Wednesday, 28 September 2011

Exploring my own backyard

Como não sei mais quanto tempo vou ficar aqui na Inglaterra resolvi começar a explorar Londres, depois de mais de 3 anos aqui. No fim de semana passado encontramos um casal de amigos pra um chá da tarde e aí fomos passear pra baixar os scones and sandwiches que comemos. Estávamos lá pros lados de Russel Square e aí caminhamos até Kings Cross pra ver a igreja mais antiga de Londres. Obviamente que ela foi reconstruída, mas ainda tem partes dela que ainda são antigas, e o lugar onde ela está e o mesmo de onde a original estava no 300 e alguma coisa.

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Old Church

Depois disso eu e o André (os amigos dele iam num show) resolvemos tomar um drink no hotel que tem do lado da estação de St. Pancras. Este hotel também é antigo, tem mais de 100 anos, e ficou muitos anos meio que abandonado, mas foi reformado e reaberto em março deste ano. Gostei bastante do bar e inclusive eles servem 42 below sabor kiwi, minha vodka preferida!! Foi muito bom e quero voltar lá!

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St Pancras Renaissance Hotel

 

Durante a semana cada um saiu mais cedo do seu trabalho (na real compensamos as 2 horas que saímos mais cedo) e fomos visitar Buckingham Palace. O palácio só é aberto pará o público durante algumas semanas no verão, e por causa do casamento real e a exposição do vestido da Kate os ingressos pros fins de semana estavam esgotados. Como deixei pra última hora ou ia durante a semana ou teria que esperar julho do ano que vem, que vai ser junto com as olimíadas e mais concorrido ainda, então fomos nesta semana. Foi um dos palácios mais legais e bem cuidados que eu já visitei, tudo muito grandioso e muita história. Infelizmente não é possível bater fotos dentro do palácio, só nos jardins. Mas eu gostei principalmente das salas que tinham pianos e sacadas atrás, ainda mais que estava um dia de sol lindo, as salas eram bem tranquilas e com bastante luz, parecia coisa de filme! Mas o ingresso é bem caro eu achei, foram mais de 17 libras por pessoa!

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Jardins do palácio de Buckingham

Depois voltamos por Saint James Park e fomos até Embankment porque eu queria comer um cachorro quente que eu havia comido por lá esses tempos e gostei bastante. Como estava um dia agradável foi muito bom ficar caminhando pela cidade.

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St James’ Park

Aí fomos pra Waterloo e pegamos o trem de volta pra casa, foi como ter um mini break durante a semana, mesmo que somente por algumas horas!

Wednesday, 7 September 2011

Suécia–dia 3

No nosso último dia acordei mais tarde, fizemos check-out, deixamos as malas no hotel e fomos tomar café numa confeitaria Suíça no centro. Eu comi um Afpel strudel, que eu adoro e tomei um suco, tava bem gostoso.

Um dos prédios do parlamento

Dali fomos visitar um jardim chamado Millesgarden, que fica numa outra ilha ali de Estocolmo, mas mais fora da cidade. Esse jardim faz parte de uma propriedade que pertenceu a um casal sueco lá pelo começo de 1900 e tem várias estátuas e esculturas pelos jardins. Dá também pra visitar a casa onde o casal morou, que tem vários items de decoração. A casa tem bastante janelas e é bem iluminada por luz natural. Não sei quão fria é no inverno, já que lá dã tanto frio, mas no verão é muito legal, ainda mais que fica num morro com vista pro mar Báltico.

Millesgarden


Depois disso fomos até a estação de trem principal ver a melhor maneira de chegar até o aeroporto sem precisar pagar aquele trem caríssimo e aproveitei pra almoçar na pizza hut que tem lá. Aí fomos procurar um lugar pro André almoçar, já que ele queria comida típica (eu já tava cansada de comer peixe com batata!), depois ele ainda foi tomar café (novidade) e então fomos até o hotel pegar as malas e voltamos pra estação de trem. O ônibus era confortável e tinha acesso a internet, o que foi bom, mas é mais demorado e depende do trânsito o tempo de viagem, mas chegamos lá a tempo, apesar de eu ter achado que não conseguiríamos.

O vôo de volta foi tranquilo e chegou no horário, o que é raro quando se pousa em Heathrow, pois sempre tem uma fila de aviões pra descer.

Valeu a viagem e como sempre aprendi coisas e entendi algumas coisas sobre os poucos escandinavos que eu conheci:
- a moda lá é usar óculos com aro grosso e escuro, enquanto pra gente é o contrário, a gente prefere óculos com aro fino e mais delicado
- eles são um povo muito bonito. Claro que não é um monte de modelo andando pela rua, mas no geral eles são bonitos sim, inclusive pessoas de idade são bonitas e elegantes
- a rainha é filha de brasileira, a rainha Silvia. A filha dela mais velha se casou recentemente e da mesma forma que aqui na Inglaterra se tem fotos e lembrancinhas com o William e a Kate lá eles tem com a Victoria e o marido (que nas fotos está usando o óculos de aro grosso e escuro)

- lá todo mundo fala inglês. Não existe a menor necessidade de aprender nada em sueco além de Tak (obrigada) pois até as pessoas mais simples falam ingles super bem

Sunday, 28 August 2011

Suécia–dia 2

Gamla Stan

Neste dia visitamos a parte histórica da cidade, que se chama Gamla Stan. É uma ilhazinha (Estocolmo são várias ilhas uma perto da outra, ligada por pontes. Tem também um arquipélago que dizem ser muito bonito, mas infelizmente não tivemos tempo de visitar) onde tem o palácio, algumas igrejas e prédios bem antigos, e vários restaurantes e lojinhas, bem coisa pra turista, mas muito bonito.

Nosso café da manhã

Tomamos café da manhã numa square em Gamla Stan, comi um sanduiche de presunto e queijo que veio também com bastante salada e tomei um suco de laranja, Isso foram mais de 10 libras!!
Começamos as visitas pelo palácio real, que era bonito por fora, mas por dentro era lindíssimo! E dava pra bater foto, desde que não se usasse o flash. As salas era muito bonitas, e algumas ainda são utilizadas pelo que nos foi informado. Tinham vários grupos de turistas lá dentro, e um dos grupos de brasileiros tinha uma guia que era sueca, mas ela falava português igual uma carioca, era praticamente perfeito, só de vez em quando dava pra notar que uma palavra ou outra ela falava um pouquinho diferente, mas ela fala como nativo, impressionante!

Uma das salas do palácio real

Depois do palácio nós fomos ver as igrejas ali perto, que eram bonitinhas por dentro, e aí resolvemos ir num cemitério que é patrimônio da UNESCO, que fica há 15 min de metrô do centro. Este cemitério foi feito por paisagistas e é super grande e verde, parece um parque, bem legal.


Aí voltamos pro centro e fomos almoçar (já eram umas 3 da tarde) e eu comi salmão com batata e salada, tava gostoso. Era um restaurante em Gamla Stan, que tem o mesmo nome de um Whisky bom, segundo o André.
Depois do almoço nós ficamos passeando pelas ruas da cidade antiga até chegar de novo na parte nova. Foi o dia inteiro caminhando e batendo fotos, chegou uma hora não aguentava mais caminhar e voltamos pro hotel. Não comprei nada além de chocolate, pois tudo é muito caro! Qualquer refeição sai perto de 20 libras, junto com a Suíça deve ter sido o lugar mais caro que já visitei. Mas o centro histórico é bem bonitinho.

Restaurantes em Gamla Stan

Saturday, 27 August 2011

Suécia dia 1

Nos próximos posts vou contar da nossa viagem pra Estocolmo na Suécia.
Dia 29 de agosto foi o último feriado aqui na Inglaterra até o natal, então aproveitamos pra fazer mais uma viagem. Ainda não havíamos ido pra nenhum dos países nórdicos, então resolvemos ir pra Estocolmo na Suécia.
Nosso vôo saiu sábado de manhã, foram 2:30 de vôo, com mais uma hora de fuso-horário, pousamos às 2 da tarde horário local. Estocolmo é uma cidade super cara, começando pelo transporte. Aqui em Londres quando você chega em Heathrow você pode pegar o metrô pra ir até o centro, o que demora 1 hora e custa menos de 2 libras, ou entao pegar o Heathrow Express, que custa cerca de 15 libras e demora 15 minutos. Em Gatwick a mesma coisa, você pode pegar 2 trens (é a opção mais barata mas tem que saber onde trocar ) ou então o Gatwick Express, que te leva até Victoria Station em meia-hora mas custa £16.
No nosso caso pegamos o tal Arlanda Express (Arlanda é o nome do aeroporto), que nos levou até o centro em 25 minutos, entretanto custou 28 libras pras duas pessoas, na promoção!!! Normalmente seria 28 libras por pessoa!!!! Um absurdo de caro! Compramos o passe 24 horas do metrô, que custou 12 libras e só vale a pena se você for fazer pelo menos 4 viagens. Fomos direto pro hotel, ficamos no Ibis de Haegersten. Normalmente o Ibis é aquela coisa bem básica, mas tem o que você precisa e é limpo. Entretanto deste Ibis não gostei nem um pouco! No site fala que é uma caminhada de 5 minutos da estação de metrô, o que não é verdade, são 10 minutos, mas nem é disso que vou reclamar, mas sim o fato do quarto ser velho e mal cuidado! Não estava nos padrôes de limpeza que estamos acostumados e esperamos do Ibis, e o banheiro era minúsculo, com um chuveiro de cortina que molhava o chão inteiro e não é nem um pouco higiênico! Foi barato, então o que economizamos em hospedagem gastamos em comida, pois comer fora é realmente super caro em Estocolmo.
Estava um dia bonito de sol, 24 graus (ao contrário de Londres lá o verão ainda estava dando as caras) e fomos procurar um lugar pra almoçar. Comemos num Starbucks perto da estação de Slussen e pegamos a ferry pra ir até a ilha de Djurgården, onde tem um parque de diversões e um parque bem grande, além de museus.

Um dos museus de Djurgården

Caminhamos por lá até cruzarmos a ponte pra Ostermalm, que é a parte "rica" da cidade. A Suécia é um dos países mais desenvolvidos do planeta e com bastante igualdade social, onde 60% da população tem acesso a uma casa de verão (alugada ou comprada), entretanto existem os ricos e os pobres, o que acontece é que a diferença entre eles não é tão grande como em países como o Brasil ou Índia, por exemplo. E aposto que 90% dos 40% que não têm acesso possivelmente não têm por escolha, não por falta de oportunidade.
Aquela parte da cidade é bem legal, com barzinhos na beira do rio, barcos ancorados, alguns ficam no seu barco ou iate com amigos bebendo champagne.

Caminhamos por lá até a parte central da cidade, onde tem várias lojas e tem uma praça com um chafariz bem bonito. Lá estava tendo um festival e começamos a ouvir música brasileira. Era o festival "Brazilian Day" e tinha várias barraquinhas com doces e comidas brasileiras, tinha até guaraná e acarajé, mas não comemos nada pois era tudo muito caro!! Uma coxinha minúscula, dessas de aniversário, era o equivalente a 2 libras!! E nem preciso falar que estava cheio de brasileiro lá, se teve o brazilian day é porque tem bastante.

Pracinha do centro de Estocolmo


Dali fomos caminhar perto do parlamento, que tem uma vista bonita, e jantamos num restaurante que vimos no guia do lonely planet, onde comi fish and chips, que estava bem gostoso, principalmente o peixe. Depois de um dia cheio voltamos pro hotel pra dormir.

Tuesday, 26 July 2011

Moscou Dia 6 (terça-feira)

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Kremlin de  Moscou                                  Aprenda a ler a placa acima antes de pensar em ir pra Moscou!

Na terça-feira passamos o dia em função da volta pra Londres. Nosso vôo saía às 3 da tarde, então depois do café (que não tomamos no hotel nenhum dia, pois custava £15!! O mais caro que eu já vi! Eu acabava indo no Starbucks, que acabava saindo £7 por um sanduíche e um suco, o que também não era barato. Acho que a única coisa barata em Moscou era água mineral, que eram alguns centavos de libra uma garrafinha). Eu queria pegar o trem das 11:30 pra chegar no aeroporto 12:30 e fazer tudo com calma, só que até fazer check-out e esperar todo mundo perdemos este trem e pegamos o do meio-dia. Uma vez no aeroporto a mãe do André ficou bem mal e acabou tendo que pegar uma cadeira de rodas. O bom disso é que furamos todas as filas. Mas pra ela deve ter sido um inferno aguentar a viagem passando mal daquele jeito. AInda mais que a empresa aérea que pegamos na volta era uma empresa russa (Transaero) que eu nunca mais quero voar, pois o serviço era horrível, estilo Aerolíneas Argentinas, que é a pior do mundo.
Uma vez em Londres ao invés de pegar o metrô como sempre fazemos pegamos um táxi porque o André e a mãe dele foram direto pro hospital. Pelo menos conseguiram diagnosticar o que ela tinha e agora está se tratando.
Mas tirando percalços a viagem foi bem legal, Moscou é um lugar realmente bem interessante e diferente, como eu sabia que seria o caso. Entretanto pensei que haveria mais estrutura ao turismo, mas tirando estabelecimentos ocidentais (como certos hotéis, restaurantes e cafés, onde o tratamento é melhor) as pessoas não falam inglês e a maioria não parece muito disposta a ajudar quando algo dá errado. Dá pra perceber que não é um país que alguns chamam de "desenvolvido", pois regras básicas de organização e muitas vezes de segurança são inexistentes. Por exemplo, as calçadas são todas esburacadas como que em obras permanente e não tem pode onde passar a não ser por dentro do buraco.
As mulheres são super altas e normalmente se vestem bem. Algumas vezes até bem demais, pois usam vestido de festa pra passear no parque, por exemplo. Salto-alto é obrigação, era difícil ver uma russa jovem sem salto. E elas estão sempre bem maquiladas e com a unha feita, ao contrário da inglesas que colocam esmalte e deixam descarcar por meses até resolverem pintar de novo.
Nunca vi tantos casamentos na vida. Todos os dias tinha um casal de noivos e alguam limosine por onde andávamos!

Lá Pepsi é mais comum do que Coca-Cola.
Ainda é possível ver bastante resquícios do comunismo, como o fato de cada lugar que íamos tinha um alto falante com uma voz falando coisas em Russo, que possivelmente era usado na época do comunismo pra exaltar o governo ou o trabalhador. Claro que opiniões divergem bastante a respeito, mas basesado no que os russos que eu conheci na Nova Zelândia me contaram da época do comunismo, ele foi embora tarde! Falaram que as filas era absurdas pra conseguir qualquer coisa. Num mesmo apartamento de 3 quartos moravam 4 famílias, pois a sala era um quarto. Obviamente um casal não tinha privacidade nenhuma!
E eu prefiro muito mais uma sociedade onde que trabalha mais duro é mais recompensando. O ruim do capitalismo é que nem todo mundo tem as mesmas oportunidades de crescer, e tem gente que leva ao extremo gerando o capitalismo selvagem, onde um quer tirar vantagem do outro sem nunca pensar no coletivo. O certo seria um balanço onde a propriedade privada seja respeitada, mas que todos tenham oportunidade de estudar e conseguir o que querem na vida.

Monday, 25 July 2011

Moscou Dia 5 (segunda-feira)

Na segunda-feira eu resolvi sair sozinha e fazer minhas próprias coisas. Eu havia visto num guia um museu que era na casa da família Romanov, que eram muito nobres e ricos, da época dos Tsars, lá por 1600. O palácio onde eles moravam foi mobiliado de forma que a gente possa ver como a família vivia naquela época. Eu gosto bastante deste tipo de museu, então eu fui visitar.
http://www.moscow.info/museums/palace-romanov-boyars.aspx

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Entrada pra casa dos Romanov


Gostei bastante e dali fui ver a tal da rua Nova Arbatz, que eh um calçadão com várias lojas. Havia acabado de sair do metrô e comecei a caminhar pela rua quando vi uma Mc Donanlds e resolvi parar pra almoçar. De repente alguém me chama. Eram o André e o pai dele que haviam recém chegado ali também. Almoçamos juntos e aí caminhamos por aquela rua juntos. Não achei nada de especial a tal rua... O pai do André voltou pro hotel pra ficar com a mãe dele que ainda estava doente, e eu e o André fomos ver as estações de metrô, que são uma atração a parte, de tão bonitas! Já havíamos visto algumas nos nossos passeios, mas anotamos as principais recomendadas e passamos em todas. Algumas são realmente fantásticas, grande, espaçosas (aliás Moscou é uma cidade super espaçosa, com ruas largas, bem diferente de Londres onde tudo é apertado). Algumas tem lustres lindos, outras têm murais ou pinturas nas paredes ou teto. Faz o metrô de qualquer outra lugar do mundo parecer sem-graça.

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Algumas da estações de metrô de Moscou, absolutamente fantásticas

Depois disso voltamos ao hotel e dei uma descansada rápida. Logo fui me arrumar pra ir no Bolschoi assitir um ballet. Eu havia comprado ingressos pelo site do bolschoi na internet. O site deles é absolutamente horrível! Não parece nem um pouco profissional e depois eu descobri que eu deveria ter impresso algo chamado "Customer Certificate" no site deles e levar até o Box Office pra pegar os ingressos. Era impossível chegar nesse tal de customer certificate. O login e senha que eu havia usado pra comprar os ingressos nao funcionavam mais e nao é possível pedir nova senha pelo site no caso de vc esquecer a sua. Aí passei uma manhá inteira tentando telefonar pra eles sem sucesso (isso em Londres ainda, antes da viagem). Depois o André acabou conseguindo e a mulher falou num inglÊs péssimo que era só levar comprovante de pagamento.
Bom, uma vez em Moscou eu voltei naquele teatro nada menos do que 4 VEZES até conseguir pegar aqueles ingressos malditos. Nunca na minha vida vi uma empresa de renome ser tão mal preparada pra lidar com clientes. Pra começo de conversa ninguém fala inglês, apesar  do site informar a hora de abertura do box office estava sempre fechado. Aì tinha um guardinha que sempre mostrava com o dedo o novo horário de abertura, e quando voltávamos naquela hora estava fechado e o horário de abertura havia mudado. Eu fiquei possessa e por causa disso não recomendo que ninguém compre ingresso pela internet porque é pra se incomodar. Mas finalmente depois da 4 vez lá aquele maldito box office estava aberto e pegamos os ingressos. Bom, eu havia pesquisado um pouco sobre o que era o ballet, apesar do site deles não explicar absolutamente NADA a respeito das apresentações. Só que chegando lá começou com uma dança super moderna. O cenário era branco e tinha um quadrado branco no palco, e os bailarinos usavam um macacão super curto colado no corpo e ao invés de movimentos graciosos e delicados que eu estou acostumada a ver em ballet o que eu vi foram corpos se contorcendo de forma nem um pouco interessante e muitas vezes a coreografia tinha gosto duvidoso, de apelo pornográfico. Eu absolutamente DETESTO dança moderna, acho horrível e fiquei puta porque se eu soubesse nunca teria comprado ingresso. mas depois de meia-hora de tortura a coisa acabou e eu descobri que seriam 3 ballets diferentes. Depois de uma eternidade batendo palma e esperando cada bailarino receber um bouquet, e de internalo gigantesco de 20 minutos, começou a segunda apresentação, que foi bem mais legal. Foi parte de um ballet chamado Jewel, que tem 3 partes (acho que a primeira é safira e é dança moderna, a segunda Rubi e é mistura de clássico e moderno e a terceira diamante, que é só clássico). A parte que fizeram foi a Rubi que misturou Clássico com um pouquinho de moderno, mas foi bem mais legal e eles usaram tutus, a roupa que estou acostumada a ver nas apresentações. A terceira parte foi bem legal, foi a que eu havia lido na internet, se chamava Sinfonia dos Salmos e foi bem legal, pois tinha coral junto com a orquestra, e a letra  (apesar de eu não entender nada) tinha partes de salmos nela. A coreografia foi muito bonita, e o figurino também, gostei bastante.
Depois disso nós jantamos num restaurante do Uzbequistão que ficava perto do hotel e eu comi salmão com arroz, pois não quis experimentar nada diferente.
A noite estava bem agradável, cerca de 24 graus, coisa que acontece uma vez ano ano em Londres, então foi bom que eu aproveitei.

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Pronta pra ver o ballet do Bolshoi em Moscou

Sunday, 24 July 2011

Moscou Dia 4 (domingo)

No domingo depois do café fomos até o monastério Novodevichy, que fica cerca de 20 minutos de metrô de onde estávamos, mais uma curta caminhada. Este mosteiro foi fundado lá pelos 1500 e tem capelas e uma catedral. Tem também algumas exposições e pelo que eu li a esposa de um dos Tsar foi morar lá depois da morte dele, e a irmã de um outro foi encarcerada lá porque ela tentou tomar o poder dele. Foi uma visita interessante, pena que é tudo em russo (e as velhinhas cuidado de cada exposição falavam em russo conosco como se conseguíssemos entender tudo, era até engraçado)

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Novodevichy em Moscou

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Dentro da catedral do convento

Ali do lado fica um cemitério onde várias pessoas importantes e famosas estão enterradas. Na entrada tem uma lista gigante do nome das pessoas famosas ali enterradas, só que está tudo em russo e as vezes o nome em russo não corresponde ao nome da pessoas no exterior, então passamos o maior trabalho pra achar poucos nomes. Na real eu não conhecia quase ninguém, mas como os pais do André são super envolvidos com partidos de esquerda eles conheciam várias pessoas, então nos passaram alguns nomes pra gente procurar. O único que eu sabia quem era, era o Yelstin, um ex-presidente, cujo túmulo é o mais maluco que eu já vi.

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Um dos túmulos no cemitério ao lado do convento


Almoçamos num restaurante famoso com os locais por ser buffet com preço barato, chamado Mu Mu. Odiei a comida e não quis quase nada. De sobremesa fomos num restaurante de uma cadeia chamada Shokoladnitsa, que tem vários doces e eu comi um doce de gelatina bem gostoso.

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Sobremesa na Shokoladnitsa


Estava bem quente, uns 34 graus, e os pais do André foram pro hotel, mas eu e ele fomos até o Gorky Park, um parque bem legal que fica no centro de Moscou. Tinham flores muito bonitas, tinha música, um chafariz bem grande, e como era domingo tinha bastante gente lá. Sentamos num banco na sombra e ficamos por lá um tempo.

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Gork Park em Moscou

Eu havia pensado em fazer um passeio de barco, mas acabou que não fomos. Ao invés disso voltamos no restaurante  ucraniano e eu comi uma sopa de frango apesar do calor, mas eu havia gostado bastante. Ai voltamos pro hotel e eu acabei ficando por lá lendo sobre Moscou e planejando o dia seguinte.