Wednesday, 30 July 2014

Alicante–Espanha–Dia 1

Desde que eu cheguei na Inglaterra eu quis fazer uma viagem de verão em julho ou agosto. Por diversos motivos as pessoas que poderiam ter me acompanhado na viagem nunca estavam disponíveis nestes meses, e acabou que só depois de 6 anos na Europa eu consegui fazer uma viagem nestes meses. Este ano marquei com a minha amiga Jinny uma viagem de verão (= sol, praia e piscina)e depois de muita pesquisa para acomodar os requerimentos de cada uma, escolhemos Alicante, na Espanha.
Eu escolhi um hotel com piscina e do lado da praia, que ficava localizado do lado do porto, com ótimo acesso ao centro histórico de Alicante. Foi uma excelente escolha com a qual ficamos muito felizes.
Compramos um pacote que incluía os vôos de ida e volta. Pela primeira vez voei com uma empresa aérea chamada Monarch, que cai na mesma categoria da Easyjet e RyanAir por ter passagens mais baratas (entretanto qualquer outra coisa paga-se a parte. Se você quer levar mala vai ter que pagar a mais, se quiser escolher assento também vai ter que pagar a mais. Como eram poucos dias eu levei somente bagagem de mão). Na real escolhemos esta empresa aérea pelo horário dos vôos ser mais conveniente. Não voarei mais com eles se puder evitar. São a única empresa aérea que conheço que cobram pra fazer check-in online! O vôo saía as 7:20 da manhã lá do aeroporto Gatwick, e como ainda tínhamos que fazer check-in pegamos o trem as 5:30 da manhã de Clapham Junction, onde a Jinny mora e pra onde fui na noite anterior. Obviamente a fila do check-in estava imensa e tivemos que ir correndo pro portão de embarque uma vez feito o nosso check-in. Chegando lá adivinha: o vôo estava atrasado, e simplesmente não falaram nada. Ficamos esperando que nem uns otários por mais de uma hora até chamarem pro embarque. Como sempre as empresas aéreas fazem qualquer viagem um pesadelo, não importa o país!
Bom, pelo menos o vôo foi tranquilo e chegamos em Alicante 12:30 no horário local. Chegar do aeroporto até o hotel foi super simples, um ônibus por 20 minutos nos deixou na praça na frente do hotel.
Depois do check-in, arrumamos nossas coisas no hotel e fomos almoçar. Eu comi uma paella de frutos do mar deliciosa!
Depois do almoço caminhamos pelo centro antigo da cidade pra explorar um pouco e então eu me troquei e fui pra piscina pegar sol. Como estava morrendo de sono acabei tirando uma soneca bem gostosa na beira da piscina. Nada melhor do que férias pra descansar! Quando estou em casa acabo achando algo pra fazer ou limpar, então tenho que sair de casa mesmo pra relaxar.
Depois resolvemos caminhar pela praia. Caminhamos até chegar numa outra praiazinha menor e com menos pessoas, onde tomamos banho de mar com água refrescante, que não era fria. No caminho uns senhores espanhóis nos pararam e tentaram conversar conosco. Eu entendia o que falavam, mas não conseguia falar nada em espanhol. Ou saía português ou italiano (na real a maior parte do tempo saía italiano). Eles nos falaram de uma boate estilo Ibiza um pouco mais pra frente, que demos uma passada e parecia bem legal. Planejamos voltar lá na noite do dia seguinte.
Depois de um banho no hotel, saímos para jantar. Fomos num restaurante de tapas bem gostoso, onde comemos croquetes de bacalhau deliciosos, alcachofra grelhada com molho e eu tomei vinho.
Dormi que foi uma maravilha na cama espaçosa e firme, bem como eu gosto, e sem barulho nenhum o que foi surpreendente pra um hotel tão grande quanto aquele e no centro da cidade.

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A paella que eu comi de almoço
Praia de Postiguet, onde ficamos, com o castelo ao fundo, em cima do morro
Igreja de Santa Maria
Tapas e vinho de janta

Wednesday, 2 July 2014

Wimbledon

Em junho sempre acontece aqui em Londres o campeonato de tênis de Wimbledon, famoso no mundo inteiro. Eu nunca fui de acompanhar tênis, mas aqui na Inglaterra é um esporte do qual se fala muito, principalmente nesta época do ano. É uma coisa bem inglesa assistir o campeonato de Wimbledon. Claro que tem gente que diz que tênis é esporte de burguês e que as massas não tem acesso, mas é algo da cultura inglesa independente de quem participa.
Depois de quase 6 anos aqui eu, pela primeira vez, resolvi ir até lá pra ver do que se trata. 
Eu sabia que Wimbledon não era uma quadra só, mas não imaginava que seriam tantas. Na verdade o torneio acontece num complexo bem grande, com 19 quadras. Tem praça de alimentação, quiosques vendendo comidas e bebidas, tem um prédio pra imprensa, outro pros jogadores se trocarem e assim vai. É realmente um lugar bem grande. 
Existem 3 quadras principais: a chamada Central Court (quadra central), e as números 1 e 2. Pra essas quadras você precisa de ingresso específico, que explico como conseguir mais pra frente neste post. Pra entrar no complexo você compra um ingresso que eles chamam de Grounds only, em tradução livre Somente terreno. Com esse ingresso você tem direito a ver qualquer jogo em qualquer quadra, menos na principal, na 1 e na 2. Se você tem ingresso pra uma destas 3 quadras você não precisa do ingresso Grounds only e pode entrar direto no complexo. Como este não era o meu caso, eu fui pra um lugar que eles chamam The Queue (a fila), que é onde as pessoas sem ingresso ficam na fila pra tentar entrar no complexo de Wimbledon. Eu saí mais cedo do trabalho e cheguei lá às 2 da tarde. Não tinha ninguém nessa fila, o que foi bom. Se você entra no complexo antes das 5 da tarde o preço é £17, se você entra depois das 5 da tarde o preço é £14.
Uma vez lá dentro eu comecei a explorar o lugar e fiquei vendo jogos em várias das quadras. Vi o jogador Escocês pro qual todo mundo torce aqui, que ganhou o campeonato no ano passado, o Andy Murray, jogando duplas numa das quadras de graça de assistir. Ao mesmo tempo a Sharapova estava jogando na quadra principal contra uma alemã, mas obviamente que não tinha como ver pois a quadra fica no meio de algo como um estádio. Só dava pra ouvir a torcida.

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Jogo de duplas do Andy Murray
Assistindo um jogo de singles masculino numa das quadras
Um dos vários quadros de resultados das partidas espalhados
Alguma jogadora famosa (não conheço, mas estava dando vários autógrafos)

Atrás das quadras tem um morrinho de grama com uns laguinhos e cachoeiras artificiais, flores, bem bonito. Lá as pessoas se sentam com suas cobertas de picnics e comida e ficam vendo o jogo da quadra principal ser mostrado no telão, torcendo juntas (ou cada uma pro seu jogador preferido). Tem barraquinhas vendendo PIMs, uma bebida alcólica típica de verão aqui da Inglaterra, que é deliciosa, e as pessoas ficam bebendo isso e comendo morangos, ou nachos, conversando e torcendo. Nossa, era fantástico estar no meio daquilo. Como eu cheguei cedo tinha bastante lugar, mas a medida que vai entardecendo começa a chegar gente e no fim da tarde não tinha lugar nenhum pra sentar lá fora, de tanta gente.
Eu vi parte do jogo do Nadal de lá, mas eu quis também entrar numa das quadras principais. Na frente do telão tem um quiosque que revende ingressos de quem sai de uma das quadras principais por £5. Ou porque cansou ou porque ficou doente, não importa. Pra dar chance pra outras pessoas verem o jogo eles revendem o ingresso da pessoa que saiu e o dinheiro arrecadado acho que vai pra alguma caridade. Nesse quiosque a fila é imensa, pois todos querem ingresso pra quadra central, mas precisa-se ficar algumas horas na fila. Como eu estava sozinha eu tive que escolher entre passear pelo complexo ou ficar na fila sem saber se ia conseguir ingresso pra quadra central. Se estivesse com alguém podia revezar, mas infelizmente não foi o meu caso. Eu fiquei na fila duas vezes, mas acabei comprando ingresso pra um jogo de duplas femininas na quadra 2, que assisti da metade em diante. Na fila vêm atendentes oferecendo ingressos pras quadras 1 e 2, não tão prestigiadas quanto a quadra central.

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Jogo de duplas que eu assisti
Vendo o jogo do Nadal de Henman Hill


Formas de conseguir ingressos pras quadras principais (que eu sei):

1. Entrar no sorteio de ingressos pro torneio do ano seguinte, cujas inscrições são em Outubro do ano anterior. Se você é sorteado você pode comprar o ingresso.
2. Comprar pela internet, pagando um preço exorbitante. Pelo que vi a final masculina está a venda por mais de £3 mil!!
3. Ir pra fila (The Queue) o mais cedo que conseguir pra comprar os poucos ingressos disponibilizados por dia pras quadras principais. Normalmente as pessoas acampam por uma noite ou duas pra conseguir isso.
4. Como eu já expliquei acima, ficar na fila de revenda depois de já ter pago a entrada para o complexo. A partir das 3 da tarde que começam a revender ingressos, mas muitos dos jogos mais interessantes acontecem antes deste horário.
5. Ser membro de um clube de tênis (existem vários aqui em Londres), pois eles ganham ingressos pra esses torneios grandes.

Ao mesmo tempo que estava acontecendo o jogo da Sharapova o Federer estava jogando. Ele é o meu jogador preferido, sempre torço pra ele. Eu fui até a quadra onde ele estava jogando (de fora não tem como ver nada, é igual a um estádioc como já mencionei) e haviam várias pessoas lá esperando pra entrar. O que acontece é que pra comprar algo ou ir ao banheiro você tem que sair da área onde está aconcedendo o jogo, mas pra não distrair as pessoas e os jogadores (o que eu acho super correto) não é possível de transitar por ali entre games. Cada entrada tem um guardinha que só deixa as pessoas passarem quando acaba o game. Assim que acabou o game as pessoas que estavam esperando entraram e eu fiquei ali fora esperando. Aí olhei pro guardinha com cara de cachorro com fome perguntando se poderia bater uma foto. Ele deixou eu entrar pra bater uma foto do Federer, de longe. Me realizei!!! :D Não foi tão bom quanto teria sido assistir o jogo dele, mas foi o que eu consegui fazer e fiquei contente!

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Roger Federer

Escolhi um dia com tempo bom pra ir, o que ajudou, pois quando chove todos os jogos são suspensos, com exceção do da quadra central, que é a única que tem cobertura tráctil. Como aqui é Londres e em Londres chove bastante, em vários dias os jogos foram suspensos por causa da chuva.
A organização do evento é espetacular, como em todos os eventos que eu já participei em Londres. As pessoas que trabalham lá são extremamente simpáticas, educadas e disponíveis pra dar informação, como o carinha de chapéu na foto abaixo, que ficou explicando como funciona a fila de revenda de ingressos.

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Eu feliz tomando PIMs e no fundo a fila pros ingressos da quadra central

Baseado no tamanho deste post deu pra perceber que eu adorei ter ido pra Wimbledon. Realmente me identifico muito com a cultura inglesa, adorei ficar tomando PIMs e comendo morango e vendo os jogos espetaculares de jogadores tão talentosos. Quero muito voltar!

Monday, 26 May 2014

Oslo–Noruega–Dia 4

O sol reapareceu com tudo. Tarde demais, pois eu precisava ir pro aeroporto as 11 da manhã, portanto não tive temo de ver as ilhas.

Saí pra tomar café da manhã na beira do rio, onde comi um muffin de blueberry fresquinho e delicioso com um suco de laranja. Fiquei de bobeira quando decidi ver uma últimas coisa em Oslo: a prefeitura.

Eu havia lido no wikitravel que era válido ver a prefeitura por dentro pois tem uns murais bem bonitos, e é também o lugar onde é feita a entrega do prêmio Nobel da Paz. Teria sido perfeito pra uma visita no domingo chuvoso, e até tentamos visitar, o problema é que estava fechada pra um evento. O tal evento, a Pia me explicou, é algo que acontece todos os anos pros adolescentes que fazem 16 anos. Chama-se Confirmação, e é para preparar os adolescentes pra vida adulta. Neste evento o ( a) adolescente recebe de presente dos pais uma roupa tradicional Norueguesa, que ele-ela vai guardar pra sempre. Esta roupa custa bem caro, algo em torno de 10 mil reais, e nem todos os pais podem pagar isso (a minha amiga não tem, por exemplo), mas ela é usada em todo e qualquer evento grande como casamento. Acho que ao longo dos anos o custo-benefício é justificado, pois comprar roupa pra ir em casamento é sempre caríssimo de qualquer forma. Outra vantagem é que é uma motivação pra pessoa não engordar com os anos e sempre caber naquela roupa. Foi legal no domingo ter visto as famílias saindo da prefeitura, todas vestidas nas suas roupas típicas, a caminho de um almoço em família.

Mas voltando à prefeitura, eu tinha 45 minutos pra chegar até lá, visitar o lugar e voltar ao hotel pra pegar o trem a tempo de chegar no aeroporto. A ida e vinda seriam 15 minutos cada, o que significa que só tive 15 minutos lá dentro. Gostei de ter ido, achei os murais bonitos e eu gostaria de ter ficado mais tempo lá interpretando cada um deles.

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Murais dentro da prefeitura de Olso
Vista da costa norueguesa de dentro do avião

Cheguei a tempo de pegar meu vôo, comprei um sanduíche pra comer de almoço e meu assento era na janela. Normalmente escolho corredor, mas por ser um vôo curto não quis pagar a mais pra selecionar assento. Foi bom, pois a vista da costa norueguesa é absolutamente linda lá de cima. Eu conseguia enxergar ao longe montanhas com neve e também dezenas de ilhazinhas na costa.

A minha amiga recomendou vários passeios em outras regiões da Noruega, que eu adoraria fazer. Gostaria de comparar os Fjords de lá com os que eu vi na Nova Zelândia.

Impressões finais:

País tranquilo, sem grandes problemas sociais, saúde e estudo são gratuitos, mas a alta taxa de impostos é o preço que se paga. O maior problema da Noruega agora é a imigração de cidadãos de países pobres da Europa, que vão pra lá sem condições nenhuma de sustento. Eu e a minha amiga ficamos chocadas com a quantidade de romenos no centro da cidade, pedindo esmola e simplesmente sentados na rua o dia inteiro, sem trabalho. De quem é a obrigação de integrá-los a sociedade? Eles não falam Norueguês e a maioria não fala nem inglês, o que torna as coisas mais difíceis. A presença destes grupos (não necessariamente romenos) começou a gerar comentários racistas e nacionalistas, o que é um problema. Mas quem vai solucionar o problema e como?

Recentemente teve eleição pro parlamento europeu, e os candidatos que ganharam são todos de direita, porque a maioria das pessoas que pagam impostos não estão gostando nada da história de ter que dar dinheiro pra país que não consegue se manter e está quebrado por pura incompetência dos seus governantes. Não sei qual será o futuro da Europa do jeito que as coisas estão indo.

Bom, agora posso dizer que vi todos os países escandinavos Smile

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Vídeo da viagem

Sunday, 25 May 2014

Oslo–Noruega–Dia 3

Finalmente chegou o domingo, o dia de conhecer as ilhas e ver o museu da história e cultura noreguesa, e aproveitar o sol.
E adivinhem… o tempo estava um lixo! Horrível, friozinho e com chuva. Passei o dia chorando no hotel! Tá, mentira porque eu não fiz isso, mas fiquei p*. ODEIO CHUVA!!!! ODEIO!!!!!!!!!
Resolvemos então visitar museus. Nem tudo estava perdido, pois vários museus são gratuitos no domingo, a começar pela National Gallery. Não é tão grande quanto e nem tem a coleção extensa que tem a de Londres, mas vi várias pinturas bem bonitas e gostei muito dos quadros de um pintor chamado Johan Christian Dahl, que pintava paisagens lindíssimas. Numa das salas eu vi um quadro onde estavam pintadas montanhas com neve e um tipo de sol ou lua no meio, e a paisagem era o fim de tarde e era um azul bonito. Imediatamente me meio na cabeça um desenho que eu fiz quando estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos e fiquei obcecada pela Suécia. Eu precisava escolher um país europeu pra fazer um trabalho na escola e na época aprendi tudo sobre a Suécia, e pra capa do meu trabalho eu fiz um desenho com duas montanhas e um sol no meio, se pondo, meio azulado.
Na National Gallery tem a sala de pinturas do Edward Munch, incluindo o famoso The Scream, que segundo o guarda me falou e eu confirmei depois na internet, é um dos originais. Não esperava, foi um bônus de ter visto.

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Uma pintura na National Gallery de Oslo
A pintura que me lembrou o desenho que eu fiz no colégio
Cachoeira no rio Akerselva
Globo antigo no museu do trabalho de Oslo
Antigo bairro industrial em Oslo

A chuva não deu trégua e fomos então a procura do museu do trabalho de Oslo, que ficava do outro lado da cidade. Passamos novamente pelo rio Akerselva, e fiquei impressionada de ver como é grande e inclusive passamos por uma cachoeira. Encontramos o museu, entretanto era tudo em Norueguês, sem tradução pro inglês. Eu até vi algumas coisas, mas sem entender do que se tratava era difícil interpretar. A Pia traduziu algumas coisas pra mim e o que ela traduziu foi interessante. O museu fica no antigo bairro industrial de Oslo, onde haviam várias fábricas. Há muitos anos, os trabalhadores tinham péssimas condicões e não tinham quase direitos. Só conseguiam férias depois de 5 anos de trabalho, e somente 3 dias. Aí o surgiram os sindicatos, que obviamente foram muito bem-vindos e garantiram os direitos dos trabalhadores. Em algum lugar entra lá e cá os sindicatos, a meu ver, perderam seu sentido de ser pois agora só fazem besteira em não acompanhar o progresso do mundo de modo geral.

A nossa caminhada continuou pelo rio até chegarmos numa área com mais murais e mais barzinhos, onde havia uma bandinha tocando músicas bem legais. Paramos pra ficar ouvindo um pouco. Logo foi hora da minha amiga ir embora de volta pra cidade dela, e eu fiquei sozinha em Oslo. Adivinhem o que aconteceu? Saiu o sol… esse astro maldito saiu às 6 da tarde, quando já não haviam mais barcos pras ilhas, então a minha única alternativa era ficar vendo mais coisas pela cidade. Foi quando decidir ver o cemitério, que assim como na Suécia é um parque onde as pessoas vão pra ler, correr e passear com seus cachorros. Tem túmulos, mas os mesmos são discretos e sempre tudo muito verde e cheio de plantas. Realmente um lugar de descanso pros vivos e pros mortos.

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Passando por uma queda d´água no Akerselva
Barzinho com música ao vivo
Mais murais pela cidade
Cemitério e parque de Oslo

Passei pela igreja mais antiga de Oslo, de pedra e escondida do lado do cemitério, vi mais uns prédios interessantes e resolvi arriscar e jantei um cachorro quente, que estava bem gostoso.

Voltei pro hotel pra dormir, de mal com o sol.

Saturday, 24 May 2014

Oslo–Noruega–Dia 2

Nós planejamos nossas atividades em Oslo baseadas na previsão do tempo. Sábado era pra ter um dia parcialmente nublado, então resolvemos caminhar pela cidade, enquanto que pro domingo a previsão era de um dia lindo de sol e calor, e então iríamos pras ilhas perto de Olso.
Sábado nós caminhamos o dia inteiro! Começamos comprando café da manhã numa padaria, e eu parei pra tomar um chocolate quente num café perto do hotel. Caminhamos pro lado leste da cidade para visitar um lugar chamado Kampen, onde vimos várias casas de madeira em estilo norueguês. Fomos então caminhando até chegar no jardim botânico, onde tem o museu do tal de Edward Munch, o mais famoso pintor Norueguês. Não entramos no museu e continuamos a caminhada passando pelo Jardim Botânico, que era bem grande e calmo.

Paramos para almoçar num bairro chamado Grünerløkka, um lugar cheio de restaurantes e cafés. Eu comprei uma salada de atum e nós nos sentamos num banco num parque pra almoçar, enquanto ouvíamos alguém tocar música ali do lado.

Depois do almoço passamos pelo o rio Akerselva, que corta a cidade de norte a sul e tem caminhadas ao redor das duas margens, passando por parques, bares e cafés escondidos e charmosos. Um destes lugares nos lembrou muito de Berlin, pois haviam vários murais e umas decorações meio estranhas, mas interessantes.

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Jardim botânico
Murais pela cidade e um candelabro estranho, estilo Berlin
Rio Akerselva, com um cisne suspeito

Nisso saiu o maior sol e ficou calor, e nós a caminhar pela cidade. Passamos por um mercado de rua bem grande, indo em direção ao parque de esculturas de Vigeland.  A caminho de lá vimos mais casas de madeira, maiores e mais bonitas e imponentes.

Foi uma caminhada demorada, e quando chegamos no parque estava realmente quente e estávamos exaustas. Paramos numa sombra pra descansar e fazer um lanche, e depois de recuperadas fomos ver as famosas esculturas. A minha amiga explicou que no começo estas esculturas chocaram as pessoas, pelo fato de todas estarem peladas, crianças e adultos, sempre representando situações pelas quais as pessoas passam. Estas esculturas estão em cima de uma ponte, ao redor de um chafariz grande, e em cima de uma escadaria, onde no cume tem uma coluna de pedra grande, que foi esculpida a partir de um único pedaço de pedra.


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Mais casas de madeira
Esculturas em VigelandsPark
Parque de Vigeland

Continuamos o passeio passando por uma parte bem bonita da cidade, com casas grandes, ruas cheias de árvores e flores, que segundo a minha amiga é um bairro onde pessoas de dinheiro moram. Na Noruega tudo é muito caro. Comer fora e tomar um drink são coisas que não se faz com muita frequencia porque realmente o preço é muito salgado. Mas mesmo em sociedades igualitárias existem diferenças. Apesar de não faltar nada pra ninguém, tem gente que consegue comer em restaurante todo dia e tem gente que não consegue, tem gente que tem casa bonita e grande e tem gente que tem que dividir casa porque não consegue pagar aluguel sozinho.

Chegamos então numa área bem nova e moderna perto do porto. Acho que os habitantes de Oslo estavam ou no parque que visitamos, ou neste lugar, pois estava absolutamente cheio de pessoas, todo mundo apoveitando o sol e calor, e inclusive tinham pessoas nadando na mini-praia de pedrinhas que tem ali. Caminhamos pela orla e comprei um cachorro quente na esperança de ser bom como os que eu havia comido na Dinamarca, só pra ficar decepcionada.
Logo ali do lado fica o Forte e Castelo de Akerhus, de onde se tem uma vista bem bonita do Fjord de Oslo. Fjord é a denominação geográfica de um certo tipo de formação, apesar de que em Oslo o fjord não é nada parecido com os fjords que se vê nas outras partes da Noruega, entre as montanhas. Isso foi o que a minha amiga me explicou quando eu duvidei que o que eu estava vendo era um fjord.

Voltamos pro hotel pra descansar antes de sair pra janta. Escolhemos um lugar com peixe perto do hotel, que havíamos passado anteriormente durante o dia. Eu comi fish and chips, que estava razoável, mas que custou quase 2 vezes mais do que teria me custado em Londres.

Antes de voltar ao hotel paramos num bar pra tomar mais alguma coisa e eu fiquei tentando sem sucesso entender o que as pessoas estavam falando ao redor da gente. Ela traduziu algumas coisas, mas no geral eu estava mesmo na ignorância.

Terminamos o dia cansadas e cheias de bolhas nos pés, de tanto que caminhamos!

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Área nova e moderna no porto
Eu durante a janta, tomando um vinho pra relaxar
Praia e vista do fjord de Oslo

Friday, 23 May 2014

Oslo–Noruega–Dia 1

No segundo feriado de maio eu viajei para Oslo, na Noruega. Não estava nos meus planos viajar pra Noruega, mas como a passagem estava barata comparado com outros lugares que eu havia considerado ir, e como eu tenho uma pessoa conhecida na Noruega, achei que seria vantagem ir pra lá.
Saí de Londres sexta-feira às 3 da tarde (tirei meio dia de férias) e eram quase 8 da noite quando cheguei no hotel em Oslo. Do aeroporto de Oslo até o centro é possível pegar o trem expresso, que leva 16 minutos pra chegar na estação central de Oslo (acho que o nome do trem é Floget) e tem o trem de linha normal, que são 50 kronas mais baratas que o trem expresso e leva 23 minutos até a estação central. Realmente não tem porque pegar o trem expresso.
A minha amiga já estava no hotel me esperando. Eu a conheci quando estava em Berlin, e ela mora numa cidade chama Porsgrun, no sul da Noruega, mas foi até Oslo me encontrar e me mostrar a cidade.
Como está no fim de maio anoitece bem tarde lá, o que significa que deu tempo de jantarmos e ainda saímos pra caminhar pelo centro da cidade que estava claro.
Começamos visitando a Opera House, uma construção nova bem moderna na beira do mar. O teto da construção é inclinado de forma que permite que as pessoas possam subir nele. Fomos até lá em cima pra ver a vista da cidade e o por-do-sol. Dali fomos caminhando pelas ruas do centro até o palácio onde a família real da Noruega mora. No caminho passamos pela parte central e turística da cidade, onde tem o prédio do parlamento, um hotel bem chique, uma praça com chafariz e vários restaurantes. Chegamos então até o palácio real, que fica em cima de um morrinho no fim de um caminho ladeado de árvores com flores bem cheirosas. Ao contrário de Buckingham Palace em Londres, que é uma grade enorme ao redor e ninguém pode chegar perto, não existe grade nenhuma ao redor deste palácio. Tem uns guardinhas cuidando, mas é isso. Eu perguntei pra um deles se a rainha mora ali mesmo e a guardinha fez que sim com a cabeça (não sei se eles podem falar com as pessoas, acho que não).
A primeira impressão da cidade foi de um lugar calmo.

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Eu em na frente da Opera House de Oslo
Prédios modernos em Oslo. São chamados de Barcode esses aí
Palácio real de Oslo
Parlamento de Oslo

Monday, 5 May 2014

Escócia–Highlands III

No nosso último dia o plano era ir direto até um lugar chamado Fort Augustus, que é uma vila que fica logo no começo do Lago Ness. Mas como tínhamos tempo sugeri que voltássemos até perto de Fort William, onde estávamos no dia anterior, pra ver se conseguíamos ver alguma coisa das coisas que não havíamos visto no dia anterior, já que o tempo estava melhor. Não tinha sol, mas as nuvens malditas do dia anterior haviam dispersado, então tudo melhorou.

No caminho passamos por um castelo famoso, cenário de vários filmes, chamado Eilean Donan. É possível visitar o castelo por dentro, mas o bonito é admirar o castelo com o cenário em volta, e foi o que fizemos.
Valeu a pena termos ido sul novamente pra tentar ver algumas coisas, apesar de ter acidionado 1:30 de viagem. Fomos até um ponto de vista um pouco antes de chegar em Fort William e conseguimos ver a tal Ben Nevis, a montanha mais alta, com as suas montanhas "vizinhas".
Depois de fotos fomos então em direção até Fort Augustus, que em si não tem nada de espetacular, mas fica bem no começo do Lago Ness. Este lago não tem nada de espetacular. É famoso por causa do tal monstro do Lago Ness, mas a paisagem em si não é tão bonita quanto as demais que vimos na viagem, com tantos outros lagos e montanhas. Inclusive está é cheio de turistas e por isso os preços são inflacionados. Uma das coisas que eu queria ver eram as ruínas do Castelo de Urquhart, que fica no Lago Ness. Chegamos lá e estava cheio de ônibus de turistas e não dava nem pra tirar foto da paisagem, pois cercaram tudo e tinha que pagar mais de 7 libras pra ver as ruínas e "apoveitar o café, a loja de souvenir, o museu e o filme do castelo", como disse a senhora rude que nos atendeu. Ficamos p* da vida e resolvemos não pagar. Uma coisa é pagar pra ver o castelo de perto e por dentro, agora cobrar pra bater foto de paisagem é um cúmulo na minha opinião! Subimos num morrinho atrás do ticket-office e batemos fotos dali mesmo, como várias outras pessoas estavam fazendo.
Fomos então em direção a Inverness, o destino final da viagem. Eu nem esperava ver nada na cidade, pois já havia lido que não tem muita coisa pra fazer ou ver, o que se comprovou. Eu e a Jinny fizemos o tour da cidade, vimos todas as atrações (nada espetacular) em menos de uma hora, e ficamos visitando lojas de cashmere pra ver preços e comprar algumas coisas. Acabei comprando uma blusa de cashmere e um cachecol de tartan bem quentinhos.

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Castelo Eilean Donan
Cadeia de montanhas Ben Nevis
Ruínas do castelo de Urquhart, no lago Ness


Terminamos de fazer tudo e ainda eram 5 da tarde. Com 3 horas de luz do dia ainda, resolvemos fazer outro passeio. Fizemos o roteiro que o livro que eu havia pegado sobre a Scottish Highlands sugeria que fizéssemos, mas que ignoramos, que é dirigir pelo lado leste do Lago Ness, que tem vista bem mais bonita. Começamos passando por uma vila chamada Dores, 15 minutos de Inverness, onde tem uma "praia", de pedrinhas. A vista realmente é bem mais bonita, mas estava ventando bastante. Fomos caminhando por uma trilha entre a praia e um campo bem grande, bonito e verde, cheio de ovelhas. A paisagem era bem bucólica e tranquila. Vimos um senhor assando salsisha numa fogueira feita atrás de uns arbustos pra se esconder do vento, com duas menininhas, nem aí pro frio e de camiseta brincando num balanço de árvore. Vimos pessoas com cachorros, que estavam nadando no lago, também nem aí pro frio. Vendo isso entendemos porque a garçonete na hora do almoço falou que o dia estava bonito, enquanto que para nós era um dia feio e nublado. Pra falar a verdade, bem nessa hora do dia saiu um pouco de sol. Continuamos dirigindo até uma vila chamada Foyers, e lá fizemos uma curta trilha até uma cachoeira, no meio de um penhaso de pedras e árvores. Era tudo tão bonito e tão tranquilo, que eu passei a gostar do Lago Ness. Jantamos no restaurante de um B&B bem isolado, perto da cachoeira, e eu queria ter ficado uns dias ali lendo, relaxando, fazendo caminhadas por aquelas paisagens lindas, vivendo a vida!

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Cidade de Inverness
Eu no Lago Ness
Campo na frente do Lago Ness
Cachoeira de Foyers
Paisagem verde bonita em Foyers


Mas nada que é bom dura, e nossa viagem acabou. Acordamos às 4:30 da manhã no de terça-feira pra pegar o vôo pra Londres as 6:30, e fui direto pro trabalho.
Eu simplesmente adoro a Escócia. Gosto de tudo que é Escocês: a comida, a cultura, as roupas, a música, a paisagem, tudo. Me identifico muito com o país e é um lugar que eu pretendo voltar sempre que eu tive oportunidade!

http://www.youtube.com/watch?v=EIn3-2IAp9k&feature=youtube_gdata

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