Sunday, 22 March 2015

Lagoinha do Leste–Floripa

Hoje fiz uma coisa que eu queria fazer há bastante tempo: a trilha da Lagoinha do Leste.
Floripa tem muitas praias bonitas, mas o diferencial desta praia é que ela é somente acessível através de trilhas. Existem duas trilhas que levam a esta praia: a da praia do Matadeiro, que dura cerca de 3 horas, e a do Pântano do Sul, que dura cerca de 1:15.
O dia amanheceu nublado mas sem previsão de chuva, então resolvemos que seria um dia bom pra fazer essa caminhada. Durante o dia acabou que o sol saiu algumas vezes, mas não estava muito calor (cerca de 24 graus hoje).
Começamos lendo na internet como chegar na trilha, mas as informações são meio escarsas e não muito específicas. O melhor que conseguimos achar é que a trilha sai da rua Manuel Pedro de Oliveura, que fica 400m antes de chegar na praia doPântano do Sul.
Dirigimos até a praia do Pântano no Sul e lá achamos um lugar pra estacionar na ruazinha que dá pra praia. Estes lugares são poucos, então quem não consegue achar uma vaga tem que deixar o carro num estacionamento pago (R$10), pois caso estacione no acostamento será multado.

Não existe placa alguma indicando a rua onde se encontra a trilha. Nós só a encontramos por causa do GPS, mas a rua é uma subida na esquerda da avenida. Lá pela metade desta rua, do lado esquerdo, tem uma entrada pra mata e placas indicando que é o começo da trilha. A placa informa que a trilha leva 45 minutos.
Começamos então a subir. Havia chovido na noite anterior e por isso havia lama na trilha, bastante pedras além da subida ser bastante íngreme. A trilha passa literalmente pelo meio do mato, fazendo-se necessário às vezes desviar de galhos e no caminho tem bastante mosquito.
Subimos por cerca de 40 minutos pela trilha selvagem, até virmos a primeira e única placa durante o trajeto, numa bifurcação. A placa está logo abaixo:
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Placa no fim da subida.
Esta placa é absolutamente inútil, pois não indica pra que lado é o mirando e em nenhum lugar tem a palavra “praia”, muito menos distâncias ou tempo de caminhada. Resolvemos ir pra direita pra ver se o mirante era lá e depois de alguns metros vimos umas pessoas sentadas, para as quais perguntamos do mirante e a resposta foi que que há muito tempo realmente havia um mirante, mas agora é só mato e pedaços de madeira. De uma ponta consegue-se ver um pouco da vista pra praia do Pântano so Sul.
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Vista da praia do Pântano do sul
Voltamos então até a bifurcação e pegamos o caminho da esquerda, que por eliminação deduzimos que levaria até a praia. Encontramos várias pessoas fazendo a trilha, então não ficamos com medo de nos perder.
A descida não foi nada fácil, pois era muito íngreme e nosso tênis estava sujo de lama da subida, então as pedras estavam muito escorregadias.
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Fotos da trilha, e o estado do meu tênis e calça no fim dela

Depois de cerca de 25 minutos descendo finalmente chegamos na praia. A placa no começo da trilha que indicava 45 minutos está totalmente incorreta. Nós fizemos a trilha de forma segura, mas não andamos devagar e demoramos 1:15 pra chegar na praia.


Chegando na Lagoinha do Leste
A praia tem uma faixa de areia bem branca e larga, muito bonita, e o mar é típico do sul da ilha: bem agitado com ondas boas pro surfe e água gelada. Na direita da praia tem um morro bem alto, que é o que dá acesso a trilha pro ponto de vista mais bonito, mas nós estávamos cansados da caminhada e resolvemos não subir até lá, mas a vista lá de cima pelo que vi em fotos é linda.
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Praia da Lagoinha do Leste
Morro a direita da praia com acesso ao ponto de vista
Restinga atrás da praia

Sentamo-nos na areia pra comer um lanche que havíamos trazido (é uma praia deserta, sem restaurante. Parece que na temporada tem umas barraquinhas que vendem coisas pequenas) e ficamos tentando curtir a praia, entretanto o vento estava insuportável. Sentei-me de costas pro mar pra tentar comer meu lanche sem recheio de areia, mas tava difícil. Alguém então nos sugeriu caminharmos por uma trilha que vai pelas dunas até a lagoa que fica atrás da praia, mas não havia placa nenhuma, então entramos no primeiro acesso que encontramos pelas dunas e caminhamos por uns caminhos até chegarmos numa restinga. Lá havia lugar embaixo de árvores onde estendemos nossas cangas e ficamos protegidos do vento pra terminar nosso lanche e descansar. A restinga era muito bonita e se eu tivesse trazido biquíni eu teria tomado banho lá. Era bem calminho lá e sem vento, mas não era perfeito: tinha muito mosquito. Tinha tanto que eu vesti um casado com capuz pra que eles não me atacassem tanto.
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Eu tentando me proteger dos mosquitos
Depois de um tempo ali nós resolvemos voltar, pois não conseguimos relaxar como gostaríamos por causa dos mosquitos. Resolvemos nem ir até a lagoa. Começamos então o longo caminho de volta, que já sabíamos ser íngreme e escorregadio. Eu estava com medo de cair ou torcer o pé, então eu fui bem devagar, mas tinha gente fazendo a trilha descalça e até vi uma mulher carregando uma criança, que realmente não entendo como ela conseguiu passar por alguns lugares com aquela criança! Os surfistas fazem a trilha levando prancha.
Mas a pior parte foi a descida no final. Os mosquitos estavam impossíveis, nos comendo vivos. Havia nuvens deles na mata e nós precisávamos ficar balançando os braços que nem loucos pra que eles não nos atacassem, ao mesmo tempo que tentávamos nos equilibrar descendo por lugares altos e escorregadios. Não foi nada agradável.
Nem acreditei quando terminamos a trilha…

Na volta pro centro pegamos um trânsito horrível. O acesso ao sul da ilha é realmente um lixo, e eu não entendo porque alguém moraria no sul da ilha se tivesse que pegar esse trânsito todos os dias. Demoramos 1:30 pra chegar no centro, sendo que na ida haívamos feito o mesmo trajeto em 30min.
Não quero desencorajar ninguém a fazer esse passeio, mas confesso que eu não gostei tanto quanto eu imaginava que eu ia gostar, em grande parte por falta de infra estrutura das estradas e de sinalização na trilha, e também por causa do vento e dos mosquitos. Foi bom eu ter feito a trilha, mas eu nao retornaria.
Recomendo o seguinte pra quem quiser fazer esta trilha: Ir de manhã cedo, usar calça comprida e bastante repelente, além de protetor solar (boné e óculos de sol se for um dia de muito sal), levar comida e bastante água, ver a previsão do tempo pra ter certeza que não vai chover e que não haverá vento sul. Volte na trilha antes de escurecer e não volte no fim da tarde pra evitar o trânsito. Ou pra quem gosta é possível acampar lá, coisa que eu nunca faria.
O que eu posso recomendar é uma visita ao restaurante Arantes, na praia do Pântano do Sul, que serve comida típica da ilha. Comemos um pastel de camarão muito bom lá.


Eu e minha irmã no restaurante Arantes

Saturday, 28 February 2015

Piha–Nova Zelândia

Nos 4 anos que eu morei em Auckland eu NUNCA pensei na Nova Zelândia como um lugar com bom tempo. Pra ser bem sincera o que eu mais lembro é de muita, mas MUITA chuva. Meus amigos que aqui ficaram me falaram que os verões têm sido muito melhores do que os passados, e eles estão certos. Somando ao fato de que agora estou acostumada com o tempo de lixo da Inglaterra, Auckland está realmente parecendo um lugar com tempo razoável (agora entendo porque os ingleses consideram isso aqui como um paraíso tropical, o que é forçar a barra a meu ver).
Hoje, assim como vários dias da semana passada, o tempo estava perfeito, sol brilhando e nenhuma gota de chuva (ontem foi assim até umas 2 da tarde, quando começou a cair a maior tempestade de verão, coisa que eu também não lembrava nunca de ter visto em Auckland). Por isso resolvemos aproveitar o dia o máximo. Começamos visitando o Auckland Domain, o maior parque da cidade, que eu sempre gostei muito. É um parque que tem várias opções: tem uma parte que parece uma floresta, tem gramados gigantes super bem cuidados, tem a estufa de plantas tropicais e a de plantas de clima frio, tem o museu de Auckland e tem vários jardinzinhos pelo parque. Tinha pessoas correndo, outras jogando cricket, famílias fazend picnics e outras pessoas como eu e o André, só passeando aproveitando o sábado de sol.
Depois disso fomos tomar um brunch em Parnell com um casal de amigos do André no Mink Cafe, um cafe bem legal que eu às vezes ia com o pessoal do meu trabalho.
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Eu no Wintergarden no Auckland Domain
Depois disso resolvemos ir até a praia de Piha, que fica cerca de uma hora de Auckland. Eu já havia ido nesta praia diversas vezes quando morava aqui, mas escolhemos ir nela por ser muito bonita e de fácil acesso. Não fomos lá pra pegar praia, mas sim pra fazer trilhas. Pra ser sincera Piha é mais uma praia pra se ver a paisagem do que ficar torrando no sol perigoso daqui, ainda mais com aquela areia vulcânica preta que torra os pés de quem anda descalço, e o mar é gelado e extremamente agitado, o que faz ser muito perigoso nadar nele. No geral é uma experiência totalmente diferente do que ir na praia no Brasil.
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Piha beach
Começamos fazendo uma trilha até a cachoeira de Kitekite (Kitekite Falls), onde o acesso é logo antes de se chegar na praia de Piha. Dá pra deixar o carro num estacionamento e acessar a trilha super bem sinalizada, que passa por uma floresta. A trilha demora cerca de meia hora até a cachoeira, que é bem alta mas tem pouco volume de água. Embaixo forma-se uma lagoa e as pessoas vão nadar lá. Ficamos sentados nas pedras na frente da cachoeira pra descansar da caminhada. Depois de descansados voltamos pro carro e seguimos em frente pra acessar a trilha Rose (Rose track), que também dá acessoa a White beach, uma praia deserta bem bonita.
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Kitekite Falls
Tem duas maneiras de acessar esta trilha e nós escolhemos a mais rápida, pois a mais longa nós já havíamos feito no passado. Pra acessar a trilha que escolhemos deve-se estacionar o carro no último estacionamento ao lado direito da praia (pra quem está de frente pro mar) e caminhar pela areia até o fim da praia. Lá, bem escondida, está o começo desta trilha, que demora cerca de 20 minutos. Ela é meio íngreme em alguns lugares mas não é difícil de chegar até o ponto de vista principal. Durante a subida a vegetação em alguns lugares permite vistas lindas da praia de Piha. Uma vez lá em cima a vista da White beach é fenomenal! Recomendo muito esta trilha.
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Caminhando pela praia pra chegar no começo da trilha
Começo da trilha escondida no canto direito da foto
Vista da praia de Piha da Rosetrack
André comemorando chegar no lookout point
A vista bonita de recompensa

Depois de termos passado o dia inteiro caminhando voltamos cansados pra casa pra uma boa macarronada.


White beach – Piha

Tuesday, 24 February 2015

Tawharanui Regional Park–New Zealand

A Nova Zelândia é um país que sabe aproveitar suas belezas naturais. Existem centenas de parques e reservas muito bem cuidados e com infra estrutura que permite que as pessoas possam usufruir da beleza destes lugares. Quando eu morava aqui eu sempre fazia um passeio destes, o tempo permitindo (o que admito não é fácil acontecer num fim de semana, que é quando eu podia fazer tais passeios).

Ontem nosso passeio foi pra um parque/reserva cerca a uma hora de Auckland. O lugar chama-se Tawharanui Regional Park (Uma palavra maori. wh tem som de f, então diz-se “Tafaranui” mesmo). No caminho nós paramos num restaurante que o André havia ido com um amigo uma vez e gostado muito, pra gente comer um brunch. Estava muito gostosa a comida e o ambiente era bem agradável.

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Nós comendo brunch
Ovelhas pelo caminho, afinal estamos na Nova Zelândia
Praia que fica dentro da reserva que visitamos

Dali foi cerca de meia hora até o parque, que é todo cercado pra evitar que certos animais predadores entrem na reserva e ataquem pássaros sendo preservados, entre eles o Kiwi. Ao chegar na borda do parque um portão abre automaticamente pro carro entrar e então dirige-se até um estacionamento que fica perto da praia. Cachorros não são bem vindos nesta reserva pois podem atacar algum daqueles pássaros em extinção, mas logo na entrada tem um lugar onde os donos dos cães podem deixá-los enquanto visitam o parque.

Logo antes de chegar no estacionamento passamos por um rebanho de ovelhas que estavam bem tranquilas mastigando grama do lado da estrada e de vez em quando se aventuravam no meio da estrada. Aqui o trânsito é civilizado e é raro encontrar alguém que dirija como louco, portanto as ovelhas na estrada do parque não são um problema.

Resolvemos fazer uma trilha de cerca de uma hora, que ia até um ponto de vista na parte leste do parque. Estava um dia quente de sol e nos enchemos de protetor solar usamos chapéu (e o certo é usar manga comprida). O sol aqui na Nova Zelândia é extremamente perigoso por causa do buraco na camada de ozônio. Não tem como se bronzear aqui, pois ficar no sol é pedir pra ter câncer de pele, cuja incidência aqui é das maiores do mundo, senão a maior. Mas o fato de ter sol deixou o passeio mais bonito, pois as cores do mar, do céu e da vegetação são realçadas e a paisagem fica lindíssima. No caminho vimos umas vaquinhas pastando bem tranquilas, que so nos olharam enquanto batemos fotos delas com aquele cenário lindo ao fundo.

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Trilha para o ponto de vista

Depois de cerca de uma hora caminhando por uma trilha muito bem cuidada e sinalizada, chegamos ao ponto de vista e ficamos admirando a paisagem. Por ser dia de semana não haviam muitas pessoas nessa reserva e por isso a trilha estava deserta, o que foi bom pois pudemos ficar no ponto de vista o tempo que quisemos pra admirar a vista.

Depois que voltamos até a praia principal extendemos nossas toalhas embaixo da sombra de uma árvore e fizemos um mini picnic. O André chegou a entrar na água do mar, mas é muito gelada pra mim. Relaxamos até virem umas nuvens de chuva e então levantamos acampamento e voltamos pra Auckland.

Foi um dia muito legal aproveitando o que a Nova Zelândia tem a oferecer de melhor.

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Monday, 23 February 2015

Auckland–Nova Zelândia

Estou em Auckland, na Nova Zelândia, pela primeira vez em mais de 6 anos desde que eu fui embora. Eu morei 4 anos nesta cidade e foi uma experiência muito legal. Aqui fiz muitos amigos, aprendi muito profissionalmente, meu inglês ficou fluente, conheci muitos lugares lindos e tive experiência de vida muito importante. Naquela época eu ainda não tinha blog, o que é uma pena, pois gostaria de ter relatado as experiências e viagens que eu fiz naqueles 4 anos. Conheci a Nova Zelândia inteira, desde Cape Reinga, o extremo norte da ilha norte, até o sul da ilha sul. Vi praias e montanhas lindas, esquiei, fiz passeio em fiords e caminhei por geleiras. A beleza natural deste país é realmente espetacular. Conheci também Fiji e a Austrália, ambos aqui pra esses lados do mundo.

Auckland é a maior cidade do país e também a mais populosa, com mais de um terço da população morando aqui. Quando cheguei em 2004 com minhas economias e sonhos pra começar a vida num país desenvolvido não sabia se daria certo ou não. Deixei muita coisa pra trás no Brasil pra arriscar a vida aqui, mas não me arrependo. No começo foi bem difícil, moramos numa casa super pequena, cujos móveis se limitavam a geladeira, fogão, cama, televisão e computador. Não tínhamos nem mesa pra fazer as refeições, que eram feitas na caixa onde veio a televisão. Nosso carro era velho, comprado com mais de 180 mil quilômetros, mas nunca nos deixou na mão em 2 anos. Aos poucos fomos fazendo amigos, trabalhando e ganhando dinheiro, comprando coisas pra casa, viajando e tendo experiência de vida no exterior, até que chegou a hora de passar pra próxima etapa, que foi a Europa, onde comecei este blog.

A visita a Auckland tem sido muito boa. Já revi muitos dos amigos que ainda tenho aqui. A maioria agora já construiu sua família e está bem estabelecida, então todos têm muitas novidades e coisas pra contar. Tem sido ótimo revê-los.

Tem sido bom também rever os lugares onde eu costumava ir quando morava aqui, os restaurantes que eu ia, as casas onde morei, os parques que eu gostava de ir, e também tem sido bom ver as mudanças na cidade nestes últimos 6 anos, com tantas coisas novas, como praças e restaurantes.

Uma coisa que não mudou foi o tempo, que continua intercalando chuva muito forte com sol também muito forte. As temperaturas continuam amenas pra meus padrões de verão (25 graus).

Consigo ver as vantagens de se morar aqui se comparado ao Brasil ou Londres, entretanto continuo achando que as desvantagens são maiores (na minha opinião) e por isso apesar de eu estar feliz de estar aqui visitando, não tenho intenção de voltar a morar aqui. Assim consigo valorizar o que o país tem de bom e não reclamo das coisas que me incomodam, pois é por pouco tempo, exatamente a mesma situação de quando visito o Brasil.

Kia Ora

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Monday, 29 September 2014

Highgate Cemetery

Um desses dias que o André esteve me visitando em Londres resolvemos fazer um passeio que estávamos pra fazer há tempo e nunca havíamos ido. Pra começo de conversa nunca passeamos pelo norte de Londres e eu havia ouvido falar de lugares interessantes lá, e como Highgate fica por aqueles lados nós visitamos o cemitério e Hampstead.
Era um dia de sol bem bonito de temperatura agradável e isso deixou o passeio mais interessante com certeza. Pra se visitar este cemitério deve-se marcar horário pela internet com antecedência, a não ser que a visita seja num fim de semana. Neste caso tem que ir pra lá e entrar na fila pra comprar o ingresso pra próxima tour com ingresso disponível.
O cemitério é composto de duas partes, a parte leste e a parte oeste. A parte leste é que precisa de ingresso pro tour (a única forma de visitar esta parte é comprando este tour, que nos custou 12 libras por pessoa), e é a parte mais interessante do passeio, portanto vou relatar esta primeiro.
Este cemitério foi construído na era vitoriana e ficou abandonado por muitos anos. Sofreu com vandalismo, roubo e a vegetação tomou conta do cemitério. Hoje em dia o cemitério é mantido pelos ingressos do tour e por voluntários, e é também um cemitério em operação, o que significa que pessoas ainda são enterradas lá, mas em túmulos menos imponentes do que as antigas que fazem o passeio valer a pena. Como era o caso antigamente, hoje em dia somente os ricos conseguiam pagar pra ser enterrados lá, pois custa um mínimo de 10 mil libras para tal (a guia não quis me dar um valor, só falou que era de 5 dígitos).
A vegetação que cobre a maior parte do cemitério deixa o lugar sombrio e mais em consequencia também mais interessante. A guia foi explicando a história de pessoas interessantes que estão enterradas lá (não são famosas), ou às vezes a pessoa nem foi interessante, mas a sua túmulo é interessante ou porque tem um formato único ou alguma estátua ou até mesmo sua própria capela, como é o caso de algumas famílias que até pagaram um pintor pra decorar o teto da capela onde uma menininha muito jovem morreu de alguma doença.



Árvore na ilha elevada
Vegetação selvagem cobrindo boa parte do cemitério
André na frente do corredor egípcio

 
Eu gostei de uma parte onde tem uma árvore muito grande no meio de um tipo de ilha. Essa árvore fica bem em cima dessa ilha, que é cercada não por água, mas por capelas funerárias.
Infelizmente meus dotes literários me impedem de descrever o lugar merecidamente, então espero que algumas das fotos ajude quem está lendo a ter uma idéia da atmosfera do lugar.
Depois de terminado o tour, que dura cerca de 50 minutos, nós fomos visitar o lado oeste do cemitério. O ingresso pra este lado custa 4 libras e está incluso no ticket to lado leste. Este lado não é tão interessante, mas também vale a pena dar uma chegada.
É um parque bem grande, também tomado por vegetação, mas sem a sensação lúgubre, sombria e misteriosa do outro lado. Acho que a coisa mais famosa deste lado é o túmulo de Karl Marx. Mas quem conhece personalidades inglesas vai reconhecer outras, como o pai da Virginia Woolf. Por ser outono muitas plantas estavam começando a mudar de cor e isso deixou o cemitério charmoso em alguns lugares.
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Alguns túmulos interessantes do lado oeste
Túmulo de Karl Marx
Cores de outono enfeitando o cemitério
Eu no passeio

Depois desta visita ao cemitério nós caminhamos até o bairro de Hamstead, um bairro onde moram celebridades e pessoas de bastante dinheiro. Almoçamos num pub e fomos caminhando até o parque de Hamstead Heath. No caminho passamos pela casa do famoso escritor Keaths, que é também um museu mas não chegamos a entrar. Esse parque é bem grande e tem algunas laguinhos. Inclusive tem um que dá pra nadar durante os dias de muito calor.
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Hampstead Heath
Eu adoro caminhar pelos parques de Londres, então apesar de já estar cansada de tanto caminhar não desanimei e conseguir subir até Parliament Hill e ver Londres de longe.
Foi um passeio bem legal e eu recomendo que as pessoas visitem este lado da cidade, principalmente o cemitério de Highgate.

Monday, 22 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia III

Na verdade não tivemos um terceiro dia inteiro, mas somente metade. Entretanto estava um dia absolutamente PERFEITO para um banho de mar. Só que claro que não tivemos tempo de fazer isso… Saímos pra passear perto do hotel e caminhamos pela orla ao lado da praia, que passava do lado do mar e a cada tantos metros tinha um lugar pra descer até o mar, com vista pra água cristalina.

Eu não me conformei que tínhamos que ir embora justo neste dia, parece tao injusto!!! Nos sentamos num pier e ficamos com os pés na água, que estava com a temperatura perfeita pra um mergulho.
Infelizmente ao meio-dia tivemos que pegar nossas coisas e deixar o hotel, pegar o ônibus até o terminal principal de ônibus, onde trocamos pra outro ônibus até o aeoporto, onde almoçamos e esperamos até o nosso vôo pra Zagreb, e finalmente nossa conexão super apertada até Londres.
A Croácia foi o último país que eu visitei da lista de países que eu fiz quando cheguei na Europa. Nem preciso dizer que já comecei outra e mal posso esperar pra próxima viagem, principalmente se for no mediterrâneo, que tem um charme especial.
https://www.youtube.com/watch?v=YCChjuln_Js&feature=youtu.be

Sunday, 21 September 2014

Dubrovnik–Croácia–Dia II

No nosso segundo dia tínhamos a opção de alugar um carro ou pegar umas das dezenas de excursões e conhecer parte da Bósnia ou de Montenegro, ambos duas de viagem de Dubrovnik. Eu estava super empolgada pra fazer isso, mas seria bem corrido e resolvemos ficar em Dubrovnik pra relaxar, afinal férias serve também pra descansar e não só ficar correndo de um lado pro outro o tempo inteiro.
Depois do café da manhã fomos pra praia, que ficava menos de 2 minutos do hotel. A praia é de pedrinhas, e 90% dela é ocupada por cadeiras e guarda-sóis pra alugar, o que é o calo das cidades do mediterrâneo (principalmente as frequentadas por turistas alemães). Como chegamos cedo conseguimos deixar nossas coisas numa parte que tinha espaço e ficamos ali aproveitando a praia. O tempo não estava 100% e tinha um vento meio chato, mas quando o sol saía ficava calor e nós conseguimos até nadar, pois a água ali era bem agradável, ao contrário do gelo que pegamos em Hvar.

Eu na praia em Lapad
Uma vez no hotel tomamos banho e almoçamos num dos restaurantes que tem na área do lado do hotel, que é um caminho largo para pedestres com vários bares e restaurantes. Escolhemos um restaurante pra beliscar algo e achei legal que estes restaurantes têm mesinhas na rua com cadeiras suspensas, que dá pra balançar. Achei isso o máximo e pensei por que será que ninguém teve essa idéia em Floripa. Se eu fosse empreendedora eu abriria um lugar parecido lá e daria o nome de Balança, mas não cai. hahahaha
A comida não estava espetacular e o serviço foi um lixo. Não dá pra acertar sempre…
Voltamos pro old town e visitamos as partes que não havia dado tempo de ver no dia anterior, incluindo um museu sobre guerra que o André queria muito ver. Eu fui junto e foi muito interessante Aprendi bastante sobre a guerra naquela área do mundo, que foi relativamente recente. Lendo e vendo fotos sobre a guerra da Bósnia eu percebi que sempre que alguém vem com uma idéia de “unir” países diferentes para como se fossem o mesmo, com a desculpa de facilitar o comércio e o governo, acaba em guerra e descontentamento. Foi o que aconteceu com a URSS, a Bósnia, e está de certa acontecendo na união européia (mas sem guerras. Ainda bem que na europa ocidental a diplomacia ainda reina quando se trata da união européia). O que acontece é que as pessoas têm culturas diferentes e idéias diferentes do que elas querem pro seu país, então forçar países a se unir pra formar 1 só pais é uma idéia muito infeliz. Não só começa a causar descontentamento entre as pessoas umas com as outras, mas é mais difícil de governar um país maior com tantas culturas diferentes. Recentemente a Escócia teve um referendo pra se separar do Reino Unido. O resultado foi próximo, mas acabou que a maioria votou pra continuar parte do Reino Unido (e vendo um documentário semana passada eu percebi que grande parte do motivo que resolveram ficar foi que grandes instiruições financeiras falaram que iam deixar a Escócia caso o resultado fosse a separação, e acabou que as pessoas ficaram com medo de perderem seus empregos e votaram pra ficar parte do UK.). Entretanto os motivos pelos quais muitas pessoas queriam a separação não era nem cultural, mas o fato de que na Escócia eles são um pouco mais socialistas e preferem um governo mais de esquerda, enquanto que quem está governando no momento é o partido conservador. Lá eles querem continuar na união européia, enquanto que na Inglaterra a maioria das pessoas quer sair, pois mais problemas sociais começaram e a Inglaterra quer autonomia pra tomar suas decisões sem ter que aprová-las junto ao parlamento europeu. Eu iria achar uma pena a Inglaterra sair da uniao européia, mas eu realmente entendo porque muita gente está descontente. Acho importante os países terem bom relacionamento e aliviarem barreiras para o comércio, mas mais importante é cada país continuar com sua cultura e autonomia. Tolerância com outras culturas é bom, mas perda de identidade não é.
Mas voltando a Dubrovnik, depois da visita ao museu nos sentamos na praça principal do old town e ficamos um tempão people watching e tomando sorvete.
Conforme falei no post anterior, havíamos combinado de voltar no mesmo restaurante do dia anterior pra janta e assim o fizemos. Desta vez eu comi um prato com vários frutos do mar, mas que não estava tão delicioso quanto o do dia anterior, mas mesmo assim foi bom, e os preços eram bem razoáveis.