Thursday, 28 January 2016

Interior de SC - Brazil

Já fazia tempo que eu tinha vontade de fazer uma viagem pelo interior de Santa Catarina. Lembro de viagens que eu fiz pra lá quando criança e as paisagens eram bem bonitas, por isso queria revê-las, mas das vezes anteriores que eu vim ao Brasil não tive oportunidade de realizar tal viagem. Este ano a minha melhor amiga me convidou pra passar um fim de semana na casa de campo que ela comprou num condomínio perto de Bom Retiro, e eu não pensei duas vezes ao aceitar.
A viagem de Floripa até lá durou pouco mais de 2:30, pois fomos devagar e com cuidado, depois de muitos nos haverem dito que a estrada é perigosa. Inclusive vou copiar aqui o que eu escrevi no meu facebook sobre isso: Acabei de voltar do interior de SC pela BR 282. Muitos disseram que a estrada é perigosa e é preciso dirigir com cuidado. Sim, é preciso dirigir com cuidado, mas não pela estrada, que não é nem um pouco perigosa, mas sim por causa dos inúmeros IMBECIS que dirigem sem o mínimo de respeito pelas leis de trânsito ou com bom senso, colocando em risco a vida de todos que por lá trafegam. São motoristas irresponsáveis e inconsequentes que se acham espertos por fazer manobras arriscadíssimas e por que não dizer, criminosas! Aquilo não é uma pista de corrida e o trânsito não é uma competição, e se vicê dirige assim você é realmente um imbecil!!

Mas voltando à programação normal: A paisagem serrana é realmente belíssima, com verde até onde os olhos conseguem ver. O verde é escuro e abundante. O condomínio onde fica a casa da minha amiga chama-se Pouso da Serra e é uma área de preservação, onde as poucas casas construídas são todas ecologicamente corretas, com aquecimento solar, reaproveitam água da chuva, telhado verde etc etc. A casa da minha amiga é de madeira, simples mas muito legal e bem estilo rural (rústico), o que parece estar "na moda" no momento até nos apartamentos de Floripa. Eu pessoalmente acho esse estilo bem bonito e aconchegante, mas combina mais com casa. A casa tem uma varanda com rede e é cercada de verde, com um jardim e várias árvores de frutas e flores ao redor. É bem quieto e perfeito pra relaxar num fim de semana. Eu adoraria ter um canto daqueles!
Depois de um almoço de salmão orgânico e pão caseiro, com ravioli orgânico de pinhão e carneiro, tudo feito e fornecido por produtores locais, saímos pra caminhar pela área, que tem várias trilhas legais. Vimos uma cachoeira, caminhamos até um ponto alto com vista para a reserva, passamos por pasto onde as vacas pastam tranquilamente e chegamos até a propriedade do dono-gerente da reserva. 

Convite para relaxar: Rede na varanda da casa da minha amiga
Eu e a Fran fazendo trilha pela reserva
Eu brincando no balanço
A cachoeira que vimos na trilha

O dono não estava lá, mas paramos pra descansar numa área de refeições bem legal ao lado da casa dele, com decoração rústica e confortável. Lá fiquei conversando com uma menininha de 4 anos chamada Lívia, que estava me mostrando uns coelhinhos. Ela ficou minha amiga e queria me mostrar todos os lugares, inclusive a casa dela hehehe Os amiguinhos dela estavam na praia e ela estava sozinha com a mãe, que estava cuidado do bebê, então ela precisava de outra amiga pra brincar e eu fui a escolhida.
Fofinho: Não conseguia largar esse coelhinho!
Vista belíssima de paisagem típica do interior de SC com as araucárias


Depois de voltarmos pra casa da minha amiga nos arrumamos pra jantar no restaurante do hotel Curucaca, que fica nessa reserva. É um hotel fazenda bem legal, que tem piscina e tudo. A janta estava deliciosa, com salada orgânica, prato principal de peixe criado ali na propriedade, acompanhado de batata (se não me engano). De sobremesa teve cheesecake, que eu dei pro André pois não posso comer. As caipirinhas com a vodka que a minha amiga comprou especialmente pra mim, com limão orgânico fornecido pelo restaurante estavam deliciosas. Me dá água na boca só de pensar nelas!!
Depois da janta voltamos pra casa dela e nos sentamos nas cadeiras rústicas de madeira que ficam no jardim da casa dela, com uma fogueira no meio, com bastante conversa. Eu até tentei cortar a lenha pra fogueira, mas não deu muito certo. O marido da minha amiga que era o profissional nisso e eu não passei no teste.
Conversa ao redor da fogueira

No dia seguinte tomamos café da manhã no hotel (frutas frescas, bolo e pães caseiros de dar água na boca!) e fomos conhecer as redondezas de carro. Fomos até a cachoeira do Avencal, que fica no caminho entre Urubici e São Joaquim. A cachoeira é bem alta, mas a vista do parque do Avencal é meio ofuscada pelas plantas que não são cortadas. Parece que tem um parque chamado Eco do Avencal, de onde a vista é melhor e tem atividades pra crianças, mas estava fechado nessa época.  
O principal ponto turístico que visitamos foi o Morro da Igreja, um dos pontos mais altos do estado de SC e também dos mais frios. No inverno neve é comum lá e também registra as temperaturas mais baixas do Brasil. A visita ao Morro da Igreja é controlada e precisa-se pegar uma autorização, grátis, no escritório do Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici. A vista lá de cima é belíssima, com o atrativo da "Pedra furada". Batemos várias fotos e foi a parte que eu mais gostei de ter visto nesta viagem. Foi legal ter visto que muitas pessoas ainda usam cavalos como meio de transporte pelas estradas, e também ouvir o sotaque típico da serra.
Terminamos a viagem com um almoço no restaurante Vale dos Sonhos, na descida do Morro da Igreja. Este restaurante é um lugar especial. É necessário fazer reserva, pois os donos não atendem todos os dias. O restaurante é na sala da casa dos donos e só tem 3 mesas, e a comida é preparada pelo dono da casa. A esposa dele tem um ateliê onde ela faz arranjos florais muito bonitos com elementos que eles pegam na propriedade deles, que é cheia de árvores e flores.
A casa deles tem vista lindíssima do vale embaixo, e eu brinquei com minha amiga que deveria medir a quietude entre esse lugar e comparar com a da propriedade da minha amiga pra ver qual mais tranquilo. A comida servida foi vegetariana, orgânica e fantástica! Eu adorei a salada de folhas e tomate cereja com um molho leve bem gostoso, e risoto de arroz integral, parmesao e cogumelos silvestres. De sobremesa teve panna cotta com geléia de framboesa. Eu comi a geléia e o André se encarregou de comer a minha panna cotta, além da dele. O preço foi 50 reais por pessoa, o que eu achei bem razoável.
Nós tomamos um vinho tinto que havíamos comprado numa loja especializada em Urubici, pois o restaurante não serve bebida alcólica. Era vinho local e eu fiquei surpresa com a qualidade, era delicioso, mas caro. pagamos cerca de R$100 a garrafa.
Pra completar, tem um piano na sala onde servem a comida e eu aproveitei pra praticar :)

Atelier da dona do restaurante Vale dos Sonhos
Eu na sala do restaurante
Experimentando o piano
Vista belíssima de cima do Morro da Igreja

A viagem foi muito agradável, tanto por eu ter a companhia da minha amiga querida que eu vejo pouco, quanto pelas paisagens lindíssimas e também pela comida, que foi simples, mas extremamente saborosa na minha opinião.
Eu recomendo uma visita ao interior de Santa Catarina. A infra-estrutura melhorou drasticamente desde que saí do Brasil há mais de 10 anos atrás, com bastante opção de hotel fazenda, restaurante e parques para fazer esportes ecológicos. Sei que no inverno esta opção de lazer é muito procurada, mas quem quer fugir do calor do litoral, uma visita à serra será muito bem-vinda, pois lá é bem mais fresquinho e não passa-se tanto calor quanto em Floripa (não que isso seja o meu caso, que adoro calor). E por último, já que o real está tão desvalorizado ultimamente, por que não incentivar a economia mais local, que tem tanto a oferecer quanto qualquer cidade Européia? Inclusive este tipo de viagem é o sonho de todo europeu, de bastante contato com a natureza e alimentação saudável, e os catarinenses tem isso na porta de casa. Espero poder voltar praqueles lados num futuro próximo.

Friday, 1 January 2016

Berlin II

No segundo dia nós passeamos pela área de Warschauer Strasse. Eu queria mostrar pro André uma área do lado da estação, onde tem bastante grafite. Á noite são realizadas festas nas várias boates dali. O problema é que ao nos aproximarmos do portão principal de entrada daquela área haviam uns homens de aparência meio duvidosa. Eu fiquei meio receosa e o André também, então usamos uma outra entrada pra eu mostrar os murais pra ele. O lugar estava praticamente deserto, e é propício pra que pessoas de atividades, digamos, suspeitas se encontrem.
Frankfurter Tor
Warschauer Strasse

Mas não deu nada, ainda bem, batemos fotos dos murais e fomos depois pro palácio de Charlottenburg, bem no oeste de Berlin. Tem um parque legal lá, mas não chegamos a entrar no palácio pois o preço da visita era exorbitante, quase 20 euros.
Schloss Charlottenburg

Fomos então nos encontrar com a Sue novamente em Schöneberg pra comer um brunch. Tivemos que caminhar bastante até encontrar um lugar aberto (era dia 31 de dezembro), e que não estivesse cheio. Depois de muito caminhar achamos um café bem legal, que é decorado como se fosse uma sala de estar bem grande, com móveis antigos, livros e sofás. Comi uma salada bem gostosa e de sobremesa um Apfelstrudel muito bom. Ficamos mais de 2 horas conversando, gosto muito desta minha amiga e sinto falta de ter amiga como elas em Londres.
Depois do brunch retornamos ao hotel para descansar, e mais tarde nos pusemos a caminho da casa de outra amiga, a Josi, que estudou conosco na faculdade. Ela tem um bebê bem novinho e mora no centro com o marido alemão. Jantamos um prato de goulash com knödeln bem gostoso que ele preparou, e passamos o ano novo com eles. O apartamento deles tem uma vista muito bonita da cidade de Berlin, mas bem na hora da virada baixou a maior neblina e era difícil ver algo, mas deu pra perceber que a cidade inteira solta fogos de artifício. Foi bom ter passado a virada com alguém conhecido.

https://www.youtube.com/watch?v=IMIWm7EpgiU&feature=youtube_gdata

Retornamos a Londres no dia primeiro de 2016, felizes de ter visitado Berlin novamente e olhando o preço de casas por lá, que são muito mais em conta que Londres. Quem sabe fazemos de Berlin nossa casa um dia…
Começando 2016 em Berlin

Wednesday, 30 December 2015

Berlin I

O lounge do aeroporto de Krakow era pequeno mas muito bem abastecido, com salada e sanduiíches bem gostosos. Chegamos tarde em Berlin e fomos direto pro hotel. Nos hospedamos no Ibis do lado da estação principal. Por eu ter viajado bastante a trabalho ano passado eu acumulei pontos o suficiente pra termos um upgrade de quarto e foi bom termos um quarto maior com late check-out.
Foi muito bom estar em Berlin de novo. A estadia foi curta mas adorei ter revisto alguns dos amigos que eu fiz quando morei lá em 2013, principalmente a minha amiga Suzanne. No dia seguinte a nossa chegada de manhã visitamos o bairro de Prenzlauer Berg, onde morei por 4 meses em 2013. Foi legal ter visto a “minha” rua, o prédio onde eu morei e os lugares que eu ia ali perto. Bem na esquina tem uma academia bem legal agora! Infelizmente o café que eu gostava de ir, o Zuckerstück, estava fechado para férias, mas fui no shopping comprar algumas coisas na Rossman.
Nós almoçamos com a Dorotheia, a menina que me hospedou por uma semana quando eu chegue em Berlin aquela vez. Almoçamos num restaurante de comida típica de Berlin no bairro de Nikolaiviertel, bem perto do centro. Ela foi com o namorado dela, que não fala inglês, e o André por sua vez não fala alemão, então ficamos alternando entre os 2 idiomas para que todos entendessem a conversa. Foi bom pra praticar. A comida deixou muito a desejar devo dizer, e foi bem cara.
De tarde visitamos um mercado de natal que ainda estava em funcionamento, perto do Ku’Damm. Era bem grande e bonito, bem mais tradicional que Winter Wonderland. Agora entendi porque os alemães que conheci em Londres reclamam do Winter Wonderland, pois nem se compara com os verdadeiros mercados de natal da Europa continental… Estava MUITO frio, sensação térmica de –8, e eu tomei um chocolate quente pra me esquentar.
Chocolate quente no mercado de natal pra esquentar

Depois disso fomos pro hotel descansar e mais tarde fomos até Schöneberg, onde mora a minha amiga Suzanne e onde tem o bar Blues Garage, onde eu customava ir com ela nas quintas a noite pra ver jam session, que eu adorava. Foi muito legal, colocamos o papo em dia e jantamos comida tradicional alemã DELICIOSA, por menos da metade do preço do restaurante do almoço. O André gostou muito e entendeu porque eu gostava tanto daquele lugar.

Eu e a Sue no Blues Garage

Tentando não congelar no frio de -8

Tuesday, 29 December 2015

Slovakia

No segundo dia nós resolvemos aproveitar o fato de que estávamos de carro e também de que a Slovákia fica menos de 2 horas de viagem pra conhecer outro país, mesmo que por algumas horas. Saímos de manhã e fomos contornando as montanhas Tatras, passando por várias vilas no caminho que vivem do turismo de inverno. Pela falta de neve algumas das pistas dentre as dezenas que vimos pelo caminho haviam feito neve artificial  e numa faixa pequena da montanha, bem embaixo, era possível esquiar. Haviam algumas pessoas esquiando nesse lugares, mas achamos que não valia a pena pra nós. Passamos pela vila da Zdiar, bem pequena e vazia pela falta de turistas, e fomos em direção a cidade de Poprad. Ficamos cerca de meia hora nessa cidadezinha, que sinceramente não tem nada demais e não demoramos a continuar viagem. Nesta hora havia bastante sol, diferente de Zakopane que estava nublado. Seguindo viagem pela paisagem ensolarada, do nada vimos uma nuvem gigante na nossa frente, bem na direção onde estávamos indo. Achamos que passaríamos a nuvem e logo sairíamos do outro lado, mas não foi o que aconteceu. Estávamos na verdade indo em direção a um vale que a nuvem estava cobrindo.
Lá embaixo estava tudo encoberto e visitamos a cidade de Spisska Nova Vez, Também não era grandes coisa, mas mais interessante que a cidade de Poprad. Caminhamos pelo centro por uns minutos e queríamos almoçar por lá, entretanto infelizmente não encontramos nenhum lugar que nos agradasse e que não tivessem cheiro insuportável de cigarro. Acabamos só comendo um strudel com chá num café ali no centro e resolvemos voltar logo pra Zakopane. Nossa opinião é que a Eslováquia é interessante pra quem quer fazer passeios ao ar livre e curtir o lado natureza, pois mesmo a capital (pelo que vi em fotos) não se compara com as demais cidades européias.
Uma vez lá fizemos uma massagem relaxante por um preço bem mais em conta que em Londres.


Cidade de Spisska Nova Vez, na Eslováquia

Monday, 28 December 2015

Zakopane

No nosso primeiro dia inteiro em Zakopane nós fomos no centro de informações ver que tipo de coisa poderíamos fazer que não envolvesse neve, na falta da mesma. Acabamos visitando a montanha Kasprowy Wierch, uma das principais da cadeia das Tatras. Dirigimos até um estacionamento cerca de 10min do centro e de lá precisa-se caminhar por cerca de 20 minutos até a base da montanha ou pegar uma mini van. Da base da montanha pega-se um bondinho que sobe até o topo da montanha, que está a mais de 2 mil metros de altura. Lá em cima havia um pouco de neve, o que deixou a paisagem bonita, ainda mais com o sol brilhando.
Montanha Kasprowy Wierch

Na real havia mais gelo do que neve, e ficamos surpresos de certas áreas da montanha estarem abertas para acesso de quem não tinha o equipamento necessário pra caminhar no gelo, incluindo nós. Começamos a caminhar pela montanha e certas áreas bem do lado de uma descida super íngreme e sem rede de proteçao, eram gelo puro e era impossível caminhar sem escorregar. O certo era ter aquele acessório com pontas embaixo pra colocar no sapato pra caminhar no gelo, mas só percebemos isso depois de termos começado a caminhar. O jeito foi ir bem devagar e tentar colocar o pé em lugares “seguros” pra não despencar lá de cima e voltar até onde o bondinho nos havia deixado. A vista lá era bem bonita e foi um passeio legal.

Depois disso nós fomos fazer uma caminhada num ouro lado da montanha, que nos levou até uma cachoeira.
Trilha pelas montanhas Tatras

Pra ser sincera o caminho até lá, a trilha em si, foi mais interessante do que o final, pois não havia muito volume de água por ser inverno.

                                                     Trilha pelas montanhas Tatras

Diz que o melhor é ir a primavera, quando o degelo eleva o volume de água bastante. Logo começou a escurecer (inverno é uma droga por isso) e voltamos pro hotel pra descansar. Jantamos no restaurante do hotel, que era bem gostoso. Eu comi um pierogi russo, que é tipo um ravioli de batata com bacon e cebola, bem gostoso. Comi também o queijo Oscypek, típico daqui e muito gostoso, além de uns copos de vinho da casa.

No restaurante do Hotel Sabala, esperando a janta

Friday, 25 December 2015

Festas de fim de ano

O natal este ano passamos aqui em Londres mesmo, com um casal de amigos que moram no sudeste de Londres. A menina é brasileira e o marido é argentino e é cozinheiro. Juntando ele com o André deu uma ceia brasileira/argentina deliciosa. Comemos um monte todos nós! Foi muito legal ter passado o natal com eles no dia 24 de noite.
Dia 25 nós viajamos pra Polônia. Nosso plano era esquiar nesta cidade famosa na Polônia por ser perto das Tatras Mountains, onde no inverno pode-se esquiar e no verão existem várias trilhas pelas montanhas, sempre com muitos turistas de várias partes do mundo. O que nós não esperávamos quando marcamos a viagem em setembro é que o começo do inverno não seria frio o suficiente para dar neve e o resultado é que não conseguimos esquiar. Foi minha segunda tentativa frustrada de esquiar aqui na Europa, pois lá por 2010 nós fomos até Insbruck na Áustria pra esquiar, mas eu estava tão doente que não pude quase sair do hotel. No fim de semana anterior a viagem nós vimos a previsão do tempo e decidimos então alugar um carro, que acabou sendo a melhor coisa que fizemos dadas as circunstâncias, pois ficamos livres pra ir e vir quando quiséssemos. Chegamos em Krakow dia 25 de noite, depois de escala em Berlin e atraso no vôo. Ao chegarmos no hotel às 9 da noite, o restaurante estava fechado e nós com fome. Eles no hotel foram legais e fizeram um sanduíche bem gostoso, que eu comi de janta, antes de sairmos pra dar uma volta pelo centro de Krakow. Eu imaginava que seria igual a Londres, onde no dia de natal quase nada é aberto. Fiquei surpresa em ver que o centro da cidade, onde tem a praça principal, estava com vários restaurantes abertos e tinha ainda um mercado de natal com várias barraquinhas vendendo comida. O André acabou pedindo Bigos, que é uma carne assada com batatas, que eu provei e estava deliciosa.

Praça central de Krakow no dia de natal

Caminhamos rapidamente pela praça principal e não demoramos a voltar pro hotel pra descansar depois de ter passado o dia viajando.
No dia seguinte fomos tomar café da manhã no Costa, que abriu em Krakow em algum momento depois da minha visita lá, pois da outra vez que estive na cidade não lembro de ter visto nenhum. Estava um dia de sol bonito e eram mais de 11 da manhã quando nos pusemos ao caminho e Zakopane.
A viagem durou cerca de 2 horas e por sorte não ficamos presos no trânsito legendário pra chegar ate Zakopane, que lemos em algum lugar ser principalmente ruim no verão. Uma vez instalados no hotel, localizado bem no centro de Zakopane, demos uma volta pelo centrinho onde tem a rua de pedestres que estava cheia de pessoas, lojas, restaurantes e cachorrinhos de roupinha passeando com seus donos, as coisinhas mais queridas!
Tomei uma sopa de verdade num restaurante lá, bem diferente das sopas horríveis feitas com creme de leite aqui na Inglaterra, e os preços lá são bem acessíveis quando se compara com Londres.

As casas em Zakopane são todas como se fossem casas de bonecas, com telhados pontudos e bem inclinados pra evitar o acúmulo de neve, e são em sua grande maioria de madeira com algumas partes trabalhadas na própria madeira, o que deixa a cidade bem charmosa. Com neve deve ser muito mais bonita ainda!
Vista do nosso hotel em Zakopane

Saturday, 28 November 2015

Tradições de fim de ano

Este post é sobre as minhas tradições de fim de ano, coisas que eu gosto de fazer nessa época do ano e faço sempre.
O primeiro deles aconteceu semana passada, no rinque de patinação do museu de história natural aqui de Londres. Eu vou patinar ali todos os anos porque ganho desconto de 50% no ingresso por ter sido cliente no ano anterior. O rinque de Sommerset house é mais legal, mas o ingresso é duas vezes mais caro, então eu deixo pra ir lá quando vou com alguém que sabe patinar também, senão não vale a pena.
Este ano quem foi comigo foi a Pia, minha amiga da Noruega, que estava me visitando aqui em Londres.
Eu tirei a tarde de folga do trabalho e fomos passear pelo leste de Londres. Fomos até Liverpool street ver o Old Spitalfields market, e então caminhamos até Bricklane pra comer daquele bagel delicioso de salted beef, que eu estava querendo há tempo. Agora matei minha vontade e não preciso voltar tão cedo lá. Caminhamos pelas lojinhas charmosas do leste de Londres, que ainda têm personalidade e estilo, pois aquela área da cidade ainda não foi tomada pelas grandes cadeias de lojas, apesar de já estar acontecendo aos poucos.

Sanduiche

Bagel de Salted beef

De lá fomos até South kensington, onde fica o rink de patinação. Como já está friozinho e escurecendo às 4:30 da tarde, luzes de natal já estão por toda a cidade, clima perfeito pra patinar no gelo. Foi divertido, apesar de estar cheio demais por ser sexta-feira.
Uma coisa que eu não entendo é casal patinar de mãos dadas. Pode parecer romântico, mas a meu ver só duplas em competição de patinação deveriam fazer isso, pois senão é desastre na certa. Vários casais caíram durante seu passeio romãntico pelo gelo, e sei que vão me achar malvadinha por dizer isso, eu achei engraçado. Ano passado eu havia dito pra mim mesma que iria fazer aula de patinação no gelo (tem um lugar em Queensway que é aberto o ano todo), mas o ano passou e eu não fiz :( Falta tempo e também tenho outras prioridades pro dinheiro. Não dá pra ter tudo na vida.

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Patinando no gelo com a Pia

Outra tradição eu farei hoje, que é visitar o Winter Wonderland, o mercado de natal que tem em Hyde Park todos os anos. Vou encontrar o pessoal que trabalhava na Harvey Nichols comigo há uns anos atrás. Todos já saíram da empresa, mas nos vemos pelo menos uma vez ao ano e é sempre muito legal revê-los e colocar a conversa em dia. Eu até estou meio receosa de ir em lugar com multidão com esses ataques terroristas, entretanto da mesma forma que ninguém deixa de sair de casa no Brasil por ter medo de assalto ou pior, não posso deixar de sair de casa aqui pra fazer as coisas que eu gosto. Cada país com seus problemas... Minha amiga da Noruega tava falando dos problemas que eles estão começando a ter por causa da imigração de pessoas de países menos privilegiados pra Noruega. Quem sabe num outro post descrevo o que ela me falou, pois esse é pra contar das minhas tradições de fim de ano.

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A terceira tradição é sair num fim de semana pra fazer compras de natal. Oxford street seria o lugar perfeito pra isso, se não fosse um inferno essa época do ano. Pretendo fazer as compras de natal no fim de semana que vem, local ainda a decidir, mas escolha é o que não falta! Já aproveito e compro presentes pra levar pra minha família no Brasil.
A quarta tradição é enfeitar a casa com decoração de natal, que devo fazer também no fim de semana que vem. Não temos decorações grandes coisa, mas qualquer enfeite pra mim tá valendo, e tem sempre o Plínio, o passarinho de natal que já mostrei num post antigo, que eu inclusive comprei no Winter Wonderland uns anos atrás. Nesses mercados de natal europeus dá vontade de comprar tudo!
A quinta tradição é então celebrar o natal e ano novo. Nos anos que não podemos estar com a família nós procuramos alguém que também esteja sem companhia pro natal pra passar junto. Este ano passaremos dia 24 com uma amiga brasileira que também mora aqui em Londres com o marido e o filho pra uma ceia de natal brasileiroa. No dia 25 nós viajaremos pra Polônia pra esquiar, onde ficaremos 4 dias numa cidadezinha perto da montanha, pra no dia 29 voarmos pra Berlin pra passar o ano novo. Devo reencontrar alguns dos meus amigos que conheci quando morei lá em 2013. Pra ser sincera eu me arrependi de ter marcado essa viagem, pois eu queria mesmo era ir pra um lugar quente e o Caribe me pareceu uma boa opção, mas estava meio caro quando comecei a ver passagens. Se eu pudesse voltar no tempo teria começado a me organizar mais cedo pro fim de ano e comprado as passagens antes que tivessem encarecido. Paciência.
Uma vez em 2016 a minha tradição anual de visitar o Brasil acontecerá em janeiro, depois que os turistas todos já tiverem saído de Floripa. Quero aproveitar a companhia da família e ficar no sol e na praia o máximo que eu conseguir. Mal posso esperar! E assim vai-se vivendo a vida, com seus rituais que servem também pra nos dar ânimo de seguir em frente quando as coisas estão ruins.
Vamos que vamos em 2016!

O vídeo contêm a patinação e os meus amigos palhaços fazendo festa no Winter Wonderland.

https://www.youtube.com/watch?v=KAbnL3dvt6w&feature=youtube_gdata