Wednesday, 15 February 2017

Trilha de Naufragados

Estando de férias no Brasil, resolvemos eu e o André fazer uma trilha. Quando morávamos aqui em Floripa nunca fizemos nada desses passeios, então agora como turistas nós aos poucos estamos conhecendo melhor nossa cidade natal.
Em 2015 fiz a trilha da Lagoinha do Leste com minha irmã (http://grazineurope.blogspot.com.br/2015/03/lagoinha-do-lestefloripa.html) e desta vez a escolhida foi a trilha até a praia de Naufragados.
8:30 já estávamos indo em direção a Caieira da Barra do Sul, extremo sul da ilha de Floripa.
Do centro, demoramos 1 hora até chegar lá, com trânsito leve. Algumas áreas do trecho estão tendo asfalto renovado, e isso atrasa um pouco.
Foi legal ver a paisagem diferente no sul da ilha, com morros, casas simples onde se criam galinhas, roseiras plantadas perto do muro das casas, parecia até o interior de SC em alguns lugares.
Ao lado do ponto de ônibus final da Caieira existem estacionmentos seguros onde dá pra deixar o carro. Pagamos R$10, preço que inclui uma ducha fria no fim da trilha.
A entrada da trilha é exatamente ao lado do estacionamento, e é bem fácil de seguir. Lembre-se de ir sempre pela esquerda pra chegar até a praia, pois na bifurcação o lado direito vai até o farol. A trilha é bem sinalizada e conservada (diferentemente da trilha da Lagoinha do Leste, entretanto me falaram que agora a melhoraram bastante, inclusive recriaram o deck pra ver a vista, que estava destruido quando fui no começo de 2015) e de nível fácil a maior parte do tempo.
Bem no começo da trilha tem um morro íngrime, e mesmo sendo fit nós chegamos ofegantes lá em cima. A mata é muito bonita e ajuda a nos proteger do sol durante o trajeto.
Cruza-se 2 riozinhos pelo caminho, passando por cima de pedras.
A trilha demorou cerca de 50 minutos pra chegar até a praia..
Logo na chegada percebe-se que existe uma mini comunidade ali, com algumas casas de madeira e até uma igrejinha. Existem 2 ou 3 restaurantes de aparência bem simples, mas não chegamos a experimentar.
Quando chegamos a praia estava vazia. Éramos os únicos lá. Sentamos numa sombra ali na areia mesmo e fiz um lanche que eu havia levado. O André entrou na água um pouco enquanto eu fiquei sentada na sombra. Ao contrário da minha visita a Lagoinha do Leste, era possível ficar sentado na praia sem ser atacado por mosquitos e nem comer areia levada pelo vento ao tentar comer maçã. De repente o fato de que usei repelente ajudou, e também por termos chegado lá de manhã cedo, quando não tinha vento ainda.

Areia branquinha na Praia de Naufragados

Resolvemos caminhar até o fim da praia, no lado esquerdo, de onde tem uma trilha que leva até o farol. Esta trilha não é sinalizada, então uma vez no lado direito da praia perguntamos pra um homem que estava por ali onde era o começo da trilha e ele e nos indicou o lugar. Esse cara mora naquela praia, numa barraca pequena erguida perto das ruínas de uma casa. Uma vida bem diferente da minha...
O visual daquele lado da praia é muito bonito, ainda mais num dia de sol com a praia vazia.
O começo da trilha pro farol a partir da praia é numa pedra bem perto do mar. A pedra está na horizontal e parece uma mesa bem grade. Suba nessa pedra e nas próximas e logo vê-se a trilha. Começamos a subir por ali, mas devo confessar que estava complicado por 2 motivos:
1. era perto do meio-dia e o calor estava muito forte (sensação térmica de 40 graus). A vegetação nessa área é rasteira, então não tinha nada pra nos proteger do sol. Fiquei meio assim por causa de cobras também.
2. a trilha não estava bem cuidada nessa área, com algumas partes de difícil acesso. Eu estava de tênis e calça e mesmo assim algumas partes achei difícil de passar.
Acabou que fomos só até logo depois da curva, de onde tem-se a vista pro farol e pras ruínas do outro lado da costa no lado direito, e vista da praia no lado esquerdo. Essa vista da praia é lindíssima; foi a que mais gostei.
Na volta, uma vez que chegamos novamente na praia, caminhamos por dentro da água pra aliviar o calor. A essa hora já haviam chegado barcos de turistas, então a praia tinha bem mais pessoas.
Poderíamos ter pego um barco pra voltar pra Caieira, mas resolvemos caminhar. Saímos de lá era 12:30, e no caminho de volta cruzamos com muitas pessoas fazendo a trilha, muitos levando cadeiras de paia e guarda-sol. Tinha até uma mulher com uma bebê no colo. Coragem fazer trilha carregado assim.
A vegetação mais uma vez nos protegeu do sol quente, mas estava tão calor que a ducha fria no estacionamento foi muito bem-vinda.
Eram 2 da tarde quando saímos dali e no caminho de volta paramos no restaurante Rancho Açoriano, em Sto. Antônio de Lisboa. Por ser um dia de semana não haviam muitas pessoas, então conseguimos uma mesa no pier, bem de frente pro mar, com vista pras montanhas ali ao redor, incluindo o Cambirela. Comemos bolinho de siri e camarão a milanesa com guaraná, enquanto admirávamos a vista.
Mais fotos da vista linda da praia de Naufragados

Uma vez de volta ao centro (eram 3:30 da tarde e não pegamos trânsito nenhum) acabamos indo até o mercado público passear.
Foi um programa típico de férias, onde aproveitamos a ilha como turistas, mas com conhecimento de manezinhos.

Como todos os sites e blogs sobre essa trilha já recomendam, reforço pra levar: protetor solar, repelente, bastanta água, um lanche.


https://www.youtube.com/watch?v=GVV69YNnaLQ

Sunday, 1 January 2017

Mauritius - Ano Novo

Estamos no avião de volta pra Londres, sobrevoando a Croácia. Faltam ainda 2:30 de vôo, que até agora foi bem tranquilo. Como sempre faço nesses vôos compridos alterno tomar água com tirar uma soneca e ir no banheiro. Pra me ajudar a relaxar tenho pensado nas férias que acabaram de terminar e todos os momentos bons que passei em Mauritius e já contei aqui no blog. Falta somente relatar a festa de fim de ano.
Um dos passarinhos que sempre vinha nos visitar no almoço
Eu posando onde era a mesa do almoço naquele dia
As duas vistas magníficas que vão ficar pra sempre na minha memória

No dia 31 a celebração foi realizada num dos restaurantes ao redor da piscina mais perto da recepção. Eu não gostei do cardápio, afinal sou chata pra comer, então o André acabou comendo tudo em dobro praticamente Não é que a comida estivesse ruim, muito pelo contrário, é que eu não gostava de nada do que serviram.  Agora, no fim da viagem, não aguentava mais comer sobremesa. Pra ser bem sincera eu não sou fã de sobremesas; gosto de comer um chocolate, mas bolo e doces eu não gosto muito. Também resolvi terminar e começar o ano sem beber álcool, mesmo porque não gosto de champague. Então posso dizer que não cometi exageros esse fim de ano.
Tinha um DJ que começou a tocar as 10:30 da noite, e de todos os músicos que tocaram lá ele foi o único que eu não achei nada demais. À meia-noite teve fogos de artifífio ali no hotel mesmo, que soltaram da área elevada onde fica an Infinity Pool. Foi legazinho. Claro que nada como Londres ou Sidney, mas a meu ver, pra uma comemoração de hotel, nem justifica passar mais que uns 5 minutos nisso. O hotel encheu pra hora da virada, e todo mundo tava animado dançando depois, apesar do calor. Eu não lembro a última vez que esteve tão quente numa virada, tanto que tomei outro banho antes de ir dormir.
Jantar de ano novo
Sobremesa incrementada
Esperando os fogos na frente da piscina


Hoje de manhã, dia primeiro, acordei cedo pra quem foi dormir às 3; eram 7:30 quando fui tomar café, e então arrumamos a mala e deixamos o quarto, mas até a hora do nosso transfer chegar ficamos na piscina do hotel. Tem um chuveiro disponível pra gente tomar banho antes da viagem.
O que eu espero de 2017? 2016 foi um ano bom pra mim pessoalmente e profissionalmente, mas pro mundo de forma geral não acho que tenha sido, e em algum momento todas essas sementes podres que foram plantadas pelos britânicos e americanos podem me atingir, assim como os fanáticos podres do Islam. O momento é de continuar tocando pra grente pra ver o que vai acontecer, e qualquer coisa arrumar as malas e se mudar de novo. Otimista eu não estou, mas estou tentando não ser pessimista.

Eu e as pessoas que eu gosto tendo saúde é o que há de mais importante pra mim, então é isso que eu espero de 2017.

https://youtu.be/wJfnZGSIbYs

Friday, 30 December 2016

Mauritius - Dia 6

A música de entrenimento noturno ainda está tocando, entrando pela porta aberta da sacada do quarto. Como nos dias anteriores, são artistas locais muito talentosos que vêm tocar aqui no hotel na hora da janta. Acabei de me arrumar pra dormir e resolvi escrever as memórias de mais um dia no que tem sido as melhores férias da minha vida adulta.
Hoje vou contar o dia de forma regressiva, pra variar um pouco os posts.
Acabei de chegar da rua, onde fui com o André numa parte quieta e escura do resort ver as estrelas. Ele é sempre fascinado sobre espaço e astros e tudo o mais, e vive me explicando sobre essas coisas de universo. Como em Londres é raro conseguir ver estrelas, por estar sempre nublado, resolvi aproveitar que estou num lugar onde o céu está sempre limpo pra ver algumas estrelas. Na parte de trás do hotel, bem onde passamos o dia na beira do mar, não tem luz pra atrapalhar, e depois de uns minutos os olhos se acostumam e a gente consegue ver melhor o céu e os seus astros. Fazia muito tempo que eu não parava pra prestar atennção no céu noturno e fiquei surpresa de ver a quantidade de estrelas que se é possível ver, inclusive nébulas! O André tem um binóculo desses pra ver estrelas e quando eu olhava através dele dava pra ver que a quantidade de estrelas no céu é muito, mas muito maior do que eu imaginava. Deu um paz de ficar vendo o céu noturno, tudo silencioso com exceção das ondas quebrando bem longe (Mauritius é cercado de corais, e por isso as ondas quebram longe da costa, e por esse mesmo motivo os tubarões não vêm perto da praia. Perfeito).A mini caminhada também pra ajudar com a digestão.
A janta foi no restaurante de frutos do mar, onde comemos novamente a entrada com 3 camarões à milanesa, mais uma vez deliciosos. Meu prato principal foi uma torta de peixe, e a sobremesa foi um petit gateau. Estava tudo delicioso.

Logo antes da janta teve um coquetel a beira da piscina, onde tomei 2 drinks locais muito bons. De entretenimento deve um grupo de tambor e dança daqui de Mauritius. Os sons e as danças eram uma mistura de África, Brasil e as ilhas do pacífico. Em algumas músicas dava até pra tentar um samba, mas como não tenho talento nenhum pra dança eu não quis me juntar aos demais hóspedes que foram dançar com o grupo.
Grupo de dança típica

Por outro lado, academia eu não deixo de lado nem nas férias, e hoje fiquei mais de 1 hora me exercitando na lá, mas o melhor de tudo foi ter me alongado no lindo jardim do hotel, sentindo o cheiro da grama e das flores, vendo os passarinhos nas árvores, se sentindo perto da natureza de novo, admirando-a.
Pra mim execício nunca é um fardo, tanto que saí da praia logo antes das 5 pra fazer isso, apesar de ainda ter bastante sol.
Passamos o dia na parte de trás do hotel, numa das cabaninhas bem na frente do mar aberto, com vista pras ilhas, de ondem saem os barcos pra fazer snokelling e water skiing. Fiquei lendo meu livro, pensando da vida, agradecendo e apreciando estar onde eu estou neste momento, pensando que são estes momentos e experiências que são as coisas mais importantes pra mim, muitas vezes coisas simples, como frutas tropicais frescas no café da manhã.
Manga, mamão e melancia no café da manhã. Adoro!
Um dos ambientes do nosso hotel
Andre relaxando na frente do mar, e eu tomando água pra refrescar. O cenário é lindíssimo!

Thursday, 29 December 2016

Mauritius - Dia 5

No quinto dia visitamos a capital de Mauritius, Porto Luís. Poderíamos ter ido de táxi, mas resolvemos fazer como as pessoas daqui fazem e pegamos o ônibus. A dica que nos deram foi ir de ônibus até Grand Bay e de lá trocar pra um ônibus expresso, pois o ônibus que vai daqui onde estamos (Ansi la Raie) vai parando em muitas cidadezinhas e demora bastante. Demos bastante sorte com todos os ônibus que pegamos hoje, pois apesar de não serem muito frequentes assim que chegávamos no ponto eles apareciam. O ônibus que pegamos primeiro era muito, mas muito velho, e o motorista ia a toda velocidade na estradinha estreita até Grand Bay. Tem um cobrador dentro do ônibus, que caminha pra cobrar a passagem de quem acabou de entrar, coisa que em Londres nem pensar.
Descemos na frente de um prédio chamado La Jonque em Grande Baye e exatamente ali na frente tem o ônibus expresso pra Porto Luís.
Devo salientar que não achamos Grand Bay nada demais, tanto que nem ficamos ali pra ver melhor.
Esse ônibu expresso é tipo o Amarelinho de Floripa, com o assentos mais confortáveis e tem ar condicionado, o que deixa a viagem de 1 hora mais agradável. Mas o ônibus tava cheio e algumas pessoas tiveram que ir em pé o trajeto todo.
A cidade de Porto Luis é das mais loucas que eu já vi na vida. Aquela região entre o "terminal" de ônibus e o mercado central é uma muvuca impressionante! O trânsito é um inferno, dá pra ver que o planejamento urbano pro trânsito deixa a desejar. É carro businando o tempo inteirinho; parece o centro de Floripa em dia de trânsito ruim, mas piorado.
Logo chegamos na rua onde começa o comércio, e ali era pior ainda. A quantidade de gente era impressionante, com os vendedores gritando coisas pra chamar clientes, gente comprando ou fazedo fila na rua, carro tentando passar, uma confusão em tamanho!
Fomos até o mercado central, uma das atrações turísticas, pois é bem tradicional. Olha, foi uma experiência chocante pra mim. Entramos logo na parte de carnes, e fiquei surpresa de ver que apesar do calor de 30 graus as carnes e o lugar onde elas são vendidas não tem refrigeração alguma! Está cheio de moscas na carne, e eles cortam muitos pedaços lá mesmo, então vê-se muita parte de animal, que não é algo agradável. Eu diminuí muito meu consumo de carne vermelha, uma vez ao mês agora, e frango tenho diminuído também, tendo preferido peixe e frutos do mar. Não serei vegetariana, mas prefero comer bem menos carne.
Depois fomos na área do mercado onde vendem roupas, e lá me lembrou Marrakesh e Istambul, onde nos mercados os vendedores ficam o tempo inteiro te oferecendo mercadorias. Basta olhar pra alguma coisa que eles já vêm falar e mostrar mais coisas. Eu pessoalmente não gosto disso, quero que me deixem em paz pra ver as coisas, então só o que compramos lá foi nosso ímã de geladeira.
Pra finalizar fomos na parte das frutas e verduras, e lá estava mais agradável, pois não tinha cena de animais mortos e os venderores não ficavam o tempo inteiro oferecendo coisas. Lá tomamos uma água de côco na fruta mesmo.
Saindo do mercado fomos ver uma mesquita chamada Jummah Masjid (parte da população é muçulmana aqui), mas não entramos e comparado com tantas outras mesquitas que já fomos, pelo menos de fora, não parecia impressionante.
Nisso já eram meio-dia, e resolvemos almoçar num shopping bem moderno chamado Caudan, que fica bem no porto. Na ida passamos pela parte mais "rica e tranquila" da cidade, onde tem bancos e prédios do governo, do lado de Place D'Armes.
O shopping é onde as pessoas com mais dinheiro vão. Tem lojas caras, é bonito e moderno, bem arborizado, com ar condicionado nas lojas e vários restaurantes. Eu comi um prato de frutos do mar que estava muito melhor do qualquer um que eu tenha comido em Londres, pois como já falei aqui várias vezes, em Londres peixe e frutos do mar quase não têm gosto. Pra completar, tomei suco de melancia :D
Eu no ônibus pra Porto Luis
Cenas do mercado Central em Porto Luis

Deu pra ver que Porto Luís é a cidade onde tudo acontece aqui em Mauritius, onde as pessoas vão fazer compras, onde existe variedade de mercadorias e opções de lazer pra todos. Como o país é pequeno, todos têm fácil acesso a capital, o que é bom. Mas de maneira geral, é um país relativamente pobre. E comi isso em também de muitos quererem te passar a perna, como a mulher de uma loja de souvenir que tentou cobrar 1000 rupees do André por uns temperos, e acabou que ele comprou os mesmos por 350. Não gosto deste estilo de fazer negócio.
Depois do almoço, com aquele sol e bastante calor, depois daquela muvuca toda, mais as cenas de pobreza e dificuldades que muitas pessoas visivelmente passam, o mercado de carnes (sério, vai demorar muito tempo praquelas cenas saírem da minha cabeça), resolvemos voltar pra nossa bolha "de rico". Foi bom ter visto a capital e ter pego o ônibus pra ver como é a vida das pessoas aqui, e nos fez apreciar ainda mais o fato de estarmos num hotel tão bom, onde tudo é quieto, limpo, a vista é magnífica e a comida abundante e de qualidade. É como se fosse outro mundo mesmo, apesar de nem tão longe assim da capital.
Uma vez no hotel só nos trocamos e fomos direto na piscina. Que sensação boa entrar naquela água refrescante e ficar vendo a vista.
Parte moderna de Porto Luis

https://youtu.be/B0ez3CgJXzw

Wednesday, 28 December 2016

Mauritius - Dia 4

No quarto dia as nossas atividades até 4 da tarde foram muito parecidas com as do dia anterior, com a diferença de que resolvemos pegar uma bicicleta no hotel e visitar algumas das cidadezinhas aqui perto. Uma vez munidos de bicicletas e capacete pusemo-nos a pedalar pela costa de Mauritius. O destino era a área de Pereybere, e dependendo de como fosse o passeio iríamos também até a cidade de Grand Bay, lugar turístico onde é pra ter casas noturnas, restaurantes.
Fazia tempo que eu não andava de bicicleta pela rua, e confesso que não me senti nem um pouco segura em dividir a rua com carros e ônibus. A qualquer momento achava que não iriam me ver e não desviariam, ainda mais numa estrada com pista mão e contra mão sem acostamento, sendo que pra te ultrapassar o carro tem que passar pra faixa contrária. Não aproveitei tanto quanto gostaria porque estava bem tensa, mas vou relatar o que eu consegui  aproveitar. Todos os cantos de Mauritius têm praias de águas claras lindíssimas! Passamos por Cabo Malheureux, onde tem uma igrejinha bem na frente do mar e logo depois uma praia muito bonita e calma.
Cabo Malheureux

Depois de parar pra fotos e água (estava bem quente) continuamos até Pereybere, onde tiramos dinheiro no caixa eletrônico e fomos no super mercado comprar bebida e petiscos. Assim que vemos como é caro tudo no nosso hotel...
Logo ao lado do supermercado tem uma praia pública, que estava cheia. É ali que o pessoal da região vai se refrescar. Na frente da praia tem uma pracinha estilo Brasil com restaurante, banheiro e barraquinhas vendendo fruta. Fizemos um lanche e resolvemos voltar pro hotel ao invés de ir até Grand Bay, mesmo porque não iria demorar a escurecer. Na volta eu estava mais confiante em andar de bicileta na rua, mas fiquei aliviada quando chegamos e acho difícil eu me aventurar de bicicleta de novo por aqui. Foi a aventura do dia.
De janta teve como entrada camarão a milanesa delicioso (só 3 num palitinho, mas ajudou a matar a vontade), mas o melhor de tudo foi que a nossa mesa era numa cabaninha logo em cima do mar.
Aproveitando a Infinity Pool
O ambiente lindo no hotel, na hora da janta

Tuesday, 27 December 2016

Mauritius - Dias 2 e 3

Mauritius está 4 horas na frente de Londres e por isso estamos sentindo os efeitos do jetlag. Apesar de ter dormido super bem de noite, durante o dia inteiro eu caía no sono direto no primeiro dia inteiro aqui.
Começamos o dia com um café da manhã super reforçado, com frutas tropicais que a gente gosta: melancia, mamão e manga, tinha também ovos, bacon e todas as coisas pra café da manhã inglês, cereais, bolos, pães etc etc
Café da manhã reforçado
Uma das váris cabanas espalhadas pelo hotel, todas com vista pro mar

Depois do café fomos direto pra uma das cabaninhas que fica de frente pra mini-baía onde tem a praia particular do hotel, e ali ficamos praticamente o dia inteiro. Tudo o que houvíamos era o som de pássaros e de água caindo da cachoeira ali do lado. Era uma tranquilidade e beleza que fazia tempo que eu não via, parecia o paraíso mesmo. Só saí dali pra comer um saduíche perto do meio-dia (ia ficar longe do sol nesse horário mesmo) e conversar com um dos guias turísticos que ia explicar pra gente sobre os diversos passeios que dá pra se fazer por aqui. Na real ainda não sei se vamos fazer algum (apesar de terem vários legais, como nadar com golfinhos). Talvez aluguemos um carro e façamos nosso próprio roteiro, pois sai mais em conta (já estamos pagando uma fortuna pela viagem) e temos liberdade de horário. Mesmo porque o principal pra nós é descansar na frente da praia e da piscina no sol e calor, foi pra isso que viemos.
Lá pelas 5 da tarde fui pra academia e aí chamei o André pra uma partida de tênis. Eu não sei jogar tênis. Fiz uns poucos meses de aula quando tinha 7 anos, e resolvi ver se eu sabia alguma coisa ainda. A resposta é que não, não sei mais nada. Sou muito ruim, péssima pra dizer a verdade, mas foi bem divertido. O jantar foi no restaurante Thailandês do hotel, onde a comida foi média. Não estou impressionada com a comida até agora.
Relaxando no nosso Nest
Praia do hotel

Hoje o dia começou igual, com café da manhã reforçado. No instalamos na frente da infinity pool, possivelmente a mais bonita em que eu já estive. A vista é magnífica, pro oceano de vários tons de azul (uma hora eu contei 7 tons diferentes de azul), no meio de plantas, a água da piscina refrescante, tudo silencioso. Ficamos ali lendo, dormindo, alternando um mergulho com deitar no sol novamente, e depois na sombra quando o sol ficou muito forte.
Um detalhe deste hotel, que foi o motivo decisivo pra nós marcamos este dentre de tantos, é que é somente pra adultos. Não pode entrar criança com menos de 12 anos. Olha… a MELHOR coisa. São ou casais sem os filhos, ou com filhos mais velhos, tipo 18 anos pra mais. Isso explica a tranquilidade, e a partir de agora sempre que tivermos a opção child free pra aproveitar as férias não pensaremos duas vezes!
De tarde nós fomos fazer snorkelling. O barco sai daqui da praia do hotel e vai pra um recife perto, acho que 10 minutos de barco. Foi a primeira vez que fiz snorkelling no mar mais fundo. Quando fui em Fiji fiquei só na praia, e aquela vez em Alicante foi uma perda de tempo. Apesar de eu ter ficado receosa, pois eu tenho medo do mar, no geral, foi muito legal. Vi vários peixes de cores lindas, cardumes, plantas e corais.
Aprendi que:
  • Em Mauritius não tem tubarão (senão eu nem teria considerado fazer snorkelling)
  • Eu não sei nadar de pé de pato (nadei sem, pra mim era mais eficiente pois realmente não conseguia usar aquilo)
  • Aqui o coral também é manchado, segundo o André Sad smile

 O resto da tarde foi passado na infinity pool, e depois mais uma partida de tênis (continuo um desastre), academia, banho e jantamos no restaurante que serve frutos do mar. De entrada vieram 3 camarões à milanesa deliciosos! Finalmente comida boa! O prato principal, de peixe, era razoável, e a sobremesa de sorvete e frutas estava muito gostosa. Depois tinha piano ao vivo e uma moça cantando inclusive músicas brasileiras em português. Foi um fim de dia bem agradável.
Infinity pool

https://youtu.be/wJfnZGSIbYs

Sunday, 25 December 2016

Mauritius - Dia 1

Estamos nas ilhas Mauricius, onde passaremos o ano novo. Saímos de Londres dia 24, e depois de 12 horas de vôo e mais 1:15 de carro chegamos no norte da ilha, num hotel chamado Paradise Cove. Já que tive que tirar dias de férias entre natal e ano novo, e como não uso férias pra ficar em Londres, desta vez resolvemos fazer uma viagem pra um lugar quente, já que não há garantia de conseguir esquiar em Dezembro, como vimos na tentativa frustrada do ano passado na Polônia. Nessa época do ano pra ter calor a única opção é ir pro hemisfério sul. Detesto Floripa nessa época do ano (muita chuva e muito turista), então vimos opções no Caribe e aqui, e acabamos nos decidindo por aqui.
O vôo foi muito longo, mas ainda bem que não deu turbulência, e como não veio ninguém do nosso lado eu consegui deitar no colo do André e cochilar por algumas horas. Uma vez no chão fui logo tirar os casacos e blusa de manga comprida pra colocar uma blusa de alcinha, pois estava perto de 30 graus, comparado com os 6 graus em Londres.
A viagem de 1:15 horas do aeroporto, no sudeste da ilha, até o hotel, no norte, foi o tempo que demorou pra cruzar o país inteiro.
O motorista que nos levou até o hotel era bem simpático e foi nos dando detalhes sobre o país, as pessoas, a cultura, religião, economia etc etc. Bem interessante, só que tudo o que eu queria era dormir, então nem prestei muita atenção pois acabei cochilando no carro. Mas lembro dele mostrando plantação de cana de açúcar e falando que mamão, abacaxi e manga são frutas muito comuns aqui. Lembra muito o Brasil, pois a latitude é a mesma, então plantas, frutas e clima são iguais. De repente por isso que pra nós muitas das coisas que ele falou não foram tão interessantes quanto teria sido pra um europeu.
Uma vez instalados no hotel, eu estava morrendo de fome e de sono e não sabia se antes dormia ou se antes comia. Acabei comendo umas bolachas que eu havia trazido pra enganar o estômago e fomos pra praia do hotel, onde eu acabei dormindo por um tempo. Caminhamos pelo hotel pra conhecer, pois é grande e tem bastante coisa pra ver e fazer: praia, duas piscinas, sendo uma infinity pool belíssima, 4 restaurantes, quadra de tênis, academia, spa, um jardim lidíssimo cheio e plantas tropicais que eu adoro, atividades como esqui aquático (já que o de neve não deu, vai que resolvo tentar esse), snorkelling, passeio por ilhas etc etc Além disso está cheio de cabaninhas espalhadas pelo hotel, com cadeiras pra pegar sol e vista pro mar. Ficamos decidindo onde iríamos ficar no dia seguinte.

Uma das piscinas do hotel

Às 7 fomos jantar um dos 4 restaurantes que tem aqui, e eu confesso que a comida foi bem sem graça… não foi ruim, mas se fosse um restaurante em Londres eu não voltaria.
As coisas “ruins” do hotel: não tem rede de vôlei de praia, o suco de melancia é horrível (pena, pois adoro suco de melancia), eles servem pepsi ao invés de coca-cola (odeio pepsi, mas pelo lado bom por isso vou ficar longe de refrigerante enquanto aqui), não tem nada perto do hotel no sentido de loja ou super mercado.
Mas o importante é que estamos no sol e calor, e que conseguimos aproveitar metade do nosso primeiro dia nesse paraíso.

Jantar no primeiro dia