Sunday, 18 August 2013

Copenhagen–Dia III

Neste último dia só pudemos passear de manhã. Resolvemos ir na área de Fredericksberg, que é residencial, cheia de árvores e bem bonita. A rua principal pela qual caminhamos lembrava uma versão menor da Champs Elisees.

Fomos até o parque principal que tem naquela área e vimos várias famílias passeando por lá, pessoas jogging ou andando de bicibleta, enfim, todo mundo aproveitando o domingo. O parque é bem grande, mas nao tão legal quanto o de Rosenborg. Tem também um palário neste parque, que fica numa colina, e tem um rio.

Não tivemos muito tempo ali e logo já voltamos pro hotel pra fazer o check-out e ir pro aeroporto, onde comemos outro cachorro quente. Ficamos viciados no cachorro quente dinamarquês!

O vôo saiu no horário e uma vez em Berlin foi fácil chegar em casa. A vantagem de cidade menor é que é mais fácil e rápido de se chegar nos lugares.

Uma coisa que eu percebi em Copenhagen é que igual na Suécia, a maioria da população é bonita, e todo mundo fala inglês muito bem. Os garçons e garçonetes parecem ser todos modelos, incrível como são bonitos!! E até o vozinho que vende cachorro quente, ou morador de rua, falam inglês muito bem, é impressionante!

Gostei muito da viagem, achei Copenhagen uma cidade interessante. É pequena, mas cosmopolita, tem vários parques, que foi um dos motivos que eu gostei bastante, e pode-se ter um estilo de vida tranquilo com a segurança de viver num país nórdico. O único problema é ter que sobreviver o frio e a escuridão do inverno. Não existe país perfeito…

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Passeando por Frederikberg
Parque de Frederikberg
Esperando o ônibus pra voltar pra casa, em Berlin

Saturday, 17 August 2013

Copenhagen–Dia II

Tomamos café da manhã num lugar perto do hotel onde comi um croissant e havia suco de laranja natural, muito bom.

Este segundo dia começou com o tempo bem ruim, chuvinha fina e meio frio. Passamos de novo pela Stroget e vimos um mercado numa das ruazinhas de trás. Dali passamos pela tal da Round Tower, que é uma torre redonda que parece que tem vista bonita da cidade, mas não tivemos vontade de subir. Enquanto estávamos ali passou uma bandinha de oficiais desfilando, foi bem legal.

Logo já estávamos no parque do Palácio de Rosenborg, que achei muito bonito. O prédio do palácio eu também achei muito bonito! Logo atrás do palácio vimos também o jardim botânico.

Dali pegamos o metrô e fomos até a área de Christianshavn, onde almoçamos um cachorro quente delicioso, que tem pela cidade inteira! Vem pão, salsicha, cebola, um negocinho tipo batata palha e pickles. Muito bom e por um preço também muito bom.Facebook3

Parque do palácio de Rosenborg
Palácio de Rosenborg
Jardim botânico
Cachorro quente delicioso
Comendo como os locais, sentado na beira do canal

Sentamos na beira de um canal ali perto pra comer o cachorro quente e depois disso fomos ver a “cidade” de Christiania, que é uma área (a principio) independente da cidade. Não sei muito bem como funciona, mas começou com squatters que tomaram conta de uns galpóes da marinha há vários anos e agora eles têm a cidade deles com as regras deles, e o consumo de drogas “leves” é tolerado. Tanto que lá tem barraquinhas vendendo não só estas drogas como utensílios para uso de várias substâncias, que eu realmente não entendo como funcionam. Cada barraquinha tinha fila de pessoas, e além disso tinham barraquinhas vendendo bijouterias e roupas rastafari. TInha música tocando, tem bares e até um mini mercado lá dentro. Me lembrou muito a UFSC aquele ambiente despojado e cheio de gente fumando o que quer que fosse. Não ficamos muito tempo lá. Foi interessante, mas não é meu tipo de ambiente e logo fomos embora.

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Igreja Church the Savior
Entrada de Christiania
Prédio da bolsa
Jardim da biblioteca real, meu lugar preferido
Esperando a janta, morrendo de fome

Caminhamos até a tal e Ilha dos Palácios, que fica logo ali perto, e vimos o prédio da bolsa de valores, que é bem interessante de fora, e ao entrarmos na parte do palácio vimos um jardinzinho que eu adorei! Foi minha parte preferida da viagem! O tempo havia mudado, havia bastante sol, e este jardim fica nos fundos da biblioteca real, e tem um chafariz bonito, árvores e flores, que junto com o prédio bonito da bilbioteca eu achei espetacular!

Depois disso voltamos até o primeiro jardim que visitamos, o do palário de Rosenborg, e como o tempo estava lindo (mudou da água pro vinho) estava cheio de gente sentada na grama. Nós nos sentamos lá e ficamos descansando. Eu inclusive tirei uma soneca.

Na hora da janta fomos caminhando pela cidade atrás de um lugar pra comer. Fomos num restaurante recomendado por alguém que eu conheço que morava em Copenhagen. Nos sentamos e ao ver o menu vimos que os pratos mais baratos eram 30 euros! Achamos demais e só tomamos um vinho e continuamos na busca por um restaurante. Caminhamos o centro inteiro, fomos até o outro lado da cidade, e não conseguimos achar nada que a gente quisesse. Resolvemos voltar pro hotel pra se trocar e voltar pra área do Meat Packing, pois lá sabíamos que havia vários restaurantes, quando passamos por um restaurante italiano que era bem legal e acabamos jantando ali. A comida era gostosa, não tão boa quanto a da costa Amalfitana, mas muito boa. Havia na mesa do lado um casal, ela dinamarquesa e o cara brasileiro. Ele nos ouviu falando poruguês e começamos a conversar, os 2 muito simpáticos. Nos falaram que o restaurante divide a cozinha com um do Michelin star que fica ali do lado. Claro que os melhores ingredientes vão pros pratos servidos no Michelin star…

Mais um dia de bastante passeio e descobertas.

Friday, 16 August 2013

Copenhagen–Dia I

Queria muito aproveitar este verão pra viajar pra algum país nórdico, uma vez que no inverno isto se torna impossível, pelo menos pra mim. Desta vez resolvemos ir pra Copenhagen, aproveitando a visita do André aqui em Berlin.

Saímos de Berlin numa sexta de manhã e voamos a partir de Tegel, o principal aeroporto de Berlin, que é absolutamente horrível. É muito antigo, pequeno e as como a maioria dos viajantes lá não viajam frequentemente as filas de check-in e segurança são sempre muito devagar.

O avião era daqueles pequeninhos pois o vôo de Berlin a Copenhagen dura somente 45 min. O aeroporto de Copenhagen é grande e moderno e lá pegamos o trem até a estação central de Copenhagen, que ficava perto do nosso hotel.
Copenhagen foi das cidades mais caras que já visitamos. Ficamos num Best Western localizado no centro, e pagamos quase 150 libras por noite, um preço ridiculamente caro pra este nível de hotel. Sò que TODOS os hotéis em Copenhagen são caros. Os backpackers melhorzinhos custam 80 libras por noite.

Assim que largamos as coisas no hotel fomos almoçar num restaurante italiano não muito longe. A menina que nos atendeu era polonesa que falava português com sotaque de Portugal, coisa que não esperávamos.

Depois do almoço fomos caminhando pro centro, vimos o prédio da prefeitura, e continuamos até chegar na Strøget, que são várias ruas zona de pedestre, cheias de lojas, bem no centro da cidade. Seguindo por estas ruas chegamos na rótula Kongens Nytorv, que tava toda em reforma. Logo aí perto fica o tão famoso Nyhavn, aquela rua com o canal e as casinhas coloridas ao fundo.

Tava cheio de gente nos barzinhos e restaurantes, haviam pessoas sentadas na margem do canal e barcos cheios de turistas chegavam e saíam para fazer um passeio pelos vários canais de Copenhagen. Ficamos um tempão batendo fotos e nos sentamos na margem do canal pra descansar um pouco.

Depois de recuperados fomos caminhando até o palácio Amelienborg, que fica entre o rio e a catedral de mármore. Dali continuamos a caminhar até chegarmos na fonte de Gefion e St. Alban´s Church, que ficam logo na entrada do forte Kastellet. Continuando a caminhada fomos até a Little Mermaid, a famosa escultura de uma sereia que foi criada por causa da história da pequena sereia e que muitos consideram o símbolo de Copenhagen. Esta estátua já sofreu vários atos de vandalismo: já foi decapitada, teve um braço roubado, tomou banho de tinta, entre outras coisas. Tudo coisa de pessoas que não gostam da idéia desta estátua representar o lugar e quererem protestar por algum outro motivo.

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Stroget, a rua de compras
Nyhavn, o pier famoso
The Little Mermaid
Soldado no palácio de Amelienborg
Gefion fountain
Parque a caminho da Little Mermaid

A distância caminhada foi bem grande do nosso hotel até esta estátua, e na volta paramos num restaurante ali no porto onde o André tomou um café e de lá voltamos pro hotel. Inclusive pegamos um ônibus num certo ponto, que parou perto do hotel, e a passagem custou 3 euros cada. MUITO caro comparado com qualquer outro lugar!

Fomos pro hotel e descansamos por algumas horas, o que nos deu energia pra depois sair pra jantar no distrito que chamam de MeatPacking. Este lugar tem vários restaurantes, estúdios de tatuagem e boates de strip tease, é o Red Light District.

Jantamos num restaurante bem bom onde comi uma massa e inclusive tomei a cerveja Carlsberg e achei gostosa, apesar de eu não gostar de cerveja.

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Nossa janta em Copenhagen
Eu tomando Calrsberg, que acabei gostando

Sunday, 28 July 2013

Hann. Münden

No domingo fomos convidados pra tomar brunch na casa da Frau Krasky. Ela mora mais afastada do centro da cidade em um apartamento de 1 quarto (mas com sala. Aqui na Alemanha apartamento de 1 quarto é kitinete, e o que pra nós é apartamento de 1 quarto pra eles são 2. Vai entender…). Não é charmoso como a casa onde ela morava mas para uma só pessoa está muito bom.

O brunch teve praticamente as mesmas coisas que comemos no jantar da noite anterior, com o acréscimo de ovos e iogurte.
Logo depois a Gisella levou a nós todos para um passeio por alguns lugares perto de Göttingen pois ela tem carro.
Primeiramente fomos num monastério chamado Bursfelde, que fica na margem do rio Weser. Paramos ali por tempo o suficiente para uma olhada rápida. O local é bem traquilo e bom pra meditação. 

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Monastério de Bursfelde

Fomos então pra cidade de Hann. Münden, que fica ali perto.

Eu já havia visitado esta cidade, mas achei que seria de bastante interesse pro André. Da mesma forma que na França visitei a vila de St. Paul de Vence, ou San Gimignano na Itália, que são vilas pequenas e típicas do país onde estão localizadas, esta cidade é típica alemã com as Fachwerkhäuser e as ruazinhas estreitas.

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Cidade de Hann. Münden
Frau Krasky, eu e Gisella no church cafe

Eu e o André fomos caminhar pela cidade e depois nos encontramos com a Frau Krasky e a Gisella num café. Este café era interessante pois é numa igreja. Alguém comprou o prédio da igreja e a transformou num café. Os bancos das igreja são assentos e tem mesas entre eles. Eu achei bem criativo. Fica em Aegidinplatz.
A pergunta que fica é se o dono da igreja precisa pagar imposto…

Claro que depois teve pausa pra um sorvete pois estava bem calor. Ainda bem que neste dia estava nublado, pois se tivesse sol teria dado perto de 40 graus!

De noite eu e o André fomos jantar no restaurante Vapiano, e a comida estava muito gostosa. Apesar de ser uma chain, a comida do Vapiano é muito boa!

Na segunda-feira nosso trem atrasou de novo (por causa de umas enchentes que deram no norte de Alemanha cerca de 1 mês atrás) e tivemos tempo de visitar o jardim botânico de manhã. A Frau Krasky foi se despedir de nós na estação. Gostei muito desta visita a Göttingen, de rever os lugares que eu ia depois da aula, as coisas que eu fazia. Quem sabe daqui a 10 anos eu volto pra outra visita…

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Despedida de Göttingen

Saturday, 27 July 2013

Göttingen

Há 10 anos atrás eu passei 1 mês na cidade de Göttingen fazendo um curso de alemão. Este curso foi muito legal porque não só ajudou a melhorar minha habilidade no idioma, mas também fez com que eu conhecesse muitas pessoas legais, especialmente a senhora dona da casa onde me hospedei, a Frau Krasky.

Agora, 10 anos mais tarde, consegui entrar em contato com a Frau Krasky de novo e aproveitando a visita do André pegamos o trem num sábado de manhã e depois de muita confusão com trem cancelado chegamos 3 horas depois em Göttingen.

A Frau Krasky estava nos esperando na estação e organizou acomodação para nós bem no centro da cidade. Almoçamos num café persa ali perto e apesar do calor de mais de 30 graus foi bem agradável. Ela já tem mais de 70 anos e acabou de passar por uma cirurgia no pé, então para que não se cansasse muito ela foi pra casa descansar e eu e o André fomos caminhar pela cidade, onde mostrei pra ele os lugares que eu lembrava, a minha escola de alemão, a universidade, que é muito famosa e antiga. Esta cidade produziu mais de 40 vencedores de prêmios Nobel e por toda a cidade encontra-se estátuas de alguma personalidade.

De noitinha fomos convidados para jantar na casa de uma amiga da Frau Krasky, chamada Gisella, que fica perto da casa onde a Frau Krasky morou por 29 anos e infelizmente teve que sair depos que o dono faleceu e a casa foi vendida. Foi a casa onde eu fiquei há 10 anos atrás e passamos na frente para vê-la.

O jantar consistiu em pão, queijos, salames, patês e saladas. Havia um vinho muito gostoso também, e a janta foi regada a muita conversa sobre política e história da Alemanha. A Gisella foi professora das filhas da Frau Krasky e é uma mulher de muito conhecimento. Ela e o André estavam conversando na maior empolgação. Depois da janta sentamos na sacada da casa dela pois era uma noite muito agradável e comemos frutas de sobremesa.

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Eu e Frau Krasky
Explorando Göttingen
Jantar na casa da Gisella
Sobremesa na sacada, aproveitando o clima de verão

Sunday, 30 June 2013

Fim de semana em Dresden

Neste fim de semana resolvi fazer uma viagem até a cidade de Dresden, pois havia ouvido falar que era muito bonita e não é longe daqui.
Aprendi que aqui se deve comprar a passagem de trem com antecedência, pois paguei bem caro pela minha passagem pois comprei na semana anterior.
De qualquer forma, sexta-feira às 6:30 da tarde peguei o trem na estação principal rumo a Dresden. A cabine onde fiquei era daquelas com 6 assentos, 3 de cada lado (um de frente pro outro) e estava um calor insuportável lá dentro (vide post anterior). Com o seguir da viagem melhorou, mas os alemães são loucos!

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Prédios bonitos em Dresden

Cheguei lá já era perto das 9 e fui direto pro hotel, com preguiça de sair. No dia seguinte saí pra explorar a cidade, que é MUITO menor do que eu imaginava. Em 6 horas eu vi tudo o que tinha pra ver e aí fiquei a ver navios.
Assim, a cidade é charmosa e tem vários prédios bonitos com história. A cidade de Dresden foi a que foi a mais bombardeada na II guerra e foi toda destruída, então a maioria dos prédios sao reconstruções, mas muito bonitas. Em 2002 teve também uma enchente muito grande do rio Elba e tiveram que renovar a ópera de Dresden, uma das mais famosas do mundo por causa da acústica que dizem ser das 3 melhores de todo o planeta!

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Mais uma vista bonita dos prédios de Dresden

Tem também o castelo de Zwinger, que pra variar tem entrada de graça (todas as outras atrações são pagas, pelos menos 9-10 euros!!), com um jardim legalzinho.

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Zwinger


O problema é que o tempo estava ruim, igual Londres. Vento, frio e chuva, o que deixa qualquer lugar miserável.

O fato de eu já ter viajado tanto e visto tanta coisa bonita e interessante significa que eu não me impressiono facilmente hoje em dia, então apesar de eu ter achado legal não foi dos lugares mais interessantes que eu já fui. Entretanto se tivesse sido a primeira cidade européia que eu tivesse visitado eu teria gostado bem mais!

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Frauenkirche

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Parte antiga da cidade vista do outro lado do Elbe

Saturday, 29 June 2013

Coisas que eu aprendi sobre Berlin

Em agosto de 2008 eu fiz um post parecido, mas sobre as coisas que eu havia aprendido no meu primeiro mês em Londres. Como já faz quase 5 semanas que estou aqui achei que era hora de fazer um sobre Berlin (e a Alemanha em geral, apesar de Berlin ser diferente do resto da Alemanha pelo que já me falaram).

- Bebida quente: É difícil você achar bebida gelada, mesmo em dias muito quentes. É tudo morno: água, refrigerante e até cerveja. Por mais quente que esteja os alemães gosta de bebida morna! Conversando com alguns que já estiveram no Brasil ou em outros lugares eles falaram que nos outros lugares todo mundo tem mania de tomar tudo gelado. É o contrário da Inglaterra ou Estados Unidos, onde o gelo ocupa metade do copo! Em alguns lugares eu pedi gelo e trouxeram, mas dia desses fui num bar e ao pedir gelo pro meu Apfelschorle a mulher falou que não tinham. Acreditem, um bar sem gelo!!

- Cozinha embutida: a maior parte das casas pra alugar não tem cozinha embutida. A pessoa quando se muda, por algum estranho motivo, leva os armários embutidos da cozinha junto! E se a casa nova tiver medidas diferente, como fazem? Deveria ser como nos demais lugares, onde o proprietário manda fazer/compra os móveis embutidos da cozinha e deixa lá pros inquilinos usarem.

- Seguro: os alemães são tipo os americanos, adoram um seguro! É tudo quanto é tipo, tem os normais que todos têm, como carro e saúde, mas tem o seguro pessoal e o seguro legal, pois caso alguém resolva te processar, por mais ridículo que seja o motivo (um vizinho por causa do barulho, ou o dono da casa porque você sujou a parece, ou se você sem querer pisou no pé de alguém na rua), você não vai gastar centenas de euros na batalha juducial.

- Caixa postal: por algum estranho motivo os apartamentos não têm número. O interfone tem o sobrenome do (s) morador (es). Quando a gente se muda a gente tem que colocar um papel com fita adesiva em cima do nome que tava lá antes. E além disso são normalmente 3 blocos: o da frente, o de trás e o do lado (literalmente essas palavras em alemão). A maioria dos prédios (como o meu) não tem indicação do bloco onde cada pessoa mora, então quando tem alguma entrega ou quando você vai em algum lugar pela primeira vez tem que perguntar pra pessoa em que bloco ela está e em que andar, pois não tem como saber!

- Lavadora de roupa: os alemães são super meticulosos com os programas de lavar roupa. As máquinas de lavar tem trocendos programas diferentes e eles os usam todos, sendo que a maioria dura umas 2 horas! Eu só uso o “eco fácil”. A única coisa que faço é separar as coloridas das brancas.

- Imposto de igreja: Se você foi batizado tem que pagar imposto pra igreja, não interessa se vai a igreja ou não. Ou isso ou você preenche um formulário abdicando de fazer parte da sua religião.

- Registro: falando em formulário, não sei se isso é resquício de governo comunista controlador, mas cada vez que você se muda você precisa se registrar com um órgão governamental do seu bairro, levando o contrato de aluguel. Isto é obrigatório pra conseguir conta em banco, ou pra qualquer pessoa que vá ficar aqui mais de 6 meses senão a pessoa ganha multa.

- Ar condidionado: voltando ao assunto de coisa quente, aqui é impossível achar algum lugar com ar condicionado. Claro que não é calor o tempo inteiro como no Brasil, mas em Londres era frio o tempo inteiro e os ingleses com o ar condicionado maldito sempre ligado no frio. Aqui é o extremo oposto. Pode estar 40 graus que não vai ter ar condicionado ligado! Quase passei mal na academia esses dias! Eu odeio ar condicionado, mas tava tão quente que não tinha como ficar lá dentro, e os alemães malhando como se não tivesse nada de anormal naquela situação. Nunca achei que ia querer um ar condicionado. Se bem que ainda odeio vento frio batento direto em mim.

- Berlin é a cidade dos alternativos. É o paraíso dos vegans (tá cheio de super mercado vegan em tudo quanto é lugar), do pessoal que quer usar cabelo louco ou decorar a casa de um jeito meio estranho. Tá cheio de artista e designer que mora aqui e adora! Não é uma cidade pras pessoas certinhas.

- Cigarro: a PIOR coisa são esses MALDITOS fumantes. É impossivel respirar ar puro porque essas pragas estão em tudo quanto é lugar com seus cigarros infernais poluindo o ar ao redor de todos. Nos dias de calor é bom ficar na rua, mas vivo mudando de lado na calçada porque sempre tem um idiota com um cigarro aceso. Até teria interesse de ver a incidência de doenças do cigarro aqui porque é incrível o que eles fumam!

Por enquanto é isso o que eu percebi, mas aos poucos vou aprendendo mais coisas sobra a cultura do lugar e do país. Tomara que eu faça amigos locais pra aprender mais, por enquanto só conheço outros estrangeiros.