Saturday, 29 August 2015

Mostar, Bósnia

Como só tínhamos um dia em Mostar acordamos cedo pra aproveitar o máximo possível. A cidade de Mostar foi a mais afetada na guerra da ex Iugoslávia. É uma cidade bem pequena e tem muita coisa que não foi reconstruída/renovada depois da guerra. Eu com certeza não sou a melhor pessoa pra explicar sobre a guerra, mas algumas coisas que eu aprendi eu vou colocar no texto, quem tiver interesse que procure detalhes na internet.
Mostar tem uma ponte muito famosa que separa o lado leste do lado oeste da cidade. O lado leste é o lado dos muçulmanos e o oeste dos cristãos. Essa ponte era muito antiga e um símbolo da cidade, tendo estado lá por mais de 400 anos. Durante a guerra os croatas simplesmente a destruíram, junto com o lado leste da cidade, que ficou em cacos.
A ponte foi reconstruída depois da guerra com ajuda internacional (inclusive parte das pedras que formam a ponte reconstruída foram pegas de dentro do rio. Pelo jeito na construção original o material que não foi usado acabou sendo descartado dentro do rio) e continua sendo o símbolo da cidade, que agora atrai bastante turistas e salva a economia local.
A parte leste da cidade ainda tem muita casa em ruínas, que não foram reconstruídas. Qualquer lugar onde se anda por lá consegue-se ver alguma casa com marca de tiros ou abandonada.
O nosso passeio começou pela ponte velha (Stari Most). Como era cedo não haviam ainda tantos turistas e conseguimos ver um dos membros do "clube de mergulho" da ponte pular lá de cima dentro do rio. Durante o dia, principalmente quando tem bastante turista perto, algum dos membros do clube sobe no parapeito da ponte e fica lá sentado. Todo mundo se empolga e fica olhando com as câmeras prontas pra bater foto ou filmar. Eles sabem disso e propositalmente fazem poses como se fossem pular, mas nada acontece. Aí passa um outro deles recolhendo dinheiro dos turistas, enquanto outro toma o lugar do cara que vai mergulhar. A cena toda demora mais de 30min, até o cara finalmente mergulha lá de cima. Na margem leste do rio, quando estávamos almoçando nós vimos vários rapazes escalando uma plataforma de madeira e pulando no rio, que é onde eles treinam pra fazer parte do tal clube. Parece que qualquer um pode saltar, desde que pague uma taxa de 30 euros pro clube e faça uma aula de como saltar lá de cima.
Bom, saímos da ponte e caminhamos pela margem leste pelo mercado antigo, onde existem várias lojinhas de souvenirs, incluindo lojas de artesanato local, onde compramos algumas lembrancinhas. Segundo lemos  no guia, algumas das coisas que eles vendem nesse mercado são artes antigas ainda passada de pai pra filho, mas é difícil saber quais são tais lojas com tanta barraca de souvenir por lá.
Fomos caminhando até uma outra ponte que fica perto da estação de ônibus, que já não faz parte do old town. Lá pode-se ver alguns prédios construídos durante o império austro-húngaro, pois têm o estilo dos prédios em Vienna, mas em escala bem menor. Inclusive um dos prédios nesse estilo era uma piscina pública, sendo que o governo italiano deu dinheiro para restaurar depois da guerra. Infelizmente o prédio agora está abandonado.

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Ponte de Mostar
Homem se preparando pra pular da ponte
André atravessando a ponte de leste pra oeste
Vista bonita do rio e da cidade
Old town com as lojinhas

Cruzando a ponte caminhamos pela margem oeste de volta até o old town, e não tem nada de interessante pra turistas nesse lado. Chegando no old town vimos uma parte bem legal que desce pra uma área na beira do rio, com vista legal pra ponte antiga. Nessa área existem vários restaurantes bem calminhos na margem do rio.
Devo confessar que neste dia estava um calor dos infernos, foram 38 graus! Não importa onde estivéssemos estava MUITO calor. Nos sentamos num lugar pra almoçar desses restaurantes mais quietos e ficamos mais de 1 hora ali tentando fugir do sol extremamente forte. Depois do almoço visitamos uma galeria de fotos de um Neozelandês que foi fotografar a guerra. As fotos realmente nos deixam ver as circunstâncias das pessoas durante a guerra, com suas casas destruídas, muitas vezes isoladas e sem água ou comida.
Resolvemos então voltar pro hotel, pois já havíamos visto tudo o que queríamos ver na cidade e nosso plano era pular na piscina pra aliviar o calor. Chegamos no hotel e o ar condicionado da recepção foi tão bem vindo que mudamos de plano e resolvemos ir mais cedo pra Sarajevo. Pra não ter que repetir as condições de viagem do dia anterior nós marcamos o transfer do hotel, que custou 50 euros mas valeu a pena, pois a viagem foi super confortável, o motorista era muito legal e foi nos contando sobre a cidade de Mostar e as coisas interessantes que tem pra ver ali por perto. A paisagem da viagem é linda!

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Old Town de Mostar
Ponte temporária depois que a original foi destruída
Casa com marcas da guerra
Paisagem da viagem até Sarajevo

O rio de águas verdes cristalinas com as montanhas verdes no fundo fazem a viagem valer muito a pena! Tem um trem que sai de Mostar e vai até Sarajevo que passa por esse mesmo trajeto (ou bem parecido), só que esse trem só sai às 7 da manhã ou às 7 da noite. De manhã não teríamos como ver nada de Mostar, e às 7 já seria escuro e de noite não veríamos a paisagem. Mas se eu pudesse planejar a viagem de novo eu teria ficado mais uma noite em Mostar e teria pego o trem pra ir cedo no dia seguinte, não porque não gostei da viagem de carro, mas porque acabamos ficando tempo demais em Sarajevo.
Nosso motorista explicou que muitos árabes têm comprado terras na Bósnia, pois eles gostam da natureza, dizendo que no país deles só tem deserto e eles ficam maravilhados de ver o verde e o rio. A água na Bósnia é muito limpa e o ar da montanha é fresco, pois não existem indústrias ali perto. É um dos poucos lugares ainda não poluídos pelo bicho homem...
Conversando com o motorista (que por incrível que pareça não falava inglês, então a opção era russo, o idioma deles, ou alemão. Adivinha qual eu escolhi :) Foi ótimo poder praticar alemão de novo por tanto tempo!) ele me falou a mesma coisa que a moça da recepção do hotel, enquanto eu esperava o transfer chegar: A Bósnia está numa situação muito difícil, sem emprego e sem investimento, e a corrupção dos políticos e das pessoas no poder é imensa. Me lembrou bastante o Brasil pra ser sincera. A classe política de certos países não tem a menor preocupação com o povo ou com o crescimento do país, sabendo somente viver de troca de favores e cargos e poder. E a sociedade como um todo é extremamente invejosa de quem está se dando bem pelo seu próprio esforço, tanto que o motorisa teve que fechar o negócio dele que estava indo bem depois de uma multa gigantesca aplicada por um fiscal corrupto por ele não querer ser corrompido.
Chegamos em Sarajevo eram cerca de 7 da noite. Uma coisa que eu percebi é que o limite de velocidade em toda e qualquer estrada em Montenegro, Croácia e Bósnia é muito baixo. Não vi uma rodovia que tivesse limite maior do que 70km/h.

Vídeo de Mostar:

https://www.youtube.com/watch?v=xDBqPrk2MF0&feature=youtube_gdata

Friday, 28 August 2015

Viagem de Montenegro à Bósnia

Este foi nosso último dia em Montenegro. Eu estava triste de ir embora, queria ter ficado mais naquela paraíso calmo de águas tranquilas com vista pra montanha, onde eu ficava de biquini o dia inteiro deitada no sol ou nadando no mar ou piscina. Aproveitei isso o máximo que consegui, ficamos nessa até as 11 da manhã e aí fomos arrumar as malas pra ir embora. Na volta nós resolvemos pegar o barco ao invés de dirigir pela baía toda como havíamos feito na vinda.

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Igreja no centrinho de Prcanj

Passamos pelo centrinho da vila de Prcanj, que eu recomendo que todos conhecam, pois é uma vila muito charmosa, e fomos até a vila de Lepetane de onde tem uma ferry até o outro lado da baía a cada 15 minutos. Cruzar a baía demora cerca de 10 minutos e logo estávamos a caminho de Dubrovnik pra devolver o carro. Nós tínhamos que estar na estação de ônibus de Dubrovnik às 3:45, pra pegar o ônibus pra Mostar às 4 da tarde. Estávamos na ferry ao meio-dia, então tínhamos quase 4 horas pra fazer isso, o que era tempo suficiente e planejamos até passear por Dubrovnik de novo um pouco.
Só que aí começou o pesadelo e nos mostrou que estávamos enganados... A fila pra imigração da Croácia estava um absurdo de grande. Se falei que na vinda pra Montenegro não pegamos fila, fomos negativamente compensados na saída. Ficamos mais de 1:30 naquela fila infernal. Graças a Deus o carro tinha ar condicionado, pois estava MUITO quente na rua.
Chegamos em Dubrovnik e até achar o lugar pra devolver o carro, pegar um táxi e chegar na estação de ônibus já eram 3:45. Só que não havíamos almoçado nada e a viagem até Mostar iria demorar, então o André foi correndo num supermercado do lado da estação comprar comida pra gente, enquanto eu confirmava de onde sairia o ônibus. Fiquei sabendo então que deveria pagar extra pra reservar assento (o que não era opcional) e pagar uma taxa extra na moeda local, a qual nós não tínhamos nem um centavo e que não aceitavam cartão. Montenegro usa euros, e a Bósnia usa outra moeda, então não queríamos pegar dinheiro da Croácia pois estávamos ali só de passagem, mas ou era isso ou não viajávamos. Tentei dirar dinheiro com meu cartão do banco na estação de ônibus, mas a máquina maldita iria cobrar £10 da minha conta e eu me recusei. No fim eu achei £5 na minha carteira e troquei pra moeda local, o que deu pra pagar a reserva de assento e mais a taxa pra colocar a mala no ônibus, coisas que não estávamos contando que teríamos que pagar. Por que não cobram tudo junto com a passagem?? Coisa de país pouco desenvolvido mesmo.
Bom, conseguimos terminar tudo isso pras 4 da tarde, que é quando o ônibus sairia. Só que chegou 4 da tarde e nada do ônibus aparecer. 4:10 e nada, 4:20 e nada, 4:30 e nada. O ônibus só apareceu as 4:45 e aí foi a maior confusão, todo mundo correndo pro ônibus e tentando colocar mala no bagageiro. Sei que o ônibus saiu com 1 hora de atraso.
Por que pegamos ônibus pra ir pra Bósnia ao invés de dirigir? Boa pergunta. A resposta é que 99% das empresas de aluguel de carro não permite que se leve carro até a Bósnia, e eu não sei o motivo. Só achamos a Herz que permitia isso a um custo extra de £150, o que é um abuso. Só que eu acabei me arrependendo porque a viagem de ônibus foi um inferno. Era super desconfortável e demoramos mais de 4 horas pra chegar em Mostar!
Por causa do jeito que os países foram divididos depois da guerra, pra viajar de Dubrovnik até Split, ambos na Croácia, vc precisa sair da Croácia e entrar na Bósnia e depois sair da Bósnia e entrar na Croácia de novo. A estrada que vai de Dubrovnik até Mostar tem que fazer trajeto parecido (sem passar por Split), então o resultado foi que tivemos que pegar fila e passar por imigração mais 3 vezes naquele mesmo dia! Foi um inferno que eu não quero repetir nunca mais! Inclusive pra entrar na Bósnia pela segunda vez eles recolhem os passaportes de todos no ônibus e ficamos lá um tempão esperando sem saber o que estava acontecendo. Depois de um tempo volta um cara com os passaportes e começa a chamar o nome de um por um pra ir lá pegar o passaporte, como aluno recebendo o boletim no colégio nos tempos de antes da internet.
Sei que chegamos em Mostar já era de noite. O ônibus parou na estação de ônibus e de lá pegamos um táxi até nosso hotel. O taxista desgraçado querendo nos enganar queria dar a maior volta na cidade e nós com o GPS falando pra ele que o caminho estava errado e mostrando no mapa.
A nossa recompensa pelo dia tão desagradável foi que nosso hotel era MUITO legal. Era novo, moderno, limpo, e no check-in falaram que tinha piscina, que eu nem lembrava de ter visto quando marquei. Assim que largamos as coisas no quarto fomos direto pra piscina nos refrescar e relaxar. Nem jantamos fomos direto dormir pra descansar da viagem.

Thursday, 27 August 2015

Montenegro – Dia II

No segundo dia, empolgados com o sucesso do primeiro dia, pesquisamos praias na península de Luštica, que fica atrás da baía de Kotor e é muito procurada pelos turistas. Acabei escolhendo a praia de Oblatno, que tem também um beach club. Chegamos super cedo e conseguimos estacionar sem problemas. Na mini praia só tinha famílias com crianças pequenas e era de areia ao invés de pedra (talvez o motivo de ser famosa), mas era aquela areia escura que mais parece barro. Sinceramente não achamos grande coisa. O beach club era do lado, mas não estávamos afim de ir pra lá, então ficamos sentados na areia um tempo e eu caminhei até o fim do pier que tinha na frente do beach club e tinha vista bonita pra praia. A água era bem clarinha e convidativa pra um mergulho, entretanto estava muito gelada e assim que eu voltei pra onde estávamos o André e nossas coisas não estavam mais lá. Ele tinha mudade de lugar e me falou que os caras do beach club vieram dizer que não podíamos ficar onde estávamos sentados porque aquela área era reservada pro beach club. Como já falei, aqui na Europa o dinheiro compra espaço público de forma muito fácil, o que eu acho absurdo! Já não estávamos gostando muito da praia, depois dessa resolvemos ir embora. Fomos de volta pro nosso hotel e foi a melhor coisa que fizemos, pois o hotel tem piscina, praia (sim, reservada....) e uma vista maravilhosa pra baía e pras montanhas altas que a circundam. Ficamos o dia inteiro alternando entre nadar naquela água maravilhosa e pegar sol (eu fiz isso, o André fugiu do sol).

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Na praia de Oblatno, com a água bonita mas a praia feia
Na praia do nosso hotel, depois de um mergulho

Lá pelas 5 da tarde saímos pra tomar um banho e conhecer a cidade de Kotor.
Essa cidade, como as demais, tem um muro que a circunda, e é formada por vários prédios super antigos. A diferença é que em Kotor esse muro é muito grande e parte dele foi construído na monhanha que fica atrás da cidade, sendo que em cima tem uma fortaleza. Uma das atrações da cidade é subir até essa fortaleza. Acho que essa foi a subida mais cansativa que nós já fizemos: foram mais de 1300 degraus até lá em cima! A vista lá de cima é bem bonita e assistimos o pôr-do-sol de lá como havíamos planejado.
Como era de se esperar a descida foi bem mais fácil e então caminhamos com as pernas bambas pela cidade pra conhecer melhor o que ela tem a oferecer. Essa cidade tem história muito antiga, com vários povos a tendo conquistado ao longo dos anos, inclusive Veneza. O resultado é que na arquitetura dela pode-se ver elementos de vários desses povos.
A nossa recompensa pela subida difícil foi um jantar absolutamente delicioso no restaurante Bastion, que fica num cantinho da cidade, numa mini-praça do lado de uma das igrejas. O ambiente exterior é super tranquilo e comemos peixe e camarão frescos. Sendo mais espefícica eu comi atum com molho de camarão. O filet de atum tava bom até, mas o camarão deve ter sido dos melhores que eu já comi da minha vida! Fico com água na boca só de lembrar de como era gostoso!
A cidade de Kotor é legalzinha, mas como Budva, não dá pra comparar com Dubrovnik.

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Um dos cantinhos da cidade de Kotor
Cidade vista da subida até a fortaleza

Gostamos muito de visitar a baía de Kotor e consideramos voltar no futuro, pois é ótimo pra relaxar na praia. O tempo é bom, os preços são bons e a comida também.

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Vídeo de Montenegro:

https://www.youtube.com/watch?v=blJUdzPrIEU&feature=youtube_gdata

Tuesday, 25 August 2015

Montenegro – Dia I

Quando visitamos a Croácia no ano passado e eu descobri que Montenegro e Bósnia eram poucas horas de viagem de carro de Dubrovnik, resolvi que gostaria de voltar praquela parte da Europa pra conhecer alguns lugares nestes 2 países. Em junho deste ano eu comecei então a planejar a viagem e resolvemos que a melhor época seria fim de agosto pra aproveitar o feriado do fim de verão aqui na Inglaterra.
Saímos com temperatura de 15 graus em Londres e pousamos em Dubrovnik com temperatura de 33 graus. Nem preciso dizer que estava felicíssima de estar no sol e calor, que perdurou a viagem inteira em todos os lugares que visitamos!
Alugamos um carro no aeroporto de Dubrovnik e dirigimos até Montenegro. Passamos pela alfândega e pela imigração de Montenegro sem problemas e sem filas. A viagem até a Baía de Kotor, lugar onde ficamos, durou cerca de 2 horas, incluindo algumas paradas para fotografia no caminho, pois a paisagem é muito bonita.
É possível pegar uma balsa de um determinado ponto da baía até mais adiante no outro lado pra não ter que contornar a baía inteira, entretanto queríamos ver o máximo possível então resolvemos dirigir o trajeto todo. No caminho até a cidade de Kotor passa-se por varias vilas, algumas charmosas, outras nem tanto. Perast é uma das mais bonitinhas que vimos. Fica bem na beira do mar e vista pra duas ilhas no meio da baía, uma com um monastério e a outra acho que é uma igreja. Várias pessoas vieram oferecer "taxi boats" para visitar as ilhas, mas estava ficando tarde e por isso nos contentamos com fotos à distância das ilhas. Caminhamos a beira-mar pra ver o centrinho da charmosa vila mas não nos demoramos muito.
De Perast seguimos viagem até Kotor, a cidade princial da baía, mas nem paramos pra ver pois já havia anoitecido, seguindo direto ao nosso hotel, que ficava na vila de Prcanj. Nos hospedamos num hotel chamado Splendido e eu simplesmente adorei a localização! Na primeira noite jantamos no hotel mesmo, pois estávamos cansados e com fome e não queríamos sair de novo pra procurar outro restaurante. Foi uma boa escolha pois o restaurante do hotel tem mesas bem na beira do mar e por ficar numa localização tranquila era bem silencioso, só com uma música de fundo leve. A comida estava razoável, o melhor mesmo foi estar naquela mesa com as luzes da cidade de Kotor ao fundo, a baía bem na nossa frente, luz de vela na mesa, tudo perfeito!

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Vila de Perast
Janta na beira da baía de Kotor, no nosso hotel em Prcanj

No dia seguinte nós dirigimos até a riviera de Montenegro, nos arredores da cidade de Budva. Eu havia pesquisado que uma das paisages mais legais era a ilha de Sveti Stefan, que fica 5km da cidade de Budva. Essa era uma ilha de pescadores que ficou abandonada por muitos anos, mas foi comprada por alguém que a transformou num hotel. Agora o acesso a ilha só é permitido para hóspedes do hotel. Demoramos cerca de 1:30 pra chegar lá, mas como saímos cedo eram cerca de 10 da manhã quando chegamos. Ficamos batendo fotos da ilha de cima do morro onde fica a estrada, e como achamos estacionamento (algo que não é fácil) resolvemos descer pra ver a praia que fica na frente da ilha. Achamos um lugar agradável e resolvemos ficar por ali mesmo, afinal o objetivo do dia era pegar praia por pelo menos metade do dia e aquela praia era muito bonita. Como a maioria das praias do Mediterrâneo/Adriático era praia de pedrinhas, mas com o sapato de praia que eu comprei ano passado na Croácia não me importei nem um pouco em caminhar por ali.
Nós resolvemos alugar duas cadeiras com guarda-sol pois era mais confortável do que ficar nas pedras e no sol. Custou 20 euros, o que não é barato, mas era melhor do que ficar no sol forte o dia todo.
Foi um dia fantástico de praia! O mar era limpo e a água refrescante, com vista pra ilha de Sveti Stefan. Do lado da praia tem um mini shopping com super mercado e tudo, e nosso almoço foi um sanduíche de atum delicioso de uma lanchonete do lado do super mercado.

Ficamos na praia até cerca de 5 da tarde e eu até gostaria de ter ficado mais, mas resolvemos sair pra conhecer a cidade de Budva, que é grande se comparada com as vilas e cidadezinhas da área e é onde tem o "agito da balada".
Fomos então conhecer o Old Town de Budva, que devo dizer não foi grande coisa. Assim, não é feio, mas comparado com Dubrovnik não tem tanta coisa interessante. Tem algumas igrejas e também um muro e um forte. A vista do mar de cima do forte é bem bonita.

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Ilha de Sveti Stefan
Ilha de Sveti Stefan e a praia reservada aos hóspedes. A praia do outro lado do pier é onde ficamos.
Caminhando pela fortaleza de Budva
Cidade de Budva


Jantamos num restaurante de frutos do mar na beira-mar de Budva, e a mesa era na areia literalmente do lado do mar, fiquei até com medo de cair dentro d´água uma hora! A comida estava gostosa e a noite agradável, o que fechou o primeiro dia da viagem com chave de ouro!

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Janta na primeira noite, em Budva. Muito agradável.

Sunday, 10 May 2015

Bletchley Park

Logo antes de nos mudarmos de casa nós aproveitamos o último fim de semana na casa da mãe da minha amiga pra usar o carro dela e fazer um passeio para Bletchey Park. Neste lugar, durante a segunda guerra mundial, centenas (ou milhares) de pessoas trabalharam arduamente para tentar decifrar as mensagens dos nazistas e montar a estratégia dos aliados baseado no que eles descobrissem dos movimentos dos nazistas. Os alemães haviam construído máquinas super sofisticadas para criptografar mensagens, então os ingleses começaram a recrutar pessoas extremamente talentosas em universidades e na área militar pra ajudar nesse processo de quebrar o código secreto das mensagens. Uma dessas pessoas foi um homem chamado Allan Turing, um matemático super inteligente e talentoso, que inventou uma máquina para decifrar o código nazista. Esta máquina foi considerada o primeiro computador. Inclusive na faculdade de computação a gente estudou sobre ele e a invenção dele.

Recentemente um filme chamado The Immitation Game foi lançado, que conta a história do Allan Turing e da sua invenção. Este foi filmado grande parte em Bletchley Park. O filme é muito bom e recomendo assistir. Eu assisti na viagem pra Nova Zelândia e fiquei com vontade de conhecer o lugar e aprender mais sobre o que se passou lá, então quando descobri que Bletchey fica cerca de uma hora de onde estávamos morando nós pegamos emprestado o carro da minha amiga e fomos até lá com a Jinny.

O lugar é bem grande e dá pra passar o dia lá visitando e conhecendo tudo. Tem um parque grande com um lago bem bonito no meio e tem também uma casa bem bonita (uma mansão que pertenceu a alguém importante e depois foi vendida para os militares) e no momento tem uma exibição com o cenário usado no filme. Pelo parque pode-se visitar as cabanas de madeira onde as pessoas trabalhavam em diversas áreas para ajudar a decifrar as mensagens. Haviam matemáticos, tradutores, pessoas especialistas em comportamento humano, tudo o que ajudasse a decifrar as mensagens dos alemães. Dizem que o trabalho deles ajudou a encurtar a guerra por 2 anos, o que é realmente um resultado fantástico.

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Bletchey Park

O fim de Allan Turing foi bem triste. Ele era homosexual e naquela época isso era inaceitável, independente da sua contribuição para a sociedade. Ele foi condenado a fazer tratamento de hormônio ou a ser preso (imagina que escolha!), e acabou se suicidando. No museu principal do parque tem uma área dedicada a ele com uma carta do ex primeiro ministro Gordon Brown se desculpando sobre como o estado Britânico o tratou (claro que isso foi há muito tempo e as pessoas responsáveis não existem mais, mas foi um gesto bonito eu achei).
Mas ele não foi o único, vários outros homens e mulheres fizeram coisas brilhantes lá!

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Máquina inventada por Turing para decifrar o código nazista
Máquina alemã usada para criptografar mensagens
Allan Turing
Uma das salas das pessoas que ajudavam a decifrar os códigos

Muitas das pessoas que trabalharam em Bletchley Park nem sabia exatamente o que se passava lá, elas sabiam somente do trabalho delas, mas não tinham noção de que estava associado a decifrar mensagens nazistas. Todas eram obrigadas a jurar segredo e por muitos anos ninguém soube o que se passou em Bletchley Park. O resultado é que muitos dos que lá trabalharam não tiveram nenhum tipo de reconhecimento por muito tempo. Cumpriram seu dever sem esperar nada especial em troca, algo muito nobre. Agora que a história foi divulgada essas pessoas contam suas histórias e dão entrevistas que podem ser vistas no museu de Bletchley Park. Foram homens e mulheres heróis!

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Sunday, 26 April 2015

De volta a Londres

Retornei a Londres no começo de abril para recomeçar. Como eu havia saído do meu emprego e tive que sair do flat que eu gostava porque o cara vendeu, cheguei em Londres com duas malas e comecei tudo de novo. Realmente não é tarefa fácil, ainda mais quando se está vivendo de maneira meio “cigana” por tanto tempo. Tudo o que eu queria era um canto pra mim com as minhas coisas, mas isso demorou a acontecer.
Durante o mês inteiro de abril fiquei focada na procura de emprego: currículo no jobsite, falando com recruiters, estudando pra entrevistas, no telefone com empresas, depois indo até as empresas. Pra se dar bem tem que estudar sobre a empresa e saber bastante sobre o que eles vão perguntar. Nesse período eu comecei a me questionar o que eu realmente gostaria de fazer e qual seria a progressão natural na minha carreira e acabei mudando o foco da minha procura um pouco. Uma coisa que não ajudou na busca é que eu não me toquei que chegaria logo antes da Páscoa, que é um feriado grande aqui. Por este motivo por duas semanas praticamente nada aconteceu, pois muitas pessoas que tomam decisão sobre recrutamento saem de férias. Quando se está a procura de emprego feriado só atrapalha…
Mas depois de cerca de 1 mês eu tive duas ofertas de emprego e acabei escolhendo uma que eu acho que vai acrescentar mais na carreira e que vai me possibilitar progredir.

Nos finais de semana eu ia passear com a minha amiga Jinny, que está morando bem perto da Tower Bridge, no leste de Londres. Ela me levou pra conhecer o mercado de flores famoso de Columbia road, um lugar que vende bagels deliciosos com recheio por 1 libra e várias lojinhas e lugares legais em Shoreditch, uma área bem trendy aqui de Londres.
Teve um domingo que fomos em Regent´s Park, um parque que eu vou de vez em quando e apesar do tempo estar nublado e frio (típico de Londres) as flores nos jardins estavam lindas. Realmente os ingleses são jardineiros de mão cheia!

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Regents Park

O André chegou da Nova Zelândia no começo de maio e eu fui buscá-lo no aeroporto. Ele veio todo chique de classe executiva com as milhas dele e falou que realmente a experiência é outra. Logo antes dele chegar, depois que eu já tinha aceitado o emprego, mas antes de começar a trabalhar eu fiquei super ocupada procurando um lugar pra morar. Escolhi algumas áreas com boas opções de transporte e fiquei procurando casa pra gente. Realmente Londres é um lugar péssimo pra isso. As casas e apartamentos são ridiculamente caros (o lugar mais caro do mundo pra se morar!) e na sua grande maioria sao velhos e mal cuidados e muito pequenos, alguns com somente um guarda-roupa das 2 portas pra um casal!! Tem uns que tem um preço bom e são modernos, mas em área  muito ruim, com vizinhança indesejável.  Tem uns que tem tudo o que você quer pelo preço que você quer mas só estão disponíveis daqui ha 5 ou 6 semanas. Pra quem quer/tem que se mudar o mais rápido possível não dá pra esperar tanto assim.

Sei que acabei em Ealing (o primeiro bairro onde morei quando cheguei em Londres há quase 7 anos atrás) e depois de ter visto uns flats razoáveis por um preço bom o problema era o tempo de contrato de aluguel. Ninguém aceita contrato por menos de 1 ano, o que significa que por 1 ano você não pode se mudar, mesmo que seja numa emergência. Portanto quando vi um apartamento de 2 quartos, moderno, bem localizado e que cujo dono aceitava contrato de 1 ano com a possibilidade de sair depois de 6 meses eu peguei na hora! Como sempre lidar com imobiliária é bem desagradável. Paga-se uma fortuna pra eles não fazerem muita coisa e demorarem pra dar resposta com relação a tudo. Me estressei bastante… Apesar de eu querer me mudar o mais rápido possível pra não ter que começar o trabalho tendo que passar 3hs o transporte público por dia não houve tempo hábil pra se mudar antes da metade de maio, portanto na minha primeira semana de trabalho eu chegava na casa onde estávamos absolutamente exausta. Não sei como muitas pessoas passam a vida produtiva tendo que ficar tanto tempo da vida dentro de trem…

Mas finalmente a primeira semana de trabalho terminou e no fim de semana passado nos mudamos pra casa nova, que acabou de ser renovada, então é tudo novo e moderno, inclusive os móveis. Pegamos minhas coisas do depósito então finalmente tenho minhas roupas todas aqui comigo e as coisas do André chegam dentro de 1 mês. A semana seguinte de trabalho também foi cansativa, mas hoje finalmente posso descansar. Já fui pra academia na qual vou me matricular amanhã e já estamos instalados aqui, começando a rotina. Segunda-feira é feriado (agora estou comemorando o feriado!) e então vai dar pra descansar bastante e comprar umas coisinhas pra casa. A casa é super bem localizada, perto de shopping e supermercado, e com duas estações de trem e metrô há 10 minutos de caminhada.

E pra completar tem vários parques bem perto, um com um parquinho que eu adorei (quem lê meu blog deve ter percebido que adoro parquinhos!). Óbvio que fui lá dar uma olhada hehehe

Parque

Estamos bem felizes aqui! Logo o André vai começar a trabalhar também e assim vamos resumir nossa vida em Londres.

Sunday, 22 March 2015

Lagoinha do Leste–Floripa

Hoje fiz uma coisa que eu queria fazer há bastante tempo: a trilha da Lagoinha do Leste.
Floripa tem muitas praias bonitas, mas o diferencial desta praia é que ela é somente acessível através de trilhas. Existem duas trilhas que levam a esta praia: a da praia do Matadeiro, que dura cerca de 3 horas, e a do Pântano do Sul, que dura cerca de 1:15.
O dia amanheceu nublado mas sem previsão de chuva, então resolvemos que seria um dia bom pra fazer essa caminhada. Durante o dia acabou que o sol saiu algumas vezes, mas não estava muito calor (cerca de 24 graus hoje).
Começamos lendo na internet como chegar na trilha, mas as informações são meio escarsas e não muito específicas. O melhor que conseguimos achar é que a trilha sai da rua Manuel Pedro de Oliveura, que fica 400m antes de chegar na praia doPântano do Sul.
Dirigimos até a praia do Pântano no Sul e lá achamos um lugar pra estacionar na ruazinha que dá pra praia. Estes lugares são poucos, então quem não consegue achar uma vaga tem que deixar o carro num estacionamento pago (R$10), pois caso estacione no acostamento será multado.

Não existe placa alguma indicando a rua onde se encontra a trilha. Nós só a encontramos por causa do GPS, mas a rua é uma subida na esquerda da avenida. Lá pela metade desta rua, do lado esquerdo, tem uma entrada pra mata e placas indicando que é o começo da trilha. A placa informa que a trilha leva 45 minutos.
Começamos então a subir. Havia chovido na noite anterior e por isso havia lama na trilha, bastante pedras além da subida ser bastante íngreme. A trilha passa literalmente pelo meio do mato, fazendo-se necessário às vezes desviar de galhos e no caminho tem bastante mosquito.
Subimos por cerca de 40 minutos pela trilha selvagem, até virmos a primeira e única placa durante o trajeto, numa bifurcação. A placa está logo abaixo:
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Placa no fim da subida.
Esta placa é absolutamente inútil, pois não indica pra que lado é o mirando e em nenhum lugar tem a palavra “praia”, muito menos distâncias ou tempo de caminhada. Resolvemos ir pra direita pra ver se o mirante era lá e depois de alguns metros vimos umas pessoas sentadas, para as quais perguntamos do mirante e a resposta foi que que há muito tempo realmente havia um mirante, mas agora é só mato e pedaços de madeira. De uma ponta consegue-se ver um pouco da vista pra praia do Pântano so Sul.
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Vista da praia do Pântano do sul
Voltamos então até a bifurcação e pegamos o caminho da esquerda, que por eliminação deduzimos que levaria até a praia. Encontramos várias pessoas fazendo a trilha, então não ficamos com medo de nos perder.
A descida não foi nada fácil, pois era muito íngreme e nosso tênis estava sujo de lama da subida, então as pedras estavam muito escorregadias.
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Fotos da trilha, e o estado do meu tênis e calça no fim dela

Depois de cerca de 25 minutos descendo finalmente chegamos na praia. A placa no começo da trilha que indicava 45 minutos está totalmente incorreta. Nós fizemos a trilha de forma segura, mas não andamos devagar e demoramos 1:15 pra chegar na praia.


Chegando na Lagoinha do Leste
A praia tem uma faixa de areia bem branca e larga, muito bonita, e o mar é típico do sul da ilha: bem agitado com ondas boas pro surfe e água gelada. Na direita da praia tem um morro bem alto, que é o que dá acesso a trilha pro ponto de vista mais bonito, mas nós estávamos cansados da caminhada e resolvemos não subir até lá, mas a vista lá de cima pelo que vi em fotos é linda.
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Praia da Lagoinha do Leste
Morro a direita da praia com acesso ao ponto de vista
Restinga atrás da praia

Sentamo-nos na areia pra comer um lanche que havíamos trazido (é uma praia deserta, sem restaurante. Parece que na temporada tem umas barraquinhas que vendem coisas pequenas) e ficamos tentando curtir a praia, entretanto o vento estava insuportável. Sentei-me de costas pro mar pra tentar comer meu lanche sem recheio de areia, mas tava difícil. Alguém então nos sugeriu caminharmos por uma trilha que vai pelas dunas até a lagoa que fica atrás da praia, mas não havia placa nenhuma, então entramos no primeiro acesso que encontramos pelas dunas e caminhamos por uns caminhos até chegarmos numa restinga. Lá havia lugar embaixo de árvores onde estendemos nossas cangas e ficamos protegidos do vento pra terminar nosso lanche e descansar. A restinga era muito bonita e se eu tivesse trazido biquíni eu teria tomado banho lá. Era bem calminho lá e sem vento, mas não era perfeito: tinha muito mosquito. Tinha tanto que eu vesti um casado com capuz pra que eles não me atacassem tanto.
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Eu tentando me proteger dos mosquitos
Depois de um tempo ali nós resolvemos voltar, pois não conseguimos relaxar como gostaríamos por causa dos mosquitos. Resolvemos nem ir até a lagoa. Começamos então o longo caminho de volta, que já sabíamos ser íngreme e escorregadio. Eu estava com medo de cair ou torcer o pé, então eu fui bem devagar, mas tinha gente fazendo a trilha descalça e até vi uma mulher carregando uma criança, que realmente não entendo como ela conseguiu passar por alguns lugares com aquela criança! Os surfistas fazem a trilha levando prancha.
Mas a pior parte foi a descida no final. Os mosquitos estavam impossíveis, nos comendo vivos. Havia nuvens deles na mata e nós precisávamos ficar balançando os braços que nem loucos pra que eles não nos atacassem, ao mesmo tempo que tentávamos nos equilibrar descendo por lugares altos e escorregadios. Não foi nada agradável.
Nem acreditei quando terminamos a trilha…

Na volta pro centro pegamos um trânsito horrível. O acesso ao sul da ilha é realmente um lixo, e eu não entendo porque alguém moraria no sul da ilha se tivesse que pegar esse trânsito todos os dias. Demoramos 1:30 pra chegar no centro, sendo que na ida haívamos feito o mesmo trajeto em 30min.
Não quero desencorajar ninguém a fazer esse passeio, mas confesso que eu não gostei tanto quanto eu imaginava que eu ia gostar, em grande parte por falta de infra estrutura das estradas e de sinalização na trilha, e também por causa do vento e dos mosquitos. Foi bom eu ter feito a trilha, mas eu nao retornaria.
Recomendo o seguinte pra quem quiser fazer esta trilha: Ir de manhã cedo, usar calça comprida e bastante repelente, além de protetor solar (boné e óculos de sol se for um dia de muito sal), levar comida e bastante água, ver a previsão do tempo pra ter certeza que não vai chover e que não haverá vento sul. Volte na trilha antes de escurecer e não volte no fim da tarde pra evitar o trânsito. Ou pra quem gosta é possível acampar lá, coisa que eu nunca faria.
O que eu posso recomendar é uma visita ao restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, que serve comida típica da ilha. Comemos um pastel de camarão muito bom lá.


Eu e minha irmã no restaurante Arantes