Monday, 23 September 2013

Halberstadt

Aproveitando meus últimos dias na Alemanha eu resolvi fazer uma viagem até a cidade de Halberstadt, na região de Sachen-Anhalt. O motivo desta viagem é que meus antepassados por parte de mãe saíram desta cidade no começo dos 1900 para imigrar para o Brasil, onde nasceu meu avô.

Sempre tive muita curiosidade com relação à descendência alemã, tanto é que aprendi alemão, então não podia deixar esta oportunidade passar.

Apesar da distância resolvi ir e voltar no mesmo dia, o que foi bem cansativo, pois foram 3 horas de viagem na ida e mais 3 na volta, tendo que trocar de trem, mas valeu a pena. O único problema é que eu infelizmente escolhi o pior dia da semana pra fazer esta viagem: segunda-feira. Nas segundas-feiras é tudo fechado. Eu não esperava isso pois aqui em Berlin domingo é que é tudo fechado. Por isso infelizmente não consgui ir até o arquivo da cidade procurar informações sobre os meus antepassados, e as pessoas com o mesmo sobrenome que moram em Halberstadt, que eu achei na internet, não tinham informação nenhuma sobre a história da família, então por enquanto vou me contentar com o que eu vi na cidade e o que a minha imaginação projetou quando estava caminhando pelas ruas de Halberstadt.

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Chegando na estação de Halberstadt
Catedral vista da praça
Catedral vista de for a
Dentro da catedral
Eu ao lado da Frauliebkirche

Comecei a visita passando pelo centro de informações, que tem um mapa grátis com 3 roteiros para visitação, num tempo total de 3 horas. Existem várias igrejas na cidade, mas só consegui entrar em duas delas.

A primeira foi a catedral, ou Dom, em alemão. Fiquei surpresa com o tamanho dela, assim como o tamanho da cidade, pois achei que seria uma vila e na real são mais de 45000 habitantes. A catedral é muito bonita por fora e por dentro, com muitos detalhes nas paredes e no altar.

A catedral fica de um lado de uma praça chamada Domplatz, e no outro lado fica a igreja Liebfraukirche, que não é grandiosa como a catedral, mas é famosa por ter um painel muito antigo, do ano de 1200, que está pra ser renovado.

Fui também até a biblioteca da cidade ver se havia algum livro sobre famílias de Halberstadt mas não havia nenhum. A biblioteca inclusive está num lugar que era uma capela antigamente, então parte do prédio tem aquela curvatura que as capelas têm, o que deixa a sala de leitura bem charmosa.

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Casinhas típicas alemãs, que parecem cenário de filme
Caminhando por um dos parques da cidade
Na frente de um monastério

Halbertadt tem muitas Fachwerkhäuser, aquelas casinhas típicas alemãs,  algumas de madeira colorida e muitas inclusive parecem casas de boneca de tão pequeninhas que são as janelas e portas, e os enfeites todos, as flores, realmente muito bonitinhas!

Estas casas ficam na parte antiga da cidade, o Altstadt, comum na maioria das cidades alemãs. Fiquei várias horas caminhando pelas ruazinhas do centro antigo, imaginando que de repente meu tataravô deve ter passado pelas mesmas ruas ou de repente até morado em alguma daquelas casas.

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Prédio da prefeitura
Casinha que parece de boneca
Casas da Vogtei, a rua mais antiga

Caminhei por um parque até chegar na igreja Buchardi, que é famosa por ter uma música de um compositor chamado John Cage, cuja música deve ser tocada da forma mais devagar possível, e o resultado é que a cada ano uma nota da música é tocada e a música inteira só vai ser finalizada em 300 anos.

Não longe dali encontrei o lugar onde mora uma das Wagenführ, mas esta mesma pessoa, já de idade bem avançada, demonstrou não ter interesse nenhum em ajudar, então nem insisti e resolvi continuar a caminhada.

Passei pelo prédio da piscina pública, que foi aberta em 1900 e funcionou até 1990. De repente meus parentes distantes iam nadar nessas piscinas nos dias de calor.

Caminhei então pela rua Vogtei, que é uma das ruas mais antigas da cidade, por onde passa o bonde. As casinhas nesta rua também são bem charmosas e antigas.

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As 4 torres da Liebfraukirche
Eu caminhando pela cidade
Algum parente distante

Depois disso comecei a voltar devagar pra estação de trem. Desde a hora que cheguei na cidade, que foi meio-dia, até às 5:30 da tarde eu fiquei caminhando sem parar. Inclusie almocei um sanduíche que eu havia levado enquanto caminhava. A cidade tinha mais coisas interessantes pra ver do que eu havia imaginado. Gostaria de ter visto um parque famoso que tem vista bonita pra cidade, assim como ter visto o cemitério pra ver se achava algum Wagenführ por lá também. De repente num futuro distante eu volto e faço o que não consegui fazer.

Foi um dia muito cansativo, mas também de realização, não só minha, mas também dos familiares do Brasil que não puderam visitar a cidade de origem.

O vídeo da viagem está em http://www.youtube.com/watch?v=0aZQf28ZWTI&feature=youtube_gdata

Saturday, 14 September 2013

Conhecendo melhor Berlin

Não te discussão: a melhor forma de conhecer bem um lugar é morar neste lugar por um tempo. Quando estive em Berlin por 3 dias ano passado vi as principais atrações turísticas da cidade, entretanto os redutos que mais gostei são os que não são tão turísticos e que só conheci agora, morando aqui. O fato de eu ter conhecido uma amiga alemã que mora aqui faz bastante tempo também ajuda bastante a conhecer os lugares interessantes.
Sexta-feira à noite fui num bar chamado Schokolade, em Rosenthaler Platz. A Sue (essa amiga alemã) sugeriu que fôssemos lá pois é um dos poucos lugares que ainda tem o típico caráter de Berlin dos anos 70-80.
Infelizmente eu achei o lugar um saco… o maior problema de Berlin pra mim é o cigarro. Já mencionei aqui que todas as pessoas fumam e existem ainda muitos bares para fumantes, e este era um deles. Não só eu estava me sentindo mal com a fumaça toda, que ardia meus olhos e não me deixava respirar direito, as opções de bebida não eram do meu gosto assim como a música. Não vou entrar em detalhes, mas eu não estava me divertindo nada, então resolvi ir pra casa cedo e os demais ficaram lá aproveitando.
A única coisa que eu achei interessante no lugar foi a decoração, e agora que não estou mais lá posso dizer que a experîência foi interessante, mas nunca repetiria!

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Meu copo com a pior vodka que já tomei na vida, não consegui terminar. Cinzas de cigarro em cima da mesa, e a decoração dos anos 80 no bar Schokolade

No dia seguinte eu acordei tarde e resolvi tomar um brunch no Café Zuckerstück, que tem aqui do lado de casa, aquele mesmo que já mencionei aqui várias vezes, e comi um brunch. O pão, feito por eles mesmos, é absolutamente d-e-l-i-c-i-o-s-o. O brunch me deu bastante energia até a hora da janta!

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Lendo meu livro no Café Zuckerstück


Fui no super mercado comprar mantimentos pro fim de semana e tinha a feirinha de sábado do lado do super mercado, onde comprei um pedaço de salmão norueguês, que acabei de comer.

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Feirinha de sábado do lado do meu apartamento

O dia estava absolutamente lindo e resolvi ir e voltar caminhando pra academia, o que em si já dá uma hora. No caminho fui parando pra prestar atenção em alguns lugares que sempre via mas nunca parei pra olhar, como:

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Cemitério judeu

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Árvores no caminho pra academia, gosto muito do verde

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Placas na frente de casas de pessoas que foram deportadas e mortas em campos de concentração. Está cheio delas pela cidade

Depois de um banho eu me arrumei pra encontrar a Susanne em Warschauer strasse pro Bier Festival. Peguei o tram de Eberswalder strasse até lá. No caminho o tram passou por um lugar que eu ainda nâo tinha tido a oportunidade de ver, o Frankfurter Tor, abaixo

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Frankfurter Tor

O ponto final do tram é a estação de Warschauer strasse, e lá fiquei vendo uns artistas de rua enquanto esperava a Susanne. Tinha uma menina dançando com um bambolê e um cara fazendo um tipo de rap, tava bem legal.

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Artistas de rua em Warschauer strasse

Dali fomos caminhando até o Bier festival, que fica numa área onde tem vários prédios que parecem abandonados, mas que de noite são boates que ficam cheias até de manhã cedo!

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Nem preciso dizer que o lugar era cheio de desenhos por tudo quanto é lugar, como é típico de Berlin.

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Minha amiga Susanne

A decoração dentro dos lugares era bem diferente também, cheia de coisas coladas nas paredes, mais desenhos, e velas derretidas.

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Decoração de velas derretidas

Compraram uma cerceja pra mim, que obviamente não consegui terminar, pois não gosto de cerveja, não importa o quanto eu tente tomar, e nos sentamos num estacionamento que era um campo bem grande e onde tinha mais barraquinhas de cerveja do festival. Encontramos uns amigos da Susanne e ficamos sentados lá cada um com sua cerveja.

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Vista de onde eu estava sentada, enquanto tentava tomar a cerveja

Depois os demais foram embora e como eu e a Susanne estávamos com fome resolvemos achar um restaurante pra comer. No caminho passamos por uma loja de camisetas de todas as cores, que fica aberta até meia-noite, coisa que nunca havia visto em Berlin.

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Achamos um bar/restaurante bem legal, onde comi um hamburguer. Eles tinham vodka do meu gosto, o que fez que eu ficasse satisfeita com a escolha, pra compensar a noite anterior.

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Bar onde jantamos em Simon Dach strasse

Foi um dia cheio, mas muito legal pois conheci lugares e pessoas novas e conheci Berlin um pouco melhor.

Saturday, 7 September 2013

Dia de passear

Na previsão do tempo constava que sábado teríamos 26 graus e muito sol, e que domingo seria igual. Como já estamos em setembro as chances deste fim de semana ser o último de verão são muito grandes, então resolvi fazer um programa de verão e ir a um lago aqui em Berlin.

Fomos no numa “praia” que fica no caminho a Erkner, que é um pouco fora de Berlin. Fui com a minha amiga holandesa e a irmã dela que está visitando Berlin.

Esta minha amiga mora aqui em Prenzlauer Berg também e fomos juntas. Demorou uma hora pra chegarmos até a praia porque hoje os trens estavam ou em obras ou atrasados.

Descemos na estação de Rahmsdorf, e fomos caminhando até a margem do lago onde tem uma ferry, que é parte do transporte público de Berlin, que viaja em círculo naquela área e faz 4 paradas. Infelizmente esta ferry só parte a cada hora, mas felizmente só esperamos 30 min para a próxima. Descemos na segunda parada, que é onde tem a praia.

Primeiramente sentamos num café pra almoçar, pois já eram mais de 1:30 da tarde. Nenhuma de nós estavamos com muita fome e a garçonete foi legal e nos deixou pedir o menu para crianças, pois as porções são menores.

Depois do almoço caminhamos por 2 minutos e chegamos na praia, que foi o lugar que mais se parece com praia que eu fui aqui em Berlin até agora. Tem uma faixa de areia decente, mas é inclinado em direção ao rio, mas não a ponto de ser desconfortável de deitar. A água era bem mais limpa do que outros lagos ou rios que eu vi aqui, e até tentei entrar, mas estava MUITO gelada, então só fiquei deitada pegando sol e até tirei um chochilo no sol de 26 graus.

Ás 4 da tarde saímos dali e o plano era pegar um barco a remo que cruza as duas margens do rio, que estão cerca de 30 metros uma da outra, mas apesar disso esse barco a remo só sai uma vez a cada hora, o que realmente é ridículo pois a distância é muito curta. Este barco a remo é parte do transporte público de Berlin e tem timetable e tudo!

Resolvemos então terminar o passeio ali e voltar pro centro de Berlin.

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No barco em direção à praia
Eu e a Carljin no almoço
Eu na “praia”

Neste lugar existem várias casas na margem do rio, todas de veraneio, com jardins muito bonitos e algumas com escorregador que dá direto no rio. Realmente famílias que possuem estas casas conseguem aproveitar muito bem o verão na Alemanha!
Achamos um lugar com sorvete bom e barato e fizemos uma pausa. 2 bolas de sorvete saiu 1.60 euros, praticamente metade do que em qualquer outro lugar em Berlin.

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Uma das casas na beira do rio
Tomando sorvete pra refrescar

Uma vez no centro de Berlin eu resolvi sair do metrô em Alexander Platz e comi um cachorro quente. Claro que a culpa bateu e como o dia estava ainda muito bonito, quente e sem nenhuma nuvem no céu, resolvi ir caminhando até em casa, passando pelos meus lugares preferidos do bairro onde moro.

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Wasserturm vista da Metzer strasse
Metzer strasse, uma das minhas ruas preferidas de Berlin

Fui subindo de Alexander Platz pela Prenzlauer Alee e depois entrei na Metzer strasse, que é uma rua cheia de árvores e prédios muito bonitos. Eu adoraria morar nessa rua!

 

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Kollwitz strasse e seus restaurantes
Kollwitzplatz e as mesas de ping pong
Mais um resaurante em Kollwitzplatz

Caminhei até a esquina com a Kollwitz strasse, onde tem o LPG market, e aí subi a Kollwitz strasse, passando pelos restaurantes e butiques pelos quais esta rua é famosa, até chegar em Kollwitz Platz, um parque onde tem parquinho pras crianças e pessoas jogando ping pong. Aqui em Berlin qualquer parque tem mesa de ping pong e sempre tem gente jogando. Será que os alemães se dão bem em ping pong nas olimpíadas? Eles devem perder só pra China.

 

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Prédios em Sredzkistrasse
Kulturbrauerei em Sredzkistrasse

Entrei à direita na Sredzkistrasse e fui caminhando até a Kulturbrauerei, onde entrei à direita na Schönhauser Allee. Fui caminhando vendo as lojas e os restaurantes e parei pra comprar uma calça legging numa loja.

Fui seguindo por ali até chegar na minha rua, que é logo depois da estação de Schönhauser Allee.

A caminhada deu cerca de 1 hora e foi muito agradável.

Com certeza vou sentir muita falta daqui quando eu for embora. Foi um dia muito agradável.

 

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Um dos cafés excêntricos em Schönhauser Allee
Vista da entrada do meu prédio

Sunday, 18 August 2013

Copenhagen–Dia III

Neste último dia só pudemos passear de manhã. Resolvemos ir na área de Fredericksberg, que é residencial, cheia de árvores e bem bonita. A rua principal pela qual caminhamos lembrava uma versão menor da Champs Elisees.

Fomos até o parque principal que tem naquela área e vimos várias famílias passeando por lá, pessoas jogging ou andando de bicibleta, enfim, todo mundo aproveitando o domingo. O parque é bem grande, mas nao tão legal quanto o de Rosenborg. Tem também um palário neste parque, que fica numa colina, e tem um rio.

Não tivemos muito tempo ali e logo já voltamos pro hotel pra fazer o check-out e ir pro aeroporto, onde comemos outro cachorro quente. Ficamos viciados no cachorro quente dinamarquês!

O vôo saiu no horário e uma vez em Berlin foi fácil chegar em casa. A vantagem de cidade menor é que é mais fácil e rápido de se chegar nos lugares.

Uma coisa que eu percebi em Copenhagen é que igual na Suécia, a maioria da população é bonita, e todo mundo fala inglês muito bem. Os garçons e garçonetes parecem ser todos modelos, incrível como são bonitos!! E até o vozinho que vende cachorro quente, ou morador de rua, falam inglês muito bem, é impressionante!

Gostei muito da viagem, achei Copenhagen uma cidade interessante. É pequena, mas cosmopolita, tem vários parques, que foi um dos motivos que eu gostei bastante, e pode-se ter um estilo de vida tranquilo com a segurança de viver num país nórdico. O único problema é ter que sobreviver o frio e a escuridão do inverno. Não existe país perfeito…

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Passeando por Frederikberg
Parque de Frederikberg
Esperando o ônibus pra voltar pra casa, em Berlin

Saturday, 17 August 2013

Copenhagen–Dia II

Tomamos café da manhã num lugar perto do hotel onde comi um croissant e havia suco de laranja natural, muito bom.

Este segundo dia começou com o tempo bem ruim, chuvinha fina e meio frio. Passamos de novo pela Stroget e vimos um mercado numa das ruazinhas de trás. Dali passamos pela tal da Round Tower, que é uma torre redonda que parece que tem vista bonita da cidade, mas não tivemos vontade de subir. Enquanto estávamos ali passou uma bandinha de oficiais desfilando, foi bem legal.

Logo já estávamos no parque do Palácio de Rosenborg, que achei muito bonito. O prédio do palácio eu também achei muito bonito! Logo atrás do palácio vimos também o jardim botânico.

Dali pegamos o metrô e fomos até a área de Christianshavn, onde almoçamos um cachorro quente delicioso, que tem pela cidade inteira! Vem pão, salsicha, cebola, um negocinho tipo batata palha e pickles. Muito bom e por um preço também muito bom.Facebook3

Parque do palácio de Rosenborg
Palácio de Rosenborg
Jardim botânico
Cachorro quente delicioso
Comendo como os locais, sentado na beira do canal

Sentamos na beira de um canal ali perto pra comer o cachorro quente e depois disso fomos ver a “cidade” de Christiania, que é uma área (a principio) independente da cidade. Não sei muito bem como funciona, mas começou com squatters que tomaram conta de uns galpóes da marinha há vários anos e agora eles têm a cidade deles com as regras deles, e o consumo de drogas “leves” é tolerado. Tanto que lá tem barraquinhas vendendo não só estas drogas como utensílios para uso de várias substâncias, que eu realmente não entendo como funcionam. Cada barraquinha tinha fila de pessoas, e além disso tinham barraquinhas vendendo bijouterias e roupas rastafari. TInha música tocando, tem bares e até um mini mercado lá dentro. Me lembrou muito a UFSC aquele ambiente despojado e cheio de gente fumando o que quer que fosse. Não ficamos muito tempo lá. Foi interessante, mas não é meu tipo de ambiente e logo fomos embora.

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Igreja Church the Savior
Entrada de Christiania
Prédio da bolsa
Jardim da biblioteca real, meu lugar preferido
Esperando a janta, morrendo de fome

Caminhamos até a tal e Ilha dos Palácios, que fica logo ali perto, e vimos o prédio da bolsa de valores, que é bem interessante de fora, e ao entrarmos na parte do palácio vimos um jardinzinho que eu adorei! Foi minha parte preferida da viagem! O tempo havia mudado, havia bastante sol, e este jardim fica nos fundos da biblioteca real, e tem um chafariz bonito, árvores e flores, que junto com o prédio bonito da bilbioteca eu achei espetacular!

Depois disso voltamos até o primeiro jardim que visitamos, o do palário de Rosenborg, e como o tempo estava lindo (mudou da água pro vinho) estava cheio de gente sentada na grama. Nós nos sentamos lá e ficamos descansando. Eu inclusive tirei uma soneca.

Na hora da janta fomos caminhando pela cidade atrás de um lugar pra comer. Fomos num restaurante recomendado por alguém que eu conheço que morava em Copenhagen. Nos sentamos e ao ver o menu vimos que os pratos mais baratos eram 30 euros! Achamos demais e só tomamos um vinho e continuamos na busca por um restaurante. Caminhamos o centro inteiro, fomos até o outro lado da cidade, e não conseguimos achar nada que a gente quisesse. Resolvemos voltar pro hotel pra se trocar e voltar pra área do Meat Packing, pois lá sabíamos que havia vários restaurantes, quando passamos por um restaurante italiano que era bem legal e acabamos jantando ali. A comida era gostosa, não tão boa quanto a da costa Amalfitana, mas muito boa. Havia na mesa do lado um casal, ela dinamarquesa e o cara brasileiro. Ele nos ouviu falando poruguês e começamos a conversar, os 2 muito simpáticos. Nos falaram que o restaurante divide a cozinha com um do Michelin star que fica ali do lado. Claro que os melhores ingredientes vão pros pratos servidos no Michelin star…

Mais um dia de bastante passeio e descobertas.

Friday, 16 August 2013

Copenhagen–Dia I

Queria muito aproveitar este verão pra viajar pra algum país nórdico, uma vez que no inverno isto se torna impossível, pelo menos pra mim. Desta vez resolvemos ir pra Copenhagen, aproveitando a visita do André aqui em Berlin.

Saímos de Berlin numa sexta de manhã e voamos a partir de Tegel, o principal aeroporto de Berlin, que é absolutamente horrível. É muito antigo, pequeno e as como a maioria dos viajantes lá não viajam frequentemente as filas de check-in e segurança são sempre muito devagar.

O avião era daqueles pequeninhos pois o vôo de Berlin a Copenhagen dura somente 45 min. O aeroporto de Copenhagen é grande e moderno e lá pegamos o trem até a estação central de Copenhagen, que ficava perto do nosso hotel.
Copenhagen foi das cidades mais caras que já visitamos. Ficamos num Best Western localizado no centro, e pagamos quase 150 libras por noite, um preço ridiculamente caro pra este nível de hotel. Sò que TODOS os hotéis em Copenhagen são caros. Os backpackers melhorzinhos custam 80 libras por noite.

Assim que largamos as coisas no hotel fomos almoçar num restaurante italiano não muito longe. A menina que nos atendeu era polonesa que falava português com sotaque de Portugal, coisa que não esperávamos.

Depois do almoço fomos caminhando pro centro, vimos o prédio da prefeitura, e continuamos até chegar na Strøget, que são várias ruas zona de pedestre, cheias de lojas, bem no centro da cidade. Seguindo por estas ruas chegamos na rótula Kongens Nytorv, que tava toda em reforma. Logo aí perto fica o tão famoso Nyhavn, aquela rua com o canal e as casinhas coloridas ao fundo.

Tava cheio de gente nos barzinhos e restaurantes, haviam pessoas sentadas na margem do canal e barcos cheios de turistas chegavam e saíam para fazer um passeio pelos vários canais de Copenhagen. Ficamos um tempão batendo fotos e nos sentamos na margem do canal pra descansar um pouco.

Depois de recuperados fomos caminhando até o palácio Amelienborg, que fica entre o rio e a catedral de mármore. Dali continuamos a caminhar até chegarmos na fonte de Gefion e St. Alban´s Church, que ficam logo na entrada do forte Kastellet. Continuando a caminhada fomos até a Little Mermaid, a famosa escultura de uma sereia que foi criada por causa da história da pequena sereia e que muitos consideram o símbolo de Copenhagen. Esta estátua já sofreu vários atos de vandalismo: já foi decapitada, teve um braço roubado, tomou banho de tinta, entre outras coisas. Tudo coisa de pessoas que não gostam da idéia desta estátua representar o lugar e quererem protestar por algum outro motivo.

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Stroget, a rua de compras
Nyhavn, o pier famoso
The Little Mermaid
Soldado no palácio de Amelienborg
Gefion fountain
Parque a caminho da Little Mermaid

A distância caminhada foi bem grande do nosso hotel até esta estátua, e na volta paramos num restaurante ali no porto onde o André tomou um café e de lá voltamos pro hotel. Inclusive pegamos um ônibus num certo ponto, que parou perto do hotel, e a passagem custou 3 euros cada. MUITO caro comparado com qualquer outro lugar!

Fomos pro hotel e descansamos por algumas horas, o que nos deu energia pra depois sair pra jantar no distrito que chamam de MeatPacking. Este lugar tem vários restaurantes, estúdios de tatuagem e boates de strip tease, é o Red Light District.

Jantamos num restaurante bem bom onde comi uma massa e inclusive tomei a cerveja Carlsberg e achei gostosa, apesar de eu não gostar de cerveja.

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Nossa janta em Copenhagen
Eu tomando Calrsberg, que acabei gostando

Sunday, 28 July 2013

Hann. Münden

No domingo fomos convidados pra tomar brunch na casa da Frau Krasky. Ela mora mais afastada do centro da cidade em um apartamento de 1 quarto (mas com sala. Aqui na Alemanha apartamento de 1 quarto é kitinete, e o que pra nós é apartamento de 1 quarto pra eles são 2. Vai entender…). Não é charmoso como a casa onde ela morava mas para uma só pessoa está muito bom.

O brunch teve praticamente as mesmas coisas que comemos no jantar da noite anterior, com o acréscimo de ovos e iogurte.
Logo depois a Gisella levou a nós todos para um passeio por alguns lugares perto de Göttingen pois ela tem carro.
Primeiramente fomos num monastério chamado Bursfelde, que fica na margem do rio Weser. Paramos ali por tempo o suficiente para uma olhada rápida. O local é bem traquilo e bom pra meditação. 

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Monastério de Bursfelde

Fomos então pra cidade de Hann. Münden, que fica ali perto.

Eu já havia visitado esta cidade, mas achei que seria de bastante interesse pro André. Da mesma forma que na França visitei a vila de St. Paul de Vence, ou San Gimignano na Itália, que são vilas pequenas e típicas do país onde estão localizadas, esta cidade é típica alemã com as Fachwerkhäuser e as ruazinhas estreitas.

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Cidade de Hann. Münden
Frau Krasky, eu e Gisella no church cafe

Eu e o André fomos caminhar pela cidade e depois nos encontramos com a Frau Krasky e a Gisella num café. Este café era interessante pois é numa igreja. Alguém comprou o prédio da igreja e a transformou num café. Os bancos das igreja são assentos e tem mesas entre eles. Eu achei bem criativo. Fica em Aegidinplatz.
A pergunta que fica é se o dono da igreja precisa pagar imposto…

Claro que depois teve pausa pra um sorvete pois estava bem calor. Ainda bem que neste dia estava nublado, pois se tivesse sol teria dado perto de 40 graus!

De noite eu e o André fomos jantar no restaurante Vapiano, e a comida estava muito gostosa. Apesar de ser uma chain, a comida do Vapiano é muito boa!

Na segunda-feira nosso trem atrasou de novo (por causa de umas enchentes que deram no norte de Alemanha cerca de 1 mês atrás) e tivemos tempo de visitar o jardim botânico de manhã. A Frau Krasky foi se despedir de nós na estação. Gostei muito desta visita a Göttingen, de rever os lugares que eu ia depois da aula, as coisas que eu fazia. Quem sabe daqui a 10 anos eu volto pra outra visita…

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Despedida de Göttingen