Saturday, 7 May 2016

London Concertante

No fim de semana passado nós fomos ver um conjunto de cordas chamado London Concertante tocar Vivaldi na Catedral de Southwark. Como já mencionei anteriormente em algum outro post, eu adoro música clássica, principalmente violino. E pra mim uma das peças mais bonitas são as 4 estações de Vivaldi, principalmente verão e primavera.
Eu já tinha visto a Catedral de Southwark de fora várias vezes, mas nunca havia entrado. Ela fica exatamente ao lado do Borough Market, perto da estação de London Bridge, lugar que por onde já passei diversas vezes.
O concerto foi sábado de noitinha, e naquele mesmo dia de manhã, naquela mesma catedral, o novo prefeito de Londres eleito na semana passada tomou posse, então foi um dia bem ocupado naquela catedral.
Ela não é tão impressionante ou imponente como St. Pauls, mas mesmo assim é grandiosa, com tetos altíssimos e lustres gigantes e um altar muito bonito. No intervalo da apresentação nós caminhamos por pelo altar pra vê-la melhor.
O concerto foi ótimo, como era de se esperar. Eram 6 violinistas e 2 violoncelos, com um cravo. Fiquei com vontade de experimentar tocar o cravo no intervalo pra ver se é muito diferente de tocar piano, mas obviamente que não o fiz hehehee
Cravo e violoncelo
Detalhe do altar
Catedral de Southwark

Um dos membros do grupo apresenta cada música e fala um pouco de cada compositor. Eles abriram o concerto com Mozart. Foi engraçado porque nos já havíamos visto um concerto deste mesmo grupo no ano passado, que era bem focado em Mozart e Bach, então os fatos e as piadinhas que ele contou (como o fato de Bach ter tido 20 filhos, nós já conhecíamos. Tocaram também Pachebel, que eu amo, e tocaram algumas peças de outros compositores que eu não conhecia. Algumas que eu gostei, outras Na última meia-hora que eles tocaram Vivaldi, pra fechar com chave de ouro. Eu tava lendo sobre os membros do grupo depois e são todos músicos muito bem conceituados. Também, não é qualquer um que consegue tocar aquele solo de violino de Vivaldi. Na real, não é qualquer um que consegue tocar violino. Eu gostaria muito de aprender, e tenho planos de comecar quando me aposentar. Até lá fico praticando o meu piano de sempre.
https://www.youtube.com/watch?v=yPTrgaS3FaE&feature=youtube_gdata

Saturday, 23 April 2016

Passeando por Peak District

No sábado acordamos relativamente cedo pra quem tinha ido num casamento na noite anterior e encontramos os demais na sala de café da manhã. Muitos iam voltar pra Londres no sábado mesmo outros visitar os pais, alguns ficariam ali no hotel mais uma noite pra fazer passeios pela área, mas eu e o Andre havíamos decidido passear por Peak District, portanto fomos embora logo depois de comermos.
Essa parte da Inglaterra tem aquelas paisagens de murinhos de pedra cortando os campos. Tem várias vilas e cidadezinhas charmosas, com casas de pedra bem antigas, e dezenas de trilhas pra se fazer pelos campos.
Nos hospedamos num hotel chamado the Maynard, que era muito bom. Pouca coisa mais caro que o hotel da noite anterior, mas trocentas vezes melhor. Chegamos no hotel meio-dia e nem almoçamos. Resolvemos beliscar fruta e umas bolachas pra aproveitar o dia pra fazer passeios. Eu havia pesquisado uma certa caminhada pra gente fazer por ali, mas quando chegamos no hotel e pegamos algumas sugestões de caminhada, e o fato de que no caminho pro hotel eu vi uma placa indicando que o palacio de Chatsworth era ali perto, mudamos completamente os planos. Acabou que passamos o resto do dia visitando 2 lugares que foram parte de um dos meu filmes preferidos de todos os tempos: Orgulho e Preconceito. Eu gosto das historias da Jane Austen, famosa escritora inglesa. Li vários livros dela, mas o meu preferido é Orgulho e Preconceito. Comecei a lê-la depois de ter visto o filme do mesmo nome, com a atriz Keira Knightley, lançaado há cerca de 10 anos atrás. Eu AMEI o filme e lembro que assistia na Nova Zelândia quando não tinha nada pra fazer. Nunca imaginei que um dia visitaria aqueles lugares lindos que eu vi no filme! Por isso não pude deixar a chance passar. O André, como bom companheiro, aceitou a mudanca de planos.
Começamos o passeio indo até um lugar chamado Curbar Edge, que é uma caminhada de cerca de 8Km por um plateau elevado. Lá de cima tem-se uma vista linda de um vale, e na beira desse plateau tem bastante pedras, que nos fazem ficar pensando como foram parar lá em cima. Ficamos cerca de uma hora caminhando por lá, e eu quis ir até aquela pedra que aparece na cena do filme, onde a Elizabeth está parada lá em cima vendo a paisagem no pôr-do-sol, e o vento bate faz a capa que ela está usando ficar esvoaçante. É uma cena muito bonita. A vista lá de cima eh realmente muito bonita, dá pra entender porque ela foi lá pra pensar na vida hehehehe
Caminhando por Curbar Edge

Ao invés de fazer a caminhada toda, resolvemos aproveitar o resto da tarde pra visitar Chatsworth, uma das mansões mais impressionantes da Inglaterra. Essa casa foi usada pra ser a casa do Sr. Darcy no filme. A casa é absolutamente fantastica! Até o Andre ficou impressionado com o luxo e a grandeza dela. Jah visitamos varios palacios de realeza aqui, na Austria, Franca etc, e essa casa nao fica pra tras. Ela está na mesma familia ha mais de 500 anos e passa de geração pra geração. Por coincidência, faz 2 semanas eu tava vendo na TV um documentário sobre essa casa (até foi por isso que reconheci o nome na placa da estrada), e nesse documentário o dono atual explica algumas coisas interessantes, como o fato de que antigamente esse tipo de grandiosidade era possível porque como era sempre o filho mais velho que herdava toda a heranca da família, a riqueza ficava centralizada nas mãos de uma pessoa, o que permitia manter tais propriedades e seus luxos. Claro que hoje em dia não é mais assim. Todos os filhos têm os mesmos direitos, e com a taxação de herança com o objetivo de compartilhar riqueza não é mais possível casas dessas ficarem nas mãos de um único indivíduo capaz de mantê-la com sua própria riqueza, pois os custos de uma casa dessas são ridiculamente altos. Por isso que agora todas essas casas estão abertas pra visitação, em troca de ingressos, cujo preco ajuda a manter a casa (custa £20 pra ver esta casa e os jardins) e toda a estrutura de pessoas por trás dela. Inclusive vi nesse mesmo programa de TV pessoas que herdaram casas grandes e antigas, que não consideram isso uma vantagem, mas sim algo ruim, pelo trabalho que dá, e custo necessário, para manter a casa.
Mas voltando a Chatsworth, são cerca 300 ambientes no total. A parte aberta ao público é cerca de 1/3 da casa, tem 1/3 que é do uso da família, que ainda mora lá, e o restante é usado de depósito para objetos e móveis antigos adquiridos pelas gerações passadas.
A visita da casa comeca pelo salão principal, que é maravilhoso. Pinturas lindíssimas pelas paredes e teto, uma escadaria de mármore fenomenal, que dá até os aposentos superiores da casa. A visita passa por salas com obras primas espalhadas por tudo: pinturas, esculturas, tapeçarias lindíssimas feitas em Londres por volta de 1600, vasos e móveis renascentistas etc. Dava pra ficar o dia inteiro admirando cada detalhe. Tem uma sala toda de madeira, com colunas e bustos talhados na madeira em detalhes minuciosos. A visita passa por quartos de visitas que eram usados antigamente, todos mobilhados luxuosamente e com camas que só os hoteis mais luxuosos do mundo têm parecida. Reis e rainhas se hospedaram nesses aposentos no passado. O bom é que dah pra bater foto de tudo, não tem aquela frescura que alguns lugares tem de não poder bater foto.
Sala de madeira talhada
Galeria principal
Estátuas na galeria
Sala de jantar

Tem uma sala de estar que foi das mais lindas que eu já vi na vida, pena que essa só dá pra ver da porta. A sala de jantar tambem é bem grandiosa, digna de realeza.

Deve ser incrível crescer numa casa dessas podendo explorar cada canto dela. Eu, quando crianca, era bem curiosa e queria saber o que tinha atrás de cada porta e dentro de cada gaveta. Mesmo agora adulta adoraria poder fazer isso!
Passei pela sala das esculturas onde a Elizabeth, no filme, vê um busto do Sr. Darcy. Este busto obviamente nao faz parte da coleção de obras de arte, mas na loja de souvenirs da casa tem uma miniatura do tal busto pra comprar hehehe Com certeza o filme ajudou na popularidade da casa.
Depois saímos pra visitar o jardim.
No jardim, à procura do Sr. Darcy

Estava frio, cerca de 9 graus, então infelizmente não estava agradável pra ficar sentado na rua, então ficamos caminhando pelo jardim. Visitamos a Orangerie, depois a fonte do lado da casa, e caminhamos até o fim do lago que tem na frente da casa. Batemos várias fotos por ali e contornamos o lago até chegar de volta a casa. Resolvemos então cruzar a ponte que tem do outro lado do terreno onde está a casa pra vê-la de longe. Deu uma foto muito bonita.
Chatsworth House

O terreno da casa é gigantesco, e inclusive quando dirigindo pra chegar ali a gente passa por uma igreja e uma piscina que estão localizadas em prédios bem antigos e bonitos, que fazem parte do mesmo complexo.
No natal parece que decoram a casa toda, deve ser linda a decoração! Inclusive é possivel fazer casamentos na casa. Pena que nossos amigos não casaram ali, teria sido uma experiência e tanto. Mas não consigo nem imaginar quanto não custa fazer um casamento lá.
A casa fecha pra visitacao às 4:30, e depois de termos visto tudo fomos até uma cidadezinha chamada Castleton, que é uma vila cheia de casinhas de pedra. Caminhamos um pouco por ali, mas já vimos tantas dessas cidadezinhas parecidas que não ficamos embasbacados. Sentamos num pub e resolvemos sentar ali com um drink. Como não haviamos almoçado, ao invés de voltar pro hotel pra jantar conforme havíamos planejado (parece que o restaurante do hotel é super recomendado), resolvemos jantar ali mesmo. A comida era super boa e com preco bom. Depois de tanto caminhar foi bom chegar no hotel pra descansar.
Cidade de Castleton


No dia seguinte acordamos razoavelmente cedo pra um domingo e depois de um café da manhã caprichado e delicioso no hotel, nos pusemos a caminho de Londres. Na volta ainda passamos por uma outra cidade, chamada Bakewell, que havia sido recomendada por amigos. Interessante, mas nada espetacular comparado com o que já haviamos visto. Dirigimos pela rota que nos permitiu ver bastante das paisagens campestres do Peak District e chegamos em Londres as 2 da tarde, o que deu tempo de se preparar pra semana. Foi um fim de semana muito legal vendo lugares que eu adorei conhecer. Agora é ficar os próximos fins de semana em Londres pra economizar pra viagem no feriado de fim de maio, pro sul de Portugal.
Paisagem típica de Peak District


O filme está sem graça, pois não planejei direito:
https://www.youtube.com/watch?v=Fh36xax87xs&feature=youtube_gdata

Friday, 22 April 2016

Casamento de amigos em Peak District

Fim de semana passado nos fomos no casamento dos nossos amigos Hamish and Louise. Eles seguiram o que a maioria das pessoas faz aqui na Inglaterra quando se casam e realizaram a festa no interior. É bem normal os casamentos aqui serem feitos em hotéis do interior, pois além do preço ser mais acessível, as pessoas gostam de casar em igrejas antigas e charmosas e preferem fazer a festa num hotel, normalmente uma casa antiga convertida. Os convidados já ficam pra passar a noite lá, tomam cafá da manhã juntos e fazem alguns passeios durante o fim de semana antes de voltar pra Londres. Muitos convidados aproveitam pra visitar os pais que moram no interior.
Aqui casamento não é só uma festa, é uma oportunidade de celebrar com pessoas próximas que querem passar tempo juntas. O casamento teve menos de 100 pessoas, a maioria sendo amigos do casal, ao invés de familia. Mesmo porque o noivo é da Nova Zelândia e a noiva da África do Sul, portanto não é facil pra familiares se deslocarem pra um casamento na Inglaterra. De família deles só vieram os pais e irmãos, e um tio ou outro que moram aqui na Inglaterra.
Eu acho mais interessante quando as pessoas convidam pro casamento aqueles que as conhecem como casal, ao invés de ter que por obrigação convidar parentes, que muitas vezes não sabem nem do nome do noivo ou da noiva. Bom que a tradição estah mudando, pois antigamente o convite vinha no nome dos pais, que convidavam os demais pra festa de casamento dos filhos (e pagavam tudo), mas agora muitos casais pagam sua própria festa e por isso convidam quem bem entendem.
O casamento foi numa sexta-feira de tarde, o que significa que tivemos que tirar um dia de férias. Isso tem a ver com custo, pois aqui casamento também custa uma fortuna. Os noivos escolhem então lugares e datas pra tentar baixar o preço, o que eh compreensível. Melhor deixar pra gastar mais na viagem de lua de mel, mesmo porque baseada na experiência que eu tenho de casamentos no Brasil, gasta-se uma fortuna pros demais comerem e beberem e a maioria ainda sai falando mal, comparando com o casamento de não-sei-lá-quem, que ou foi mais luxuoso, ou o vestido da noiva e as flores mais bonitas etc.
Nós alugamos um carro sexta-feira de manhã e chegamos no hotel perto do meio-dia. Depois de um almoço rápido nos arrumamos pra ir pra igreja. Era uma igreja bonitinha e bem antiga, construída por 1200. Inagine quantos casamentos, batismos e funerais ela não foi base... A cerimônia comecou às 2 da tarde e foi curta, com um sermão do padre interessante, onde ele falou que a igreja deveria acolher todas as pessoas que quiserem fazer parte da igreja, independente do tipo de relacionamento que ela escolheu pra vida dela. Depois da missa teve fotos na frente da igreja.
A celebração comecou com drinks no bar do hotel (este casamento foi realizado no hotel Barnsdale Lodge, em Peak District. Não gostei do hotel e não me hospedaria lá novamente). Teria sido legal ter tido os drinks no patio na frente do restaurante, mas apesar de ser abril ainda estah ainda MUITO frio pra ficar na rua (outro motivo de fazer casamento cedo no ano é o custo, pois quanto mais no verão, mais caro, por melhor a chance de ter tempo bom).
Achei interessante a escolha de "canapés" deles: pipoca e salgadinho chips. hehehehe
Depois de um tempo socializando com outros conviados, fomos pro salão onde a festa aconteceu. Nos casamentos aqui cada convidado tem um lugar alocado pra ele(a) em uma das mesas, você não pode escolher onde senta. Fomos colocados numa mesa com 3 outros casais, alguns dos quais já conhecíamos de festas na casa do Hamish e da Louise. Então foi bem legal e tinha bastante assunto pra conversar.
Algumas pessoas fizeram discurso junto com brinde. Isso é uma coisa que eu acho bem legal, inclusive a única vantagem que eu vejo de fazer festa de casamento é ter pessoas próximas de você, que te conhecem bem, pessoas que você gosta, falando sobre a sua jornada de vida até encontrar o(a) companheiro(a) (com piadas de bom gosto durante o discurso) e desejando felicidades ao casal. A tradição é o "best man" fazer o discurso, mas nesse a "maid of honour" também fez, o que eu acho que foi mais especial e deu um ar de intimidade pra todos os convidados, como se depois do discurso conhecêssemos a noiva melhor.
Depois dos discursos foi servida a janta, que foi gostosa. Não era buffet, normalmente uns meses antes do casamento pedem pra você escolher entre 2 opções de entrada, de prato principal e sobremesa. As mesas são numeradas e então os garcons servem o prato que você escolheu. Come-se bem, mas nada exagerado.
Uma coisa que eu acho bem diferente na cultura é que aqui as mulheres não parecem se vestir com pompa pra casamento. No Brasil as convidadas usam sempre um vestido chique, de noite, enquanto que aqui muitas delas usam uns vestidos de florzinha, que até sao apropriados pra missa, que normalmente é realizada durane o dia. Mas com o passar da festa, que só acaba a noite, tais vestidos ficam meio fora de lugar. Eram poucas que estavam bem vestidas, na minha opinião. Tinha uma australiana que tava com um vestido que parecia de praia e um chinelinho. De repente lá é assim que eles se vestem pra casamento, que muitas vezes são realizados na praia.
Os noivos então cortaram o bolo e teve chá e café. Lã pelas 9 da noite o DJ comecou a tocar e foi até meia-noite, horario decente pra festa terminar. Eu tava cansada e fui dormir pelas 11:30. O bom é que nao teve barulho do casamento, apesar do quarto não ser longe do salão de festa.
Antes de terminar o post, anuncio que continuo não tenho a menor intenção de fazer festa de casamento ou de me casar. Prefiro usar o dinheiro pra viajar, e não quero o governo (burocracia) ou a igreja se metendo no meu relacionamento.


Thursday, 28 January 2016

Interior de SC - Brazil

Já fazia tempo que eu tinha vontade de fazer uma viagem pelo interior de Santa Catarina. Lembro de viagens que eu fiz pra lá quando criança e as paisagens eram bem bonitas, por isso queria revê-las, mas das vezes anteriores que eu vim ao Brasil não tive oportunidade de realizar tal viagem. Este ano a minha melhor amiga me convidou pra passar um fim de semana na casa de campo que ela comprou num condomínio perto de Bom Retiro, e eu não pensei duas vezes ao aceitar.
A viagem de Floripa até lá durou pouco mais de 2:30, pois fomos devagar e com cuidado, depois de muitos nos haverem dito que a estrada é perigosa. Inclusive vou copiar aqui o que eu escrevi no meu facebook sobre isso: Acabei de voltar do interior de SC pela BR 282. Muitos disseram que a estrada é perigosa e é preciso dirigir com cuidado. Sim, é preciso dirigir com cuidado, mas não pela estrada, que não é nem um pouco perigosa, mas sim por causa dos inúmeros IMBECIS que dirigem sem o mínimo de respeito pelas leis de trânsito ou com bom senso, colocando em risco a vida de todos que por lá trafegam. São motoristas irresponsáveis e inconsequentes que se acham espertos por fazer manobras arriscadíssimas e por que não dizer, criminosas! Aquilo não é uma pista de corrida e o trânsito não é uma competição, e se vicê dirige assim você é realmente um imbecil!!

Mas voltando à programação normal: A paisagem serrana é realmente belíssima, com verde até onde os olhos conseguem ver. O verde é escuro e abundante. O condomínio onde fica a casa da minha amiga chama-se Pouso da Serra e é uma área de preservação, onde as poucas casas construídas são todas ecologicamente corretas, com aquecimento solar, reaproveitam água da chuva, telhado verde etc etc. A casa da minha amiga é de madeira, simples mas muito legal e bem estilo rural (rústico), o que parece estar "na moda" no momento até nos apartamentos de Floripa. Eu pessoalmente acho esse estilo bem bonito e aconchegante, mas combina mais com casa. A casa tem uma varanda com rede e é cercada de verde, com um jardim e várias árvores de frutas e flores ao redor. É bem quieto e perfeito pra relaxar num fim de semana. Eu adoraria ter um canto daqueles!
Depois de um almoço de salmão orgânico e pão caseiro, com ravioli orgânico de pinhão e carneiro, tudo feito e fornecido por produtores locais, saímos pra caminhar pela área, que tem várias trilhas legais. Vimos uma cachoeira, caminhamos até um ponto alto com vista para a reserva, passamos por pasto onde as vacas pastam tranquilamente e chegamos até a propriedade do dono-gerente da reserva. 

Convite para relaxar: Rede na varanda da casa da minha amiga
Eu e a Fran fazendo trilha pela reserva
Eu brincando no balanço
A cachoeira que vimos na trilha

O dono não estava lá, mas paramos pra descansar numa área de refeições bem legal ao lado da casa dele, com decoração rústica e confortável. Lá fiquei conversando com uma menininha de 4 anos chamada Lívia, que estava me mostrando uns coelhinhos. Ela ficou minha amiga e queria me mostrar todos os lugares, inclusive a casa dela hehehe Os amiguinhos dela estavam na praia e ela estava sozinha com a mãe, que estava cuidado do bebê, então ela precisava de outra amiga pra brincar e eu fui a escolhida.
Fofinho: Não conseguia largar esse coelhinho!
Vista belíssima de paisagem típica do interior de SC com as araucárias


Depois de voltarmos pra casa da minha amiga nos arrumamos pra jantar no restaurante do hotel Curucaca, que fica nessa reserva. É um hotel fazenda bem legal, que tem piscina e tudo. A janta estava deliciosa, com salada orgânica, prato principal de peixe criado ali na propriedade, acompanhado de batata (se não me engano). De sobremesa teve cheesecake, que eu dei pro André pois não posso comer. As caipirinhas com a vodka que a minha amiga comprou especialmente pra mim, com limão orgânico fornecido pelo restaurante estavam deliciosas. Me dá água na boca só de pensar nelas!!
Depois da janta voltamos pra casa dela e nos sentamos nas cadeiras rústicas de madeira que ficam no jardim da casa dela, com uma fogueira no meio, com bastante conversa. Eu até tentei cortar a lenha pra fogueira, mas não deu muito certo. O marido da minha amiga que era o profissional nisso e eu não passei no teste.
Conversa ao redor da fogueira

No dia seguinte tomamos café da manhã no hotel (frutas frescas, bolo e pães caseiros de dar água na boca!) e fomos conhecer as redondezas de carro. Fomos até a cachoeira do Avencal, que fica no caminho entre Urubici e São Joaquim. A cachoeira é bem alta, mas a vista do parque do Avencal é meio ofuscada pelas plantas que não são cortadas. Parece que tem um parque chamado Eco do Avencal, de onde a vista é melhor e tem atividades pra crianças, mas estava fechado nessa época.  
O principal ponto turístico que visitamos foi o Morro da Igreja, um dos pontos mais altos do estado de SC e também dos mais frios. No inverno neve é comum lá e também registra as temperaturas mais baixas do Brasil. A visita ao Morro da Igreja é controlada e precisa-se pegar uma autorização, grátis, no escritório do Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici. A vista lá de cima é belíssima, com o atrativo da "Pedra furada". Batemos várias fotos e foi a parte que eu mais gostei de ter visto nesta viagem. Foi legal ter visto que muitas pessoas ainda usam cavalos como meio de transporte pelas estradas, e também ouvir o sotaque típico da serra.
Terminamos a viagem com um almoço no restaurante Vale dos Sonhos, na descida do Morro da Igreja. Este restaurante é um lugar especial. É necessário fazer reserva, pois os donos não atendem todos os dias. O restaurante é na sala da casa dos donos e só tem 3 mesas, e a comida é preparada pelo dono da casa. A esposa dele tem um ateliê onde ela faz arranjos florais muito bonitos com elementos que eles pegam na propriedade deles, que é cheia de árvores e flores.
A casa deles tem vista lindíssima do vale embaixo, e eu brinquei com minha amiga que deveria medir a quietude entre esse lugar e comparar com a da propriedade da minha amiga pra ver qual mais tranquilo. A comida servida foi vegetariana, orgânica e fantástica! Eu adorei a salada de folhas e tomate cereja com um molho leve bem gostoso, e risoto de arroz integral, parmesao e cogumelos silvestres. De sobremesa teve panna cotta com geléia de framboesa. Eu comi a geléia e o André se encarregou de comer a minha panna cotta, além da dele. O preço foi 50 reais por pessoa, o que eu achei bem razoável.
Nós tomamos um vinho tinto que havíamos comprado numa loja especializada em Urubici, pois o restaurante não serve bebida alcólica. Era vinho local e eu fiquei surpresa com a qualidade, era delicioso, mas caro. pagamos cerca de R$100 a garrafa.
Pra completar, tem um piano na sala onde servem a comida e eu aproveitei pra praticar :)

Atelier da dona do restaurante Vale dos Sonhos
Eu na sala do restaurante
Experimentando o piano
Vista belíssima de cima do Morro da Igreja

A viagem foi muito agradável, tanto por eu ter a companhia da minha amiga querida que eu vejo pouco, quanto pelas paisagens lindíssimas e também pela comida, que foi simples, mas extremamente saborosa na minha opinião.
Eu recomendo uma visita ao interior de Santa Catarina. A infra-estrutura melhorou drasticamente desde que saí do Brasil há mais de 10 anos atrás, com bastante opção de hotel fazenda, restaurante e parques para fazer esportes ecológicos. Sei que no inverno esta opção de lazer é muito procurada, mas quem quer fugir do calor do litoral, uma visita à serra será muito bem-vinda, pois lá é bem mais fresquinho e não passa-se tanto calor quanto em Floripa (não que isso seja o meu caso, que adoro calor). E por último, já que o real está tão desvalorizado ultimamente, por que não incentivar a economia mais local, que tem tanto a oferecer quanto qualquer cidade Européia? Inclusive este tipo de viagem é o sonho de todo europeu, de bastante contato com a natureza e alimentação saudável, e os catarinenses tem isso na porta de casa. Espero poder voltar praqueles lados num futuro próximo.

Friday, 1 January 2016

Berlin II

No segundo dia nós passeamos pela área de Warschauer Strasse. Eu queria mostrar pro André uma área do lado da estação, onde tem bastante grafite. Á noite são realizadas festas nas várias boates dali. O problema é que ao nos aproximarmos do portão principal de entrada daquela área haviam uns homens de aparência meio duvidosa. Eu fiquei meio receosa e o André também, então usamos uma outra entrada pra eu mostrar os murais pra ele. O lugar estava praticamente deserto, e é propício pra que pessoas de atividades, digamos, suspeitas se encontrem.
Frankfurter Tor
Warschauer Strasse

Mas não deu nada, ainda bem, batemos fotos dos murais e fomos depois pro palácio de Charlottenburg, bem no oeste de Berlin. Tem um parque legal lá, mas não chegamos a entrar no palácio pois o preço da visita era exorbitante, quase 20 euros.
Schloss Charlottenburg

Fomos então nos encontrar com a Sue novamente em Schöneberg pra comer um brunch. Tivemos que caminhar bastante até encontrar um lugar aberto (era dia 31 de dezembro), e que não estivesse cheio. Depois de muito caminhar achamos um café bem legal, que é decorado como se fosse uma sala de estar bem grande, com móveis antigos, livros e sofás. Comi uma salada bem gostosa e de sobremesa um Apfelstrudel muito bom. Ficamos mais de 2 horas conversando, gosto muito desta minha amiga e sinto falta de ter amiga como elas em Londres.
Depois do brunch retornamos ao hotel para descansar, e mais tarde nos pusemos a caminho da casa de outra amiga, a Josi, que estudou conosco na faculdade. Ela tem um bebê bem novinho e mora no centro com o marido alemão. Jantamos um prato de goulash com knödeln bem gostoso que ele preparou, e passamos o ano novo com eles. O apartamento deles tem uma vista muito bonita da cidade de Berlin, mas bem na hora da virada baixou a maior neblina e era difícil ver algo, mas deu pra perceber que a cidade inteira solta fogos de artifício. Foi bom ter passado a virada com alguém conhecido.

https://www.youtube.com/watch?v=IMIWm7EpgiU&feature=youtube_gdata

Retornamos a Londres no dia primeiro de 2016, felizes de ter visitado Berlin novamente e olhando o preço de casas por lá, que são muito mais em conta que Londres. Quem sabe fazemos de Berlin nossa casa um dia…
Começando 2016 em Berlin

Wednesday, 30 December 2015

Berlin I

O lounge do aeroporto de Krakow era pequeno mas muito bem abastecido, com salada e sanduiíches bem gostosos. Chegamos tarde em Berlin e fomos direto pro hotel. Nos hospedamos no Ibis do lado da estação principal. Por eu ter viajado bastante a trabalho ano passado eu acumulei pontos o suficiente pra termos um upgrade de quarto e foi bom termos um quarto maior com late check-out.
Foi muito bom estar em Berlin de novo. A estadia foi curta mas adorei ter revisto alguns dos amigos que eu fiz quando morei lá em 2013, principalmente a minha amiga Suzanne. No dia seguinte a nossa chegada de manhã visitamos o bairro de Prenzlauer Berg, onde morei por 4 meses em 2013. Foi legal ter visto a “minha” rua, o prédio onde eu morei e os lugares que eu ia ali perto. Bem na esquina tem uma academia bem legal agora! Infelizmente o café que eu gostava de ir, o Zuckerstück, estava fechado para férias, mas fui no shopping comprar algumas coisas na Rossman.
Nós almoçamos com a Dorotheia, a menina que me hospedou por uma semana quando eu chegue em Berlin aquela vez. Almoçamos num restaurante de comida típica de Berlin no bairro de Nikolaiviertel, bem perto do centro. Ela foi com o namorado dela, que não fala inglês, e o André por sua vez não fala alemão, então ficamos alternando entre os 2 idiomas para que todos entendessem a conversa. Foi bom pra praticar. A comida deixou muito a desejar devo dizer, e foi bem cara.
De tarde visitamos um mercado de natal que ainda estava em funcionamento, perto do Ku’Damm. Era bem grande e bonito, bem mais tradicional que Winter Wonderland. Agora entendi porque os alemães que conheci em Londres reclamam do Winter Wonderland, pois nem se compara com os verdadeiros mercados de natal da Europa continental… Estava MUITO frio, sensação térmica de –8, e eu tomei um chocolate quente pra me esquentar.
Chocolate quente no mercado de natal pra esquentar

Depois disso fomos pro hotel descansar e mais tarde fomos até Schöneberg, onde mora a minha amiga Suzanne e onde tem o bar Blues Garage, onde eu customava ir com ela nas quintas a noite pra ver jam session, que eu adorava. Foi muito legal, colocamos o papo em dia e jantamos comida tradicional alemã DELICIOSA, por menos da metade do preço do restaurante do almoço. O André gostou muito e entendeu porque eu gostava tanto daquele lugar.

Eu e a Sue no Blues Garage

Tentando não congelar no frio de -8

Tuesday, 29 December 2015

Slovakia

No segundo dia nós resolvemos aproveitar o fato de que estávamos de carro e também de que a Slovákia fica menos de 2 horas de viagem pra conhecer outro país, mesmo que por algumas horas. Saímos de manhã e fomos contornando as montanhas Tatras, passando por várias vilas no caminho que vivem do turismo de inverno. Pela falta de neve algumas das pistas dentre as dezenas que vimos pelo caminho haviam feito neve artificial  e numa faixa pequena da montanha, bem embaixo, era possível esquiar. Haviam algumas pessoas esquiando nesse lugares, mas achamos que não valia a pena pra nós. Passamos pela vila da Zdiar, bem pequena e vazia pela falta de turistas, e fomos em direção a cidade de Poprad. Ficamos cerca de meia hora nessa cidadezinha, que sinceramente não tem nada demais e não demoramos a continuar viagem. Nesta hora havia bastante sol, diferente de Zakopane que estava nublado. Seguindo viagem pela paisagem ensolarada, do nada vimos uma nuvem gigante na nossa frente, bem na direção onde estávamos indo. Achamos que passaríamos a nuvem e logo sairíamos do outro lado, mas não foi o que aconteceu. Estávamos na verdade indo em direção a um vale que a nuvem estava cobrindo.
Lá embaixo estava tudo encoberto e visitamos a cidade de Spisska Nova Vez, Também não era grandes coisa, mas mais interessante que a cidade de Poprad. Caminhamos pelo centro por uns minutos e queríamos almoçar por lá, entretanto infelizmente não encontramos nenhum lugar que nos agradasse e que não tivessem cheiro insuportável de cigarro. Acabamos só comendo um strudel com chá num café ali no centro e resolvemos voltar logo pra Zakopane. Nossa opinião é que a Eslováquia é interessante pra quem quer fazer passeios ao ar livre e curtir o lado natureza, pois mesmo a capital (pelo que vi em fotos) não se compara com as demais cidades européias.
Uma vez lá fizemos uma massagem relaxante por um preço bem mais em conta que em Londres.


Cidade de Spisska Nova Vez, na Eslováquia