Monday, 17 October 2016

Eslovênia - Dia 3

No nosso último dia em Ljubljana o plano era pegar uma bicicleta no hotel e ir até o parque Tivoli, um parque bem grande que dizem ser muito bonito. Acordamos cedo novamente, mas ao abrir a janela tudo o que se via era neblina. Mudamos de plano e resolvemos subir até o castelo de Ljubljana. Como não adiantava fazer nada na rua, pagamos pra entrar no castelo medieval, que na real era um castelo bem moderninho, que não tinha nada de muito medieval. O ingresso custou 7.50 e dava direito a ver 4 atrações: a vista da torre, um filme sobre o castelo virtual (que não vimos), um museu de história Eslovena e um museu de marionetes. O que mais gostamos foi o museu de marionetes, que foi bem interessante e tinha umas marionetes até meio assustadoras, mas muito bem feitas.
Museu de marionetes

 A vista da torre do castelo era mais ou menos. A essa hora a neblina havia baixado um pouco e conseguimos ver a cidade, mas não foi das vistas mais bonitas que já vi. O museu de história Eslovena foi ok, era moderno no sentido de ter tecnologia ajudando na apresentação das coisas. Até gostaria de ter passado mais tempo na parte que fala da história mais recente do país, mas tivemos que voltar ao hotel pra fazer check-out às 11 da manhã.
Visitando o castelo de Ljubljana

Nosso vôo de volta pra era às 4:30 da tarde e eu marquei um táxi pras 2:30 da tarde, então tínhamos cerca de 3 horas pra matar. Finalmente o sol apareceu, e caminhamos até o tal parque Tívoli, que era realmente bem legal. Obviamente vimos uma parte bem pequena dele somente, mas foi bom passear por uma área cheia de verde, quieta, com paisagem de outono bonita, no sol de outono.

Um dos restaurantes charmosos de Ljubljana, este perto da universidade
Uma das praças de Ljubljana
Parque Tivoli no outono

Quando eram 12:30 voltamos pro Old Town e almoçamos numa lanchonete chamada Klobasarna, que vende as melhores salsichas da cidade. Quem disse isso foram as pessoas no tripadvisor e enquanto estávamos comendo ali na mesinha na rua (eu cheia de cobertor, pois na europa as pessoas - tirando eu - gostam de sentar-se na rua sempre que dá mesmo que esteja frio, então os restaurantes sempre têm um cobertorzinho e alguns até aquecimento nas mesas da rua) passaram guias turísticos com seus grupos e eles pararam bem ali onde estávamos e explicaram que essa lanchonete era ótima pra comida típica eslovena, vendendo as melhores salsichas da cidade. Nosso almoço custou menos de 15 euros pra nos 2 comermos bem, mas obviamente era super simples: salsicha, mostarda, um pedaço de pão.
Dali fomos até um outro restaurante na beira do rio, e foi a parte mais relaxante da viagem: ficamos sentados vendo a banda passar, eu tomando chá e comendo brownie, até a hora de pegar o táxi pra ir pro aeroporto. O táxi que pré-marquei era da empresa Goopti, e super recomendo, pois são eficientes, educados e mais barato que pegar um táxi normal. Pagamos 22 euros pra nos 2, bem mais conveniente que o ônibus, e nos permitiu aproveitar Ljubjana por uma hora extra.
A viagem pra Londres foi tranquila, e a mágica das mini-férias acabaram assim que pisamos em Londres e voltamos a realidade da vida normal. Gostamos muito de Ljubljiana e teria sido legal passar mais tempo lá só pra experimentar os restaurantes do centrinho, isso que eu não sou fá de turismo gastronômico, mas todos os menus pareciam ótimos lá.
Último almoço, na lanchonete Klobasarna
Tchau Eslovênia, gostamos muito

Vídeo da viagem: https://www.youtube.com/watch?v=vSakbmFLIk0&feature=youtube_gdata

Sunday, 16 October 2016

Eslovênia - Dia 2

Domingo acordamos às 7 da manhã pra tomar café às 7:30 e sair do hotel logo depois das 8. Caminhamos pelo rio que cruza a cidade, e vimos que estavam montando o mercado de pulgas de domingo, que vai das 8 até às 2 da tarde. Pra ver o mercado de pulgas acho bom chegar mais tarde, pois às 8:20 poucos stands estavam prontos, a maioria ainda estava montado.
Caminhando por Ljubljana cedo num domingo

Caminhamos até a estação de ônibus central (é uma construção pequena na frente da estação de trem) e lá compramos um ticket pro ônibus que nos levaria ao lago Bled. Dica: Não existe um controle do número de assentos vendidos pra um determinado horário, então eu recomendo entrar na fila na plataforma que o ônibus sai (acho que era a número 7) e seja dos primeiros a entrar no ônibus. É possível comprar ticket com o motorista também, então o que aconteceu é que muita gente que já tinha comprado o ticket pro ônibus das 9 não pode entrar no ônibus porque já estava cheio. Quando protestaram com o motorista a resposta dele foi: "Not my problem". É um ônibus a cada hora até Bled, e a viagem dura 1:20, passando também por várias cidadezinhas no caminho pra pegar passageiros locais.
Chegamos em Bled e tudo o que víamos era neblina. A previsão do tempo errou feio: falava que ia dar sol e 17 graus. Não vimos nada de sol e a temperatura não passou dos 14. O resultado é que eu não estava com roupa quente o suficiente, então estava extremamente mau humorada de estar passando frio e de não conseguir ver as montanhas lindas que estão ao redor porque o tempo estava um lixo.
Eu me surpreendi, pois achei que o lago Bled era mais selvagem, mas na beira sul dele está cheio de hotéis e restaurantes.
Dica: em Bled, recomendo caminhar ao redor do lago bem devagar no sentido horário, pois a paisagem é linda! É ótimo pra bater fotos, levar um picnic, relaxar.
Infelizmente não foi o que fizemos. Eu queria visitar a ilha que fica no meio do lago, então pegamos uma daquelas gôndolas onde o carinha vai remando até lá. Espera-se até ter gente o suficiente pra encher a gôndola, paga-se 14 euros (caro!), demora 30 minutos pra chegar na ilha, e mais 30 pra voltar, do ponto mais ao sul do lago. Essa gôndola dá pra pegar de vários pontos do lago, alguns mais próximos da ilha, mas não sei se influencia o preço. A gente fica 40 minutos na ilha e lá dá pra visitar a igreja que tem no meio. Como eu estava com frio, acabou que fiquei dentro do café que tem na ilha tomando chá pra me esquentar, e depois passamos cerca de 15 minutos passeando pela ilha, que é minúscula. A ilha em si é legalzinha, mas logo começou a encher de gente e perdeu o charme de se estar num lugar quieto pra aproveitar a paisagem. Não quisemos visitar dentro da igreja ou do museu.
Na volta foram mais 30 minutos na gôndola, o que poderia ter sido uma atividade relaxante com a vista do lago e da ilha, se não fossem as crianças enchendo o saco brigando umas com as outras.
Caminhamos então até o castelo que tem lá em cima de um morro. Queríamos ver a vista de lá de cima, e eu queria ver se dava pra gente almoçar no restaurante que tem lá, que dizem ser muito bom e com vista muito bonita. Eu havia telefonado na semana anterior pra fazer reserva, inclusive porque aí o preço de visitar o castelo está incluído no preço da refeição, mas eles estavam lotados. Eu pensei que de repente poderia haver alguma desistência, mas não chegamos a checar, porque precisa-se pagar 10 euros pra entrar na área do castelo. Eu achei que daria pra pelo menos ver a vista lá de cima sem precisar pagar, porque sinceramente, estou cansada de visitar castelo medieval. Já vi trocentos. Não me interessa mais... Além disso chegaram ônibus e mais ônibus com excursão, então haviam dezenas de turistas como nós. Resolvemos não entrar no castelo. Foi uma pena, pois teria sido uma forma legal de ter comemorado o aniversário do André um almoço lá...
Visita ao lago Bled

Acabamos almoçando num restaurante logo na descida do castelo, que tinha um pátio legalzinho, mas a comida não era nada demais. Eu tomei mais um chá e o André comeu um bolo de creme típico daquela área do país.
Eram 2 horas quando começamos a caminhar ao redor do lago. Foi a parte mais agradável da visitae ainda bem que a neblina foi embora, mas infelizmente depois de um certo ponto começamos a apressar o passo pra pegarmos o ônibus das 3:30 de volta a Ljubljana. Meu racionínio era que se pegássemos esse ônibus estaríamos de volta ao hotel perto das 5, daria pra descansar um pouco, tomar banhho, tomar o vinho que o André ganhou, e sair pra jantar pra comemorar o niver dele sem estarmos muito cansados. O próximo ônibus depois disso era às 4:30, e sempre tem o risco de estar cheio... Foi aí que comecei a me morder de arrependimento de ter perdido tanto tempo indo na ilha ou subindo até o castelo, pois realmente o legal de visitar Bled é andar ao redor do lago, pois a paisagem é lindíssima. Caminhar rápido ajudou a espantar o frio, e mesmo assim conseguimos bater fotos. Acho que vale a pena passar mais dias em Bled, pois existem outros lugares bonitos ali perto pra se visitar. Tem um outro lago, menos turístico, tem também desfiladeiros bonitos, que infelizmente não tivemos tempo de ver.
Vista linda do lago Bled

Conseguimos pegar o ônibus e às 5 da tarde estávamos de volta no Old Town de Ljubljana. Passamos por um restaurante chamado Julja, que segundo o tripadvisor é dos melhores da cidade, e conseguimos fazer reserva pra janta. Havíamos tentado ir nesse mesmo restaurante no dia anterior, mas estava cheio, e não estavam mais aceitando reservas.
Meu plano deu certo, pois conseguimos descansar, tomar banho, tomamos vinho, e às 7 estávamos de volta ao restaurante pra janta de aniversário do André (nosso hotel era 5 minutos de caminha de lá).
Eu comi confit du canard (pato) com polenta (adoro que lá em Ljubljana tem polenta em tudo quanto é lugar) e o André comeu vitela com batatas. Não sei o prato dele, mas o meu estava delicioso, de dar água na boca! Era um restaurante de um nível mais alto, e isso foi refletido no preço, que com gorjeta saiu 60 euros, mas valeu a pena! E ainda demos sorte que a mesa que reservaram pra gente era bem na janela, onde pudemos ficar observando as pessoas passando na rua durante o jantar.
De sobremesa o André estava sonhando com um Tiramisu que ele tinha visto num restaurante ali perto, chamado Marley & Me. Depois da janta fomos ali pra ele comer o tiramusi, mas pra nossa surpresa, apesar do restaurante estar bem vazio por ser domingo a noite, eles falaram que só vendem sobremesa pra pessoas que jantam lá. Decepção....
Acabou que fomos num outro lugar, mais perto ainda do nosso hotel, que vende bastante tipos de sobremesas, como bolos e sorvete. Era um lugar bem legal, com uma decoração diferente, bem cozy e quircky. Não tinham tiramisu, então o André acabou comendo um bolo de nozes com chocolate, que eu provei e estava bom, mas não sou fã de bolo então me contentei em observar a criança grande se esbaldando com um pedaço de bolo hehehe
Janta de aniversário do André

Saturday, 15 October 2016

Eslovênia - Dia 1

Para comemorar o aniversário do André este ano resolvemos fazer uma viagem. O lugar escolhido foi Ljubljana, na Eslovênia. O j é pronunciado como i, então a pronúncia é Liubliana.
Eu estava querendo visitar este lugar desde o ano passado, mas por diversos motivos não consegui marcar a viagem pra essa mesma época do ano em 2015, então resolvi não deixar passar de 2016. Tínhamos a oportunidade e os meios financeiros.
Neste post vou dar algumas dicas de como eu teria feito algumas coisas diferentes para aproveitar ainda mais a viagem, dicas que eu gostaria que alguém me tivesse dado antes de eu ter ido.
Primeira dica: a melhor época do ano pra se viajar pra lugares da Europa que não sejam no sul (tipo Portugal, Espanha, Grécia) é no verão: fim de junho, Junho, Julho, Agosto, começo de Setembro; não adianta discutir. Isso porque no resto do ano o tempo é normalmente uma droga, e é uma questão de sorte pegar dias com sol.
Infelizmente neste verão o fato do André ter passado a maior parte do tempo longe, e o fato de ter várias visitas em Londres significou que não foi possível fazermos viagens no verão, mas agora aprendi a lição e as nossas férias de verão terão prioridade.
Nosso vôo saiu de Londres 12:55 de sábado. Infelizmente o único vôo direto pra Ljubljana sai de Stanstead, um aeroporto no norte de Londres, que pra nós fica ridiculamente longe. Foram 1:30 pra chegar naquele aeroporto e £30 a mais pro ticket (por pessoa) do trem até lá. É o aeroporto de onde empresas budget tipo Ryan Air e Easyjet saem. Com a Easyjet eu já voei várias vezes, normalmente saindo de Gatwick, mas com a Ryan Air me recuso a voar. Como eu queria muito voar direto acabou que Easyjet de Stanstead era a melhor opção. Foi interessante ver a diferença das pessoas que utilizam o aeroporto de Stansted. Estou acostumada com Heathrow, onde são turistas estrangeiros e ingleses com mais dinheiro que viajam, mas lá em Standsted o aeroporto é bem mais simples e era muitas famílias inglesas e mochileiros, pois as passagens são bem mais baratas saindo de lá. Pra uem quiser economizar é necessário lembrar de incluir o dinheiro pro trem até lá como parte dos gastos.
Chegamos em Ljubljana eram 4 da tarde horário local, e fomos direto pegar o ônibus que nos levaria até o centro da cidade. Compra-se o ticket direto com o mototista e custou cerca de 4 euros por pessoa. Foi 1 hora dentro do ônibus, que passou por cidadezinhas pequenas pra pegar passageiros locais. O ônibus nos levou até a estação de ônibus central da cidade. Lá pegamos um táxi até o nosso hotel, que ficava super bem localizado, bem no Old Town de Ljubliana. Dava até pra ir caminhando da estação de trem-ônibus até lá em cerca de 20 minutos, mas mesmo só com mala de mão valeu pagar 10 euros pro táxi pra chegar mais rápido e com mais comodidade.
O nosso hotel chama-se Adora e fica numa casa daquelas antigas e típicas de lá. Fomos muito bem atendidos e inclusive deram pro André uma garrafa de vinho de presente pelo aniversário dele. Largamos as coisas no quarto e fomos explorar a cidade.
O Old Town de Ljubljana é pequeno e super charmoso. É daqueles lugares que você realmente se sente feliz em visitar, pois ainda tem seu próprio caráter, as lojas, cafés e restaurantes não são daquelas grandes empresas que se vê em tudo quanto é capital européia, elas têm charme e são autênticas. Ficamos passeando pelas ruazinhas de paralelepípedos e vendo as vitrines, admirando cada canto daquele lugar tão charmoso. Aquela área da cidade é cheia de restaurantes e cafés super agradáveis, a maioria com mesas na rua, onde as pessoas sentam e ficam aproveitando a tranquilidade e a atmosfera do lugar, vendo a banda passar.
Pra nós a principal atração foi ficar caminhando pelo centrinho, então não vou enumerar nenhum prédio ou algo que eu recomende que "não se pode perder", mas como pontos de referência nós fomos até a Triple Bridge, depois até a Dragon Bridge, e de lá voltamos até perto do nosso hotel de novo, onde jantamos num restaurante chamado Druga Violina.
Antes da viagem eu havia pesquisado vários restaurantes que a gente pudesse comer lá no centrinho, e este era um deles. Eu adorei a comida lá: era simples, mas muito bem feita. Comi um frango grelhado, polenta (!!!:)), tomei um drink e de sobremesa um apfelstrudel. O André também comeu bem e tomou vinho. O preço foi 25 euros. Mal pude acreditar!! Na noite anterior, em Londres ainda, fomos num restaurante ali perto da Oxford Street (nunca faço isso, detesto passar lá, tem sempre muita gente, mas eu havia acabado de sair de uma reunião da minha empresa e o André estava saindo do trabalho, então resolvemos comer por ali, pois não tínhamos comida em casa e não queríamos comprar pois estaríamos fora pelos próximos dias), onde eu comi uma salada de frango grelhado, ruim por sinal, e um copo pequeno de vinho. O André também tomou vinho e comeu uma pizza. Pagamos 40 libras!!! É exatamente por isso que eu detesto comer fora em Londres, é sempre um absurdo de caro e raramente a comida é boa. Se eu pagasse 40 libras e a comida fosse tão boa quanto a do restaurante de Ljubljana ainda vá lá, mas não é o caso. Inglês realmente não sabe preparar comida que dê vontade de comer...
Mas voltando ao restaurante em Ljubljana, outro motivo que eu gostei de ter gastado meu dinheiro lá é que não só eles usam ingredientes produzidos localmente, eles empregam pessoas com alguma deficiência. Eles fazem coisas simples, como trazer o menu, tirar os pratos depois que a gente come, secar talher etc, tudo sob supervisão. Eu prefiro gastar dinheiro em lugares que contribuem pra sociedade também de outras formas, e que dêem prioridade para produtores locais.
Depois da janta voltamos pro hotel e fomos dormir cedo, pois nosso plano era acordar cedo no domingo pra visitar o lago Bled, uma das maiorias atrações da Slovênia, se não a maior.
Cidade de Ljubljana e suas ruas e lojas charmosas


Monday, 29 August 2016

Sicília - Último dia

No nosso último dia inteiro na Sicília nós poderíamos ter visitado o Etna. Fizemos a pesquisa e eu falei pro Andre ir, pois ele adora essas coisas. Só que eu preferia ficar aproveitando o verão, pois lá no Etna as temperaturas são de inverno e precisa usar roupa quente (que eu não levei). Além disso eu não tenho interesse em ver mais um vulcão de perto. Não só já fui em outros (como o Rangitoto na NZ, e o Vesúvio em Napole), eu não quero tenho a menor vontade de ver lava, inclusive teria medo. Como esse é um vulção ativo eu falei que não ia. O André, por escolha dele, que fique bem claro, resolveu que ia aproveitar praia e piscina mais um dia comigo. Pra não ficar só no hotel de novo nós caminhamos até a Isola Bella, uma mini ilha que fica a 1km de distância do hotel. Nessa ilha tem uma casa que pertenceu aquela mesma mulher que fez o jardim, a tal de Florence. Deve ter sido o máximo ter aquela ilha pra ela pra ir pra longe de tudo e todos quando desse vontade. Fomos cedo, pois a mini-praia na frente da ilha iria encher logo. Pegamos um lugar no chão mesmo bem na frente do mar, que era cheio de coral, pedras e de [agua super límpida. Eu levei o meu sapato de praia pra poder caminhar na praia de pedrinhas e fui até a entrada da ilha ver de perto. Tinha ateh uma placa indicando preço de visitação, mas estava por algum motivo fechada. Nos contentamos em ficar na praia na frente da ilha admirando a vista. Quando foi perto do meio-dia resolvemos voltar pro hotel e ficamos na praia particular que tem lá. Era bem mais quieto e com menos pessoas, então foi bom pra tirar um cochilo e ler. Tomei uma caipiroska muito boa no bar da praia, e de vez em qdo ia dar um pulo na piscina e voltava pra praia. Só que depois de uma certa hora comecou a ventar muito e me mudei de vez pra área da piscina. Era mais tarde, e apesar do sol forte muita gente jah havia saído de lá, então consegui ficar no sol até o fim do dia, estocando vitamona D.
Pra janta resolvemos pegar o carro e ir até a vila de Castelmola, que fica a uma altitude muito alta! Acho que Castelmola fica 800m do nivel do mar. Eu tava até com vertigo no caminho até lá em cima, ainda mais naquelas estradinhas com curva e pouco espaço. Proibí o André de omar vinho na janta, ainda mais que na hor de ir embora já seria de noite. Uma vez lá em cima a vista era impressionante por causa da altura! Mas estava ventando bastante, e por isso sentamos no lado de dentro do restaurante La Taverna del Etna. A comida foi boa; o André em especial gostou bastante e comeu bastante. Além do pão da entrada eu pedi uma salada, que ele também comeu, depois comeu a comida dele, duas sobremesas, um espresso, e 2 copinhos de licor (que eu preferia que ele não tivesse tomado). Pra ele baixar a comida, uma ve que terminamos a janta subimos mais ainda (desta vez a pé), até chegar no castelo de Castelmola, que na real são ruínas. A vista lá de cima durante o dia deve ser linda, mas a essa hora estava noite já, então ficamos vendo as estrelas e o André me falando das constelações, todo empolgado. Parecia aquelas coisas de filme do menino tentando impressionar a menina com seu conhecimento em astronomia hehehe
Uma vez no hotel o jeito foi arrumar a mala pra retornar pra Londres no dia seguinte. Saímos do hotel às 9, chegamos em Catania as 10:30 por causa do trânsito. Demoramos um tempão até conseguir devolver o carro por causa (mais uma vez) da desorganização e incompetencia da Hertz de Catania (inclusive mandei email contando da péssima experiência que tivemos lá (acho que a pior que jah tive alugando um carro), e logo embarcamos pra Berlin, pois tivemos que fazer uma parada de menos de uma hora lá por não ter voo direto pra Londres. Pelo menos lá pudermos usar o lounge. Foi até engraçado, como nao tinhamos muito tempo nós saímos correndo do avião pro lounge, comemos sanduíche, tomamos vinho, usamos a internet e cerca de 30min depois saímos pra pegar nosso vôo.
Foi bom chegar em Londres com sol e 26 graus. Fez a volta das férias não parecer tão ruim.

Vídeo de Taormina: https://youtu.be/uJmX3cQWlAI

Isola Bella
Eu nas águas claras de Isola Bella
André e eu em Castelmola

Sunday, 28 August 2016

Sicília - dia de descanso na praia e piscina

Nosso hotel chamava-se Atahotel Capotaormina, e fica localizado bem na ponta da cidade de Taormina, no lado debaixo. É um hotel mais antigo, acho que do começo anos 70, então a decoração é daquela década, e algumas coisas até precisariam ser renovadas, como os carpetes nos corredores. Entretanto isso não nos incomodou em nada, pois a estadia foi excelente. O café da manhã tinha bastante opções de comida, frutas frescas, bolo, croissant, o servico foi de primeira, o quarto era grande, tinha inclusive closet, a cama era firme como a gente gosta, e o melhor de tudo, tem uma praia particular e uma piscina com vista linda pro vulcão Etna.
O café da manha é servido num terraço com vista pro Etna, então já começamos o dia com vista pro mar e pro Etna. Conseguiamos até ver a fumacinha constante saindo lá da cratera. O Andre queria ter visto lava e uma erupção, mas eu sou grata que isso não aconteceu. Fiquei até meio receosa, pois uns 2 dias antes da viagem deu um baira terremoto na Itália, morreram várias pessoas, e terremotos às vezes causam erupções.
O plano pro dia era ficar no hotel aproveitando a área de lazer. Acordamos super cedo pra pegar lugar na piscina, pois enche logo. Eram 8 da manhá e eu já estava de café tomado e colocando minha toalha numa cadeira bem na frente da piscina, onde passei o dia olhando pro mar, pro Etna (e melhor vista é de manhá, pois à tarde as nuvens encobrem o topo dele), pro horizonte, pegando sol, mergulhando na piscina de água salgada bem na minha frente, lendo meu livro, enfim... aproveitando as férias bem da maneira que eu gosto. Inclusive a piscina fica bem no meio de umas rochas, e no video vai dar pra ver melhor, tem cadeiras pra pegar sol até mais em cima do morro, que tem vista pra baía do outro lado. A paisagem era realmente linda.
A única coisa que incomodou foi uma família que ficou do nosso lado depois do meio-dia. Sabe aquelas pessoas indesejáveis de se ter por perto? Eram eles: barulhentos, a mulher ficava tossindo sem cobrir a boca, fumando bem do meu lado, e no pouco tempo que ficaram ali (graças saíram pra nadar logo) eu achava que não ia conseguir aproveitar as férias. As pessoas têm que entender que a liberdade termina onde comeca a dos demais, então não escute musica alta, pergunte se as pessoas ao redor se importam se voce fumar, e caso a resposta seja afirmativa, não fume, perceba se seus filhos estão sendo inconvenientes e coloque limites neles ou os leve pra longe se estiverem incomodando muito, enfim, saiba se comportar em sociedade!
Do lado da piscina havia uma escada que dava direto no mar, e dali dava pra nadar até uma plataforma presa no fundo. Nadamos até lá e ficamos pegando sol um tempão. Conseguíamos ver os peixinhos nadando por ali e eu até sem querer pulei no meio deles uma hora, mas acho q nenhum se machucou, são muito rápidos pra nadar embora.
Depois de um dia relaxando, mais tarde, pegamos o transfer do hotel até a cidade de Taormina. Até agora me admiro ao lembrar de como o motorista daquele ônibus consegue subir por aquelas ruas estreitas e cheias de curvas!
Jantamos num restaurante perto da Porta Messina, chamado Tiramisu. A comida foi a que eu mais gostei na viagem inteira, e demos sorte de chegar relativamente cedo e conseguir mesa sem reserva. O atendimento não foi tão bom quando o restaurante de Ragusa, entretanto o prato de massa estava delicioso. Comi tudo e raspei o prato com pão, o que não acontece com freqüência. O Andre comeu tiramisu de sobremesa, que ele adora, e falou que foi o segundo melhor que ele já comeu, o melhor sendo o de um restaurante no norte da Itália. Depois da janta ficamos andando pela cidade de Taormina, que de noite fica bem vibrante, cheia de gente fazendo a "passeggiata". O André ainda tomou mais um copo de vinho num bar antes de pegarmos o transfer de volta pro hotel, mas eu me contentei em comer um pedaco de torrone italiano. hmmmmmmm

Café da manhã com vista pro mar e pro Etna
Eu na piscina do hotel
Vista pro outro lado da baía, da área da piscina


Saturday, 27 August 2016

Sicília - Taormina

Eu havia planejado visitar o parque arqueológico de Siracusa, que é uma das atrações da cidade e ficava exatamente na frente do nosso hotel. Inclusive o maior anfiteatro da Sicília fica lá. Soh que resolvemos não fazer isso e ir direto pra Taormina, pois lá tb tem um anfiteatro. Não queriamos dar uma de Jinny (uma amiga minha que quando viaja precisa ver absolutamente TUDO o que tem na lista de coisas pra fazer, ela não descansa em nenhuma viagem).
A viagem até Taormina foi curta, pouco mais de uma hora, e infelizmente não deu pra fazer check-in no hotel quando chegamos, mas acho que foi melhor assim, pois resolvemos ir logo pra Taormina, que fica em cima de um morro e tem vistas espetaculares pro mar. Deixamos o carro num estacionamento grande que tem perto da Porta Catania e fomos seguindo devagar pela rua principal da cidade até o outro lado, onde tem a Porta Messina. As duas portas são a entrada pra parte antiga da cidade.
Almocei uma salada e um arancini num restaurante na piazza do Duomo (o arancini não era tão bom quanto o de Noto, e custou 4 vezes mais! Em Noto custou 2 euros e lá 8! Taormina é uma cidade super turística e por isso os preços são exorbitantes comparados com o resto da Sicília, mas nada demais comparado a Londres). De lá cruzamos a cidade até chegar no Teatro Grego (o tal anfiteatro famoso). Preciso dizer que fiquei meio decepcionada, pois não é muito grande, não é muito impressionante, e apesar da vista de lá ser muito bonita, estava cheio de tendas e equipamentos pra um show, o que não deu aquela ideia de ser antigo e preservado daquela forma. De repente deveria ter dado uma de Jinny e visto o de Siracusa...
Depois visitamos o jardim público da cidade, um espaço bem legal pra descansar e pegar uma sombra. O jardim tem bastante árvores, plantas e umas construções meio diferentes. Foi feito por uma inglesa que se mudou pra Taormina e por lá ficou. Dizem que ela foi expulsa daqui da Inglaterra porque teve um caso com o futuro rei. Ela era uma mulher muito rica, dona de muitas terras na Sicília. Como ela não precisava ralar de um dia pro outro como o resto dos mortais, ficava gastando dinheiro desenhando jardim e casinhas estranhas no jardim pros pássaros dela, tomando chá das 5, essas coisas que rico de verdade faz.
Descansamos num banco na sombra de uma árvore pos uns 10 minutos e resolvemos subir o morro que vai dar no Castelo Saraceno, atrás da cidade. Foram 20 minutos de subida em degraus que não eram difíceis se comparados com a subida do morro que fizemos em Kotor (Montenegro) no ano passado. Lá em cima paramos na igrejinha Madonna della Rocca, que eu achei espetacular. Ela não tem nada demais por fora, é uma capela, mas a achei muito charmosa por dentro, com teto de pedra e pinturas na parede, uma estátua de Maria com menino Jesus no colo. Achei uma igrejinha feminina, acho que por isso que gostei tando. Além disso, estava sendo enfeitada pra um casamento, então tinha bastante flores. Inclusive fiz uma brincadeira sobre essa igreja no video hehehe
A vista de lá de cima era linda, e com o sol batendo no mar não dava vontade de sair dali. Estava mais um dia bastante quente e no caminho foi bom que tinha árvores pra não deixar que ficasse muito calor na subida ou descida. De janta passamos numa salumeria e compramos um sanduíche feito na hora com queijo e affettatti  a nossa escolha (aquelas carnes frias: salame, presunto, essas coisas), que levamos pro hotel.
O nosso quarto tinha uma sacadinha pro mar, com uma mesa e duas cadeiras (tipo a que eu queria ter comprado na costa amalfitana, se eu tivesse casa e sacada/jardim pra colocar). Jantamos o sanduiche delicioso com um pouco de vinho, admirando a vista. Foi uma excelente maneira de terminar o dia.

Cidade de Taormina vista da subida do Monte Tauro
André na subida do monte
Igrejinha de Santa Madonna Della Rocca
Vinho na sacada do quarto, pra teriminar o dia

Friday, 26 August 2016

Sicília - Praia, Noto e Ragusa Ibla

No dia seguinte acordamos cedo pra ir à praia. Eu havia pesquisado algumas praias por ali e vi que a praia de Fontane Bianche era bem bonita e de fácil acesso, então resolvemos ir nessa. Estacionamos o carro num estacionamento pago, o primeiro da praia, que custou 8 euros. Paguei com uma nota de 20 euros e de troco recebi 3 euros. Eu havia lido sobre essa "técnica" que alguns sicilianos usam pra tentar enganar as pessoas, pois tem gente que vai embora sem pegar o resto do dinheiro devido. É claro que reclamei e o cara se fez todo arrependido, pedindo desculpa e fingindo que foi sem querer. Sei...
Entramos numa das praias particulares ali chamada Sayonara. Como na maior parte das praias do Mediterrâneo, infelizmente a maior parte dessa praia era particular e precisa-se pagarpra usar. O preço inclui cadeira e guarda-sol, tem banheiro, chuveiro, restaurante e tudo o mais, entretando não é tão legal quando pode ficar na praia livre.
Eu resolvi caminhar pela praia (essa praia era de areia) e fui até o lado oposto de onde estávamos, que descobri ser a parte "livre" da praia, onde qualquer um pode ir sem precisar pagar. Lá estava bem mais agrádavel. Não havia mais espaço na areia, pois o espaco era bem pequeno e estava todo ocupado, entretando haviam bem menos pessoas, o mar estava mais limpo e havia menos vendo e menos ondas. Realmente escolhemos o lado errado da praia pra ficar... Eu entrei na água lá e fiquei um tempão nadando na água cristalina, que estava ótima.
Depois voltei pra onde estávamos instalados e fiquei lendo um livro, só que ter muitas pessoas ao redor é um saco, pois sempre tem gente que vai incomodar. Tinha um cara fumando do meu lado, e atrás da gente tinha 2 familias com criancas pequenas, que ficavam brigando por causa dos brinquedos que uma queria brincar e a outra não queria deixar, aí uma delas nao parava de chorar. Criança chorando é um saco, detesto! Foi bom conhecer a praia, mas pra descansar definitivamente não é o melhor lugar.
A uma da tarde, tomei uma chuveirada rápida e de lá fomos ateh a cidade de Noto. A atraçao consiste em uma rua principal, onde existem prédios históricos e até de certa forma imponentes. Subimos até a torre de um campanile e de lá a vista praquela rua principal era bem bonita. Meu almoço (às 5 da tarde), foi um arancini, que é igual a uma coxinha por fora, mas por dentro tem arroz e algum recheio: carne, queijo, espinafre são alguns sabores.


Praia de Fontane Bianche
Cidadezinha de Noto
No Campanile de Noto
Eu com a linda cidade de Ragusa Ibla ao fundo

Não ficamos muito tempo nessa cidade, logo fomos até a vila de Ragusa Ibla, que foi a minha preferida na viagem inteira. É uma daquelas cidadezinhas super antigas com ruelas estreitas e casas bem charmosas, onde cada canto tem uma surpresa. Subimos até um lugar mais elevado, de onde se tem vista pra cidade toda de Ragusa Ibla e ficamos batendo fotos e admirando a paisagem.
Depois caminhamos pela cidadezinha inteira, passando por igrejinhas, capelas e piazzas, e fomos até o outro lado de Ragusa Ibla, onde tem um jardim. A essa hora comecou a escurecer e jantamos num restaurante delicioso chamado Trattoria da Nino, onde tivemos atendimento personalisado. O couvert teve um pão italiano quentinho, que comemos com azeite, orégano organico e sal. Eu nao sou fã de oregano e tive que me obrigar a parar de comer senão não ia sobrar lugar pro prato principal.
Eu pedi uma massa com frutos do mar novamente, que estava deliciosa. Só um pouco salgada pro meu gosto, mas pra maioria das pessoas ia estar perfeita assim, pois eu estou acostumada a comer com bem pouco sal.
Acabamos a janta já era noite, e na caminhada até o carro parecia que estávamos num filme, caminhando pelas ruazinhas desertas, tudo silencioso e misterioso.

Vídeo dos primeiros dias: https://www.youtube.com/watch?v=i_MJZLSQ7rk

Comida deliciosa no Retauranta da Nino, em Ragusa Ibla