Saturday, 29 June 2013

Coisas que eu aprendi sobre Berlin

Em agosto de 2008 eu fiz um post parecido, mas sobre as coisas que eu havia aprendido no meu primeiro mês em Londres. Como já faz quase 5 semanas que estou aqui achei que era hora de fazer um sobre Berlin (e a Alemanha em geral, apesar de Berlin ser diferente do resto da Alemanha pelo que já me falaram).

- Bebida quente: É difícil você achar bebida gelada, mesmo em dias muito quentes. É tudo morno: água, refrigerante e até cerveja. Por mais quente que esteja os alemães gosta de bebida morna! Conversando com alguns que já estiveram no Brasil ou em outros lugares eles falaram que nos outros lugares todo mundo tem mania de tomar tudo gelado. É o contrário da Inglaterra ou Estados Unidos, onde o gelo ocupa metade do copo! Em alguns lugares eu pedi gelo e trouxeram, mas dia desses fui num bar e ao pedir gelo pro meu Apfelschorle a mulher falou que não tinham. Acreditem, um bar sem gelo!!

- Cozinha embutida: a maior parte das casas pra alugar não tem cozinha embutida. A pessoa quando se muda, por algum estranho motivo, leva os armários embutidos da cozinha junto! E se a casa nova tiver medidas diferente, como fazem? Deveria ser como nos demais lugares, onde o proprietário manda fazer/compra os móveis embutidos da cozinha e deixa lá pros inquilinos usarem.

- Seguro: os alemães são tipo os americanos, adoram um seguro! É tudo quanto é tipo, tem os normais que todos têm, como carro e saúde, mas tem o seguro pessoal e o seguro legal, pois caso alguém resolva te processar, por mais ridículo que seja o motivo (um vizinho por causa do barulho, ou o dono da casa porque você sujou a parece, ou se você sem querer pisou no pé de alguém na rua), você não vai gastar centenas de euros na batalha juducial.

- Caixa postal: por algum estranho motivo os apartamentos não têm número. O interfone tem o sobrenome do (s) morador (es). Quando a gente se muda a gente tem que colocar um papel com fita adesiva em cima do nome que tava lá antes. E além disso são normalmente 3 blocos: o da frente, o de trás e o do lado (literalmente essas palavras em alemão). A maioria dos prédios (como o meu) não tem indicação do bloco onde cada pessoa mora, então quando tem alguma entrega ou quando você vai em algum lugar pela primeira vez tem que perguntar pra pessoa em que bloco ela está e em que andar, pois não tem como saber!

- Lavadora de roupa: os alemães são super meticulosos com os programas de lavar roupa. As máquinas de lavar tem trocendos programas diferentes e eles os usam todos, sendo que a maioria dura umas 2 horas! Eu só uso o “eco fácil”. A única coisa que faço é separar as coloridas das brancas.

- Imposto de igreja: Se você foi batizado tem que pagar imposto pra igreja, não interessa se vai a igreja ou não. Ou isso ou você preenche um formulário abdicando de fazer parte da sua religião.

- Registro: falando em formulário, não sei se isso é resquício de governo comunista controlador, mas cada vez que você se muda você precisa se registrar com um órgão governamental do seu bairro, levando o contrato de aluguel. Isto é obrigatório pra conseguir conta em banco, ou pra qualquer pessoa que vá ficar aqui mais de 6 meses senão a pessoa ganha multa.

- Ar condidionado: voltando ao assunto de coisa quente, aqui é impossível achar algum lugar com ar condicionado. Claro que não é calor o tempo inteiro como no Brasil, mas em Londres era frio o tempo inteiro e os ingleses com o ar condicionado maldito sempre ligado no frio. Aqui é o extremo oposto. Pode estar 40 graus que não vai ter ar condicionado ligado! Quase passei mal na academia esses dias! Eu odeio ar condicionado, mas tava tão quente que não tinha como ficar lá dentro, e os alemães malhando como se não tivesse nada de anormal naquela situação. Nunca achei que ia querer um ar condicionado. Se bem que ainda odeio vento frio batento direto em mim.

- Berlin é a cidade dos alternativos. É o paraíso dos vegans (tá cheio de super mercado vegan em tudo quanto é lugar), do pessoal que quer usar cabelo louco ou decorar a casa de um jeito meio estranho. Tá cheio de artista e designer que mora aqui e adora! Não é uma cidade pras pessoas certinhas.

- Cigarro: a PIOR coisa são esses MALDITOS fumantes. É impossivel respirar ar puro porque essas pragas estão em tudo quanto é lugar com seus cigarros infernais poluindo o ar ao redor de todos. Nos dias de calor é bom ficar na rua, mas vivo mudando de lado na calçada porque sempre tem um idiota com um cigarro aceso. Até teria interesse de ver a incidência de doenças do cigarro aqui porque é incrível o que eles fumam!

Por enquanto é isso o que eu percebi, mas aos poucos vou aprendendo mais coisas sobra a cultura do lugar e do país. Tomara que eu faça amigos locais pra aprender mais, por enquanto só conheço outros estrangeiros.

Sunday, 2 June 2013

Mudança de país

Depois de quase 5 anos em Londres eu decidi que era hora de mudar de país. Foram vários os motivos que me fizeram tomar esta decisão, grande parte deles de ordem pessoal e particular. Não foi uma decisão fácil e eu ainda não sei se foi a melhor decisão, isto só o tempo vai dizer, mas eu vou seguir em frente com a escolha que eu fiz.

O lugar escolhido foi Berlin. Já havia comentado no blog que eu tinha vontade de morar um tempo na Alemanha, e resolvi que agora seria uma boa hora pra fazer isso.

Mudança de país é ao mesmo tempo excitante e estressante. São muitas as incertezas e as coisas a serem resolvidas.
Eu passei 2 semanas empacotando minhas coisas em 4 pilhas diferentes: as que eu traria na mala comigo aqui pra Berlin, as que eu mandaria pra cá, as que eu deixaria em Londres na casa de um amigo, e o que eu mandaria pra Nova Zelândia, que é onde o André foi.
Os meses de abril e maio foram os mais estressantes que eu lembro de ter vivido por muito tempo. Passei o mês inteiro de abril doente (as doenças de Londres, que vem uma atrás da outra, todo mundo doente nos trens e metrôs e o desinteresse dos médicos não ajudam), e o mês de maio foi praticamente todo em função da mudança.
Entrei em contato com conhecidos em Berlin e consegui ficar uma semana na casa de uma prima de uma amiga, uma menina muito queria que me tratou super bem e me deu várias dicas.
Achar apartamento em Berlin não é algo muito fácil, mas comparado com Londres não é difícil. O problema é que a maioria dos apartamentos oferecidos não vêm mobiliados, e inclusive a maioria não tem nem cozinha embutida. O que eu fiz então foi procurar um apartamento mobiliado através de uma agência. Tive que pagar uma facada de comissão, mas em menos de uma semana eu tinha achado um apartamento. O preço do apartamento aqui é metade do que eu pagaria em Londres pelo mesmo apartamento em uma área equivalente. Me mudei ontem, sábado, e hoje já estou arrumando tudo, personalizando com as minhas coisas. Ter objetos pessoais familiares é importantíssimo numa mudança assim, então estou feliz por te-los trazido  comigo.
Meu plano é passar 3 meses aqui e ver o que acontece, se eu gosto. Quero pegar trem no fim de semana e viajar pra conhecer outros lugares aqui perto, quero melhorar meu alemão, quero fazer novos amigos. Se eu gostar fico até o fim do ano, senão volto pra Londres.
Bom, é o começo de uma nova etapa pra mim, vamos ver o que vai dar.

Abaixo fotos do meu apartamento. É pequeno, de 1 quarto (1 quarto na Alemanha significa 1 ambiente, o que pra nós é uma kitnete, mas tem tudo o que eu preciso)

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Tuesday, 7 May 2013

Siena e San Gimignano

Nosso último dia na Itália foi bem cheio como os demais e começou às 7:30 da manhã. Alugamos um carro em Florença e dirigimos até a cidade de Siena, cerca de uma hora de viagem.
A cidade de Siena é pequena e fácil de ser explorada a pé. Como chegamos lá cedo, estacionamento não foi problema. Não é possível andar de carro no meio da cidade, então deixamos o carro em um estacionamento bem próximo da entrada da cidade.
A primeira parada foi o Duomo, que não é impressionante como o de Florença, mas tem uma fachada bonita. Não chegamos a entrar nele, e fomos então até a Piazza del Campo, uma praça bem grande em forma octagonal, bem no centro da cidade.
Logo ali perto vimos um café com uns muffins bem bonitos e pedimos 2. Logo antes de pagarmos descobrimos que cada um era 3.50 euros! Um roubo! Desistimos e logo mais adianta havia uma confeitaria bem grande e bonita com vários doces, pães, torrones etc e eu comi uma mistura de donut e rosca bem fresco e delicioso, por 1 euro. Às vezes vale a pena procurar.
A parte mais legal de Siena é o chamado Vicolo Del Campaccio, que é logo perto de uma das igrejas, e tem uma vista linda para a cidade!

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Il Duomo di Siena
Piazza del Campo
Eu e a Jinny em Siena
Vista panorâmica da cidade


Dali fomos até um vilarejo na região de Chianti, famosa pela produção de vinhos. Foi cerca de 30 min de Siena, e lá paga-se 5 euros e pode-se experimentar 4 tipos diferentes de vinho. Eu não sou chegada em vinho, então só consegui tomar 3 dos vinhos. O último era muito forte e não gostei em um pouco. Podia-se também experimentar azeite de oliva, o que meus amigos fizeram e compraram uma garrafinha. Esqueci o nome da winery, mas é a mesma família que cuida da produção há 26 gerações, impressionante!
Almoçamos no restaurante da winery (não sei se se diz vinhedo em português, mas é o lugar onde se produz e pode-se comprar os vinhos producidos), e eu comi pato com batata e tava gostoso. Foi bem mais barato do que qualquer restaurante que fomos em Florença. O pão quentinho com azeite de oliva estava divino!
Depois do almoço caminhos pelo minúsculo vilarejo, que era charmosinho, e fomos então até a vila de San Gimignano. Lá estava cheio de turistas! É uma vila medieval como as que vimos no sul da França, mas com estilo italiano. Não tem nada em particular pra se ver, é mais pra caminhar pelas ruelas, ver as lojas de souvenirs, tomar gelatto italiano delicioso, aproveitar o tempo longe da correria da vida normal.

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Vista da Winery
Hora do almoço
Uma dos vilarejos da Toscana
Vila de San Gimignano

Dali voltamos fomos até o aeroporto de Pisa pegar nosso vôo de volta a Londres. Estava cansada mas muito satisfeita com a viagem. Aprendi muito sobre o renascimento e fiquei impressionada de ver obras tão perfeitas de pessoas tão talentosas que passaram por lá. Assim dá gosto de aprender arte e história!

http://www.youtube.com/watch?v=ZSG_5Yx4h6A&feature=youtube_gdata

Monday, 6 May 2013

Florença–Dia II

No segundo dia resolvemos passar uma marcha mais lenta acordando mais tarde (eu acordei às 9), mesmo porque segunda-feira em Florença é um dia onde a maioria dos museus não abrem. Uffizi e Accademia, por exemplo, são fechados. Outros abrem certas segunda-feiras do mês somente, então é bom se informar.
O café da manhã no B&B foi muito bom, com suco fresco e várias pastries gostosas, muitas feitas pela dona do B&B, que é neta de um artista suíço, e herdou a casa onde agora é o B&B. A casa é cheia de obras deste artista.

Fomos de ônibus até o centro, cerca de 10 minutos, e visitamos primeiramente o Museo dell'Opera del Duomo, que é bem interessante, pois tem vários originais de esculturas que antes estavam em museus da cidade, mas que foram removidos para restauração e para evitar que fossem se desgastando com chuva e vento. Vi vários painéis lindos todos esculpidos em mínimos detalhes, que ficavam no Duomo. Mas acho que o mais impressionante é a porta do batistério, que foi renovada e está como nova. O trabalho de renovação é impressionante. É realmente de uma habilidade fenomenal do artista que fez a tal porta. Li que há muitos anos atrás houve uma competição entre artistas pra ver quem faria a tal porta, e um dos artistas que perdeu acabou voltando anos depois e fazendo a cúpola do Duomo. Outra obra interessante é uma escultura que Michelangelo fez pra sua prórpria sepultura, mas que depois desistiu e quebrou parte da escultura.

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Detalhe da porta original do batistério
A réplica que todo mundo bate foto
No museu Bargello
Duomo visto da torre do Palazzo Vecchio


A segunda parada foi o museu Bargello, que tem várias esculturas famosas de vários artistas. Tem uma sala só com obras de Verrochio, que foi o mestre de Da Vinci. Li que ele decidiu parar de fazer obras porque viu que nunca seria do mesmo nível de Da Vinci, não sei se é verdade.
Depois disso voltamos ao Palazzo Vecchio para subir na torre, que estava fechada no dia anterior por causa do tempo. A vista é bonita, mas eu achei meio decepcionante pois lá em cima é uma plataforma minúscula onde se sobe pra ver a vista e só cabe 2 pessoas por vez.
Resolvemos então caminhar até a Ponte Vecchio e almoçamos num restaurante ali perto, onde eu comi uma pizza gostosinha. Começou a chover e o plano era visitar o jardim Boboli, atrás do palácio Pitti, mas estava fechado.
Começamos então a procurar o tal Piazza Michelangelo, e subimos e descemos morro e nada, e caminhamos e nada, demoramos um tempão até achar a tal Piazza, mas uma vez que a achamos a vista de lá era realmente bonita.
Fomos então até Santa Croce, onde tem uma igreja bem grande onde estão os túmulos de Galileu Galilei e Michelangelo, entre outros homens grandes da época.

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Ponte Vecchio
Florença vista da Piazza Michelangelo
Eu em Santa Croce
Dentro do Batistério


Caminhamos tudo de volta até o centro histórico de Florença e visitamos o batistério, o prédio que fica na frente do Duomo. Por dentro não é nada demais, tem uns painéis bonitos mas nada impressionante. Só entrei porque estava incluído no Firenze Card. Todo mundo fica batendo foto da porta do batistério, a maioria sem saber que é uma réplica hehehe
A janta foi em San Marco, onde comi polenta frita e nhoque com molho de tomate. Estava bem gostoso e com a barriga cheia voltamos ao B&B.

Sunday, 5 May 2013

Florença–Dia I

No domingo pegamos o trem às 9:30 de Pisa até Florença. Achar o nosso B&B em Florença não foi fácil, mas foi parte da aventura. A viagem de trem foi boa porque eu tava tão cansada que dormi boa parte da viagem.
Uma vez no B&B (http://www.casaschlatter-florence.com/) só largamos as coisas e fomos de táxi até o centro pegar o nosso Firenze Card, que é um cartão que custa 50 euros e te dá direito de visitar os museus mais importantes da cidade, de andar de ônibus, e tem uma rede de wifi em alguns museus que você pode acessar com este cartão, então tem bastante vantagens. Outra vantagem (possivelmente a mais importante) é que a fila que a gente pega pra entrar nos museus com este cartão é menor do que a fila de quem vai comprar ingresso antes.

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Eu na Piazza della Signoria
Palazzo Vecchio
Il Duomo
Cupola do Duomo

Florença é uma cidade de muita história e com papel bastante importante no renascimento, onde os artistas mais famosos (Michelangelo e Da Vinci são exemplos) estudaram e moraram por algum tempo das suas vidas. Se você não gosta de museu não venha à Forença pois é o que a cidade tem a oferecer de melhor.
Começamos visitando o Museu Uffizi, que é o mais famoso de Florença. Eu teria aproveitado bem mais se soubesse mais sobre história da arte e técnicas de pintura. Lá estão várias obras de da Vinci, por exemplo, e pelo pouco que eu sei sobre ele consegui ver como os estudos de anatomia que ele fazia influenciavam nas pinturas, pois os detalhes das partes do corpo eram bem marcantes. Entre outros artistas famosos que eu vi lá foram Rubens (pinturas gigantes numa das salas) e Caravaggio (com as técnicas de meia-luz).
O almoço foi um sanduíche delicioso de uma sanduicheria bem perto do Uffizi, chamada AllAntico Vinaio. Tinha bastante fila mas valeu a pena, pois por 5 euros você come um sanduíche delicioso, com ingredientes que você pode escolher, uma pasta de alcachofra deliciosa e pão quentinho! Sentamos num degrau e mandamos ver!

Sanduiche


Dali fomos até o museu Accademia, onde está a famosa estátua Davi, de Michelangelo. A estátua é realmente impressionante, toda feita em mármore e de tamanho gigante, com proporções impressionantes. Este museu da Accademia não tem tanta atrações, é famoso por causa desta estátua. Uma cópia desta estátua está na frente do Palazzo Vecchio, pois não querem (sabiamente) deixar a original exposta aos elementos.
Depois disso fomos até o Palazzo Vecchio pra conhecer por dentro. É outro museu que tem várias obras de arte, esculturas e algumas salas onde realeza há muito tempo atrás morou. O palácio não é suntuoso pois é bem medieval, é mais pelas obras de arte que se visita.
Com o fôlego quase acabando neste dia ainda visitamos o Duomo por dentro. O prédio do Duomo é lindíssimo, com a fachada cheia de detalhes, e o prédio em si é gigantesco! Vi que a cúpola do Duomo quando foi construída era a terceira maior da Europa, atrás da Basílica de São Pedro em Roma, e da Hagia Sophia em Istambul. E eu já vi todos eles ao vivo!

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Vista da Torre de Giotto
Dentro do Palazzo Vecchio

O Duomo por dentro não é impressionante, mas tem um relógio 24 horas dentro e logo abaixo um mosaico bonito. A cúpola por dentro é toda decorada com pinturas de temas religiosos.
Nosso último passeio do dia foi escalar a Torre do Sino, de Giotto. Foram mais de 400 degraus por uma escada super estreita. Não foi uma subida fácil, mas a vista lá de cima é bem bonita, o que fez valer a pena o sacrifício.
Nosso jantar foi num restaurante mais ou menos ali pelo centro, onde comi uma massa com frutos do mar. Estava boa, mas nada como as da Costa Amalfitana.
De volta ao B&B tudo o que eu queria era tomar banho e dormir…

http://www.youtube.com/watch?v=J9C93KnZpIw&feature=youtube_gdata

Saturday, 4 May 2013

Pisa–Itália

No primeiro feriado de maio eu fui pra Itália com a Jinny e o Raymond conhecer uma região que ainda não conhecia, a da Toscana.
Acho que Pisa em si não fica na região da Toscana, entretanto os vôos diretos para Florença são bem caros, então resolvemos voar para Pisa, que fica somente a uma hora de trem/ônibus de Florençae assim aproveitamos pra conhecer a tal da torre.
Como marquei meu vôo bem depois que os 2 os melhores horários já estavam ou cheios ou com preços absurdos, então eu só cheguei às 9 da noite lá (como sempre a BA atrasou, desta vez foi meia-hora).
No aeroporto comprei ticket pro ônibus para o centro de Pisa, só que àquela hora da noite o mesmo não era tão frequente. Fiz besteira e fiquei esperando mais de 20 minutos, pra depois cansar de esperar e resolver pegar um táxi, pois o hotel era 1Km do aeroporto e custou 8 euros. Nem deveria ter perdido tempo e deveria ter pego um táxi direto…
O B&B onde nos hospedamos (http://www.guest-house.it/) era bem simples e bem localizado. O dono foi bem simpático, me deu um mapa da cidade explicando como chegar até a torre de Pisa. O bom foi que ele falou o tempo todo em italiano e eu entendi tudo. Claro que falar não é aquela fluência que eu gostaria, mas consegui me virar bem.
Apesar de estar bem cansada eu resolvi sair pra conhecer a famosa Torre de Pisa. Caminhei até uma pracinha central onde tinha um mercado com bastante comida. Comprei um marzipan que não estava muito bom. Acho que acostumei com qualidade, então não é qualquer um que eu gosto. A caminhada até a torre foi cerca de 20 minutos e apesar de ser mais de 10 da noite as ruas e restaurantes estavam cheios, pois a noite estava bem agradável, coisa que NUNCA acontece em Londres.

Mercado
Mercado em Pisa


Como já era noite as minhas fotos da torre não saíram boas, mas eu estive lá e vi a torre inclinada. Como eu tava sozinha não bati daquelas fotos que todo mundo bate fingindo estar empurrando ou segurando a torre. A torre não é impressionante, parece de brinquedo, mas gostei de a ter visto.
Uma vez de volta ao B&B procurei ir logo dormir pois dia seguinte seria bem cheio.

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Torre de Pisa

Tuesday, 2 April 2013

Istambul–Turquia–Dia 3

No nosso último dia na Turquia visitamos o Spice Bazaar (ou bazar de condimentos). Pra chegar lá passamos por várias ruas de Istambul onde as lojas são para as pessoas de lá mesmo, ao invés de lojas pra turistas, e foi interessante de ver a diferença no que eles compram, na moda pra roupas, lojas que só vendem hijabs (os lenços pra cobrir a cabeça das mulheres).
O Spice Bazaar foi meio decepcionante, pois tem bem poucas lojas de condimentos, a maioria das lojas são de souvenirs pra turistas.
Mas foi legal ter visto a praça do lado de fora dessa loja onde é uma loucura a quantidade de pessoas, os comerciantes oferecendo seus produtos, as entregas, parece coisa de filme aquela confusão toda.

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Spice Bazaar

Depois disso fomos almoçar, passeamos perto do hotel e logo foi hora de ir pro aeroporto pra voltar pra Londres.

Eu gostei muito da viagem. A costa foi legal, é bonita, mas o melhor de tudo foi ter conhecido Istambul. Eu adorei a cidade, é bem maior do que eu imaginava, praticamente do tamanho de São Paulo, e foi uma forma de ver uma cultura muito diferente numa cidade do ocidente, então o choque cultural não foi tão grande como Marrakesh, por exemplo.

Coisas que eu reparei e aprendi:

- é um paraíso pra quem quer comprar roupas de marca falsificadas. São extremamente baratas, mas de qualidade duvidosa. Tem de tudo: chanel, polo, adidas …
- as casas todas na costa têm aquecimento solar
- o idioma turco é praticamente impossível de se aprender. Não é parecido com nenhum outro idioma que eu tenha visto. Só aprendi Obrigada e Pare (nos sinais de trânsito) hehehe
- todos os lugares têm foto do Ataturk, o pai dos turcos, que foi um presidente que fez muita coisa boa pela Turquia
- É um país secular de população muçulmana, e por isso são tolerantes e não fanáticos

Eu recomendo uma viagem a Istambul.

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http://www.youtube.com/watch?v=ba58ILqxgQI&feature=youtube_gdata