Sunday, 21 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia II

No nosso segundo dia tínhamos a opção de alugar um carro ou pegar umas das dezenas de excursões e conhecer parte da Bósnia ou de Montenegro, ambos duas de viagem de Dubrovnik. Eu estava super empolgada pra fazer isso, mas seria bem corrido e resolvemos ficar em Dubrovnik pra relaxar, afinal férias serve também pra descansar e não só ficar correndo de um lado pro outro o tempo inteiro.
Depois do café da manhã fomos pra praia, que ficava menos de 2 minutos do hotel. A praia é de pedrinhas, e 90% dela é ocupada por cadeiras e guarda-sóis pra alugar, o que é o calo das cidades do mediterrâneo (principalmente as frequentadas por turistas alemães). Como chegamos cedo conseguimos deixar nossas coisas numa parte que tinha espaço e ficamos ali aproveitando a praia. O tempo não estava 100% e tinha um vento meio chato, mas quando o sol saía ficava calor e nós conseguimos até nadar, pois a água ali era bem agradável, ao contrário do gelo que pegamos em Hvar.

Eu na praia em Lapad
Uma vez no hotel tomamos banho e almoçamos num dos restaurantes que tem na área do lado do hotel, que é um caminho largo para pedestres com vários bares e restaurantes. Escolhemos um restaurante pra beliscar algo e achei legal que estes restaurantes têm mesinhas na rua com cadeiras suspensas, que dá pra balançar. Achei isso o máximo e pensei por que será que ninguém teve essa idéia em Floripa. Se eu fosse empreendedora eu abriria um lugar parecido lá e daria o nome de Balança, mas não cai. hahahaha
A comida não estava espetacular e o serviço foi um lixo. Não dá pra acertar sempre…
Voltamos pro old town e visitamos as partes que não havia dado tempo de ver no dia anterior, incluindo um museu sobre guerra que o André queria muito ver. Eu fui junto e foi muito interessante Aprendi bastante sobre a guerra naquela área do mundo, que foi relativamente recente. Lendo e vendo fotos sobre a guerra da Bósnia eu percebi que sempre que alguém vem com uma idéia de “unir” países diferentes para como se fossem o mesmo, com a desculpa de facilitar o comércio e o governo, acaba em guerra e descontentamento. Foi o que aconteceu com a URSS, a Bósnia, e está de certa acontecendo na união européia (mas sem guerras. Ainda bem que na europa ocidental a diplomacia ainda reina quando se trata da união européia). O que acontece é que as pessoas têm culturas diferentes e idéias diferentes do que elas querem pro seu país, então forçar países a se unir pra formar 1 só pais é uma idéia muito infeliz. Não só começa a causar descontentamento entre as pessoas umas com as outras, mas é mais difícil de governar um país maior com tantas culturas diferentes. Recentemente a Escócia teve um referendo pra se separar do Reino Unido. O resultado foi próximo, mas acabou que a maioria votou pra continuar parte do Reino Unido (e vendo um documentário semana passada eu percebi que grande parte do motivo que resolveram ficar foi que grandes instiruições financeiras falaram que iam deixar a Escócia caso o resultado fosse a separação, e acabou que as pessoas ficaram com medo de perderem seus empregos e votaram pra ficar parte do UK.). Entretanto os motivos pelos quais muitas pessoas queriam a separação não era nem cultural, mas o fato de que na Escócia eles são um pouco mais socialistas e preferem um governo mais de esquerda, enquanto que quem está governando no momento é o partido conservador. Lá eles querem continuar na união européia, enquanto que na Inglaterra a maioria das pessoas quer sair, pois mais problemas sociais começaram e a Inglaterra quer autonomia pra tomar suas decisões sem ter que aprová-las junto ao parlamento europeu. Eu iria achar uma pena a Inglaterra sair da uniao européia, mas eu realmente entendo porque muita gente está descontente. Acho importante os países terem bom relacionamento e aliviarem barreiras para o comércio, mas mais importante é cada país continuar com sua cultura e autonomia. Tolerância com outras culturas é bom, mas perda de identidade não é.
Mas voltando a Dubrovnik, depois da visita ao museu nos sentamos na praça principal do old town e ficamos um tempão people watching e tomando sorvete.
Conforme falei no post anterior, havíamos combinado de voltar no mesmo restaurante do dia anterior pra janta e assim o fizemos. Desta vez eu comi um prato com vários frutos do mar, mas que não estava tão delicioso quanto o do dia anterior, mas mesmo assim foi bom, e os preços eram bem razoáveis.

Saturday, 20 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia I

A viagem de ônibus até Dubrovnik foi meio frustrante, pois além de termos começado o dia muito cedo, havia bastante gente no ônibus e algumas pessoas tiveram que ficar em pé por parte do tempo. O ônibus entrou numa car ferry e cruzou o mar até o continente, e lá trocamos pra um ônibus com mais assentos, mas mais velho e sem banheiro. O motorista só sabia umas 3 palavras em inglês, portanto impossível se comunicar e perguntar o que estava acontecendo quando ficamos cerca de 15 minutos parados por nenhum motivo aparente.
A estrada que vai até Dubrovnik é pela costa e tem vistas lindíssimas. Com certeza voltarei praquela área pra alugar um carro e conhecer Montenegro, Bósnia e Sérvia!
O ônibus nos deixou no principal terminal de ônibus de Dubrovnik, que fica também ao lado do porto, onde vimos navios de turismo gigantescos! Tivemos que esperar cerca de meia-hora pelo ônibus que nos levaria até o nosso hotel, que ficava na área de Lapad. Quando estava pesquisando hotéis pra viagem o preço dos hotéis na parte antiga da cidade estavam muito caros pelo que ofereciam e resolvi ficar num lugar perto de uma das praias, que chama-se Lapad.
Assim que descemos do ônibus pra procurar o nosso hotel caiu a maior chuvarada! Choveu tanto que as pessoas todas tiveram que se abrigar embaixo de alguma coisa pois parecia que o mundo ia acabar. Esperamos a chuva parar um pouco pra tentar achar nosso hotel, o que felizmente não demorou. Já eram meio-dia e enquanto esperávamos nosso quarto ficar pronto eu almocei alguma coisa no restaurante do hotel, enquanto a chuva ainda caía. Depois de instalados nos arrumamos com o que mais tínhamos de roupa a prova de água (quase nada) e fomos até a parte antiga da cidade.
A chuva maldita continuava (dá pra perceber que eu detesto chuva??) e quando chegamos no old town havia uma multidão de pessoas e guarda-chuvas, o que tornava difícil caminhar, de tanta gente. Entramos num monastério franciscano pra fugir da chuva e depois de pagar um preço exorbitante vimos alguns objetos antigos e a segunda farmácia mais antiga da Europa, ainda em funcionamento, mas obviamente renovada. Foi o único prédio que pagamos pra entrar no old town, pois achamos os preços muito caros e o nosso interesse era ver a arquitetura dos prédios por fora, e não por dentro.
Cidade de Dubrovnik
 
Quando saímos a chuva havia passado, e fizemos uma das 3 caminhadas sugeridas no mapa da cidade fornecido pelo nosso hotel. A caminhada passa pelas principais atrações do old town e nos mostrou que a cidade de Dubrovnik é realmente linda. A cada esquina que dobrávamos víamos um prédio antigo, cada um mais interessante que o outro. Me lembrou a cidade de Veneza, mas é mais compacta. Ficamos umas duas horas caminhando pela cidade e batendo fotos, tentando achar um ângulo pra não aparecerem dezenas de pessoas junto na foto, e nisso o tempo foi melhorando.
Passeando pelas ruas de Dubrovnik


Quando chegou no fim da tarde estava o maior sol e calor.
Resolvemos então caminhar pela muralha que circunda a cidade, que é uma das atrações turísticas mais cheias, e por isso recomendamos fazer o passeio ou de manhã cedo ou no fim da tarde. Esta é a melhor atração turística da cidade e a que mais recomendo que se visite.
Cidade de Dubrovnik vista da muralha

As vistas que se tem da cidade são maravilhosas e a caminhada pela muralha dura cerca de 1 hora, mas a cada momento a gente parava pra tirar várias fotos, pois a vista era mesmo de tirar o fôlego: os telhados das casas com as cúpolas das igrejas e o mar ao fundo. O fato de ter saído o sol relamente ajudou a deixar esta parte do passeio especial.
Retornamos para o hotel e depois de um banho jantamos num restaurante que o André havia lido boas recomendações, chamado Atlantic Kitchen, que ficava muito perto do nosso hotel, então super conveniente de chegar. A comida estava simplesmente deliciosa! Eu comi uma massa e o André uma salada de salmão e os ingredientes estavam frescos e tudo foi muito bom, tanto que combinamos de voltar no dia seguinte.
Uma vez bem alimentados voltamos pro hotel e fomos dormir logo depois das 9 da noite, de tão cansados que estávamos.

Friday, 19 September 2014

Korčula–Croácia

No dia seguinte depois do café da manhã fomos até o terminal e ferry pegar a balsa pra ilha de Korčula (Se fala Kôrtchula). Foram um pouco mais de 2 horas de viagem e uma vez lá fomos direto no centro de informação descobrir como fazer pra chegar no nosso hotel (que não ficava no centro da cidade, mas numa vila chamada Lumbarda) e como chegar a Dubrovnik no dia seguinte. Munidos de alguma informação deixamos nossa mala numa agência turística ali no centro (sem a menor segurança, qualquer um poderia chegar e levar a mala) e começamos a caminhar pelo centro histórico. Eu havia lido que Korčula é uma mini Dubrovnik com menos turistas. As ruazinhas estavam quietas e o centro antigo era charmosinho até, mas bem pequeno. Em menos de 30 minutos vimos tudo e resolvemos então parar pra almoçar. Não conseguimos achar o restaurante que havíamos pesquisado e acabamos nos sentando num logo na entrada do centro antigo (O restaurante chama-se Gradski Podrun). Havia música e cadeiras na sombra, e pedimos uma entrada de queijo e pratos de frutos do mar. Havia somente uma garçonete que não estava dando conta, e o resultado é que esperamos mais de meia-hora pela comida. Entretanto deve ter sido a melhor refeição que eu comi na viagem. Os peixes que vieram estavam frescos e deliciosos e os vegetais cozidos estavam bom também. Eu adorei o queijo de Pag (feito numa ilha Croata chamada Pag), deve ter quase nada de lactose-gordura. Pena que não achei pra comprar pra trazer pra Londres…
Cidadezinha de Korcula
Eu na entrada da cidade, do lado de fora
Andre na entrada da cidade, do lado de dentro
Eu e Andre passeando por Korcula
Melhor almoço da viagem
Andre num dos vinhedos em Lumbarda

Depois do almoço pegamos um táxi até a região de Lumbarda, onde nos hospedaríamos. O plano era pegar um ônibus, mas precisaríamos esperar 2 horas até o próximo. Na verdade ficamos num B&B. A dona foi muito gentil e nos deu dicas do que ver ali perto e nos deu idéias de como chegar a Dubrovnik no dia seguinte. Fomos caminhando pra umas praias que ela falou que era muito bonita, e que eu havia lido que eram as melhores praias de areia da ilha. O bom foi ter caminhado pelos vinhedos, pois a região de Lumbarda é produtora de vinho, mas as praias em si não eram nada demais. Era praia pra alemão, pois alemão que gosta de qualquer faixa ridícula de areia e chama de praia, mas pra quem cresceu numa ilha num país tropical, minha idéia de praia com areia é bem diferente. Nem ficamos muito ali, mesmo porque o tempo não estava convidativo. Não choveu, mas estava ventando bastante e muitas nuvens no céu. Voltamos pro nosso B&B e resolvemos jantar lá mesmo. Eu comi uma sopa de peixe e uma salada e o André comeu uns camarôes. Estava tudo muito gostoso, e nos deram um copinho de um tipo de cachaça feito ali, que era super forte, mas bem boa.
Mais vinhedos durante nossa caminhada pelo campo
Cheers! Eu experimentando o drink local
Adeus Korcula!

Não demoramos a ir dormir, pois no dia seguinte a viagem a Dubrovnik começou às 6:15 da manhã… Madrugamos…
Sinceramente, o melhor teria sido ter ido direto pra Dubrovnik no dia anterior, no ônibus que sai de Korčula às 3:45 da tarde, pois não achamos que valeu a pena ter ido pra Lumbarda. Eu não recomendo. O centrinho de Korčula é bonitinho, mas se o tempo for curto recomendo ir direto a Dubrovnik.

Wednesday, 10 September 2014

Hvar–Croácia

No dia seguinte acordamos cedo e fomos pegar a ferry que nos levaria até a ilha de Hvar. Seguimos o conselho que lemos na internet e chegamos uma hora antes da ferry sair, com a diferença que havíamos comprado os tickets no dia anterior. Fomos os primeiros a chegar, e tirando os ingleses o resto do mundo não sabe fazer fila, então ficou todo mundo amontoado esperando o embarque. Mesmo assim conseguimos assento na janela, e depois de 2 horas de viagem vimos a ilha de Hvar aparecer aos poucos na janela. O dia estava lindo e a chegada nos deu vistas muito bonitas.
A Ilha de Hvar é muito famosa no verão por ter muitas festas e iates. Como já era fim do verão não havia mais tanta festa ou tanto turista, mas ainda sim o suficiente pra ter restaurantes e lojas abertos, sem muita multidão.
Eu marquei pra gente um aparthotel que ficava cerca de 15 minutos de caminhada do centrinho de Hvar passando pela orla, então uma caminhada muito agradável. O André que levou a mala pesada, coitado, e ainda teve que levar até o terceiro andar pela escada pro noss quarto. Ainda bem que ele é grande e forte hehehe
O apartamento que eu marquei tinha 2 quartos de casal, 2 banheiros, uma cozinha e tinha ainda uma sacadinha, muito bom pra quem tem família. Foi bom termos aquele espaço todo (marquei numa promoção e era o único quarto que havia sobrado. Era mais barato que um quarto individual). Largamos as malas, nos trocamos e fomos direto pra uma prainha perto do hotel. A faixa de “areia” era minúscula e mesmo assim haviam 3 espreguiçadeiras ocupando 90% do espaço, então sobrava um espaço minúsculo pra quem queria extender sua toalha ou canga. Em Floripa reclamam que os beach clubs de jurerê ocupam espaço na praia (que é gigante comparada com aquela) enquanto que ali beira ao absurdo.
Na real eles aproveitam cada espaço do lado do mar pra pôr cadeiras de praia, até em cima de pedras, inclusive muitas vezes as cadeiras ficam tortas em cima da pedra e o pessoal ainda paga uma fortuna pra usar 2 cadeiras e um guarda-sol.


Eu na pracinha principal de Hvar, logo na chegada
André no mar gelado
E depois se esquentando no sol
Eu no almoço

Resolvemos mudar de praia e fomos na frente de uma com um faixa de pedra maior, bem na frente de um hotel grande e chique. Tinha várias pessoas nadando e o André foi nadar. Eu resolvi entrar, mas não consegui passar de água na canela de tão fria! Em Split eu acabei comprando um sapato de entrar no mar. Isso é muito comum aqui na Europa, pois as praias do mediterrâneo são na sua grande maioria cheia de rochas e pedras e isso machuca o pé. Por isso resolvi comprar o tal sapato, que nem era caro, cerca de 5 libras, e fiquei usando o tal sapato a viagem inteira sempre que entrava no mar, e realmente ajuda bastante.
Ficamos um bom tempo naquela prainha e resolvemos almoçar num restaurante ali na beira do mar mesmo, que era super agradável com mesas e cadeiras embaixo de árvores grandes que deixavam o ar fresco. Eu comi uma pizza e ficamos um tempão ali sentados conversando e aproveitando o lugar e o clima e a companhia um do outro. 
Caminhamos então pelas redondezas vendo outras praias da área e fomos até o centro de Hvar. O centro é bem bonitinho e pequeno. Tem uma praça com restaurantes e uma igreja e várias ruazinhas.
Hvar2
Eu numa das praias de Hvar
Cadeiras de praia em cima de rochas
André na frente do porto
Centrinho de Hvar

Subimos então até a fortaleza, que são cerca de 20 minutos de caminhada inclinada, mas sem dificuldade para nós. Pelo caminho conseguíamos ver a cidade e o porto de Hvar. Uma vez lá em cima a vista era ainda mais bonita e com o sol brilhando nos sentamos num banco e ficamos admirando a vista e batendo fotos. A fortaleza em si é bem interessante e bonita. Exploramos um pouco e começamos a descer o morro novamente, até chegar na praça principal, onde nos sentamos num restaurante turístico e eu jantei um macarrão com frutos do mar que não estava muito bom.

Eu na subida pra fortaleza
Vista da cidade de Hvar na subida
André descansando e aproveitando a vista
Vista uma vez na fortaleza

Voltamos pro hotel pra descansar e mais tarde nos arrumamos pra ir num beach bar ali perto do hotel. Havia um cerca de 10 minutos de caminhada bem na beira do mar. Tinha DJ tocando e bastante gente, e muita gente bêbada. Tomamos um drink e não muito tempo depois a música parou e o bar começou a fechar. Perguntamos por que tão cedo (era 11 da noite) e nos falaram que fora da temporada de verão eles têm que fechar naquele horário. Esse foi o fim do nosso primeiro dia em Hvar.
Nosso segundo dia em Hvar foi absolutamente horrível por causa do tempo. Saímos de manhã pra comprar ingressos pra ferry do dia seguinte e logo começou a cair a maior tempestade. Nosso plano era de pegar um barco pra visitar as ilhas de Vis e Bol, mas isso não aconteceu. Ficamos um tempo sentados nos protegendo da chuva que não passava. Tivemos que voltar pro hotel embaixo da chuva e chegamos lá completamente encharcados. Só saímos pra ir no super mercado perto do hotel comprar coisas pra fazer almoço e janta. Nunca vi uma chuva tão forte e persistente como aquela, absolutamente abominável. Eu odeio chuva!!!!! Havíamos pensado em alugar um carro pra ver o resto da ilha (existem outras vilas e cidadezinhas lá), mas a chuva estava tão forte e persistente que resolvemos não fazer isso.
Ficamos no hotel vendo filmes e comendo e bebendo vinho.

Tuesday, 9 September 2014

Split–Croácia

Finalmente depois de 6 anos na Europa visitei a Croácia. Quando eu cheguei em Londres em 2008 fiz uma lista dos países que eu queria visitar, e a Croácia era um deles.

Voamos para a cidade de Split. Devido a atrasos em Gatwick (novidade) chegamos no hotel em Split já perto da 11 da noite. Nosso hotel chamava-se B&B Kastel e era super bem localizado, bem na cidade antiga, o que significa que era perto de todas as atrações turísticas e restaurantes. Já era bem tarde e quase tudo estava fechado, mas achamos uma pizza joint ali perto do hotel e comemos cada um uma fatia de pizza, bem ruim por sinal. Fomos dormir pra logo começar a explorar a cidade de manhã cedo.

ViewHotel

Vista da janela do nosso quarto

A principal atração turística é o Diocletian Palace, que trata-se de uma área da cidade antiga circundada por um muro. Ali dentro caminha-se pelas ruazinhas estreitas e vê-se construções super antigas, includindo palácios de famílias importantes de muito tempo atrás, capelas, a catedral de Saint Domnius, entre outras coisas.

Como sempre nós tínhamos o guia do lonely planet que peguei na biblioteca aqui em Londres, e um mapa pego na recepção do hotel, e munidos disso decidimos um roteiro de visita, que começou pelo Golden Gate e foi descendo até o Bronze Gate. O Diocletian Palace possui 4 portões (o de Silver e o de Iron além dos que eu já mencionei) e entre eles são um labirinto de ruazinhas estreitas e charmosas como nas cidades antigas aqui da Europa.

 

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Um dos palácios em Split
Lindas flores
André batendo foto com a torre da catedral atrás

Tinha bastante turistas pelas ruas principais, e o fato de estarem filmando o tal Game of Thrones ali fez com que tivesse bastante gente na praça principal do lado da catedral. Nunca vi esse programa, mas se um dia eu vir vou reconhecer os lugares que eu visitei.

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Praça principal de Split com as pessoas tentando acompanhar as filmagens

Logo fora da muralha do Diocletian Palace vimos um mercado de rua vendendo verduras, vegetais e frutas, tudo bem fresco. Havia lido que na Croácia fresh produce é super comum e é quase tudo orgânico, o que faz a comida ser bem gostosa.

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André com seu chapéu novo no mercado em Split

Falando em comida almoçamos num restaurante bem recomendado no trip advisor e lonely planet, mas como sempre tudo o que fica famoso perde o charme e a qualidade, e a comida não estava nada demais. Depos do almoço fomos pro hotel descansar e mais tarde, como estava bem calor resolvemos ir pra praia.

Uns 2 km do old town fica a praia de Bacvice, que era a de mais fácil acesso. A faixa de areia é pequena (dizem que no verão fica lotada), mas tem também uma parte de concreto onde as pessoas extendem suas toalhas e ficam pegando sol na beira do mar. Nos sentamos ali e eu resolvi entrar no mar pra caminhar. A água é bem rasinha por vários metros antes de começar a afundar e eu fiquei caminhando na água refrescante vendo as pessoas jogar Picigin, um esporte típico da Croácia, jogado dentro do mar com uma bolinha pequena.

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Cidade de Split vista de longe
Eu com a praia de Bacvic ao fundo
Um dos portões do Diocletian palace visto de noite

Depois de termos pegado bastante sol voltamos pro hotel pra um banho e saímos pra tomar um vinho e jantar. Não conseguimos achar o lugar onde havíamos planejado ir, deve ter fechado, então acabamos indo numa pizzaria.

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Sentados na rua de noitinha, aproveitando o clima ameno

Depois da janta voltamos pro hotel passando pelas ruas cheias de lojas, restaurantes e pessoas aproveitando o clima ameno do mediterrâneo.

 


http://www.youtube.com/watch?v=J7W0bxkmDkk&feature=youtube_gdata

Saturday, 2 August 2014

Alicante–Espanha–Dia 4

No último dia inteiro em Alicante eu cometi vários erros: concordei em visitar uma ilha chamada Tabarca. Pesquisando na internet você encontra blogs e relatos de pessoas falando que a ilha é fantástica, que todos que vão a Alicante têm que conhecer, que é típica e quieta com águas cristalinas e é reserva marinha e isso e aquilo. Certos relatos entretanto falavam que não era tudo isso que a maioria descrevia. Como a Jinny tava "cansada de ficar só na píscina e na praia" eu resolvi ir com ela na tal ilha. Ainda bem que a convenci a pegar o barco de 12:15 ao invés de o de 10 da manhã, pois deu pra tomar café tranquilamente e dormir na beira da piscina um pouco antes de ir. Comprei um sanduíche pra comer na viagem de barco até a ilha e uma máscara de snorkel e fomos pegar o tal barco. Foram cerca de 50min de viagem, nada muito interessante. Durante a viagem o vento levou meu boné pro mar e fiquei sem proteção pra cabeça, ainda bem que estava de óculos escuros e com bastante protetor solar.
A ilha é realmente minúscula como havíamos lido. Vimos a única praia da ilha, que é minúscula e sem atrativo nenhum. Estva a maior ventania que parecia que ia levar tudo. As pessoas na praia tinham que cobrir o rosto pra areia levada pelo vento não entrar no olho. Vimos o centro histórico da cidade, que não tem nada de especial, e fomos até a parte onde as pessoas estavam fazendo snorkelling.
Era extremamente difícil chegar até alguma parte onde desse pra entrar no mar. Não só o vento estava impossível, levando tudo, tinha que ficar caminhanho por cima de pedras, muitas delas extremamente escorregadias. A Jinny queria ir numa certa parte onde tinham várias pessoas fazendo snorkelling (quando penso que ela não chegou lá até achei bom, pois aquela parte era funda e ela não sabe nadar) e eu tentei ir junto, mas desisti no meio do caminho pois eu não tinha sapatilha pra proteger os pés dos corais e as pedras escorregadias e o vento fizeram disso uma experiência horrível! Voltei até onde havíamos deixado as coisas, pois era um lugar mais protegido do vento, e era mais fácil também de entrar no mar. Lá fui eu fazer o tal snorkelling. Eu já havia feito isso uma vez em Fiji, mas lá foi uma experiência diferente, pois entravávamos no mar pela praia e não tinha vento nenhum. Além destes obstáculos a máscara que eu comprei é meio grande pra mim, e o resultado é que ficava entrando água o tempo inteiro. Tentei por bastante tempo ajustar a maldita máscara, devo ter ficado uma meia hora vendo os peixes e outras coisas no fundo do mar tendo que parar acada 2 minutos pra tirar água da máscara. A Jinny nem quis continuar, desistiu e foi comer alguma coisa. Eu resolvi que não gosto de snorkelling pois não gosto de ficar vendo aquelas plantas e pedras que eu não sei o que tem embaixo.

Eu fazendo snorkelling em Tabarca
E tendo que parar pra tirar a água da máscara


*Não sei o que aconteceu com o blog pois agora as fotos são postadas todas minúsculas, então estou tendo que fazer upload delas em tamanho maior, o que significa que tem que clicar nelas pra ver tudo

Nisso eram cerca de 3 da tarde e o primeiro barco a sair da ilha só saía às 4:30 da tarde. Pegamos nossas coisas e fomos de volta até à praia, onde tinha um chuveiro, para tirar o sal do corpo. Ao abrir o chuveiro tinha que dar uns passos pra frente pois o vento levava a água toda embora, o que dificultava ficar embaixo do jato de água.
Achamos um lugar mais protegido do vento onde a Jinny armou um guarda-sol barato que ela comprou e ficamos ali. Eu reparei então que várias pessoas já estavam no terminal de barco e resolvi ir lá esperar. Cheguei bem na hora, pois logo uma fila gigante se formou. Acho que ninguém mais aguentava aquela ilha maldita e queria dar o fora de lá o mais rápido possível!! Os russos que estavam lá todos furando a fila, eita povo aproveitador!
Eu mesmo não recomendo este passeio pra ninguém, deveria ter ficado em Alicante. Isso que não gastamos dinheiro lá, pois dizem que os restaurantes são caríssimos.
Fiquei aliviada quando chegamos novamente em Alicante e fui pra praia, onde não tinha aquele vento dos infernos.
De janta fomos num restaurante que havíamos visto na subida do morro no dia anterior, que parecia legal. Na noite anterior, quando eu tava mostrando o caminho das casinhas com flores pra Jinny, passamos por um lugar com música animada e várias pessoas. Outro erro cometido neste dia foi ter comido ali. Pedi uma paella de frutos do mar que não gostei nem um pouco, pois tinha polvo e eu detesto polvo!
De sobremesa meu último erro do dia: ao invés de comer o sorvete que eu já sabia que gostava, fui experimentar um que dizia ser o terceiro melhor sorvete da Espanha, porque a Jinny queria provar e eu fiquei na fila com ela, e quando chegou a nossa vez eu tava com vontade de comer sorvete. Pela primeira vez que eu lembro joguei o sorvete fora depois de 2 mordidas. Era creme puro, absolutamente enjoativo!!
Não foi o melhor dia das férias e a lição que eu tirei é fazer o que eu quero e comer onde eu já sei que é bom, mesmo que eu fique sozinha! Foi o que fiz no dia anterior e foi ótimo!
Depois da janta ficamos caminhando pelas ruelas do morro e foi muito legar ver os moradores e famílias todos sentados em mesas na rua, na frente de suas casas, vendo televisão, bem coisa de cultura orientada a família e com clima bom. Apesar da situação da Espanha não ser boa eles têm qualidade de vida com certeza! Engraçado que lá em cima não vi nenhum turista… Acho que isso ajudou no charme.
Na volta pro hotel passamos no mercadinho que tem na praça do lado do hotel e por ser sábado estava cheio de gente, todo mundo aproveitando a noite por não ter que acordar cedo no dia seguinte.
Adorei o passeio e voltaria pra Alicante no futuro, valeu a pena esta viagem!
]Blog4
Eu no barco a caminho de Tabarca, não muito feliz
Exporando a mini ilha de Tabarca
Eu na praia de Alicante, bem mais feliz
Eu e a Jinny na última janta em Alicante

Friday, 1 August 2014

Alicante–Espanha–Dia 3

No segundo terceiro dia em Alicante eu mais uma vez fui pra piscina assim que acordei. Desta vez infelizmente não consegui acordar tão cedo e por isso não consegui pegar guarda-sol. Fiquei no sol até perto das 11 e tive que levar minha cadeira pra uma sombra depois disso. A Jinny nem apareceu na piscina, só foi depois avisando que ia pegar o trem pra ir pra uma cidade chamada Benidorm. Ela ia demorar quase 2 horas pra chegar lá usando trem e ônibus. Eu já cortei na hora falando que não ia, mas aceitei de encontrá-la numa praia chamada San Juan no fim da tarde.
Depois de ficar lendo meu livro na piscina por um tempo, quando deu fome eu voltei no restaurante que fomos no primeiro dia e comi a mesma paella de frutos do mar, que mais uma vez estava muito gostosa. Resolvi então caminhar de novo pela cidade, apesar do calor. Valeu a pena, pois descobri uma parte bem bonitinha da cidade, onde as casinhas são pequenas e têm vasos de flores na frente, ou no chão ou pendurados na parede do lado de fora, que por ser no alto tinha vista bonita pra cidade. Era como se eu estivesse caminhando por uma favela do no sentido de que eram ruelas sem nome e minúsculas, com casas por todos os lados, mas não eram casas pobres e havia eletricidade e saneamento. Continuei subindo o morro até chegar num parque que tinha vista bonita pro mar. Só que eu fiquei meio receosa, pois não tinha ninguém lá além de um cara meio estranho, então eu saí.
Fui novamente tomar um sorvete e depois disso pra praia, onde fiquei nadando um tempão. Como eu gosto de nadar! É uma coisa que vem naturalmente pra mim. Ficar flutuando é extremamente fácil e eu gosto de ficar nadando pra lá e pra cá e depois descansar boiando, deixando a água me levar e de vez em quando olhando pra ter certeza que não estava muito no fundo.
Uma vez de volta no hotel tomei banho pra tirar o sal e areia (a pior parte de ir pra praia é a areia, ainda bem que a praia era do lado do hotel) e a Jinny voltou. Acabou que eu não fui encontrá-la pois resolvi ficar pelas redondezas e aproveitar a cidade e a praia. Claro que ela chegou falando que a outra praia é "praia de verdade" (como se a que estávamos não fosse) mas eu realmente não poderia me importar menos com a outra praia, pois a última coisa que eu quero nas férias é ficar em transporte público por mais de 3 horas pra ver outra praia só porque alguém disse que era mais bonita (e eu vi a foto depois, e a única diferença é que a faixa de areia era maior).
A janta neste dia foi num restaurante típico chamado La Taberna Ibérica, que tinha boas review no site do tripadvisor. A decoração era bem bonitinha e os donos nem falam inglês. Nos trouxeram várias tapas deliciosas, mas foi uma janta mais cara, de 20 euros por pessoa.
Resolvemos então ir até a boate a qual os senhores nos haviam falado, que era cerca de 15 minutos de caminhada do hotel. O problema é que parte da caminhada era por um lugar escuro e no meio da rua. Ficamos com medo e resolvemos mudar de plano e nos sentamos num barzinho bem na areia da praia que tinha um DJ tocando. Tomei uma caipirinha bem gostosa e ficamos vendo as pessoas fazendo luau e aproveitando a noite com clima ameno. Lembrou a época que eu morava no Brasil...

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Casas típicas de Alicante