Tuesday, 29 December 2015

Slovakia

No segundo dia nós resolvemos aproveitar o fato de que estávamos de carro e também de que a Slovákia fica menos de 2 horas de viagem pra conhecer outro país, mesmo que por algumas horas. Saímos de manhã e fomos contornando as montanhas Tatras, passando por várias vilas no caminho que vivem do turismo de inverno. Pela falta de neve algumas das pistas dentre as dezenas que vimos pelo caminho haviam feito neve artificial  e numa faixa pequena da montanha, bem embaixo, era possível esquiar. Haviam algumas pessoas esquiando nesse lugares, mas achamos que não valia a pena pra nós. Passamos pela vila da Zdiar, bem pequena e vazia pela falta de turistas, e fomos em direção a cidade de Poprad. Ficamos cerca de meia hora nessa cidadezinha, que sinceramente não tem nada demais e não demoramos a continuar viagem. Nesta hora havia bastante sol, diferente de Zakopane que estava nublado. Seguindo viagem pela paisagem ensolarada, do nada vimos uma nuvem gigante na nossa frente, bem na direção onde estávamos indo. Achamos que passaríamos a nuvem e logo sairíamos do outro lado, mas não foi o que aconteceu. Estávamos na verdade indo em direção a um vale que a nuvem estava cobrindo.
Lá embaixo estava tudo encoberto e visitamos a cidade de Spisska Nova Vez, Também não era grandes coisa, mas mais interessante que a cidade de Poprad. Caminhamos pelo centro por uns minutos e queríamos almoçar por lá, entretanto infelizmente não encontramos nenhum lugar que nos agradasse e que não tivessem cheiro insuportável de cigarro. Acabamos só comendo um strudel com chá num café ali no centro e resolvemos voltar logo pra Zakopane. Nossa opinião é que a Eslováquia é interessante pra quem quer fazer passeios ao ar livre e curtir o lado natureza, pois mesmo a capital (pelo que vi em fotos) não se compara com as demais cidades européias.
Uma vez lá fizemos uma massagem relaxante por um preço bem mais em conta que em Londres.


Cidade de Spisska Nova Vez, na Eslováquia

Monday, 28 December 2015

Zakopane

No nosso primeiro dia inteiro em Zakopane nós fomos no centro de informações ver que tipo de coisa poderíamos fazer que não envolvesse neve, na falta da mesma. Acabamos visitando a montanha Kasprowy Wierch, uma das principais da cadeia das Tatras. Dirigimos até um estacionamento cerca de 10min do centro e de lá precisa-se caminhar por cerca de 20 minutos até a base da montanha ou pegar uma mini van. Da base da montanha pega-se um bondinho que sobe até o topo da montanha, que está a mais de 2 mil metros de altura. Lá em cima havia um pouco de neve, o que deixou a paisagem bonita, ainda mais com o sol brilhando.
Montanha Kasprowy Wierch

Na real havia mais gelo do que neve, e ficamos surpresos de certas áreas da montanha estarem abertas para acesso de quem não tinha o equipamento necessário pra caminhar no gelo, incluindo nós. Começamos a caminhar pela montanha e certas áreas bem do lado de uma descida super íngreme e sem rede de proteçao, eram gelo puro e era impossível caminhar sem escorregar. O certo era ter aquele acessório com pontas embaixo pra colocar no sapato pra caminhar no gelo, mas só percebemos isso depois de termos começado a caminhar. O jeito foi ir bem devagar e tentar colocar o pé em lugares “seguros” pra não despencar lá de cima e voltar até onde o bondinho nos havia deixado. A vista lá era bem bonita e foi um passeio legal.

Depois disso nós fomos fazer uma caminhada num ouro lado da montanha, que nos levou até uma cachoeira.
Trilha pelas montanhas Tatras

Pra ser sincera o caminho até lá, a trilha em si, foi mais interessante do que o final, pois não havia muito volume de água por ser inverno.

                                                     Trilha pelas montanhas Tatras

Diz que o melhor é ir a primavera, quando o degelo eleva o volume de água bastante. Logo começou a escurecer (inverno é uma droga por isso) e voltamos pro hotel pra descansar. Jantamos no restaurante do hotel, que era bem gostoso. Eu comi um pierogi russo, que é tipo um ravioli de batata com bacon e cebola, bem gostoso. Comi também o queijo Oscypek, típico daqui e muito gostoso, além de uns copos de vinho da casa.

No restaurante do Hotel Sabala, esperando a janta

Friday, 25 December 2015

Festas de fim de ano

O natal este ano passamos aqui em Londres mesmo, com um casal de amigos que moram no sudeste de Londres. A menina é brasileira e o marido é argentino e é cozinheiro. Juntando ele com o André deu uma ceia brasileira/argentina deliciosa. Comemos um monte todos nós! Foi muito legal ter passado o natal com eles no dia 24 de noite.
Dia 25 nós viajamos pra Polônia. Nosso plano era esquiar nesta cidade famosa na Polônia por ser perto das Tatras Mountains, onde no inverno pode-se esquiar e no verão existem várias trilhas pelas montanhas, sempre com muitos turistas de várias partes do mundo. O que nós não esperávamos quando marcamos a viagem em setembro é que o começo do inverno não seria frio o suficiente para dar neve e o resultado é que não conseguimos esquiar. Foi minha segunda tentativa frustrada de esquiar aqui na Europa, pois lá por 2010 nós fomos até Insbruck na Áustria pra esquiar, mas eu estava tão doente que não pude quase sair do hotel. No fim de semana anterior a viagem nós vimos a previsão do tempo e decidimos então alugar um carro, que acabou sendo a melhor coisa que fizemos dadas as circunstâncias, pois ficamos livres pra ir e vir quando quiséssemos. Chegamos em Krakow dia 25 de noite, depois de escala em Berlin e atraso no vôo. Ao chegarmos no hotel às 9 da noite, o restaurante estava fechado e nós com fome. Eles no hotel foram legais e fizeram um sanduíche bem gostoso, que eu comi de janta, antes de sairmos pra dar uma volta pelo centro de Krakow. Eu imaginava que seria igual a Londres, onde no dia de natal quase nada é aberto. Fiquei surpresa em ver que o centro da cidade, onde tem a praça principal, estava com vários restaurantes abertos e tinha ainda um mercado de natal com várias barraquinhas vendendo comida. O André acabou pedindo Bigos, que é uma carne assada com batatas, que eu provei e estava deliciosa.

Praça central de Krakow no dia de natal

Caminhamos rapidamente pela praça principal e não demoramos a voltar pro hotel pra descansar depois de ter passado o dia viajando.
No dia seguinte fomos tomar café da manhã no Costa, que abriu em Krakow em algum momento depois da minha visita lá, pois da outra vez que estive na cidade não lembro de ter visto nenhum. Estava um dia de sol bonito e eram mais de 11 da manhã quando nos pusemos ao caminho e Zakopane.
A viagem durou cerca de 2 horas e por sorte não ficamos presos no trânsito legendário pra chegar ate Zakopane, que lemos em algum lugar ser principalmente ruim no verão. Uma vez instalados no hotel, localizado bem no centro de Zakopane, demos uma volta pelo centrinho onde tem a rua de pedestres que estava cheia de pessoas, lojas, restaurantes e cachorrinhos de roupinha passeando com seus donos, as coisinhas mais queridas!
Tomei uma sopa de verdade num restaurante lá, bem diferente das sopas horríveis feitas com creme de leite aqui na Inglaterra, e os preços lá são bem acessíveis quando se compara com Londres.

As casas em Zakopane são todas como se fossem casas de bonecas, com telhados pontudos e bem inclinados pra evitar o acúmulo de neve, e são em sua grande maioria de madeira com algumas partes trabalhadas na própria madeira, o que deixa a cidade bem charmosa. Com neve deve ser muito mais bonita ainda!
Vista do nosso hotel em Zakopane

Saturday, 28 November 2015

Tradições de fim de ano

Este post é sobre as minhas tradições de fim de ano, coisas que eu gosto de fazer nessa época do ano e faço sempre.
O primeiro deles aconteceu semana passada, no rinque de patinação do museu de história natural aqui de Londres. Eu vou patinar ali todos os anos porque ganho desconto de 50% no ingresso por ter sido cliente no ano anterior. O rinque de Sommerset house é mais legal, mas o ingresso é duas vezes mais caro, então eu deixo pra ir lá quando vou com alguém que sabe patinar também, senão não vale a pena.
Este ano quem foi comigo foi a Pia, minha amiga da Noruega, que estava me visitando aqui em Londres.
Eu tirei a tarde de folga do trabalho e fomos passear pelo leste de Londres. Fomos até Liverpool street ver o Old Spitalfields market, e então caminhamos até Bricklane pra comer daquele bagel delicioso de salted beef, que eu estava querendo há tempo. Agora matei minha vontade e não preciso voltar tão cedo lá. Caminhamos pelas lojinhas charmosas do leste de Londres, que ainda têm personalidade e estilo, pois aquela área da cidade ainda não foi tomada pelas grandes cadeias de lojas, apesar de já estar acontecendo aos poucos.

Sanduiche

Bagel de Salted beef

De lá fomos até South kensington, onde fica o rink de patinação. Como já está friozinho e escurecendo às 4:30 da tarde, luzes de natal já estão por toda a cidade, clima perfeito pra patinar no gelo. Foi divertido, apesar de estar cheio demais por ser sexta-feira.
Uma coisa que eu não entendo é casal patinar de mãos dadas. Pode parecer romântico, mas a meu ver só duplas em competição de patinação deveriam fazer isso, pois senão é desastre na certa. Vários casais caíram durante seu passeio romãntico pelo gelo, e sei que vão me achar malvadinha por dizer isso, eu achei engraçado. Ano passado eu havia dito pra mim mesma que iria fazer aula de patinação no gelo (tem um lugar em Queensway que é aberto o ano todo), mas o ano passou e eu não fiz :( Falta tempo e também tenho outras prioridades pro dinheiro. Não dá pra ter tudo na vida.

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Patinando no gelo com a Pia

Outra tradição eu farei hoje, que é visitar o Winter Wonderland, o mercado de natal que tem em Hyde Park todos os anos. Vou encontrar o pessoal que trabalhava na Harvey Nichols comigo há uns anos atrás. Todos já saíram da empresa, mas nos vemos pelo menos uma vez ao ano e é sempre muito legal revê-los e colocar a conversa em dia. Eu até estou meio receosa de ir em lugar com multidão com esses ataques terroristas, entretanto da mesma forma que ninguém deixa de sair de casa no Brasil por ter medo de assalto ou pior, não posso deixar de sair de casa aqui pra fazer as coisas que eu gosto. Cada país com seus problemas... Minha amiga da Noruega tava falando dos problemas que eles estão começando a ter por causa da imigração de pessoas de países menos privilegiados pra Noruega. Quem sabe num outro post descrevo o que ela me falou, pois esse é pra contar das minhas tradições de fim de ano.

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A terceira tradição é sair num fim de semana pra fazer compras de natal. Oxford street seria o lugar perfeito pra isso, se não fosse um inferno essa época do ano. Pretendo fazer as compras de natal no fim de semana que vem, local ainda a decidir, mas escolha é o que não falta! Já aproveito e compro presentes pra levar pra minha família no Brasil.
A quarta tradição é enfeitar a casa com decoração de natal, que devo fazer também no fim de semana que vem. Não temos decorações grandes coisa, mas qualquer enfeite pra mim tá valendo, e tem sempre o Plínio, o passarinho de natal que já mostrei num post antigo, que eu inclusive comprei no Winter Wonderland uns anos atrás. Nesses mercados de natal europeus dá vontade de comprar tudo!
A quinta tradição é então celebrar o natal e ano novo. Nos anos que não podemos estar com a família nós procuramos alguém que também esteja sem companhia pro natal pra passar junto. Este ano passaremos dia 24 com uma amiga brasileira que também mora aqui em Londres com o marido e o filho pra uma ceia de natal brasileiroa. No dia 25 nós viajaremos pra Polônia pra esquiar, onde ficaremos 4 dias numa cidadezinha perto da montanha, pra no dia 29 voarmos pra Berlin pra passar o ano novo. Devo reencontrar alguns dos meus amigos que conheci quando morei lá em 2013. Pra ser sincera eu me arrependi de ter marcado essa viagem, pois eu queria mesmo era ir pra um lugar quente e o Caribe me pareceu uma boa opção, mas estava meio caro quando comecei a ver passagens. Se eu pudesse voltar no tempo teria começado a me organizar mais cedo pro fim de ano e comprado as passagens antes que tivessem encarecido. Paciência.
Uma vez em 2016 a minha tradição anual de visitar o Brasil acontecerá em janeiro, depois que os turistas todos já tiverem saído de Floripa. Quero aproveitar a companhia da família e ficar no sol e na praia o máximo que eu conseguir. Mal posso esperar! E assim vai-se vivendo a vida, com seus rituais que servem também pra nos dar ânimo de seguir em frente quando as coisas estão ruins.
Vamos que vamos em 2016!

O vídeo contêm a patinação e os meus amigos palhaços fazendo festa no Winter Wonderland.

https://www.youtube.com/watch?v=KAbnL3dvt6w&feature=youtube_gdata

Thursday, 24 September 2015

Copa do mundo de Rugby

Este ano a copa do mundo de Rugby está acontecendo na Inglaterra. Eu fiquei conhecendo esse esporte quando morei na Nova Zelândia, pois lá Rugby é o esporte nacional, no qual eles são muito bons e os atuais campeões. Da mesma forma que no Brasil, quando se fala em Copa do Mundo todos imediatamente associam que estamos falando de futebol, lá na Nova Zelândia Copa do Mundo significa Rugby. Aqui na Inglaterra, como ambos os esportes têm tradição eles especificam de qual esporte estão falando quando mencionam Copa do Mundo.
Eu confesso que não entendo muito de Rugby, só entendo as regras básicas, como a bola tendo que ser passada pra trás, o scrum, sei quanto vale o Try (o gol) e o chute passando por dentro do gol, e sei que a maior parte dos jogadores são ridiculamente grandes e fortes. Nem todos precisam ser, normalmente os que chutam e passam a bola não são os maiores, mas mesmo assim não tem jogador franzino.
Apesar de eu não ser muito fã do esporte eu resolvi que gostaria de assistir um jogo da copa do mundo, e obviamente escolhi assistir um jogo da Nova Zelândia. Demorei a comprar o ingresso, então o jogo que assistimos não era dos mais interessantes pra fãs do esporte (não foi um jogão), pois a Namíbia, time que jogou contra a NZ, não é dos melhores times. Foi bom pra ver os All Blacks (apelido do time da NZ) marcarem bastante gols.
O jogo aconteceu no Estádio Olímpico, onde foi a abertura, encerramento e atletismo nas olimpíadas de 2012 aqui em Londres. Esse foi outro motivo pelo qual resolvemos assistir esse jogo em particular, pra conhecer o estádio.
Este estádio fica no leste de Londres, uma área que o governo está tentando revigorar, pois era muito pobre e com bastante criminalidade. Foi um dos motivos de construírem o parque olímpico lá, que também levou a construção de um shopping center muito grande do lado, tem boas estações de metrô e muitas construções modernas saindo praqueles lados.
Nosso plano era jantar no shopping de Stratford, que fica do lado do parque olímpico. O jogo começava às 8 e chegamos lá às 6. Estava absolutamente L-O-T-A-D-O. O metrô estava um inferno de cheio e o shopping pior ainda. Todos os restaurantes estavam lotados e acabamos comendo uma salada no Pret, uma loja que vende café, sanduíche e salada.
Fomos cedo pro estádio pra garantir que não perderíamos a famosa Haka, a coreografia e grito de guerra que os neozelandeses fazem sempre antes de jogarem Rugby. Eu acho meio injusto a NZ poder fazer isso e os demais times não, mas por ser antiga essa tradição continua, e acho que a maioria das pessoas não se importa de assistir por 30 segundos. Os Kiwis são sempre orgulhosíssimos da Haka.
Uma coisa que eu aprendi sobre os ingleses é que se a Inglaterra não está jogando eles sempre torcem pro time mais fraco (a não ser que seja França ou Argentina), e nesse caso não foi diferente: estava praticamente o estádio todo torcendo pra Namíbia. Haviam várias pessoas com bandeiras e roupas com a Silver Fern, o símbolo da NZ (incluindo eu e o André), mas ao nosso redor estava cheio de pessoas torcendo pra Namíbia.
A NZ não demorou nada a marcar, e em 10 minutos de jogo já estavam na frente. O primeiro tempo teve vários tries e gols da NZ e teve também a Mexican Wave, que é sempre muito divertida de participar e de ver. Engraçado que a NZ marcava e era como se o estádio ignorasse tal fato, mas o único try que a Namíbia marcou causou um alvoroço. Eu fiquei brincando os ingleses atrás de mim pois estavam torcendo pra Namíbia e ficavam tentando me irritar, aí eu falei que eu iria torcer pra Namíbia quando eles jogassem contra a Inglaterra hehehe
Cada tempo do jogo dura 40 minutos, com 10 de intervalo. Devo confessar que o segundo tempo foi chato, com poucos lances, tanto que muitas pessoas começaram a ir embora depois de uns 10 min do segundo tempo. Ficamos até faltar 10 minutos pra terminar a partida e o placar era 49 pra NZ 14 pra NAM. Como demoraríamos mais de 1h pra chegar em casa, já era 22h e tínhamos que trabalhar no dia seguinte, fomos logo pro metrô pra evitar a multidão de mais de 51 mil pessoas que estava no estádio. Os ingleses, como sempre, deram um show de organização com tudo muito bem sinalizado e pessoas dando informações sobre onde ir pra chegar no metrô, bastante presença policial também.
A estrutura cosntruída pras olimpíadas continua sendo aproveitada para diversas competições e eventos e regenerou aquela área de Londres. Realmente foi um investimento muito bem planejado e aproveitado pelos ingleses. Duvido que o mesmo vá acontecer no Brasil, infelizmente.
Foi um evento memorável pra mim, pois nos fez sentirmos próximos de um país pelo qual temos bastante carinho, a Nova Zelândia.

Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=AIaP4q7Avtc&feature=youtube_gdata

 

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Monday, 31 August 2015

Sarajevo, Bósnia – Dias II e III

A cidade de Sarajevo não é muito grande, sendo facilmente explorada em 1 dia. Fatos interessantes:

  • Tem cerca de 350 mil habitantes
  • Em 1984 sediou os jogos olímpicos de inverno
  • Em um raio de poucos quilômetros encontra-se mesquitas, ingrejas católicas, ortodoxas e sinagogas
  • É o segundo país mais pobre da Europa, com alto índice de corrpução entre as autoridades
  • As cidades em melhor condição são aquelas onde o turismo leva dinheiro
  • A parte nova de Sarajevo é uma das que mais está crescendo na Europa, com vários prédios novos sendo construídos
  • Sarajevo em vários shoppings bem modernos, coisa a qual até os habitantes fazem piada, pois a cidade nem é tão grande pra ter tanto shopping
  • A primeira guerra mundial começou com o assassinato do imperador da Austria, que ocorreu numa ponte no centro de Sarajevo

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Em cima: Mesquita de Gazi Husrev
Eu e André passeando por Sarajevo
Embaixo: Escola de Gazi Husrev
Marcas de bala numa casa
Praça com a igreja ortodoxa

Nos hospedamos num hotel bem no old town da cidade, chamado Hotel Old Town. O hotel não é grande coisa, mas a localização é fantástica, pois significa que é muito fácil ficar indo e voltando entre as caminhadas pela cidade.
A cidade é interessante, com suas mesquitas antigas, as ruazinhas de pedra cheia de lojinhas vendendo souvenirs, metais, tapetes persa, roupas, doces turcos (comemos bastante baklava) e tem também vários cafés e restaurantes.

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Mesquita do imperador
Prédio da biblioteca
Casa interessante em Sarajevo
Restaurante Dveri
Placa proibindo armas. Será que caso contrário as pessoas andariam armadas?

Visitamos a escola de ensinos islâmicos de Gazi Husrev Beg, que governou a Bósnia lá pelos 1500. Ele ficou famoso por ter construído várias estruturas pro desenvolvimento de Sarajevo, como a mesquita e a escola e as instruções que ele deixou para o funcionamento de ambos no futuro ainda são seguidas pelo que eu entendi.

Caminhamos também até um forte num morro atrás da cidade pra ver a vista e lá de cima em um mini canhão de onde eles atiram todos os dias durante o ramadã, indicando a hora de quebrar o jejum. A vista de lá de cima é bonita.

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Vista da cidade de Sarajevo
Loja vendendo tapetes persas

A comida é boa até, eu me enchi de burek, que é uma massa salgada com recheios a escolher: espinafre com queijo, carne ou batata. Eu acho tão gostoso que eu almocei aquilo todos os dias por ser algo pequeno e gostoso. Almoço e janta em restaurante sai caro (apesar de lá ser super barato pros padrões de Londres) e acabamos comendo demais, então eu comia só aquilo de almoço pra jantar algo com mais substância. Achamos um restaurante chamado Dveri que era bem gostoso com uma decoração bem legal.

Grande parte dos prédios destruídos foi renovado, entretanto ainda é possível ver marcas de bala e prédios destruído em várias partes da cidade, como em Mostar.

Entramos numa mesquita muito bonita chamada Mesquita do Imperador. Como eu resolvi entrar eu tive que seguir a regra, que dizia que eu deveria me cobrir, como aparece no vídeo. Agora eu nunca visitaria países como a Arábia Saudita onde mulher tem que se vestir sempre assim e é extremamente desrespeitada. Não quero ter nada a ver com culturas de desrespeito, quero longe de mim!

Terminamos o passeio visitando um memorial para crianças e jovens que morreram na guerra, onde tinha o nome e data de nascimento e morte de cada um. Enquanto eu estava no Brasil estudando aqueles jovens da mesma idade que eu morreram. Faz a gente apreciar a vida e a sorte de ter nascido e vivido num lugar sem guerras.

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Janta na última noite da viagem

Vídeo de Sarajevo

https://www.youtube.com/watch?v=GThQv2yyKIo&feature=youtube_gdata

Sunday, 30 August 2015

Sarajevo, Bósnia–Dia I

Neste post vou falar de tudo o que vimos sobre a guerra e no seguinte falo dos passeios pela cidade de Sarajevo, apesar de termos feito essas coisas de forma intercalada durante nossa estadia.

Sarajevo.... o que posso dizer dessa cidade? A cidade é relativamente pequena, cerca de 350 mil pessoas. É uma cidade que por muito tempo viveu em paz com crenças diferentes. Num raio de poucos kilômetros acha-se mesquitas, igrejas católicas, ortodoxas e sinagogas. Todo dia tem o call of prayer e também toca o sino da catedral. Realmente um exemplo de tolerância... bom... nem sempre... infelizmente tem uma história extremamente trágica de intolerância que até hoje mancha a cidade.
Alguns grupos cristãos e alguns grupos muçulmanos se odeiam. Tanto, mas tanto, que cometeram crimes horríveis uns contra os outros. A cidade de Sarajevo ficou 4 anos cercada pelos sérvios (a história da guerra é extremamente complicada, com vários grupos envolvidos, cada um querendo um pedaço do bolo. O melhor é pesquisar sobre esse assunto quem quer saber exatamente o que motivou a guerra e quais os grupos envolvidos). Os sérvios estavam usando território como desculpa pra guerra, mas na real isso era um fator pequeno: eles queriam exterminar os muçulmanos. Isto é um fato, independente do que muitos possam falar. Nós visitamos a galeria do massacre de Srebrenica, onde mais de 8000 homens foram executados pelas forças sérvias. Eram civis que foram separados das suas famílias que estavam tentando fugir da guerra. Essa cidade de Srebrenica estava sobre proteção das Nações Unidas (UN) na época, entretanto a UN subestimou de forma absurda a seriedade do que estava acontecendo, e o resultado foi o genocídeo dessas pessoas, que foram colocadas em ônibus e levadas pra certas vilas onde foram executadas. Isso lembra algo que aconteceu no passado? 2 guerra e o genocídio dos judeus!!! Incrível como a história se repete de tempos em tempos. Pra mim a única utilidade prática da história é aprender com os erros do passado e nem isso o ser humamo é capaz de fazer!! Essa exibição do que aconteceu em Srebrenica mostra bem a diferença entre o lado humano da guerra (as pessoas sendo torturadas e executadas, separadas de suas familias pra sempre) e o lado onde cada um é uma estatística, com fotos dos líderes de governo de diversos países embaixo de uma tenda falando no celular num dos lugares onde as execuções aconteceram simplesmente falando em números e se achando importantes demais. Um líder que só recebeu críticas e não ganhou reconhecimento nenhum foi o Bill Clinton. Foi os Estados Unidos quem conseguiram acabar com a guerra. Eu achei a posição deles louvável realmente. Primeiro eles não quiseram se envolver pois era uma guerra civil, então quem teria que resolver a situação seria o governo da Iugoslávia. Entretanto a situação foi se deteriorando a ponto de que eles resolveram intervir e conseguiram acabar com a guerra, porque a UN realmente não estava dando conta, sabe-se lá porque. Quando eu era intercambista nos Estados Unidos, na minha aula de inglês tinham 2 meninas e um menino de Sarajevo, todo refugiados da guerra. Fiquei até curiosa pra saber o que andam fazendo hoje em dia, mas perdi contato.
A exibição do genocídio de Srebrenica é a atração turística mais interessante na minha opinião, pois assim se aprende os fatos do que aconteceu lá, ao invés de ter a visão de quem só vê as coisas de longe e se acha em posição de ser o dono ou dona da verdade.

Visitamos também o Tunnel of Hope, ou o Túnel da Esperança, que foi construído pelo povo de Sarajevo como forma de conseguir que comida e mantimentos chegassem até a cidade. Os sérvios simplesmente cercaram a cidade inteira e estavam atirando pra matar todos os habitantes da cidade, e não deixavam ninguém entrar ou sair, pois queriam que todos morressem de fome. A nações unidas conseguiram negociar com os sérvios e tomaram o aeroporto, que foi o que permitiu que alguns habitantes conseguissem escapar de Sarajevo. O túnel inclusive passava por debaixo do aeroporto. Em troca, as nações unidas teriam que ficar neutros durante a guerra, entretanto eu achei essa neutralidade meio estranha, pois durante a noite, se eles vissem alguém tentando cruzar a área do aeroporto pra chegar até as montanhas, região controlada pelo exército Croata e portanto uma área segura, eles acendiam as luzes para os soldados sérvios verem e atirarem nas pessoas, o que não me parece imparcialidade.

Na internet tem um mapa interessante que mostra como a cidade estava cercada. Essa parte preta que eu circulei fica bem dentro da cidade de Sarajevo e ficou conhecida como Sniper Alley, ou a Rua dos atiradores de elite, em tradução livre.

Essa parte da cidade estava cheia de atiratores sérvios, que ficavam nos prédios atirando em qualquer pessoa que passasse pelas largas avenidas na frente deles. O problema é que as pessoas tinham que passar ali pra conseguir água, comida, ir trabalhar ou ir pra escola, pois é uma área que liga o centro da cidade aos subúrbios.

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Sniper Alley

Muitas pessoas foram mortas ali. As pessoas que ali passavam pra seguir a vida acabavam na real arriscando morrer. Elas passavam ou correndo com os tiros vindo em sua direção, ou esperavam um veículo das nações unidas com soldados pra cruzarem com eles, usando o carro como escudo. No filme que assistimos na exibição de Srebrenica mostra adolescentes correndo essa rua pra chegar na escola. Se não me engano é perto da entrada pra Grbavica.

Hoje em dia as coisas estão mais calmas do que naquela época, mas existe muito ódio e sentimento de vingança entre muitos deles. Espero que não venham a tona e iniciem nova guerra, mas pesquisando na internet acha-se muitos blogs de sérvios falando mal de muçulmanos e vice-versa.

Sabem o que é pior na minha opinião? Que os líderes maiores responsáveis pela matança não foram punidos. Um morreu ainda em julgamento e o outro está vivo mas não pode ter uma punição porque o tribunal de Hague não consegue chegar num consenso sobre o termo pra definir que aconteceu, isso porque a Sérvia pressionou a comparsa Rússia pra votar contra o termo Genocídio, apesar de claramente ter sido isso o que aconteceu. Como sempre política suja, troca de favores e corrupção mandam no mundo. O próximo post será de turismo e sem tragédia.