Saturday, 15 March 2014

Todas as minhas coisas

Depois de 10 meses vivendo temporariamente em diversas casas diferentes (passei por 6 casas diferentes neste tempo), com o conteúdo de duas malas, finamente tenho todas as minhas coisas num lugar meu. Há uma semana mudei-me para um apartamento de 1 quarto aqui em Londres, no bairro onde eu morei por quase 3 anos antes de ter ido pra Alemanha em maio de 2013. O apartamento fica num prédio, 4 números pra frente de onde eu morava, exatamente do lado da academia.
A mudança não foi nem um pouco tranquila (nunca é). Era já noite quando eu vi o apartamento pela primeira vez. No inverno de Londres não tem como ser muito diferente, pois escurece cedo. Eu saí do trabalho e me cadastrei numa das dezenas de imobiliárias do bairro, e numa delas eles tinham um lugar de preço e tamanho similares que eu queria, que eu poderia ver naquela mesma hora. Havia um casal morando aqui, e o lugar pareceu bem aconchegante a meia-luz, e era quentinho apesar do dia frio. Olhei as coisas principais do apartamento e vi que não seria uma má escolha voltar pra este bairro, onde já conheço as coisas todas, tem a academia, as lojas, a clínica onde ainda estou registrada, e das poucas pessoas que eu conheço que ainda estão em Londres, 5 delas estão perto daqui, o que faz diferença. Fiz uma oferta que foi aceita, mas tive que esperar 5 semanas entre o dia que a oferta foi feita e o dia que eu me mudei. Neste meio-tempo fiquei na casa da mãe da minha amiga, aquela mesma casa onde fiquei quando vim pra Londres pela primeira vez em 2008. Infelizmente o pai da minha amiga faleceu recentemente, e foi até bom eu ter ficado lá fazendo companhia pra mãe dela. Nos damos bem, conversamos bastante, eu a ajudei com as coisas de computador, como internet banking, e ela me trouxe de carro até aqui no dia da mudança. Vou sentir falta da companhia dela, mas tava cansada de pêlo de gato em todos os lugares da casa, e de ter gato subindo no balcão da cozinha comer a minha comida. Realmente gato não é um animal que eu goste de ter por perto…
Neste meio tempo me estressei com a imobiliária, que deu um show de incompetência e falta de informação. Imoboliárias e agentes de RH em Londres são absolutamente abomináveis!
Mas voltando á mudança. Quando cheguei no apartamento com algumas das minhas coisas pra pegar as chaves (a mudança seria no dia seguinte), fiquei absolutamente chocada! O lugar estava sujo e com cheiro de cigarro. Nunca eu havia me mudado pra um lugar em estado tão ruim. As janelas estavam pretas de sujeira (no dia que eu vi a casa, por ser de noite, as cortinhas estavam fechadas)! Saí triste e querendo ir embora pra sempre, já contando os dias pra dar 6 meses, que é o tempo do meu contrato, pra eu poder sair. No dia seguinte vim com o resto das minhas coisas, que estavam em storage em Richmond, atrás da casa infernal onde passei 2 meses morando com um landlord insuportável no fim do ano passado. Foi a melhor coisa ter visto aquele lugar pela última vez…
As caixas ficaram empilhadas na sala a semana inteira, pois não queria tirar nada antes que a casa estivesse limpa. Passei o fim de semana inteiro limpando. 1 dia só pra cozinha e banheiro, e outro dia comprando mantimentos e coisas pra casa, pois não tinha absolutamente nada pra cozinha.
A semana inteira foi eu fui pro trabalho e depois vinha para casa limpar mais alguma coisa e desempacotar. Demorou a semana inteira, mas na sexta-feira finalmente eu havia desempacotado tudo e cada coisa estava em seu lugar. Agora, domingo, a casa está limpa e ajeitada, já tenho telefone funcionando, e vou começar a aproveitar o meu apartamento, que é pequeno, mas aconchegante e quentinho. As janelas estão limpas, pega sol o dia inteiro, o que eu adoro, tem uma árvore de Magnólia linda e cheia de flores no quintal, onde tem tambem cadeiras e mesinhas pra se sentar em dias quentes. Estou adorando estar de volta nesta vizinhança e hoje mesmo me matriculei na mesma academia que eu ia, começo amanhã.
Comprei vários utensílios de cozinha e agora só como em casa. Ontem fiz polenta com carne, que ficou delicioso!! Hoje fiz feijão na minha panela de ferro nova, que também ficou muito gostoso. Já recebi visita de um amigo meu, que mora aqui perto e vejo me ajudar, e estou começando a me sentir em casa. Quero comprar umas flores pra enfeitar e perfurmar o lugar (aos poucos o cheiro de cigarro está saindo) e logo quero chamar meus amigos pra vir conhecer.

Vida nova em lugar antigo, espero que eu seja feliz aqui! Smile

Saturday, 1 March 2014

A bit of culture

Hoje faz exatamente 1 mês que eu voltei pra Londres, e resolvi que todo fim de semana, quando possível, quero ver um lugar diferente da cidade. Já vi todas as atrações turísticas, daquelas principais, e agora quero continuar a ver as atrações interessantíssimas, mas que não estão ao alcance dos turistas simplesmente porque eles não sabem que elas estão lá, ou sabem, mas não têm tempo de visitá-las.

No sábado passado eu fui ver uma exposição da Biblioteca Britânica (British Library), sobre a época Georgiana, que foi entre 1700 e 1800. A exposição explicava todas as mudanças que aconteceram na sociedade britânica naquela época. Achei super interessante tudo o que eu aprendi. As construções típicas daquela época estão espalhadas por todos os lugares da Inglatera: A meia-lua de casas na cidade de Bath (http://grazineurope.blogspot.co.uk/2008/12/bath.html) e a rua Regent´s street em Londres são bons exemplos da arquitetura Georgiana. Havia um arquiteto muito famoso naquela época chamado Sir John Soane, e ele modelou a façada de dezenas de construções em Londres, incluindo a do banco de Londres. Foi na época Georgiana que as pessoas começaram a dar valor em mobiliar a casa com artigos bonitos, o que fez com que surgissem lojas de móveis e artigos para casa, onde as pessoas com meios faziam a compra do mobiliário das casas. As condutas de interação em sociedade também começaram a evoluir: as pessoas queriam mostrar ser bem educadas, que se interessavam por cultura, música, e foi quando surgiram os primeiros jornais de veiculação diária ou semanal. As primeiras revistas de celebridades surgiram nessa época e as pessoas tinham curiosidade em saber o que os famosos estavam vestindo e que lugares eles frequentavam. O teatro, ballet e esportes como boxe cresceram bastante e as pessoas de certa classe social (e não só a realeza) assistiam a estes eventos.

Esta biblioteca fica do lado da estação de King’s Cross, e do lado fica um dos prédios que na minha opinião é dos mais bonitos de Londres, um hotel recentemente reformado. Eu sempre gosto de ir lá pra admirar o prédio!

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O St. Pancras Renaissance Hotel

Dali fui caminhando pelos arredores, uma área que não vou frequentemente, mas que eu acho interessantíssima. Comecei a caminhar pelas ruazinhas desertas até chegar num parque, também deserto, e fiquei admirando os prédios que eu via nas ruas.

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Algum cemítério antigo

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Explorando as ruas e parques perto de Kings Cross

Neste sábado eu fui lá pra mesma área, mas fui visitar outros lugares. Comecei pelo Museu Britânico (British Museum). Este é um lugar bem turístico e por este motivo estava bem cheio. Eu queria visitar os andares superiores do museu, que eu ainda não tinha conseguido ver nas duas outras vezes que eu estive lá. É um museu muito grande e por isso é difícil ver tudo um dia só, se a pessoa quer realmente aprender algo. Vi algumas coisas interessantes, mas como eu já visitei dezenas de museus pelas minhas viagens pela Europa, desta vez não vi nada que tenha me chamado a atenção em especial, mas eu aprendi sobre a época dos samurais no Japão, onde vi uma coisa que achei engraçadíssimo sobre um costume de peregrinação na época dos samurais, onde toda a sociedade peregrinava, inclusive crianças e idosos, e a lei dizia os enfermos podiam mandar seus cachorros no lugar. hahahahahaha

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Saindo dali eu fui correndo viitar o museu do Sir John Soane, aquele arquiteto sobre o qual eu havia aprendido na semana anterior na minha visita na British Library. Ele era professor de arquitetura, e ele e sua esposa receberam uma herança, que usaram para comprar uma casa num lugar bem legal perto de Holborn, chamado Lincoln Inn Fields. Ele colecionava obras de arte, modelos de gesso, livros, e transformou sua casa num museu;biblioteca que podia ser visitado por seus alunos, para que eles pudessem observar e estudar sua coleção antes e depois das aulas. Ele fez clarabóias para experimentar com luz nos vários ambientes da casa. Hoje o museu é gratuito, e foi interessantíssimo ver aquele labirinto de cômodos cheio de coisas pelas paredes. Cada cômodo tinha um nível de luz natural, e ele inclusive fez uma cripta, com sarcófago e tudo. Gostei muito deste lugar.

Saindo dali fiquei caminhando sem rumo pelas ruas de Londres, e passei por lugares que eu já tinha ido há bastante tempo atrás, e tambem por lugares que eu nunca tinha visto.

Num certo ponto achei que havia sido teletransportada para a Rússia, ao me deparar com um prédio gigante estilo socialista.

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Eu realmente adoro caminhar pelas ruas de Londres e ficar vendo as casas, as ruelas, os parques… não me canso de fazer isso e de imaginar quem passou pelas ruas e quem morou/mora nas casas que eu vejo.

Sunday, 19 January 2014

Verão como deve ser

Pra mim verão é o verão do Brasil. Tem que ter bastante calor, praia, piscina e família. E pra mim verão é em janeiro e fevereiro, então estou feliz de poder passar o mês de janeiro aqui em Floripa.

Eu gosto muito da praia de Jurerê Internacional, e como a família tem apartamento lá 99% das vezes que eu vou a praia acabo indo Furerê. O ruim são as semanas entre natal e ano novo, e a semana logo depois do ano novo, pois tem muito turista e tudo fica muito cheio e muito barulhento. Sempre que tem muita gente no mesmo lugar acaba dando problema com os que não sabem conviver em sociedade, como os  que colocam som alto às 2 da manhã, mas nada que a polícia não tenha resolvido.

Quando estou lá gosto de acordar cedo pra caminhar na praia. Sempre vou até o fim da praia, onde tem as pedras que separam a praia do Forte da praia de Jurerê. Desta vez cruzei as primeiras pedras e fui numa mini-praia que fica entre as duas praias, onde não tinha ninguém.

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Em Jurerê tem também muitos Beach Clubs, que são casas de festas onde a festa vai desde o período da tarde até de noite e é onde as pessoas que são “bonitas, saradas e ricas” vão. Na verdade isso é uma generalização, pois nem todo mundo lá é bonito ou rico, acho que quem vai são os que gostam do clima de festa na praia.

Dia desses eu fui com o André até a praia do Forte, pois já fazia tempo que eu não ia lá. Acho que a última vez eu tinha 13 anos. Caminhamos até lá e passamos pra visitar o forte. 2 anos atrás havíamos visitado o da ilha de Anhatomirim, que é bem mais legal. Este da praia do Forte não é muito interessante e a vista não é tão legal quanto, mas foi legal fazer a caminhada e a trilha, passando por plantas tropicais e bananeiras.

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Logo chegamos na praia do Forte, onde ficamos por um tempinho antes de voltar caminhando até Jurerê. Estou tão acostumada a caminhar pra todo lugar que eu não acho que uma caminhada de 40 minutos seja necessariamente ruim, ainda mais quando a paisagem é bonita.

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Eu adoro acordar e ver o céu azul, sair sem casaco e cachecol, dormir com a janela aberta, essas coisas me fazem sentir viva.

Pena que o Brasíl é um país tomado pela corrupção, bandidagem e inpunidade, onde as leis são feitas por incompetentes sem vergonhas que não fazem nada pelo país, somente tem seus próprios interesses em vista. Onde o dinheiro dos impostos vai diretamente para os bolsos dos corruptos ao invés de ser utilizado para o que realmente deveria.
Se não fossem essas coisas o Brasil seria um país bom pra eu morar.

Eu continuo na busca de um pra viver, mas pra passar férias é aqui.

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Thursday, 2 January 2014

Festas de fim de ano

Feliz 2014! Meu natal foi em família e o ano novo com amigos.

Ganhei tanto presente que nem sei como foi colocar tudo na minha mala depois! O natal foi tranquilo e com bastante fartura.

Ainda em dezembro tivemos o primeiro dia de bastante calor. Dia 26 deu 40 graus e eu estava na casa do interior visitando primas.  Fizemos um churrasco e foi bem legal. Ainda bem que tem piscina pois senão teria sido difícil aguentar o calor!

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Foi legal retornar pra casa onde passei muitos momentos bons da minha adolescência e início de idade adulta e de ter revisto primas que eu vejo somente a cada 2 anos.

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Eu passei o ano novo na casa de uma grande amiga desde a época do colégio. Ela é “bem de vida” e pra virada de ano fez uma festança na cobertura dela, com comida e bebida por conta dela, e vista privilegiada dos fogos da Beira Mar.

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Na festa reencontrei outro amigo da época do colégio e colocamos o papo em dia.

Agora é ver o que o ano vai trazer e as conquistas que eu conseguirei.

Monday, 16 December 2013

No Brasil

Resolvi passar um tempinho no Brasil neste fim de ano pra ficar perto da família. Qualquer pessoa que passa muito tempo fora do seu país percebe como faz falta estar perto da família, então sempre que eu tenho a oportunidadde eu venho vê-los, apesar de ser uma viagem longa, cansativa e cara.
Pela primeira vez em 5 anos a viagem foi tranquila, com vôos no horário, consegui pegar a conexão em São Paulo e a mala chegou sem problemas. A viagem durou 16 horas no total e foi bem tranquila.

Uma vez em casa eu já estava cheia de afazeres. Como vou passar um tempinho aqui eu continuo a trabalhar, mas remotamente, como fiz quando estava na Alemanha. Só que desta vez negociei menos dias na semana pra poder aproveitar meu tempo aqui. Entretanto com a burocracia existente no Brasil meu tempo livre tem sido consumido com afazeres como idas a bancos, curso para renovação de carteira de motorista, ida ao Detran, e além disso as coisas que sempre faço quando venho, como ir ao médico fazer exames de rotina, dentista etc.

Aproveitei minhas idas ao centro pro curso de renovação da carteira de motorista pra ver o centro da cidade vazio de manhã cedo e bater umas fotos de lugares que eu gosto.

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Escadaria no centro de Floripa
Céu azul do Brasil, uma das coisas que eu mais sinto falta em Londres
Relaxando com um livro no fim de semana de sol

Ainda não consegui ir pra praia, infelizmente, mesmo porque o tempo não estava muito bom nos primeiros dias, mas agora tem dado calor e sol bonito, então estou empolgada pro fim de semana pra eu caminhar na areia e de repente tomar banho de mar.

Hoje fui ver um concerto de natal com meus pais na praça Getúlio Vargas. É difícil ter estes eventos locais na vizinhança, são poucos, mas quando coincide de eu estar aqui pra algum deles eu sempre vou prestigiar. O evento foi legal. Tinha cadeiras pras pessoas sentarem na praça, de frente para o Corpo de Bombeiros, e tinha parquinho pras crianças, pipoca, algodão doce, essas coisas. O evento começou mais tarde do que imaginamos, já eram 8 da noite, e havíamos planejado jantar depois. Mudamos de plano e eu fui na confeitaria da esquina e comprei salgadinhos miúdos e bebidas (comprei uma cerveja pro pai e pra mãe, nem sei se podia levar bebida alcólica!) e ficamos assistindo ao concerto com um picnic estilo europeu. Foram várias apresentações e muitas com artistas muito talentosos. Gostamos muito dos números e estava tudo indo bem pra fechar com chave de ouro, até que fogos de artifício começaram a ser soltos bem detrás de onde estávamos. Inclusive estava caindo restos deles em cima dos expectadores, incluindo nós, e ninguém conseguia mais ouvir a música ou prestar atenção. Me admira um evento do Corpo de Bombeiros ter permitido que tal coisa fosse feita de forma tão insegura como foi.
Mas tirando isso foi muito legal e os presentes, que incluiu o governador, gostaram muito das apresentações.

É o clima de natal chegando!

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Apresentação de Natal na Praça Getúlio Vargas
Eu e meus pais

Saturday, 9 November 2013

Edinburgo–Dia II

No sábado acordamos cedo para aproveitarmos o dia. O café da manhã no hotel era muito gostoso, com um bufet bem servido e com um menu de café da manhã inglês cozido na hora muito gostoso. A sala de café da manhã, assim como nosso quarto, tinha uma vista fabulosa para o castelo de Edinburgo.

Começamos a visita subindo o The Mound, até chegar ao castelo de Edinburgo. Este castelo é um castelo medieval, e eu não sou fã de castelos medievais, e já vi tantos castelos que eu decidi não entrar. Os demais também não se empolgaram em ver o castelo por dentro.
Passamos então pelo museu do Whisky pra ver como era, mas não chegamos a visitar o museu por dentro. Só passamos na loja do museu onde comprei um presente de natal pra alguém da minha família.
Dali fomos descendo a Royal Mile, que é a rua principal da parte antiga da cidade de Edinburgo. Passamos pela Catedral de St. Giles, que tem o estilo típico das catedrais aqui do Reino Unido.

Num dos becos que passamos entramos pra ver a vista e foi quando percebi que a paisagem de Edinburgo é a paisagem que eu sempre tive como referência pro Reino Unido, e que por isso estava gostando muito da cidade. Aquela área da cidade é cheia de lojas de cashmere, onde eu acabei comprando uma blusa de cashmere por metade do preço numa promoção. Com o frio que dá aqui tem mais é que ter roupa quentinha mesmo!

Aparentemente fudge (tipo doce de leite) é bem comum aqui e numa das muitas lojinhas que vimos pelo caminho estavam fazendo fudge na hora e ficamos vendo como se faz.

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The Mound
Castelo de Edinburgo
Dentro da loja no museu do Whisky
Catedral de St. Giles
Caminhando pela cidade de Edinburgo
Homem fazendo fudge

Continuamos a descer a Royal Mile e passamos pelo prédio do parlamento escocês, que é um prédio bem moderno que me lembrou os prédios da Nova Zelândia. Não sou fã de arquitetura moderna, mas achei interessante e por isso a foto abaixo.
Visitamos então o palácio de Hollyrood, residência da rainha quando em Edinburgo. A família real sempre vai pra Escócia no verão pois eles não gostam do “calor” da Inglaterra. O palário lembra o de Windsor, mas a visita valeu a pena por ter visto onde a rainha Mary dos escoceses morou. Eu havia visto um documentário sobre a vida desta rainha há um tempo atrás, e o meu guia na sexta-feira também deu detalhes da história dela, então estava tudo fresquinho na minha memória e adorei ter visto os aposentos dela e lugares onde aconteceram fatos importantes da história dela.

Dali fomos até o Scotts Momument, um monumento bem alto na frente da estação de trem principal, o qual subimos pra ver a vista. A subida não é em si difícil se não fosse tão claustrofóbica. No fim a escada é super estreita e difícil de passar. Lá em cima é tudo aberto e estava super frio com bastante vento, mas a vista era bonita.

Uma vez lá embaixo a Jinny e o Raymond foram às compras e eu fui fazer uma tatuagem. Sim, é isso mesmo. Quando eu tinha 18 anos eu estava nos Estados Unidos fazendo intercâmbio e fiz uma tatuagem, a qual eu ainda gosto muito. Isso já faz mais de 10 anos. Quando estava em Berlin me veio inspiração pra uma outra tatuagem, que representa algo pra mim, mas resolvi esperar até voltar pra Londres pra fazer. É bem pequeninha e tem significado só pra mim, o que a faz muito especial. Muita gente tem preconceito contra tatuagem, o que eu acho ridículo. Cada um sabe o que faz consigo mesmo. A gente não escolhe a aparêcia que tem, às vezes não gosta de algo no corpo e faz cirurgia plástica (isso eu nunca fiz, e é engraçado que com isso não tem tanto preconceito), mas uma tatuagem a gente escolhe o que quer e dá a aparência que quer. O lugar foi recomendado por um amigo e eu gostei bastante do resultado.

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Parlamento Escocês
Palácio de Holyrood
Abadia no Palário de Holyrood
Scott’s Monument
Castelo de Edinburgo visto de Scotts Monument
Estátua do Sherlock Holmes

Fui pro hotel descansar e mais tarde a Jinny e o Raymond chegaram e fomos num bar no centro, recomendado pelo meu guia, onde havia um grupo tocando música folclórica escocesa. Eram várias pessoas de idade tocando e não era tão animado quanto eu gostaria, mas foi legal. Tomei um pouco de whisky (desde o casamento da minha irmã que eu não tomava, mas desta vez o fiz com responsabilidade), pois a escócia é famosa por seu whisky. Descobri que não gosto mais de whisky. Smile

Dali fomos jantar num restaurante na redondeza, que acabou sendo uma comida deliciosa. A comida na Escócia é milhares de vezes melhor do que a comida na Inglaterra, sem sombra de dúvida! Gostei de todas as minhas refeições lá.

Ao sair do restaurante estava MUITO frio, e vimos a temperatura marcar –1 grau. Hora de voltar pro hotel pra se aquecer e dormir.

No domingo após mais um café da manhã cheio de energia e calorias eu fui visitar a escultura do Sherlock Holmes, que fica na frente da casa onde nasceu Sir Arthur Conan Doyle, o autor que escreveu as histórias do detetive. Desde o começo da minha adolescência eu lia as histórias deste detetive e o meu sonho era ser detetive quando crescer. Acho que foi daí que eu sempre tive curiosidade de conhecer a Inglaterra e a Escócia. Eu gosto do estilo dos prédios, das roupas xadrez de lã, da esperiência de visitar lugares históricos e antigos, e acho que por isso gostei tanto da Escócia.

Li que o Conan Doyle escreveu as histórias do Sherlock em Edinburgo e por isso em cada canto eu identificava os lugares com as histórias que eu lembro ter lido. Ele colocou o cerário como Londres nas histórias pra vender mais livros, o que foi uma boa idéia.

Adorei ter conhecido a Escócia e já quero planejar voltar pra conhecer a Scottish Highlands!

A viagem de volta a Londres foi tranquila e cheguei a tempo de fazer compras pra semana que estava pra começar.

Friday, 8 November 2013

Edinburgo–Dia I

Na sexta-feira eu tomei café no hotel por conveniência, fiz check-out e fui para a parte antiga da cidade fazer a minha tour. Existem várias empresas que fazem tours a partir de Edinburgo para vários lugares interessantes na Escócia. Um passeio famoso é para a Scottish Highlands, que passa pelo Lago Ness, onde a lenda diz que existe o famoso monstro do lago Ness. O problema é que este passeio dura 12 horas e como as distâncias são muito grandes passa-se o dia inteiro dentro do ônibus. Por isso resolvi fazer outro passeio, que dura menos e passa-se mais tempo explorando os lugares. O nome da empresa que eu escolhi era Rabbies e eu fiz o passeio para Scottish Borders e Capela Rosslyn. Vou deixar pra fazer o outro passeio quando alugar um carro e tiver mais tempo. 
O mini ônibus era confortável e o guia era bem simpático e nos contou histórias da cultura escocesa a viagem inteira. Realmente fez diferença no passeio ter alguém nos explicando sobre a cultura, contando histórias interessante e divertidas.

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Paisagem durante a viagem
Vista que Walter Scott mais gostava
Abadia de Melrose
Rio que passa na vila de Melrose


O dia estava bonito de sol e a paisagem da fronteira escocesa é bem tranquila e bonita. A primeira parada foi na área onde um escritor escocês famoso chamado Walter Scott morava. Nesta área tem um ponto de vista muito bonito, onde dizem que ele sempre visitava procurava inspiração. O guia contou que na procissão do enterro do escritor os cavalos dele pararam naquele lugar, de tão acustomados estavam de parar naquele ponto para ele admirar a vista.
A segunda parada foi numa vila chamada Melrose, onde ficamos por 1:30 horas. Lá era cada um por si. O guia deu dicas do que tinha pra ver e fazer, e o resto do meu grupo (éramos em 4 somente, um casal americano, uma americana, e eu) e eu fomos ver as ruínas de uma abadia. Lá nos separamos e eu resolvi ir até o rio e cruzar a ponte que o guia falou. A paisagem era bem bonita, havia pessoas caminhando com seus cachorros, tudo muito tranquilo. O oposto de Londres.

Resolvi então ir almoçar e eu fui num açougue que o guia falou que fazia tortas de carne muito boas. Aqui no Reino Unido tortas de carne são muito famosas e eu nunca como, então desta vez resolvi experimentar. Foi a melhor coisa, a torta era absolutamente deliciosa! A carne dentro era super macia e saborosa, fico com água na boca só de pensar. Pra quem me conhece sabe que isso é especial pois não existem muitas comidas que me dão água na boca.

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Capela Rosslyn por fora
Eu comendo a steak pie
Ruínas do palácio
Dentro da Capela Rosslyn
Paisagem de outono

A próxima parada foi na Capela Rosslyn, que ficou famosa no filme do Código Da Vinci. Não lembro muito bem a história do fime e o que eles acharam lá, mas depois que este lugar apareceu no filme o número de visitantes por ano pulou de 30 mil para 300 mil, e passaram a cobrar entrada. O bom é que com esse dinheiro os trabalhos de manutenção conseguiram renovar e manter o lugar que já chegou a ficar abandonado.

A tal capela é pequena, mas muito interessante. Existe muito mistério sobre as simbologias todas lá dentro, inclusive de como alguns símbolos foram parar lá. Não se pode bater fotos lá dentro, mas o motivo não é porque fotos prejudicam o lugar, como acontece em alguns museus, mas sim porque algum turista idiota caiu ao bater foto e processou o lugar, que teve que pagar algo pro tal turista, e por isso resolveram proibir fotografia no geral. Como o motivo da proibição é fútil eu bati algumas fotos escondida.

Ao sair dali eu corri até as ruínas de um palácio que havia ali do lado, pois havia somente mais 10 minutos até ter que voltar ao ônibus, e logo voltamos pra Edinburgo. A paisagem de outono nesta parte do passeio estavam muito bonitas.

Uma vez de volta a Edinburgo eu subi em Carlton Hill, um morro no meio da cidade, que tem a vista bem bonita pra cidade de Esinburgo. Já estava escurecendo e não consegui ficar muito tempo lá em cima, mas consegui bater fotos e apreciar a vista por uns 20 minutos. Desci o morro pelo outro lado pois descobri que dava pra rua do meu hotel. Lá peguei minha mochila e fui pro meu outro hotel, onde dividi quarto com o Raymond e a Jinny, que chegaram na cidade de noite.

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Área na frente da estação de trem ao entardecer
Vista de cima de Carlton Hill