua muito grande. De lá tem-se uma vista muito bonita da igreja e do canal. São Petersburgo é considerada a Veneza do norte, porque é toda cheia de canais que a deixam uma cidade muito charmosa.

Um dos vários canais de São Petersburgo

Passamos por uma loja de departamentos muito antiga, chamada Gostiny Dvor, que no andar debaixo ainda tem lojas no estilo soviético. Nos shoppings modernos existem corredores e cada loja tem sua porta e um limite de espaço definido. Ali em Gostiny Dvor as lojas se misturam umas com as outras e com os corredores. Não é que nem no duty free, é como se fosse 1 corredor numa ponta e ao andar pelo corredor você já está no meio da loja e vai passando de uma pra outra. Os preços eram razoáveis pra algumas coisas.

Depois foi hora de voltar pro hotel e descansar, só saímos pra jantar mais tarde e fomos dormir pois já era nosso quarto dia caminhando direto.