Saturday, 27 August 2016

Sicília - Taormina

Eu havia planejado visitar o parque arqueológico de Siracusa, que é uma das atrações da cidade e ficava exatamente na frente do nosso hotel. Inclusive o maior anfiteatro da Sicília fica lá. Soh que resolvemos não fazer isso e ir direto pra Taormina, pois lá tb tem um anfiteatro. Não queriamos dar uma de Jinny (uma amiga minha que quando viaja precisa ver absolutamente TUDO o que tem na lista de coisas pra fazer, ela não descansa em nenhuma viagem).
A viagem até Taormina foi curta, pouco mais de uma hora, e infelizmente não deu pra fazer check-in no hotel quando chegamos, mas acho que foi melhor assim, pois resolvemos ir logo pra Taormina, que fica em cima de um morro e tem vistas espetaculares pro mar. Deixamos o carro num estacionamento grande que tem perto da Porta Catania e fomos seguindo devagar pela rua principal da cidade até o outro lado, onde tem a Porta Messina. As duas portas são a entrada pra parte antiga da cidade.
Almocei uma salada e um arancini num restaurante na piazza do Duomo (o arancini não era tão bom quanto o de Noto, e custou 4 vezes mais! Em Noto custou 2 euros e lá 8! Taormina é uma cidade super turística e por isso os preços são exorbitantes comparados com o resto da Sicília, mas nada demais comparado a Londres). De lá cruzamos a cidade até chegar no Teatro Grego (o tal anfiteatro famoso). Preciso dizer que fiquei meio decepcionada, pois não é muito grande, não é muito impressionante, e apesar da vista de lá ser muito bonita, estava cheio de tendas e equipamentos pra um show, o que não deu aquela ideia de ser antigo e preservado daquela forma. De repente deveria ter dado uma de Jinny e visto o de Siracusa...
Depois visitamos o jardim público da cidade, um espaço bem legal pra descansar e pegar uma sombra. O jardim tem bastante árvores, plantas e umas construções meio diferentes. Foi feito por uma inglesa que se mudou pra Taormina e por lá ficou. Dizem que ela foi expulsa daqui da Inglaterra porque teve um caso com o futuro rei. Ela era uma mulher muito rica, dona de muitas terras na Sicília. Como ela não precisava ralar de um dia pro outro como o resto dos mortais, ficava gastando dinheiro desenhando jardim e casinhas estranhas no jardim pros pássaros dela, tomando chá das 5, essas coisas que rico de verdade faz.
Descansamos num banco na sombra de uma árvore pos uns 10 minutos e resolvemos subir o morro que vai dar no Castelo Saraceno, atrás da cidade. Foram 20 minutos de subida em degraus que não eram difíceis se comparados com a subida do morro que fizemos em Kotor (Montenegro) no ano passado. Lá em cima paramos na igrejinha Madonna della Rocca, que eu achei espetacular. Ela não tem nada demais por fora, é uma capela, mas a achei muito charmosa por dentro, com teto de pedra e pinturas na parede, uma estátua de Maria com menino Jesus no colo. Achei uma igrejinha feminina, acho que por isso que gostei tando. Além disso, estava sendo enfeitada pra um casamento, então tinha bastante flores. Inclusive fiz uma brincadeira sobre essa igreja no video hehehe
A vista de lá de cima era linda, e com o sol batendo no mar não dava vontade de sair dali. Estava mais um dia bastante quente e no caminho foi bom que tinha árvores pra não deixar que ficasse muito calor na subida ou descida. De janta passamos numa salumeria e compramos um sanduíche feito na hora com queijo e affettatti  a nossa escolha (aquelas carnes frias: salame, presunto, essas coisas), que levamos pro hotel.
O nosso quarto tinha uma sacadinha pro mar, com uma mesa e duas cadeiras (tipo a que eu queria ter comprado na costa amalfitana, se eu tivesse casa e sacada/jardim pra colocar). Jantamos o sanduiche delicioso com um pouco de vinho, admirando a vista. Foi uma excelente maneira de terminar o dia.

Cidade de Taormina vista da subida do Monte Tauro
André na subida do monte
Igrejinha de Santa Madonna Della Rocca
Vinho na sacada do quarto, pra teriminar o dia

Friday, 26 August 2016

Sicília - Praia, Noto e Ragusa Ibla

No dia seguinte acordamos cedo pra ir à praia. Eu havia pesquisado algumas praias por ali e vi que a praia de Fontane Bianche era bem bonita e de fácil acesso, então resolvemos ir nessa. Estacionamos o carro num estacionamento pago, o primeiro da praia, que custou 8 euros. Paguei com uma nota de 20 euros e de troco recebi 3 euros. Eu havia lido sobre essa "técnica" que alguns sicilianos usam pra tentar enganar as pessoas, pois tem gente que vai embora sem pegar o resto do dinheiro devido. É claro que reclamei e o cara se fez todo arrependido, pedindo desculpa e fingindo que foi sem querer. Sei...
Entramos numa das praias particulares ali chamada Sayonara. Como na maior parte das praias do Mediterrâneo, infelizmente a maior parte dessa praia era particular e precisa-se pagarpra usar. O preço inclui cadeira e guarda-sol, tem banheiro, chuveiro, restaurante e tudo o mais, entretando não é tão legal quando pode ficar na praia livre.
Eu resolvi caminhar pela praia (essa praia era de areia) e fui até o lado oposto de onde estávamos, que descobri ser a parte "livre" da praia, onde qualquer um pode ir sem precisar pagar. Lá estava bem mais agrádavel. Não havia mais espaço na areia, pois o espaco era bem pequeno e estava todo ocupado, entretando haviam bem menos pessoas, o mar estava mais limpo e havia menos vendo e menos ondas. Realmente escolhemos o lado errado da praia pra ficar... Eu entrei na água lá e fiquei um tempão nadando na água cristalina, que estava ótima.
Depois voltei pra onde estávamos instalados e fiquei lendo um livro, só que ter muitas pessoas ao redor é um saco, pois sempre tem gente que vai incomodar. Tinha um cara fumando do meu lado, e atrás da gente tinha 2 familias com criancas pequenas, que ficavam brigando por causa dos brinquedos que uma queria brincar e a outra não queria deixar, aí uma delas nao parava de chorar. Criança chorando é um saco, detesto! Foi bom conhecer a praia, mas pra descansar definitivamente não é o melhor lugar.
A uma da tarde, tomei uma chuveirada rápida e de lá fomos ateh a cidade de Noto. A atraçao consiste em uma rua principal, onde existem prédios históricos e até de certa forma imponentes. Subimos até a torre de um campanile e de lá a vista praquela rua principal era bem bonita. Meu almoço (às 5 da tarde), foi um arancini, que é igual a uma coxinha por fora, mas por dentro tem arroz e algum recheio: carne, queijo, espinafre são alguns sabores.


Praia de Fontane Bianche
Cidadezinha de Noto
No Campanile de Noto
Eu com a linda cidade de Ragusa Ibla ao fundo

Não ficamos muito tempo nessa cidade, logo fomos até a vila de Ragusa Ibla, que foi a minha preferida na viagem inteira. É uma daquelas cidadezinhas super antigas com ruelas estreitas e casas bem charmosas, onde cada canto tem uma surpresa. Subimos até um lugar mais elevado, de onde se tem vista pra cidade toda de Ragusa Ibla e ficamos batendo fotos e admirando a paisagem.
Depois caminhamos pela cidadezinha inteira, passando por igrejinhas, capelas e piazzas, e fomos até o outro lado de Ragusa Ibla, onde tem um jardim. A essa hora comecou a escurecer e jantamos num restaurante delicioso chamado Trattoria da Nino, onde tivemos atendimento personalisado. O couvert teve um pão italiano quentinho, que comemos com azeite, orégano organico e sal. Eu nao sou fã de oregano e tive que me obrigar a parar de comer senão não ia sobrar lugar pro prato principal.
Eu pedi uma massa com frutos do mar novamente, que estava deliciosa. Só um pouco salgada pro meu gosto, mas pra maioria das pessoas ia estar perfeita assim, pois eu estou acostumada a comer com bem pouco sal.
Acabamos a janta já era noite, e na caminhada até o carro parecia que estávamos num filme, caminhando pelas ruazinhas desertas, tudo silencioso e misterioso.

Vídeo dos primeiros dias: https://www.youtube.com/watch?v=i_MJZLSQ7rk

Comida deliciosa no Retauranta da Nino, em Ragusa Ibla

Thursday, 25 August 2016

Sicília - Chegada em Siracusa

Depois do que pareceu uma eternidade, finalmente tiramos uns dias de férias pra uma viagem.
Este verão foi meio tumultuado: bastante visitas do Brasil em Londres (é bom ter isita, mas atenção dispendida é tempo), o André viajando bastante (sobrou todas as coisas da casa pra eu fazer sozinha: roupa, limpeza, comida), eventos sociais (casamento, aniversário, festa da empresa), o trabalho estava extremamente demanding (com prazos muito apertados), e além disso eu não abro mão de fazer academia. O resultado foi que eu estava exausta logo antes das férias começarem. Tive inclusive que cancelar alguns eventos, senão nao conseguiria dar conta de tudo.
Saímos de Londres num vôo super cedo, antes das 7 da manhã, com fizemos escala de Munique. No aeroporto de Munique nós comemos Leberkäse e aquela maionese de batata com pepino que eu adoro. De sobremesa um delicioso Apfelstrudel.
De lá voamos até Catania, cidade na costa leste da Sicília. Eu havia pedido dicas de lugares pra visitar pra um cara que eu conheço do trabalho; ele é da Sicilia. Eu não queria só visitar lugares super turísticos. Resolvi seguir algumas dicas dele e fiz um roteiro que nem passou por Palermo, que é o que a maioria das pessoas que visita a Sicília por pouto tempo faz. Cidade grande eu vejo em Londres, queria era algo mais calminho.
Chegando em Catania nós alugamos um carro e dirigimos ateh a cidade de Siracusa, no sudeste de Sicília.
***
Antes de continuar o relato da viagem eu preciso agora fazer uma pausa pra falar que assim que se coloca o pé na Itália percebe-se que é muito similar ao Brasil, em tudo: o povo é mais alegre, a comida é boa, o sol brilha, mas existe ineficiência e descaso em tudo! As placas no aeroporto indicando aluguel de carro te levam ao lugar errado, te mandam pra fora do terminal enquanto que os balcões de aluguel de carro são dentro. Além disso, ficamos 40 minutos na fila pra alugar o carro esperando chamarem a nossa senha, até que me enchi o saco e fui lá tirar satisfação, pois em 30 minutos haviam chamado 1 só numero, apesar de haverem 3 pessoas atendendo. Sabem qual foi a resposta que me deram? "Não estamos atendendo por numero, é so ficar aqui esperando e te atenderemos". Descaso total, falta de respeito, falta de vontade de melhorar! Às vezes é bom ser mais esquentadinha, porque se for depender da calma do André estaríamos até agora lá esperando pra alugar o carro. (Calma tem suas vantagens, mas nao nesse caso).
***
Agora voltando à viagem. Em Siracusa largamos nossas coisas no hotel e fomos até a parte antiga da cidade de Siracusa, que se chama Ortigia. É uma ilha conectada a cidade de Siracusa por uma ponte pequena. Eu estava com fome e havia pesquisado uma sanduicheria que segundo os reviews no tripadvisor tem sanduíche fresco delicioso, mas que infelizmente estava fechando assim que chegamos.
Caminhamos até o Duomo, que fica numa piazza cheia de cafés e restaurantes, e depois de uma rápida visita e fotos continuamos a caminhar, desta vez chegando até a parte sul da ilha, com vista pro mar. Lá sentamos num restaurante, e apesar de ainda serem 5:30 da tarde jantamos. Eu comi uma massa com frutos do mar e o André comeu peixe-espada. É muito bom comer peixe e frutos do mar frescos, pois assim sente-se bem o gosto. Como já relatei em outros posts, aqui em Londres não se encontra nada fresco no super mercado (ou mesmo na maioria dos mercados) e por isso peixe não tem gosto de nada.
Demos a volta na ilha de Ortigia (inclusive passamos por uma rua chamada Via Graziella hehehe) e logo voltamos pro hotel. A cidade não foi dos lugares que mais me impessionou, devo dizer. Se estiverem planejando visitar a Sicilia com pouco tempo eu nao recomendo passar ali.

Almoço típico da Bavária no aeroporto de Munique
André na Piazza del Duomo
Eu na frente do Duomo
André saboreando um vinho na janta
Cidade de Ortigia, em Siracusa


Monday, 30 May 2016

Fim das férias

Nosso último dia em Portimão consistiu em deitar na praia. Eu fiquei alternando entre estudar, olhar o céu, olhar o mar, pensar na vida, colocar o casaco e tirar o casaco. De vez em quando batia um vento frio e não tinha como ficar só de biquíni. Também, só europeu pra ir pra praia com menos de 26 graus. Posso dizer que estamos nos adaptando a cultura local, por bem ou por mal.
Eu almocei de novo pão fresco com sardinha enlatada deliciosa, vai saber quando vou comer de novo... Tá certo que estou levando 3 latas pra Londres, então por uns meses vou poder ter o mesmo gostinho.
Pra drinks de despedida fomos num beach bar no fim da praia de Portimão chamado NosoloAgua. Tem comida boa e o ambiente é muito legal, mas pra cocktails é um desperdício de dinheiro, pois não doces demais. Não recomendo pra quem quiser tomar algo.
Jantamos num restaurante também mediano e ficamos olhando as estrelas (ou planetas) no céu sem nuvens. O André sabe muito sobre astronomia e enquanto que pra mim tudo é estrela ele sabe o que é planeta e onde fica cada um. Eu nunca consigo aprender, acho que porque não me interesso muito, logo esqueço o que ele me explica.
Amanhã voltamos pra terra onde o sol não aparece, mas estocamos bastante vitamina D, o que deve durar até fim de agosto, quando vamos pra Sicília.
O vídeo da viagem está a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=PgPOBILOb1M&feature=youtube_gdata

Sunday, 29 May 2016

O fim da Europa - visitando o extremo sudoeste de Portugal

Eu havia visto na internet que a praia mais bonita de todas por esta área chama-se Praia Dona Ana, portanto claro que a incluí no nosso roteiro de lugares pra visitar. Hoje depois do pequeno almoço (que é como se diz café da manhã aqui em Portugal) nos pusemos a caminho desta praia, cerca de 40 minutos de Portimão. O estacionamento fica exatamente na frente escada que dá pra praia. O tempo estava um pouco nublado, e acho que foi a falta de sol junto com o fato de ser uma praia de fácil acesso que não me impressionou. Sim, a praia tem daquelas formações bonitas, mas eu pessoalmente não achei a praia mais bonita, mas nem de longe, se comparada com a Praia da Marinha e a Praia do Camilo, que foi a próxima que visitamos. Até ficamos um pouco por ali vendo a vista e esperando o sol passar pelas nuvens pra dar à água uma cor azul esverdeado, que ajudou a praia a subir no meu conceito de beleza, mas mesmo assim não entrou na lista de campeãs.
Fomos então até a praia do Camilo, cerca de 2 minutos de carro. Esta praia já nos causou uma impressão melhor por ser menos afetada pelos humanos e seu comércio. Estacionamos na beira da estrada e a escada que dá pra praia fica no meio de um morro. Descemos até a praia, que é curta tanto de extensão quanto de profundidade, mas tem umas formações de rocha bem bonitas. Tinha um número considerável de pessoas na praia, e depois de caminhar por ali um pouco e bater umas fotos subimos novamente pelas escadas e íamos voltar pro carro, quando resolvemos ver um ponto de vista na frente do estacionamento. Dali vimos que havia uma trilha que passava pelo meio do mato num dos morros, indo em zig-zag até uma ponta de uma daquelas formações rochosas. Não deu outra, seguimos pela trilha. Foi a melhor coisa que fizemos, pois pra ter vista bonita tem que se meter nesses cantos mesmo. A vista de cima de uma daquelas formações rochosas era linda! Eu achei a praia do Camilo bem mais bonita que a praia Dona Ana, mas é minha opinião pessoal.

Em cima, direita: Praia Dona Ana
Em cima, esq: Praia do Camilo
Abaixo esq: Ponta da Piedade
Abaixo esq: Passeio de barco


Voltamos pro carro e nos dirigimos até a Ponta da Piedade, que é também super perto, dá pra ir caminhando de uma pra praia pra outra pela estrada. Desta vez nem pensamos duas vezes e já fomos procurando trilhas pras pedras mais altas. Novamente a melhor vista é de cima da pedra mais alta e de mais difícil acesso. Eu até fiquei com um pouco de medo de cair do penhasco, ainda bem que não estava ventando muito. Tem umas gartantas muito exóticas que dá pra ver bem ali de cima. Depois de várias fotos e de fazer filme (no filme dá pra ver que eu tava com medo de estar ali em cima) descemos até a perto do mar pra fazer um passeio de barco pelas grutas.
O passeio furou meia-hora, custou 15 euros e eu achei que valeu a pena. Passa por umas grutas e vai até a praia do Camilo, enqunto o barqueiro vai contando histórias dos lugares por onde passamos. Ele inclusive sugeriu que visitássemos Sagres, o extremo sudoeste de Portugal, cerca de 30min de carro dali. Já que havíamos visto tudo o que havíamos planejado ver, e como provavelmente não voltaremos pra esses lados, resolvemos ir até lá. Paramos pra almoçar num restaurante perto do Forte de Sagres chamado A Sagres, e a comida caseira era deliciosa! Pedimos salada de sardinha e um peixe grelhado. Comemos tudo!
Resolvemos não entrar no forte, mas ir direto ao Cabo de São Vicente, onde tem o farol. É uma parte bem turística, pois é de fácil acesso de carro Por isso tem vários ônibus de turistas com pessoas de mais idade e famílias com crianças pequenas. Vimos a paisagem perto do farol, formada de penhascoas mas sem as formações rochosas. É bonita, mas na minha opinião não tão impressionante quanto a das praias, mas acho que vale a pena uma visita.

Farol no Cabo de São Vicente
Paisagem no Cabo de São Vicente
André caminhando pela Praia da Rocha
Eu feliz de estar na praia

Saimos de lá era perto de 4 da tarde e voltamos a Portimão, onde resolvemos caminhar na praia pra aproveitar o resto do sol hoje. Agora estamos no hotel tomando vinho português e comendo pão com sardinha, acho que a melhor que já comi. Inclusive já compramos patê de sardinha pra levar de volta pra Londres, mas vou voltar no super mercado e comprar dessa sardinha, que mesmo enlatada é melhor que qualquer outra que eu já tenha comido.

Saturday, 28 May 2016

Os Sete Vales Suspensos - Portugal

O dia amanheceu nublado e sem graça, com um pouco de chuva, exatamente como havíamos visto na previsão do tempo ontem. Desci pro café da manhã pra encontrar o André e ao planejar nosso dia resolvemos visitar algumas cidades pela redondeza, pois praia não seria uma opção.
A sala de café da manhã fica no subsolo, e ao subirmos as escadas que davam pro andar térreo, pra nossa surpresa, vimos que o céu estava azul, sem nenhuma nuvem! Como?! Não preciso dizer que nem pensamos duas veses pra mudarmos o nosso roteiro do dia. Resolvemos fazer a trilha dos Sete Vales Suspensos, cerca de meia-hora daqui de Portimão.
Estacionamos o carro na praia do Benagil e usamos a entrada da trilha que fica logo depois da lanchonete que tem na praia, no lado direito. Esta trilha pela costa tem vistas espetaculares pra formações rochosas que sofreram (e ainda sofrem) da erosão dos elementos: mar, vento e chuva. Dá pra ver muitos dos lugares dirigindo entre um e outro, mas quem tem um level razoável de fitness eu recomendo fazer a trilha, pois ela não é difícil e vê-se mais coisas caminhando do que dirigindo. Recomendo usar sapato fechado pra facilitar caminhar pelas rochas, levar boné, óculos de sol e bastante água. O nosso passeio completo, com bastante paradas pra fotos, durou 4 horas.
A rocha que está presente na trilha é calcária e cheia de reentrâncias causadas pela chuva. Eu quase não gosto de caminhar sobre pedra, então achei o máximo ficar explorando os detalhes da paisagem caminhando de uma pedra pra outra, pensando qual o melhor caminho pra subir ou descer das pedras. Têm vários precipícios na trilha, que a gente fica tentado de chegar na beira pra ver a vista, mas é preciso usar o bom senso, ainda mais em dia de vento forte como hoje. Logo após termo começado a trilha deu pra ver o nível da vista que nos aguardava: o mar atlântico azul, o céu azul, o sol brilhando, os paredões de rocha com cavernas e grotos formados pelas ondas, praias isoladas de areia pristina, alguma das quais só é possível chegar de barco, o ar puro entrando nos pulmões (eu respirava bem fundo pra tentar limpar o pulmão do ar tóxico de Londres), enfim, um dos paraísos na terra.
A praia do Carvalho é das mais bonitas do trajeto. Quando a avistamos lá de cima do morro na trilha, não havia ningúem nela. Por cerca de 20 minutos ela foi a nossa praia.
André na sua praia particular: Praia do Carvalho. Lindíssima

 Obviamente tiramos trocentas fotos lá de cima, e achamos o corredor cavado na rocha que descia até a praia. Tinha um rato nesse corredor e isso meio que quase nos fez desistir, mas resolvemos enfrentar o rato, que logo fugiu quando nos ouviu chegar. Valeu a pena, foi ótimo ter a praia pra nós por alguns momentos e caminhar pelos seus cantos secretos. Eu cheguei a subir uma escada cavada no paredão rochoso e passei por uma caverninha, mas aí fiquei receosa de seguir, pois o caminho estava coberto de areia e estava ventando bastante, fiquei com medo de escorregar e cair lá de cima.

As paisagens lindíssimas dos Sete Vales Suspensos

Quando saímos da praia já haviam vários outros turistas. Continuamos a trilha até chegar na próxima parada de paisagem dramática, com mais fotos e mais praias secretas. Nesta parte haviam varias casas de férias pra alugar. Deve ser legal alugar uma pra ficar por uns dias, tendo essa paisagem há poucos metros de distância pra ser apreciada.
Caminhamos até conseguirmos ver a grande reentrância na costa, onde tem o farol e resolvemos voltar pra praia do Benagil, com a intenção de seguir até a praia da Marinha. Nós poderíamos ter ido de carro, mas depois de comprar algo gelado pra tomar e reabastecer comendo bolachas (já era 1:30 da tarde), resolvemos continuar ela trilha até a praia da Marinha. A praia de Benagil, por sinal, também é muito bonita e de lá partem barcos que fazem passeios pelas cavernas e grutas. Pelo que estava vendo fotos na internet o passeio é também muito bonito. Inclusive peguei até um brochure caso a gente decida fazer tal passeio. Custa 17 euros, demora 1 hora e vê-se 20 cavernas.
Bom, a trilha até a praia da Marinha demorou cerca de 35 minutos e a vista foi ficando cada vez mais bonita (nao achei que fosse possível), até culminar no que foi o fim da trilha pra nós: a vista E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R pra praia da Marinha. Eu nem vou tentar descrever, pois uma imagem vale mais do que mil palavras, e mesmo porque não sou boa com palavras.

Vista da Praia da Marinha. Absolutamente maravilhosa!

Eu não cansava de olhar aquela paisagem. Foi o final perfeito pra fechar o passeio. Vou me lembrar pra sempre daquele momento que vi aquela vista, pois depois de ter visto tanta coisa bonita no mundo e de ter ficado exigente com meus passeios, ver algo que me deixe ainda de boca aberta é realmente especial pra mim.
O André quis caminhar até a praia, e acabei indo junto, mas na boa, o melhor, na minha opinião, é admirar a vista lá de cima do penhasco.
Voltamos pro carro e dirigimos de volta pra Portimão, onde almoçamos às 4 da tarde naquele beach club que haviamos visto ontem a noite mas que estava frio pra ficar na rua. Sentamos num sofá e pedimos caipirinhas. Eu comi um macarrão com camarão que estava gostoso. Vieram 11 camarões bem grandes e saborosos, o que não estou acostumada, pois em Londres os pratos de macarrão com camarão sempre em no máximo uns 5 ou 6 camarões e nunca são tão gostosos.

Depois voltamos pro hotel e saímos pra tomar um sorvete na Haagen Dazs que tem aqui na frente. Eu me empanturrei de petit gateau. Agora estamos de volta no quarto descansando de tanto caminhar e de tanto comer, e eu estou vendo a praia pela porta da sacada, com o céu azul e o mar beijando a areia de leve. Como diz o André, em Portugal dá sol até quando chove.

Friday, 27 May 2016

Portimão - Portugal

Estamos no sul de Portugal, numa cidade chamada Portimão, de onde estou escrevendo este post. Resolvi trazer meu computador pra viagem, o que normalmene não faço, pois não tinha certeza se o tempo vai permitir que aproveitemos o lugar da forma como planejamos.
A idéia foi de aproveitar o feriado de segunda-feira pra fazer uma viagem pra um lugar ensolarado e calor. Tiramos 2 dias de férias, resultando em 5 dias pra descansar. Eu organizei esta viagem faz uns 3 meses, e esta semana vi a previsão do tempo esperando ter temperaturas entre 25-28 graus e bastante sol, mas fiquei deprimida e tive até uma crise de choro quando vi a previsão de chuva e 21 graus pra todos os dias da nossa estadia, tirando terça-feira, que é quando voltamos pra Londres, com previsão de sol e 27 graus. Vim preparada pra ficar dentro do hotel, com saídas estratégicas pra ver algumas cidadezinhas por aqui e tentando me conformar com minha falta de sorte e destino cinzento.
Nosso dia começou às 3:15 da manhã, quando acordamos pra pegar o vôo de Heathrow as 6 da manhã. Fomos de táxi até o aeroporto e naquela hora da manhã chegamos em 25 minutos, pois não havia trânsito algum. Nós estávamos sentados bem atrás no avião. Estava super barulhento e um homem bem gordo sentou do nosso lado, ocupando quase 2 bancos. Não sei porque uma das aeromoças pediu que trocássemos de lugar e nos colocou bem na frente do avião, o que acabou sendo muito melhor. Primeiro porque a pessoa do nosso lado era de tamanho normal, depois porque facilitou pra sair do avião, estava bem mais quieto lá na frene, e o melhor de tudo é que não balançou quase nada. Uma hora fui no banheiro lá atrás e estava balançando bastante e ainda super barulhento com grupo de pessoas conversando alto. Nos demos bem nisso.
Alugamos um carro no aeroporto de Lisboa e é incrível como o processo de aluguel de carro ainda está atrasado comparado com tantas outras coisas que otimizaram seus processos. Demorou um monte. Ficamos um tempão na fila e quando chegou nossa vez deu pra entender o por quê da demora: eles ficam oferecendo tanta coisa que o preço facilmene dobra se não se toma cuidado: taxa pra não ter que pagar excess em caso de acidente, motorista adicional (eu que paguei o carro mas pro André poder dirigir eles nos fizeram pagar a mais. nunca vimos disso e vamos reclamar!), upgrade pra um carro maior, pedágio automatizado etc etc Acabou que pegamos o lance do pedágio por não saber como funciona direito pra pagar pedágio aqui em Portugal.
Nosso vôo chegou às 9 da amanhã e só saímos do aeroporto às 10:30.
Foram cerca de 3 horas de viagem de Lisboa até Portimão. Se tivéssemos voado até Faro teria sido menos de 1 hora dirigindo, mas a passagem teria custado o dobro. Eu estava com tanto sono que dormi a viagem inteira, praticamente. O nosso hotel chama-se Hotel da Rocha e fica na beira-mar. Peguei um quarto de frente pro mar, e assim que cheguei no quarto e vi a sacada com vista pro mar, e um dia lindo de sol, não quis mais nada!
Eram quase 2 da tarde e fomos procurar um lugar pra almoçar. Como estava com fome nem procuramos muito e fomos em qualquer restaurante aqui perto, o que foi uma pena. O restaurante chama-se Restaurante Sol, fica 2 quadras do hotel, e achei a comida bem fraca. Meu bacalhau estava sem sal e sem gosto, e isso que eu normalmente prefiro comida com pouco sal e sem muito tempero. Não volto lá e não recomendo.
Depois disso fomos dar uma volta na praia pra conhecer e aproveitamos pra tomar um sorvete. Apesar do sol não está calor, está 21 graus. Mas ao contrário de Londres, o sol aqui esquenta, e por isso decidi voltar pro hotel pra me trocar e ir pegar uma praia enquanto o André ficava no hotel dormindo, pois estava super cansado da viagem e não havia dormido.
Fui de biquini embaixo de um shorts e uma blusa de praia de manga comprida. Um vez deitada na areia, em cima da minha canga, começou a esquentar, e no fim fiquei só de biquini pegando sol como os demais na praia. E eu que havia dito que eles eram loucos de pegar praia com 21 graus... Ouvi música, estudei pra certificação que quero fazer mais pro meio do ano, enfim, consegui fazer pelo menos um pouco do que eu vim fazer aqui, que é pegar sol e descansar. Uma hora fui até a água, pois haviam várias pessoas nadando e muitas voltavam pra seus lugares perto de mim comentando que a água estava uma delícia. Pra mim estava mais fria que a Joaquina em dia de frio, óbvio que não entrei. 
Minha felicidade pegando sol na Praia da Rocha

Lá pelas 6 eu voltei pro quarto e o André ainda estava dormindo, então fiz um lanche e bastante barulho pra acordá-lo hehehe Voltamos pra praia pra dar uma caminhada e aproveitar o resto do sol. A praia é bem bonita, com uma faixa de areia gigante. A areia é muito gostosa, é daquelas que não fica grudenta. Praia de areia é muito melhor do que de pedrinhas como as do Mediterrâneo. Caminhamos até o fim da praia, pro lado esquerdo, onde tem um farol. Começamos a ouvir uma música alta de algo que parecia um beach club. O André queria tomar um drink e então fomos até lá. Descobrimos um beach club muito legal no canto da praia, de frente pro mar, e atrás de um tipo de mini shopping com lojas e restaurantes que parecem bons, e uma marina. Só não ficamos lá pois o sol havia se escondido nas nuvens e estava ventando, e eu estava morrendo de frio. Resolvemos voltar pro hotel pra eu me trocar e o plano era de novo, mas no caminho pro hotel vimos um restaurante na praia com ambiente de vidro e mesas dentro. Resolvemos parar lá pra comer um camarão grelhado, que estava d-e-l-i-c-i-o-s-o. Eu não tomei nada de álcool pra não exagerar na viagem, mas o André tomou vinhos portugueses. Eu estava me sentindo uma mendiga com a minha roupa, ainda mais que por causa do frio o André me deu a blusa dele pra usar (ele estava com duas).  Voltamos pro hotel pra um banho quente e agora está na hora de dormir. A previsão amanhã é de chuva :( tomara que não dure e que venha um calor dos infernos com mais sol brilhando. A esperança é a última que morre...

Caminhando pela Praia da Rocha, em Portimão
A direita, vestida de mendiga: passei frio e não estava nem aí se tava feio