Wednesday, 10 September 2014

Hvar–Croácia

No dia seguinte acordamos cedo e fomos pegar a ferry que nos levaria até a ilha de Hvar. Seguimos o conselho que lemos na internet e chegamos uma hora antes da ferry sair, com a diferença que havíamos comprado os tickets no dia anterior. Fomos os primeiros a chegar, e tirando os ingleses o resto do mundo não sabe fazer fila, então ficou todo mundo amontoado esperando o embarque. Mesmo assim conseguimos assento na janela, e depois de 2 horas de viagem vimos a ilha de Hvar aparecer aos poucos na janela. O dia estava lindo e a chegada nos deu vistas muito bonitas.
A Ilha de Hvar é muito famosa no verão por ter muitas festas e iates. Como já era fim do verão não havia mais tanta festa ou tanto turista, mas ainda sim o suficiente pra ter restaurantes e lojas abertos, sem muita multidão.
Eu marquei pra gente um aparthotel que ficava cerca de 15 minutos de caminhada do centrinho de Hvar passando pela orla, então uma caminhada muito agradável. O André que levou a mala pesada, coitado, e ainda teve que levar até o terceiro andar pela escada pro noss quarto. Ainda bem que ele é grande e forte hehehe
O apartamento que eu marquei tinha 2 quartos de casal, 2 banheiros, uma cozinha e tinha ainda uma sacadinha, muito bom pra quem tem família. Foi bom termos aquele espaço todo (marquei numa promoção e era o único quarto que havia sobrado. Era mais barato que um quarto individual). Largamos as malas, nos trocamos e fomos direto pra uma prainha perto do hotel. A faixa de “areia” era minúscula e mesmo assim haviam 3 espreguiçadeiras ocupando 90% do espaço, então sobrava um espaço minúsculo pra quem queria extender sua toalha ou canga. Em Floripa reclamam que os beach clubs de jurerê ocupam espaço na praia (que é gigante comparada com aquela) enquanto que ali beira ao absurdo.
Na real eles aproveitam cada espaço do lado do mar pra pôr cadeiras de praia, até em cima de pedras, inclusive muitas vezes as cadeiras ficam tortas em cima da pedra e o pessoal ainda paga uma fortuna pra usar 2 cadeiras e um guarda-sol.


Eu na pracinha principal de Hvar, logo na chegada
André no mar gelado
E depois se esquentando no sol
Eu no almoço

Resolvemos mudar de praia e fomos na frente de uma com um faixa de pedra maior, bem na frente de um hotel grande e chique. Tinha várias pessoas nadando e o André foi nadar. Eu resolvi entrar, mas não consegui passar de água na canela de tão fria! Em Split eu acabei comprando um sapato de entrar no mar. Isso é muito comum aqui na Europa, pois as praias do mediterrâneo são na sua grande maioria cheia de rochas e pedras e isso machuca o pé. Por isso resolvi comprar o tal sapato, que nem era caro, cerca de 5 libras, e fiquei usando o tal sapato a viagem inteira sempre que entrava no mar, e realmente ajuda bastante.
Ficamos um bom tempo naquela prainha e resolvemos almoçar num restaurante ali na beira do mar mesmo, que era super agradável com mesas e cadeiras embaixo de árvores grandes que deixavam o ar fresco. Eu comi uma pizza e ficamos um tempão ali sentados conversando e aproveitando o lugar e o clima e a companhia um do outro. 
Caminhamos então pelas redondezas vendo outras praias da área e fomos até o centro de Hvar. O centro é bem bonitinho e pequeno. Tem uma praça com restaurantes e uma igreja e várias ruazinhas.
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Eu numa das praias de Hvar
Cadeiras de praia em cima de rochas
André na frente do porto
Centrinho de Hvar

Subimos então até a fortaleza, que são cerca de 20 minutos de caminhada inclinada, mas sem dificuldade para nós. Pelo caminho conseguíamos ver a cidade e o porto de Hvar. Uma vez lá em cima a vista era ainda mais bonita e com o sol brilhando nos sentamos num banco e ficamos admirando a vista e batendo fotos. A fortaleza em si é bem interessante e bonita. Exploramos um pouco e começamos a descer o morro novamente, até chegar na praça principal, onde nos sentamos num restaurante turístico e eu jantei um macarrão com frutos do mar que não estava muito bom.

Eu na subida pra fortaleza
Vista da cidade de Hvar na subida
André descansando e aproveitando a vista
Vista uma vez na fortaleza

Voltamos pro hotel pra descansar e mais tarde nos arrumamos pra ir num beach bar ali perto do hotel. Havia um cerca de 10 minutos de caminhada bem na beira do mar. Tinha DJ tocando e bastante gente, e muita gente bêbada. Tomamos um drink e não muito tempo depois a música parou e o bar começou a fechar. Perguntamos por que tão cedo (era 11 da noite) e nos falaram que fora da temporada de verão eles têm que fechar naquele horário. Esse foi o fim do nosso primeiro dia em Hvar.
Nosso segundo dia em Hvar foi absolutamente horrível por causa do tempo. Saímos de manhã pra comprar ingressos pra ferry do dia seguinte e logo começou a cair a maior tempestade. Nosso plano era de pegar um barco pra visitar as ilhas de Vis e Bol, mas isso não aconteceu. Ficamos um tempo sentados nos protegendo da chuva que não passava. Tivemos que voltar pro hotel embaixo da chuva e chegamos lá completamente encharcados. Só saímos pra ir no super mercado perto do hotel comprar coisas pra fazer almoço e janta. Nunca vi uma chuva tão forte e persistente como aquela, absolutamente abominável. Eu odeio chuva!!!!! Havíamos pensado em alugar um carro pra ver o resto da ilha (existem outras vilas e cidadezinhas lá), mas a chuva estava tão forte e persistente que resolvemos não fazer isso.
Ficamos no hotel vendo filmes e comendo e bebendo vinho.

Tuesday, 9 September 2014

Split–Croácia

Finalmente depois de 6 anos na Europa visitei a Croácia. Quando eu cheguei em Londres em 2008 fiz uma lista dos países que eu queria visitar, e a Croácia era um deles.

Voamos para a cidade de Split. Devido a atrasos em Gatwick (novidade) chegamos no hotel em Split já perto da 11 da noite. Nosso hotel chamava-se B&B Kastel e era super bem localizado, bem na cidade antiga, o que significa que era perto de todas as atrações turísticas e restaurantes. Já era bem tarde e quase tudo estava fechado, mas achamos uma pizza joint ali perto do hotel e comemos cada um uma fatia de pizza, bem ruim por sinal. Fomos dormir pra logo começar a explorar a cidade de manhã cedo.

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Vista da janela do nosso quarto

A principal atração turística é o Diocletian Palace, que trata-se de uma área da cidade antiga circundada por um muro. Ali dentro caminha-se pelas ruazinhas estreitas e vê-se construções super antigas, includindo palácios de famílias importantes de muito tempo atrás, capelas, a catedral de Saint Domnius, entre outras coisas.

Como sempre nós tínhamos o guia do lonely planet que peguei na biblioteca aqui em Londres, e um mapa pego na recepção do hotel, e munidos disso decidimos um roteiro de visita, que começou pelo Golden Gate e foi descendo até o Bronze Gate. O Diocletian Palace possui 4 portões (o de Silver e o de Iron além dos que eu já mencionei) e entre eles são um labirinto de ruazinhas estreitas e charmosas como nas cidades antigas aqui da Europa.

 

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Um dos palácios em Split
Lindas flores
André batendo foto com a torre da catedral atrás

Tinha bastante turistas pelas ruas principais, e o fato de estarem filmando o tal Game of Thrones ali fez com que tivesse bastante gente na praça principal do lado da catedral. Nunca vi esse programa, mas se um dia eu vir vou reconhecer os lugares que eu visitei.

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Praça principal de Split com as pessoas tentando acompanhar as filmagens

Logo fora da muralha do Diocletian Palace vimos um mercado de rua vendendo verduras, vegetais e frutas, tudo bem fresco. Havia lido que na Croácia fresh produce é super comum e é quase tudo orgânico, o que faz a comida ser bem gostosa.

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André com seu chapéu novo no mercado em Split

Falando em comida almoçamos num restaurante bem recomendado no trip advisor e lonely planet, mas como sempre tudo o que fica famoso perde o charme e a qualidade, e a comida não estava nada demais. Depos do almoço fomos pro hotel descansar e mais tarde, como estava bem calor resolvemos ir pra praia.

Uns 2 km do old town fica a praia de Bacvice, que era a de mais fácil acesso. A faixa de areia é pequena (dizem que no verão fica lotada), mas tem também uma parte de concreto onde as pessoas extendem suas toalhas e ficam pegando sol na beira do mar. Nos sentamos ali e eu resolvi entrar no mar pra caminhar. A água é bem rasinha por vários metros antes de começar a afundar e eu fiquei caminhando na água refrescante vendo as pessoas jogar Picigin, um esporte típico da Croácia, jogado dentro do mar com uma bolinha pequena.

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Cidade de Split vista de longe
Eu com a praia de Bacvic ao fundo
Um dos portões do Diocletian palace visto de noite

Depois de termos pegado bastante sol voltamos pro hotel pra um banho e saímos pra tomar um vinho e jantar. Não conseguimos achar o lugar onde havíamos planejado ir, deve ter fechado, então acabamos indo numa pizzaria.

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Sentados na rua de noitinha, aproveitando o clima ameno

Depois da janta voltamos pro hotel passando pelas ruas cheias de lojas, restaurantes e pessoas aproveitando o clima ameno do mediterrâneo.

 


http://www.youtube.com/watch?v=J7W0bxkmDkk&feature=youtube_gdata

Saturday, 2 August 2014

Alicante–Espanha–Dia 4

No último dia inteiro em Alicante eu cometi vários erros: concordei em visitar uma ilha chamada Tabarca. Pesquisando na internet você encontra blogs e relatos de pessoas falando que a ilha é fantástica, que todos que vão a Alicante têm que conhecer, que é típica e quieta com águas cristalinas e é reserva marinha e isso e aquilo. Certos relatos entretanto falavam que não era tudo isso que a maioria descrevia. Como a Jinny tava "cansada de ficar só na píscina e na praia" eu resolvi ir com ela na tal ilha. Ainda bem que a convenci a pegar o barco de 12:15 ao invés de o de 10 da manhã, pois deu pra tomar café tranquilamente e dormir na beira da piscina um pouco antes de ir. Comprei um sanduíche pra comer na viagem de barco até a ilha e uma máscara de snorkel e fomos pegar o tal barco. Foram cerca de 50min de viagem, nada muito interessante. Durante a viagem o vento levou meu boné pro mar e fiquei sem proteção pra cabeça, ainda bem que estava de óculos escuros e com bastante protetor solar.
A ilha é realmente minúscula como havíamos lido. Vimos a única praia da ilha, que é minúscula e sem atrativo nenhum. Estva a maior ventania que parecia que ia levar tudo. As pessoas na praia tinham que cobrir o rosto pra areia levada pelo vento não entrar no olho. Vimos o centro histórico da cidade, que não tem nada de especial, e fomos até a parte onde as pessoas estavam fazendo snorkelling.
Era extremamente difícil chegar até alguma parte onde desse pra entrar no mar. Não só o vento estava impossível, levando tudo, tinha que ficar caminhanho por cima de pedras, muitas delas extremamente escorregadias. A Jinny queria ir numa certa parte onde tinham várias pessoas fazendo snorkelling (quando penso que ela não chegou lá até achei bom, pois aquela parte era funda e ela não sabe nadar) e eu tentei ir junto, mas desisti no meio do caminho pois eu não tinha sapatilha pra proteger os pés dos corais e as pedras escorregadias e o vento fizeram disso uma experiência horrível! Voltei até onde havíamos deixado as coisas, pois era um lugar mais protegido do vento, e era mais fácil também de entrar no mar. Lá fui eu fazer o tal snorkelling. Eu já havia feito isso uma vez em Fiji, mas lá foi uma experiência diferente, pois entravávamos no mar pela praia e não tinha vento nenhum. Além destes obstáculos a máscara que eu comprei é meio grande pra mim, e o resultado é que ficava entrando água o tempo inteiro. Tentei por bastante tempo ajustar a maldita máscara, devo ter ficado uma meia hora vendo os peixes e outras coisas no fundo do mar tendo que parar acada 2 minutos pra tirar água da máscara. A Jinny nem quis continuar, desistiu e foi comer alguma coisa. Eu resolvi que não gosto de snorkelling pois não gosto de ficar vendo aquelas plantas e pedras que eu não sei o que tem embaixo.

Eu fazendo snorkelling em Tabarca
E tendo que parar pra tirar a água da máscara


*Não sei o que aconteceu com o blog pois agora as fotos são postadas todas minúsculas, então estou tendo que fazer upload delas em tamanho maior, o que significa que tem que clicar nelas pra ver tudo

Nisso eram cerca de 3 da tarde e o primeiro barco a sair da ilha só saía às 4:30 da tarde. Pegamos nossas coisas e fomos de volta até à praia, onde tinha um chuveiro, para tirar o sal do corpo. Ao abrir o chuveiro tinha que dar uns passos pra frente pois o vento levava a água toda embora, o que dificultava ficar embaixo do jato de água.
Achamos um lugar mais protegido do vento onde a Jinny armou um guarda-sol barato que ela comprou e ficamos ali. Eu reparei então que várias pessoas já estavam no terminal de barco e resolvi ir lá esperar. Cheguei bem na hora, pois logo uma fila gigante se formou. Acho que ninguém mais aguentava aquela ilha maldita e queria dar o fora de lá o mais rápido possível!! Os russos que estavam lá todos furando a fila, eita povo aproveitador!
Eu mesmo não recomendo este passeio pra ninguém, deveria ter ficado em Alicante. Isso que não gastamos dinheiro lá, pois dizem que os restaurantes são caríssimos.
Fiquei aliviada quando chegamos novamente em Alicante e fui pra praia, onde não tinha aquele vento dos infernos.
De janta fomos num restaurante que havíamos visto na subida do morro no dia anterior, que parecia legal. Na noite anterior, quando eu tava mostrando o caminho das casinhas com flores pra Jinny, passamos por um lugar com música animada e várias pessoas. Outro erro cometido neste dia foi ter comido ali. Pedi uma paella de frutos do mar que não gostei nem um pouco, pois tinha polvo e eu detesto polvo!
De sobremesa meu último erro do dia: ao invés de comer o sorvete que eu já sabia que gostava, fui experimentar um que dizia ser o terceiro melhor sorvete da Espanha, porque a Jinny queria provar e eu fiquei na fila com ela, e quando chegou a nossa vez eu tava com vontade de comer sorvete. Pela primeira vez que eu lembro joguei o sorvete fora depois de 2 mordidas. Era creme puro, absolutamente enjoativo!!
Não foi o melhor dia das férias e a lição que eu tirei é fazer o que eu quero e comer onde eu já sei que é bom, mesmo que eu fique sozinha! Foi o que fiz no dia anterior e foi ótimo!
Depois da janta ficamos caminhando pelas ruelas do morro e foi muito legar ver os moradores e famílias todos sentados em mesas na rua, na frente de suas casas, vendo televisão, bem coisa de cultura orientada a família e com clima bom. Apesar da situação da Espanha não ser boa eles têm qualidade de vida com certeza! Engraçado que lá em cima não vi nenhum turista… Acho que isso ajudou no charme.
Na volta pro hotel passamos no mercadinho que tem na praça do lado do hotel e por ser sábado estava cheio de gente, todo mundo aproveitando a noite por não ter que acordar cedo no dia seguinte.
Adorei o passeio e voltaria pra Alicante no futuro, valeu a pena esta viagem!
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Eu no barco a caminho de Tabarca, não muito feliz
Exporando a mini ilha de Tabarca
Eu na praia de Alicante, bem mais feliz
Eu e a Jinny na última janta em Alicante

Friday, 1 August 2014

Alicante–Espanha–Dia 3

No segundo terceiro dia em Alicante eu mais uma vez fui pra piscina assim que acordei. Desta vez infelizmente não consegui acordar tão cedo e por isso não consegui pegar guarda-sol. Fiquei no sol até perto das 11 e tive que levar minha cadeira pra uma sombra depois disso. A Jinny nem apareceu na piscina, só foi depois avisando que ia pegar o trem pra ir pra uma cidade chamada Benidorm. Ela ia demorar quase 2 horas pra chegar lá usando trem e ônibus. Eu já cortei na hora falando que não ia, mas aceitei de encontrá-la numa praia chamada San Juan no fim da tarde.
Depois de ficar lendo meu livro na piscina por um tempo, quando deu fome eu voltei no restaurante que fomos no primeiro dia e comi a mesma paella de frutos do mar, que mais uma vez estava muito gostosa. Resolvi então caminhar de novo pela cidade, apesar do calor. Valeu a pena, pois descobri uma parte bem bonitinha da cidade, onde as casinhas são pequenas e têm vasos de flores na frente, ou no chão ou pendurados na parede do lado de fora, que por ser no alto tinha vista bonita pra cidade. Era como se eu estivesse caminhando por uma favela do no sentido de que eram ruelas sem nome e minúsculas, com casas por todos os lados, mas não eram casas pobres e havia eletricidade e saneamento. Continuei subindo o morro até chegar num parque que tinha vista bonita pro mar. Só que eu fiquei meio receosa, pois não tinha ninguém lá além de um cara meio estranho, então eu saí.
Fui novamente tomar um sorvete e depois disso pra praia, onde fiquei nadando um tempão. Como eu gosto de nadar! É uma coisa que vem naturalmente pra mim. Ficar flutuando é extremamente fácil e eu gosto de ficar nadando pra lá e pra cá e depois descansar boiando, deixando a água me levar e de vez em quando olhando pra ter certeza que não estava muito no fundo.
Uma vez de volta no hotel tomei banho pra tirar o sal e areia (a pior parte de ir pra praia é a areia, ainda bem que a praia era do lado do hotel) e a Jinny voltou. Acabou que eu não fui encontrá-la pois resolvi ficar pelas redondezas e aproveitar a cidade e a praia. Claro que ela chegou falando que a outra praia é "praia de verdade" (como se a que estávamos não fosse) mas eu realmente não poderia me importar menos com a outra praia, pois a última coisa que eu quero nas férias é ficar em transporte público por mais de 3 horas pra ver outra praia só porque alguém disse que era mais bonita (e eu vi a foto depois, e a única diferença é que a faixa de areia era maior).
A janta neste dia foi num restaurante típico chamado La Taberna Ibérica, que tinha boas review no site do tripadvisor. A decoração era bem bonitinha e os donos nem falam inglês. Nos trouxeram várias tapas deliciosas, mas foi uma janta mais cara, de 20 euros por pessoa.
Resolvemos então ir até a boate a qual os senhores nos haviam falado, que era cerca de 15 minutos de caminhada do hotel. O problema é que parte da caminhada era por um lugar escuro e no meio da rua. Ficamos com medo e resolvemos mudar de plano e nos sentamos num barzinho bem na areia da praia que tinha um DJ tocando. Tomei uma caipirinha bem gostosa e ficamos vendo as pessoas fazendo luau e aproveitando a noite com clima ameno. Lembrou a época que eu morava no Brasil...

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Casas típicas de Alicante

Thursday, 31 July 2014

Alicante–Espanha–Dia 2

No dia seguinte eu acordei 7:30 da manhã e fui direto pegar um lugar na piscina. Peguei 2 espreguiçadeiras e um guarda-sol, ambos de frente pro mar. A única desvantagem do hotel onde ficamos (chamava-se Melia Alicante) é que o espaço da piscina (e a piscina em si) é pequeno, e se a pessoa não chega cedo na piscina fica sem cadeira e sem guarda-sol. Deixei minhas coisas ali e fui tomar café da manhã, que estava incluído no pacote. Foi dos melhores cafés-da-manhã que eu já tive em hotel. Tinham frutas frescas como melancia, melão, kiwi, pães, geléias, cereais, iogurte, ovos e salsisha, tinha inclusive paella e uns peixes pra agradar todos os tipos de hóspedes. Sei que os escandinavos comem peixe no café da manhã, e estava cheio da famílias loiras falando um idioma escandinavo, com certeza de algum país nórdico!
Ficamos na piscina (entrei rapidinho, mas a água estava muito fria!) até 1:30 da tarde (ainda bem que eu tinha pego guarda-sol, pois o sol ficou super quente depois das 11, como é de se esperar, e pudemos ficar na sombra) e fomos almoçar. Escolhemos outro restaurante onde eu comi outra paella, mas não estava tão boa quanto a do primeiro dia, possivelmente porque o restaurante era mais turístico. De sobremesa resolvemos tomar sorvete e encontramos uma sorveteria chamada Borgonesse onde acabei indo pra todas as sobremesas até o fim da viagem, que tem sorvete delicioso e barato. A Amorino, sorveteria também muito boa que experimentamos em Bbarcelona, fica na frente mas o sorvete é mais caro e o sabor é o mesmo.
Depois disso eu fui pra praia e a Jinny ficou no quarto pra evitar o sol (chinês não gosta de se bronzear). Na praia nadei um monte na água quentinha do mar e inclusive joguei vôlei de praia com umas meninas.
Depois voltei pro quarto pra um banho e fomos visitar o castelo de Santa Barbara, que fica em cima do morro que tem na parte antiga da cidade. Pega-se um elevador pra chegar até lá em cima e é melhor ir de noitinha mesmo pois durante o dia é muito calor. Dá pra entender porque os espanhóis fazem siesta, pois ninguém merece ficar caminhando pra lá e pra cá num calor de 35 graus.

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Nascer do sol em Alicante
Café da manhã
Eu e a Jinny tomando sorvete
Visitando o castelo de Santa Barbara


A vista de lá de cima é bem bonita e ficamos batendo fotos. Vimos também uma feirinha estilo espanhol vendendo artigos feitos em Alicante, mas não compramos nada.
De janta fomos num restaurante de tapas muito bem recomendado chamado Cervejeria Sento, que tem em 2 lugares no centro histórico: um é minúsculo e bem tradicional, mas impossível de conseguir lugar, e o outro é maior e mais moderno. Mesmo neste segundo tivemos que esperar um tempão por uma mesa. As tapas eram boas, mas não eram como as do dia anterior. Eram pequenos sanduíches de diversos sabores. Eu acabei comendo 2 e pra mim foi suficiente, pois tinham bastante gordura. Enquanto esperava a mesa e as tapas, tomei mais vinho espanhol. Óbvio que depois do vinho vem aquele sono, e quem diz que a gente foi pra boate como havíamos planejado...
Acabamos sentando num barzinho na pracinha do lado do hotel, na frente do porto, pra aproveitar o clima quente e sem vento que se encontra nos países quentes.
Terminei o dia menos branca.

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Vista de Alicante de cima do castelo de Santa Barbara
Uma feirinha espanhola em cima do castelo
Eu passeando pelo castelo
Eu caminhando pela beira mar de Alicante

Wednesday, 30 July 2014

Alicante–Espanha–Dia 1

Desde que eu cheguei na Inglaterra eu quis fazer uma viagem de verão em julho ou agosto. Por diversos motivos as pessoas que poderiam ter me acompanhado na viagem nunca estavam disponíveis nestes meses, e acabou que só depois de 6 anos na Europa eu consegui fazer uma viagem nestes meses. Este ano marquei com a minha amiga Jinny uma viagem de verão (= sol, praia e piscina)e depois de muita pesquisa para acomodar os requerimentos de cada uma, escolhemos Alicante, na Espanha.
Eu escolhi um hotel com piscina e do lado da praia, que ficava localizado do lado do porto, com ótimo acesso ao centro histórico de Alicante. Foi uma excelente escolha com a qual ficamos muito felizes.
Compramos um pacote que incluía os vôos de ida e volta. Pela primeira vez voei com uma empresa aérea chamada Monarch, que cai na mesma categoria da Easyjet e RyanAir por ter passagens mais baratas (entretanto qualquer outra coisa paga-se a parte. Se você quer levar mala vai ter que pagar a mais, se quiser escolher assento também vai ter que pagar a mais. Como eram poucos dias eu levei somente bagagem de mão). Na real escolhemos esta empresa aérea pelo horário dos vôos ser mais conveniente. Não voarei mais com eles se puder evitar. São a única empresa aérea que conheço que cobram pra fazer check-in online! O vôo saía as 7:20 da manhã lá do aeroporto Gatwick, e como ainda tínhamos que fazer check-in pegamos o trem as 5:30 da manhã de Clapham Junction, onde a Jinny mora e pra onde fui na noite anterior. Obviamente a fila do check-in estava imensa e tivemos que ir correndo pro portão de embarque uma vez feito o nosso check-in. Chegando lá adivinha: o vôo estava atrasado, e simplesmente não falaram nada. Ficamos esperando que nem uns otários por mais de uma hora até chamarem pro embarque. Como sempre as empresas aéreas fazem qualquer viagem um pesadelo, não importa o país!
Bom, pelo menos o vôo foi tranquilo e chegamos em Alicante 12:30 no horário local. Chegar do aeroporto até o hotel foi super simples, um ônibus por 20 minutos nos deixou na praça na frente do hotel.
Depois do check-in, arrumamos nossas coisas no hotel e fomos almoçar. Eu comi uma paella de frutos do mar deliciosa!
Depois do almoço caminhamos pelo centro antigo da cidade pra explorar um pouco e então eu me troquei e fui pra piscina pegar sol. Como estava morrendo de sono acabei tirando uma soneca bem gostosa na beira da piscina. Nada melhor do que férias pra descansar! Quando estou em casa acabo achando algo pra fazer ou limpar, então tenho que sair de casa mesmo pra relaxar.
Depois resolvemos caminhar pela praia. Caminhamos até chegar numa outra praiazinha menor e com menos pessoas, onde tomamos banho de mar com água refrescante, que não era fria. No caminho uns senhores espanhóis nos pararam e tentaram conversar conosco. Eu entendia o que falavam, mas não conseguia falar nada em espanhol. Ou saía português ou italiano (na real a maior parte do tempo saía italiano). Eles nos falaram de uma boate estilo Ibiza um pouco mais pra frente, que demos uma passada e parecia bem legal. Planejamos voltar lá na noite do dia seguinte.
Depois de um banho no hotel, saímos para jantar. Fomos num restaurante de tapas bem gostoso, onde comemos croquetes de bacalhau deliciosos, alcachofra grelhada com molho e eu tomei vinho.
Dormi que foi uma maravilha na cama espaçosa e firme, bem como eu gosto, e sem barulho nenhum o que foi surpreendente pra um hotel tão grande quanto aquele e no centro da cidade.

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A paella que eu comi de almoço
Praia de Postiguet, onde ficamos, com o castelo ao fundo, em cima do morro
Igreja de Santa Maria
Tapas e vinho de janta

Wednesday, 2 July 2014

Wimbledon

Em junho sempre acontece aqui em Londres o campeonato de tênis de Wimbledon, famoso no mundo inteiro. Eu nunca fui de acompanhar tênis, mas aqui na Inglaterra é um esporte do qual se fala muito, principalmente nesta época do ano. É uma coisa bem inglesa assistir o campeonato de Wimbledon. Claro que tem gente que diz que tênis é esporte de burguês e que as massas não tem acesso, mas é algo da cultura inglesa independente de quem participa.
Depois de quase 6 anos aqui eu, pela primeira vez, resolvi ir até lá pra ver do que se trata. 
Eu sabia que Wimbledon não era uma quadra só, mas não imaginava que seriam tantas. Na verdade o torneio acontece num complexo bem grande, com 19 quadras. Tem praça de alimentação, quiosques vendendo comidas e bebidas, tem um prédio pra imprensa, outro pros jogadores se trocarem e assim vai. É realmente um lugar bem grande. 
Existem 3 quadras principais: a chamada Central Court (quadra central), e as números 1 e 2. Pra essas quadras você precisa de ingresso específico, que explico como conseguir mais pra frente neste post. Pra entrar no complexo você compra um ingresso que eles chamam de Grounds only, em tradução livre Somente terreno. Com esse ingresso você tem direito a ver qualquer jogo em qualquer quadra, menos na principal, na 1 e na 2. Se você tem ingresso pra uma destas 3 quadras você não precisa do ingresso Grounds only e pode entrar direto no complexo. Como este não era o meu caso, eu fui pra um lugar que eles chamam The Queue (a fila), que é onde as pessoas sem ingresso ficam na fila pra tentar entrar no complexo de Wimbledon. Eu saí mais cedo do trabalho e cheguei lá às 2 da tarde. Não tinha ninguém nessa fila, o que foi bom. Se você entra no complexo antes das 5 da tarde o preço é £17, se você entra depois das 5 da tarde o preço é £14.
Uma vez lá dentro eu comecei a explorar o lugar e fiquei vendo jogos em várias das quadras. Vi o jogador Escocês pro qual todo mundo torce aqui, que ganhou o campeonato no ano passado, o Andy Murray, jogando duplas numa das quadras de graça de assistir. Ao mesmo tempo a Sharapova estava jogando na quadra principal contra uma alemã, mas obviamente que não tinha como ver pois a quadra fica no meio de algo como um estádio. Só dava pra ouvir a torcida.

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Jogo de duplas do Andy Murray
Assistindo um jogo de singles masculino numa das quadras
Um dos vários quadros de resultados das partidas espalhados
Alguma jogadora famosa (não conheço, mas estava dando vários autógrafos)

Atrás das quadras tem um morrinho de grama com uns laguinhos e cachoeiras artificiais, flores, bem bonito. Lá as pessoas se sentam com suas cobertas de picnics e comida e ficam vendo o jogo da quadra principal ser mostrado no telão, torcendo juntas (ou cada uma pro seu jogador preferido). Tem barraquinhas vendendo PIMs, uma bebida alcólica típica de verão aqui da Inglaterra, que é deliciosa, e as pessoas ficam bebendo isso e comendo morangos, ou nachos, conversando e torcendo. Nossa, era fantástico estar no meio daquilo. Como eu cheguei cedo tinha bastante lugar, mas a medida que vai entardecendo começa a chegar gente e no fim da tarde não tinha lugar nenhum pra sentar lá fora, de tanta gente.
Eu vi parte do jogo do Nadal de lá, mas eu quis também entrar numa das quadras principais. Na frente do telão tem um quiosque que revende ingressos de quem sai de uma das quadras principais por £5. Ou porque cansou ou porque ficou doente, não importa. Pra dar chance pra outras pessoas verem o jogo eles revendem o ingresso da pessoa que saiu e o dinheiro arrecadado acho que vai pra alguma caridade. Nesse quiosque a fila é imensa, pois todos querem ingresso pra quadra central, mas precisa-se ficar algumas horas na fila. Como eu estava sozinha eu tive que escolher entre passear pelo complexo ou ficar na fila sem saber se ia conseguir ingresso pra quadra central. Se estivesse com alguém podia revezar, mas infelizmente não foi o meu caso. Eu fiquei na fila duas vezes, mas acabei comprando ingresso pra um jogo de duplas femininas na quadra 2, que assisti da metade em diante. Na fila vêm atendentes oferecendo ingressos pras quadras 1 e 2, não tão prestigiadas quanto a quadra central.

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Jogo de duplas que eu assisti
Vendo o jogo do Nadal de Henman Hill


Formas de conseguir ingressos pras quadras principais (que eu sei):

1. Entrar no sorteio de ingressos pro torneio do ano seguinte, cujas inscrições são em Outubro do ano anterior. Se você é sorteado você pode comprar o ingresso.
2. Comprar pela internet, pagando um preço exorbitante. Pelo que vi a final masculina está a venda por mais de £3 mil!!
3. Ir pra fila (The Queue) o mais cedo que conseguir pra comprar os poucos ingressos disponibilizados por dia pras quadras principais. Normalmente as pessoas acampam por uma noite ou duas pra conseguir isso.
4. Como eu já expliquei acima, ficar na fila de revenda depois de já ter pago a entrada para o complexo. A partir das 3 da tarde que começam a revender ingressos, mas muitos dos jogos mais interessantes acontecem antes deste horário.
5. Ser membro de um clube de tênis (existem vários aqui em Londres), pois eles ganham ingressos pra esses torneios grandes.

Ao mesmo tempo que estava acontecendo o jogo da Sharapova o Federer estava jogando. Ele é o meu jogador preferido, sempre torço pra ele. Eu fui até a quadra onde ele estava jogando (de fora não tem como ver nada, é igual a um estádioc como já mencionei) e haviam várias pessoas lá esperando pra entrar. O que acontece é que pra comprar algo ou ir ao banheiro você tem que sair da área onde está aconcedendo o jogo, mas pra não distrair as pessoas e os jogadores (o que eu acho super correto) não é possível de transitar por ali entre games. Cada entrada tem um guardinha que só deixa as pessoas passarem quando acaba o game. Assim que acabou o game as pessoas que estavam esperando entraram e eu fiquei ali fora esperando. Aí olhei pro guardinha com cara de cachorro com fome perguntando se poderia bater uma foto. Ele deixou eu entrar pra bater uma foto do Federer, de longe. Me realizei!!! :D Não foi tão bom quanto teria sido assistir o jogo dele, mas foi o que eu consegui fazer e fiquei contente!

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Roger Federer

Escolhi um dia com tempo bom pra ir, o que ajudou, pois quando chove todos os jogos são suspensos, com exceção do da quadra central, que é a única que tem cobertura tráctil. Como aqui é Londres e em Londres chove bastante, em vários dias os jogos foram suspensos por causa da chuva.
A organização do evento é espetacular, como em todos os eventos que eu já participei em Londres. As pessoas que trabalham lá são extremamente simpáticas, educadas e disponíveis pra dar informação, como o carinha de chapéu na foto abaixo, que ficou explicando como funciona a fila de revenda de ingressos.

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Eu feliz tomando PIMs e no fundo a fila pros ingressos da quadra central

Baseado no tamanho deste post deu pra perceber que eu adorei ter ido pra Wimbledon. Realmente me identifico muito com a cultura inglesa, adorei ficar tomando PIMs e comendo morango e vendo os jogos espetaculares de jogadores tão talentosos. Quero muito voltar!