Tuesday, 24 February 2015

Tawharanui Regional Park–New Zealand

A Nova Zelândia é um país que sabe aproveitar suas belezas naturais. Existem centenas de parques e reservas muito bem cuidados e com infra estrutura que permite que as pessoas possam usufruir da beleza destes lugares. Quando eu morava aqui eu sempre fazia um passeio destes, o tempo permitindo (o que admito não é fácil acontecer num fim de semana, que é quando eu podia fazer tais passeios).

Ontem nosso passeio foi pra um parque/reserva cerca a uma hora de Auckland. O lugar chama-se Tawharanui Regional Park (Uma palavra maori. wh tem som de f, então diz-se “Tafaranui” mesmo). No caminho nós paramos num restaurante que o André havia ido com um amigo uma vez e gostado muito, pra gente comer um brunch. Estava muito gostosa a comida e o ambiente era bem agradável.

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Nós comendo brunch
Ovelhas pelo caminho, afinal estamos na Nova Zelândia
Praia que fica dentro da reserva que visitamos

Dali foi cerca de meia hora até o parque, que é todo cercado pra evitar que certos animais predadores entrem na reserva e ataquem pássaros sendo preservados, entre eles o Kiwi. Ao chegar na borda do parque um portão abre automaticamente pro carro entrar e então dirige-se até um estacionamento que fica perto da praia. Cachorros não são bem vindos nesta reserva pois podem atacar algum daqueles pássaros em extinção, mas logo na entrada tem um lugar onde os donos dos cães podem deixá-los enquanto visitam o parque.

Logo antes de chegar no estacionamento passamos por um rebanho de ovelhas que estavam bem tranquilas mastigando grama do lado da estrada e de vez em quando se aventuravam no meio da estrada. Aqui o trânsito é civilizado e é raro encontrar alguém que dirija como louco, portanto as ovelhas na estrada do parque não são um problema.

Resolvemos fazer uma trilha de cerca de uma hora, que ia até um ponto de vista na parte leste do parque. Estava um dia quente de sol e nos enchemos de protetor solar usamos chapéu (e o certo é usar manga comprida). O sol aqui na Nova Zelândia é extremamente perigoso por causa do buraco na camada de ozônio. Não tem como se bronzear aqui, pois ficar no sol é pedir pra ter câncer de pele, cuja incidência aqui é das maiores do mundo, senão a maior. Mas o fato de ter sol deixou o passeio mais bonito, pois as cores do mar, do céu e da vegetação são realçadas e a paisagem fica lindíssima. No caminho vimos umas vaquinhas pastando bem tranquilas, que so nos olharam enquanto batemos fotos delas com aquele cenário lindo ao fundo.

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Trilha para o ponto de vista

Depois de cerca de uma hora caminhando por uma trilha muito bem cuidada e sinalizada, chegamos ao ponto de vista e ficamos admirando a paisagem. Por ser dia de semana não haviam muitas pessoas nessa reserva e por isso a trilha estava deserta, o que foi bom pois pudemos ficar no ponto de vista o tempo que quisemos pra admirar a vista.

Depois que voltamos até a praia principal extendemos nossas toalhas embaixo da sombra de uma árvore e fizemos um mini picnic. O André chegou a entrar na água do mar, mas é muito gelada pra mim. Relaxamos até virem umas nuvens de chuva e então levantamos acampamento e voltamos pra Auckland.

Foi um dia muito legal aproveitando o que a Nova Zelândia tem a oferecer de melhor.

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Monday, 23 February 2015

Auckland–Nova Zelândia

Estou em Auckland, na Nova Zelândia, pela primeira vez em mais de 6 anos desde que eu fui embora. Eu morei 4 anos nesta cidade e foi uma experiência muito legal. Aqui fiz muitos amigos, aprendi muito profissionalmente, meu inglês ficou fluente, conheci muitos lugares lindos e tive experiência de vida muito importante. Naquela época eu ainda não tinha blog, o que é uma pena, pois gostaria de ter relatado as experiências e viagens que eu fiz naqueles 4 anos. Conheci a Nova Zelândia inteira, desde Cape Reinga, o extremo norte da ilha norte, até o sul da ilha sul. Vi praias e montanhas lindas, esquiei, fiz passeio em fiords e caminhei por geleiras. A beleza natural deste país é realmente espetacular. Conheci também Fiji e a Austrália, ambos aqui pra esses lados do mundo.

Auckland é a maior cidade do país e também a mais populosa, com mais de um terço da população morando aqui. Quando cheguei em 2004 com minhas economias e sonhos pra começar a vida num país desenvolvido não sabia se daria certo ou não. Deixei muita coisa pra trás no Brasil pra arriscar a vida aqui, mas não me arrependo. No começo foi bem difícil, moramos numa casa super pequena, cujos móveis se limitavam a geladeira, fogão, cama, televisão e computador. Não tínhamos nem mesa pra fazer as refeições, que eram feitas na caixa onde veio a televisão. Nosso carro era velho, comprado com mais de 180 mil quilômetros, mas nunca nos deixou na mão em 2 anos. Aos poucos fomos fazendo amigos, trabalhando e ganhando dinheiro, comprando coisas pra casa, viajando e tendo experiência de vida no exterior, até que chegou a hora de passar pra próxima etapa, que foi a Europa, onde comecei este blog.

A visita a Auckland tem sido muito boa. Já revi muitos dos amigos que ainda tenho aqui. A maioria agora já construiu sua família e está bem estabelecida, então todos têm muitas novidades e coisas pra contar. Tem sido ótimo revê-los.

Tem sido bom também rever os lugares onde eu costumava ir quando morava aqui, os restaurantes que eu ia, as casas onde morei, os parques que eu gostava de ir, e também tem sido bom ver as mudanças na cidade nestes últimos 6 anos, com tantas coisas novas, como praças e restaurantes.

Uma coisa que não mudou foi o tempo, que continua intercalando chuva muito forte com sol também muito forte. As temperaturas continuam amenas pra meus padrões de verão (25 graus).

Consigo ver as vantagens de se morar aqui se comparado ao Brasil ou Londres, entretanto continuo achando que as desvantagens são maiores (na minha opinião) e por isso apesar de eu estar feliz de estar aqui visitando, não tenho intenção de voltar a morar aqui. Assim consigo valorizar o que o país tem de bom e não reclamo das coisas que me incomodam, pois é por pouco tempo, exatamente a mesma situação de quando visito o Brasil.

Kia Ora

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Monday, 29 September 2014

Highgate Cemetery

Um desses dias que o André esteve me visitando em Londres resolvemos fazer um passeio que estávamos pra fazer há tempo e nunca havíamos ido. Pra começo de conversa nunca passeamos pelo norte de Londres e eu havia ouvido falar de lugares interessantes lá, e como Highgate fica por aqueles lados nós visitamos o cemitério e Hampstead.
Era um dia de sol bem bonito de temperatura agradável e isso deixou o passeio mais interessante com certeza. Pra se visitar este cemitério deve-se marcar horário pela internet com antecedência, a não ser que a visita seja num fim de semana. Neste caso tem que ir pra lá e entrar na fila pra comprar o ingresso pra próxima tour com ingresso disponível.
O cemitério é composto de duas partes, a parte leste e a parte oeste. A parte leste é que precisa de ingresso pro tour (a única forma de visitar esta parte é comprando este tour, que nos custou 12 libras por pessoa), e é a parte mais interessante do passeio, portanto vou relatar esta primeiro.
Este cemitério foi construído na era vitoriana e ficou abandonado por muitos anos. Sofreu com vandalismo, roubo e a vegetação tomou conta do cemitério. Hoje em dia o cemitério é mantido pelos ingressos do tour e por voluntários, e é também um cemitério em operação, o que significa que pessoas ainda são enterradas lá, mas em túmulos menos imponentes do que as antigas que fazem o passeio valer a pena. Como era o caso antigamente, hoje em dia somente os ricos conseguiam pagar pra ser enterrados lá, pois custa um mínimo de 10 mil libras para tal (a guia não quis me dar um valor, só falou que era de 5 dígitos).
A vegetação que cobre a maior parte do cemitério deixa o lugar sombrio e mais em consequencia também mais interessante. A guia foi explicando a história de pessoas interessantes que estão enterradas lá (não são famosas), ou às vezes a pessoa nem foi interessante, mas a sua túmulo é interessante ou porque tem um formato único ou alguma estátua ou até mesmo sua própria capela, como é o caso de algumas famílias que até pagaram um pintor pra decorar o teto da capela onde uma menininha muito jovem morreu de alguma doença.



Árvore na ilha elevada
Vegetação selvagem cobrindo boa parte do cemitério
André na frente do corredor egípcio

 
Eu gostei de uma parte onde tem uma árvore muito grande no meio de um tipo de ilha. Essa árvore fica bem em cima dessa ilha, que é cercada não por água, mas por capelas funerárias.
Infelizmente meus dotes literários me impedem de descrever o lugar merecidamente, então espero que algumas das fotos ajude quem está lendo a ter uma idéia da atmosfera do lugar.
Depois de terminado o tour, que dura cerca de 50 minutos, nós fomos visitar o lado oeste do cemitério. O ingresso pra este lado custa 4 libras e está incluso no ticket to lado leste. Este lado não é tão interessante, mas também vale a pena dar uma chegada.
É um parque bem grande, também tomado por vegetação, mas sem a sensação lúgubre, sombria e misteriosa do outro lado. Acho que a coisa mais famosa deste lado é o túmulo de Karl Marx. Mas quem conhece personalidades inglesas vai reconhecer outras, como o pai da Virginia Woolf. Por ser outono muitas plantas estavam começando a mudar de cor e isso deixou o cemitério charmoso em alguns lugares.
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Alguns túmulos interessantes do lado oeste
Túmulo de Karl Marx
Cores de outono enfeitando o cemitério
Eu no passeio

Depois desta visita ao cemitério nós caminhamos até o bairro de Hamstead, um bairro onde moram celebridades e pessoas de bastante dinheiro. Almoçamos num pub e fomos caminhando até o parque de Hamstead Heath. No caminho passamos pela casa do famoso escritor Keaths, que é também um museu mas não chegamos a entrar. Esse parque é bem grande e tem algunas laguinhos. Inclusive tem um que dá pra nadar durante os dias de muito calor.
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Hampstead Heath
Eu adoro caminhar pelos parques de Londres, então apesar de já estar cansada de tanto caminhar não desanimei e conseguir subir até Parliament Hill e ver Londres de longe.
Foi um passeio bem legal e eu recomendo que as pessoas visitem este lado da cidade, principalmente o cemitério de Highgate.

Monday, 22 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia III

Na verdade não tivemos um terceiro dia inteiro, mas somente metade. Entretanto estava um dia absolutamente PERFEITO para um banho de mar. Só que claro que não tivemos tempo de fazer isso… Saímos pra passear perto do hotel e caminhamos pela orla ao lado da praia, que passava do lado do mar e a cada tantos metros tinha um lugar pra descer até o mar, com vista pra água cristalina.

Eu não me conformei que tínhamos que ir embora justo neste dia, parece tao injusto!!! Nos sentamos num pier e ficamos com os pés na água, que estava com a temperatura perfeita pra um mergulho.
Infelizmente ao meio-dia tivemos que pegar nossas coisas e deixar o hotel, pegar o ônibus até o terminal principal de ônibus, onde trocamos pra outro ônibus até o aeoporto, onde almoçamos e esperamos até o nosso vôo pra Zagreb, e finalmente nossa conexão super apertada até Londres.
A Croácia foi o último país que eu visitei da lista de países que eu fiz quando cheguei na Europa. Nem preciso dizer que já comecei outra e mal posso esperar pra próxima viagem, principalmente se for no mediterrâneo, que tem um charme especial.
https://www.youtube.com/watch?v=YCChjuln_Js&feature=youtu.be

Sunday, 21 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia II

No nosso segundo dia tínhamos a opção de alugar um carro ou pegar umas das dezenas de excursões e conhecer parte da Bósnia ou de Montenegro, ambos duas de viagem de Dubrovnik. Eu estava super empolgada pra fazer isso, mas seria bem corrido e resolvemos ficar em Dubrovnik pra relaxar, afinal férias serve também pra descansar e não só ficar correndo de um lado pro outro o tempo inteiro.
Depois do café da manhã fomos pra praia, que ficava menos de 2 minutos do hotel. A praia é de pedrinhas, e 90% dela é ocupada por cadeiras e guarda-sóis pra alugar, o que é o calo das cidades do mediterrâneo (principalmente as frequentadas por turistas alemães). Como chegamos cedo conseguimos deixar nossas coisas numa parte que tinha espaço e ficamos ali aproveitando a praia. O tempo não estava 100% e tinha um vento meio chato, mas quando o sol saía ficava calor e nós conseguimos até nadar, pois a água ali era bem agradável, ao contrário do gelo que pegamos em Hvar.

Eu na praia em Lapad
Uma vez no hotel tomamos banho e almoçamos num dos restaurantes que tem na área do lado do hotel, que é um caminho largo para pedestres com vários bares e restaurantes. Escolhemos um restaurante pra beliscar algo e achei legal que estes restaurantes têm mesinhas na rua com cadeiras suspensas, que dá pra balançar. Achei isso o máximo e pensei por que será que ninguém teve essa idéia em Floripa. Se eu fosse empreendedora eu abriria um lugar parecido lá e daria o nome de Balança, mas não cai. hahahaha
A comida não estava espetacular e o serviço foi um lixo. Não dá pra acertar sempre…
Voltamos pro old town e visitamos as partes que não havia dado tempo de ver no dia anterior, incluindo um museu sobre guerra que o André queria muito ver. Eu fui junto e foi muito interessante Aprendi bastante sobre a guerra naquela área do mundo, que foi relativamente recente. Lendo e vendo fotos sobre a guerra da Bósnia eu percebi que sempre que alguém vem com uma idéia de “unir” países diferentes para como se fossem o mesmo, com a desculpa de facilitar o comércio e o governo, acaba em guerra e descontentamento. Foi o que aconteceu com a URSS, a Bósnia, e está de certa acontecendo na união européia (mas sem guerras. Ainda bem que na europa ocidental a diplomacia ainda reina quando se trata da união européia). O que acontece é que as pessoas têm culturas diferentes e idéias diferentes do que elas querem pro seu país, então forçar países a se unir pra formar 1 só pais é uma idéia muito infeliz. Não só começa a causar descontentamento entre as pessoas umas com as outras, mas é mais difícil de governar um país maior com tantas culturas diferentes. Recentemente a Escócia teve um referendo pra se separar do Reino Unido. O resultado foi próximo, mas acabou que a maioria votou pra continuar parte do Reino Unido (e vendo um documentário semana passada eu percebi que grande parte do motivo que resolveram ficar foi que grandes instiruições financeiras falaram que iam deixar a Escócia caso o resultado fosse a separação, e acabou que as pessoas ficaram com medo de perderem seus empregos e votaram pra ficar parte do UK.). Entretanto os motivos pelos quais muitas pessoas queriam a separação não era nem cultural, mas o fato de que na Escócia eles são um pouco mais socialistas e preferem um governo mais de esquerda, enquanto que quem está governando no momento é o partido conservador. Lá eles querem continuar na união européia, enquanto que na Inglaterra a maioria das pessoas quer sair, pois mais problemas sociais começaram e a Inglaterra quer autonomia pra tomar suas decisões sem ter que aprová-las junto ao parlamento europeu. Eu iria achar uma pena a Inglaterra sair da uniao européia, mas eu realmente entendo porque muita gente está descontente. Acho importante os países terem bom relacionamento e aliviarem barreiras para o comércio, mas mais importante é cada país continuar com sua cultura e autonomia. Tolerância com outras culturas é bom, mas perda de identidade não é.
Mas voltando a Dubrovnik, depois da visita ao museu nos sentamos na praça principal do old town e ficamos um tempão people watching e tomando sorvete.
Conforme falei no post anterior, havíamos combinado de voltar no mesmo restaurante do dia anterior pra janta e assim o fizemos. Desta vez eu comi um prato com vários frutos do mar, mas que não estava tão delicioso quanto o do dia anterior, mas mesmo assim foi bom, e os preços eram bem razoáveis.

Saturday, 20 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia I

A viagem de ônibus até Dubrovnik foi meio frustrante, pois além de termos começado o dia muito cedo, havia bastante gente no ônibus e algumas pessoas tiveram que ficar em pé por parte do tempo. O ônibus entrou numa car ferry e cruzou o mar até o continente, e lá trocamos pra um ônibus com mais assentos, mas mais velho e sem banheiro. O motorista só sabia umas 3 palavras em inglês, portanto impossível se comunicar e perguntar o que estava acontecendo quando ficamos cerca de 15 minutos parados por nenhum motivo aparente.
A estrada que vai até Dubrovnik é pela costa e tem vistas lindíssimas. Com certeza voltarei praquela área pra alugar um carro e conhecer Montenegro, Bósnia e Sérvia!
O ônibus nos deixou no principal terminal de ônibus de Dubrovnik, que fica também ao lado do porto, onde vimos navios de turismo gigantescos! Tivemos que esperar cerca de meia-hora pelo ônibus que nos levaria até o nosso hotel, que ficava na área de Lapad. Quando estava pesquisando hotéis pra viagem o preço dos hotéis na parte antiga da cidade estavam muito caros pelo que ofereciam e resolvi ficar num lugar perto de uma das praias, que chama-se Lapad.
Assim que descemos do ônibus pra procurar o nosso hotel caiu a maior chuvarada! Choveu tanto que as pessoas todas tiveram que se abrigar embaixo de alguma coisa pois parecia que o mundo ia acabar. Esperamos a chuva parar um pouco pra tentar achar nosso hotel, o que felizmente não demorou. Já eram meio-dia e enquanto esperávamos nosso quarto ficar pronto eu almocei alguma coisa no restaurante do hotel, enquanto a chuva ainda caía. Depois de instalados nos arrumamos com o que mais tínhamos de roupa a prova de água (quase nada) e fomos até a parte antiga da cidade.
A chuva maldita continuava (dá pra perceber que eu detesto chuva??) e quando chegamos no old town havia uma multidão de pessoas e guarda-chuvas, o que tornava difícil caminhar, de tanta gente. Entramos num monastério franciscano pra fugir da chuva e depois de pagar um preço exorbitante vimos alguns objetos antigos e a segunda farmácia mais antiga da Europa, ainda em funcionamento, mas obviamente renovada. Foi o único prédio que pagamos pra entrar no old town, pois achamos os preços muito caros e o nosso interesse era ver a arquitetura dos prédios por fora, e não por dentro.
Cidade de Dubrovnik
 
Quando saímos a chuva havia passado, e fizemos uma das 3 caminhadas sugeridas no mapa da cidade fornecido pelo nosso hotel. A caminhada passa pelas principais atrações do old town e nos mostrou que a cidade de Dubrovnik é realmente linda. A cada esquina que dobrávamos víamos um prédio antigo, cada um mais interessante que o outro. Me lembrou a cidade de Veneza, mas é mais compacta. Ficamos umas duas horas caminhando pela cidade e batendo fotos, tentando achar um ângulo pra não aparecerem dezenas de pessoas junto na foto, e nisso o tempo foi melhorando.
Passeando pelas ruas de Dubrovnik


Quando chegou no fim da tarde estava o maior sol e calor.
Resolvemos então caminhar pela muralha que circunda a cidade, que é uma das atrações turísticas mais cheias, e por isso recomendamos fazer o passeio ou de manhã cedo ou no fim da tarde. Esta é a melhor atração turística da cidade e a que mais recomendo que se visite.
Cidade de Dubrovnik vista da muralha

As vistas que se tem da cidade são maravilhosas e a caminhada pela muralha dura cerca de 1 hora, mas a cada momento a gente parava pra tirar várias fotos, pois a vista era mesmo de tirar o fôlego: os telhados das casas com as cúpolas das igrejas e o mar ao fundo. O fato de ter saído o sol relamente ajudou a deixar esta parte do passeio especial.
Retornamos para o hotel e depois de um banho jantamos num restaurante que o André havia lido boas recomendações, chamado Atlantic Kitchen, que ficava muito perto do nosso hotel, então super conveniente de chegar. A comida estava simplesmente deliciosa! Eu comi uma massa e o André uma salada de salmão e os ingredientes estavam frescos e tudo foi muito bom, tanto que combinamos de voltar no dia seguinte.
Uma vez bem alimentados voltamos pro hotel e fomos dormir logo depois das 9 da noite, de tão cansados que estávamos.

Friday, 19 September 2014

Korčula–Croácia

No dia seguinte depois do café da manhã fomos até o terminal e ferry pegar a balsa pra ilha de Korčula (Se fala Kôrtchula). Foram um pouco mais de 2 horas de viagem e uma vez lá fomos direto no centro de informação descobrir como fazer pra chegar no nosso hotel (que não ficava no centro da cidade, mas numa vila chamada Lumbarda) e como chegar a Dubrovnik no dia seguinte. Munidos de alguma informação deixamos nossa mala numa agência turística ali no centro (sem a menor segurança, qualquer um poderia chegar e levar a mala) e começamos a caminhar pelo centro histórico. Eu havia lido que Korčula é uma mini Dubrovnik com menos turistas. As ruazinhas estavam quietas e o centro antigo era charmosinho até, mas bem pequeno. Em menos de 30 minutos vimos tudo e resolvemos então parar pra almoçar. Não conseguimos achar o restaurante que havíamos pesquisado e acabamos nos sentando num logo na entrada do centro antigo (O restaurante chama-se Gradski Podrun). Havia música e cadeiras na sombra, e pedimos uma entrada de queijo e pratos de frutos do mar. Havia somente uma garçonete que não estava dando conta, e o resultado é que esperamos mais de meia-hora pela comida. Entretanto deve ter sido a melhor refeição que eu comi na viagem. Os peixes que vieram estavam frescos e deliciosos e os vegetais cozidos estavam bom também. Eu adorei o queijo de Pag (feito numa ilha Croata chamada Pag), deve ter quase nada de lactose-gordura. Pena que não achei pra comprar pra trazer pra Londres…
Cidadezinha de Korcula
Eu na entrada da cidade, do lado de fora
Andre na entrada da cidade, do lado de dentro
Eu e Andre passeando por Korcula
Melhor almoço da viagem
Andre num dos vinhedos em Lumbarda

Depois do almoço pegamos um táxi até a região de Lumbarda, onde nos hospedaríamos. O plano era pegar um ônibus, mas precisaríamos esperar 2 horas até o próximo. Na verdade ficamos num B&B. A dona foi muito gentil e nos deu dicas do que ver ali perto e nos deu idéias de como chegar a Dubrovnik no dia seguinte. Fomos caminhando pra umas praias que ela falou que era muito bonita, e que eu havia lido que eram as melhores praias de areia da ilha. O bom foi ter caminhado pelos vinhedos, pois a região de Lumbarda é produtora de vinho, mas as praias em si não eram nada demais. Era praia pra alemão, pois alemão que gosta de qualquer faixa ridícula de areia e chama de praia, mas pra quem cresceu numa ilha num país tropical, minha idéia de praia com areia é bem diferente. Nem ficamos muito ali, mesmo porque o tempo não estava convidativo. Não choveu, mas estava ventando bastante e muitas nuvens no céu. Voltamos pro nosso B&B e resolvemos jantar lá mesmo. Eu comi uma sopa de peixe e uma salada e o André comeu uns camarôes. Estava tudo muito gostoso, e nos deram um copinho de um tipo de cachaça feito ali, que era super forte, mas bem boa.
Mais vinhedos durante nossa caminhada pelo campo
Cheers! Eu experimentando o drink local
Adeus Korcula!

Não demoramos a ir dormir, pois no dia seguinte a viagem a Dubrovnik começou às 6:15 da manhã… Madrugamos…
Sinceramente, o melhor teria sido ter ido direto pra Dubrovnik no dia anterior, no ônibus que sai de Korčula às 3:45 da tarde, pois não achamos que valeu a pena ter ido pra Lumbarda. Eu não recomendo. O centrinho de Korčula é bonitinho, mas se o tempo for curto recomendo ir direto a Dubrovnik.