Saturday, 15 April 2017

Santuário de Loyola e Monte Txindoki

No dia seguinte saímos cedo de Bilbao em direção ao santuário de Inácio de Loyola, cerca de 50 minutos de Bilbao. Eu queria visitar pois parecia que era uma construção bonita quando estava pesquisando sobre coisas pra fazer na região.
O santuário consiste de uma basílica, a casa onde Inácio nasceu e se converteu, e tem também restaurante, hotel, e um parque bonito e bem calminho na frente.

Basílica de Inácio de Loyola

Eu visitei a casa onde Inácio nasceu. Ele era de família rica e lutou numa guerra em Pamplona, onde foi ferido. Enquanto se recuperava na casa da família dele ele começou a ler a bíblia e os ensinamentos religiosos e se converteu ao cristianismo. O quarto onde ele se converteu é agora uma capela onde estava super silencioso e somente freiras que lá estavam a rezar.
Li também sobre como ele começou com o jesuítas e o tal de exercícios espirituais que ele inventou, que é um tipo de método pra quem quer seguir o cristianismo. Foi interessante.
Visitei a basílica, que é grande e bonita. Não é tão imponente quanto a Basílica de São Pedro em Roma, mas tem uma cúpola grande e um teto bem bonito.
Dentro da basílica

Saindo dali fomos até uma pequena vila chamada Larraitz, com o objetivo de fazer uma trilha pelo Monte Txindoki. A paisagem na viagem era lindíssima, passando pelo meio de árvores altas e verdes, morros altos misturados com campo. Valeu a pena só pela paisagem que vimos dentro do carro.
Em Larraitz tem um ponto de informação, onde pegamos um mapa com as trilhas disponíveis, e existem 2 restaurantes. Tem um estacionamento bem no começo da subida das trilhas.
Escolhemos fazer a trilha pra subir o monte. A trilha até o topo demora 1:30 horas, e resolvemos que subiríamos até acharmos que era suficiente, sem necessariamente querer chegar até o topo. O dia infelizmente estava nublado, mas mesmo assim foi a minha parte preferida da viagem inteira. Foi muito bom passar pelos pastos durante a trilha e ter contato com a natureza, o que é raro na minha vida atualmente.
Trilha no monte  Txindoki

Riachos, o cheio de mato, flores e até o cheiro de esterco me trouzeram memórias de quando eu era criança e brincava no sítio do meus pais. Tinha as flores e plantas que eu costumava brincar (e me machucar, pois coloquei a mão numa urtiga sem ver e ficou um tempão doendo, mas faz parte), o ar era puro, e tinham poucas pessoas subindo naquela hora (já eram 2 da tarde), então foi um passeio super agradável.

A vista foi ficando cada vez mais bonita, até chegarmos numa curva onde a trilha passou pro outro lado da montanha. Lá a vista era mais restrita, e depois de pouco mais de 1 hora de caminhada resolvemos voltar, mesmo porque algumas nuvens apareceram e ficamos com medo que chovesse, o que deixaria a trilha bem menos agradável, pois em algumas partes era feita de pedra e descer pedra molhada é pedir pra torcer o pé.
Foi um pouco menos de 1 hora pra descer, e pra nos esquentarmos fomos num dos restaurantes tomar um chá e comer uns biscoitos (estamos virando ingleses).

Vista do Monte Txindoki


Nos pusemos então a caminho de San Sebastian. Foram cerca de 35 minutos de viagem. Nosso hotel chamava-se Astoria 7 e ficava na área de Amara. O hotel era bem bom, com temas de cinema. Filmes, diretores, atrizes etc por todos os lugares.
Alfred Hitchcok no nosso hotel

Devo dizer que hotel em San Sebastian é super caro. Como eu estava meio doente (novidade, sempre fico assim antes de viajar), queria descansar depois daquela subida toda. Compramos pão, salame, queijo e salada numa vendinha perto do hotel e jantamos no quarto mesmo, de onde só saímos no dia seguinte. Foi ótimo poder descansar bastante.

Vídeo: https://youtu.be/Qm8WwbyjDF4

Friday, 14 April 2017

Bilbao - Espanha

No feriado de páscoa deste ano resolvemos fazer uma viagem e o lugar escolhido foi o noroeste da Espanha.
Saímos de Londres quinta-feira de tarde e voamos até Bilbao. Foram somente 1:30 de vôo, pois Bilbao fica no norte da Espanha. Consequentemente o tempo não é o típico do resto do país, com muitos dias nublados e chuvosos (se bem que mesmo assim nada comparado com Londres ou Nova Zelândia). Prova disso é que quando pegamos o carro de aluguel a moça que nos atendeu nos disse que tivemos sorte por termos chegado num dia ensolarado.
Nosso hotel chamava-se Sercotel Gran Bilbao e ficava num lugar chamado Atxuri, cerca de 15 minutos de caminhada do centro antigo. O quarto era super espaçoso e moderno.
Descansamos um pouco e saímos pra procurar um lugar pra jantar. Como é normal na Espanha, os restaurantes normalmente abrem bem tarde, pois as pessoas jantam bem tarde, lá pelas 9 ou 10 da noite. Fomos num restaurante chamado El Perro Chico, perto do rio. Ali por perto tem vários restaurantes e na rua estava cheio de pessoas tomando drinks de happy hour, tanto que achamos que não conseguiríamos comer por ali, com medo de estar tudo lotado. Eram 8 da noite, obviamente cedo demais pros espanhóis comerem, pois apesar da rua estar cheia, não havia ninguém dentro do restaurante. Só começou a encher pelas 9 e por isso não tivemos problema em achar uma mesa.
A comida foi boa (não comi comida ruim na Espanha), e foi bom caminhar de volta pro hotel pra baixar a comida antes de capotar na cama de cansada.
No dia seguinte tomamos café da manhã num barzinho de tapas no caminho pro centro antigo. Um suco de laranja feito na hora, com um café e uma tapa (no meu caso escolhi sanduichinho de presunto espanhol, queijo e maionese) era 3.50 euros, muito bom preço!
Caminhamos até o Casco Viejo, que fica na parte antiga da cidade, e fomos explorando as ruazinhas antigas. As lojas estavam todas fechadas, mas os barzinhos de tapas estavam todos abertos, e havia também um mercado de livros, bijuterias e coisas antigas na praça principal da parte antiga da cidade.
Passeando por Bilbao

Na frente de uma das catedrais estava acontecendo um teatrinho, mas não sei dizer do que se tratava, pois eu não conseguia entender absolutamente nada do que falavam. E como nas demais vezes que estive na Espanha, cada vez que tento falar espanhol sai italiano. Claro que o fato de eu ter aprendido italiano e nunca ter aprendido espanhol é a maior causa desse deslize.
Depois de termos visto a parte antiga caminhamos pelo centro de Bilbao com o objetivo de chegar até o museu Gugenheim, possivelmente a maior atração turística da cidade. Devo explicar que não consegui sair da parte antiga da cidade sem comprar um sanduiche gigante de jamon, delicioso! O pão espanhol é delicioso também.
Cruzamos o rio pra chegar na parte mais nova da cidade é fomos até a Plaza Don Frederico Moyua, onde tinha um jardim bonitinho. Sentamos pra tomar alguma coisa num barzinho ali por perto e quando eram 2 da tarde chegamos no Gugenheim. Logo na frente tem o cachorro gigante feito de flores, que era pra ser algo temporário pelo que eu li, mas virou mascote e agora acho que é permanente.
A arquitetura do Gugenheim é toda louca, com a construção cheia de curvas e cantos. Lendo sobre o museu inclusive li alguns consideram que a arquitetura do prédio é mais interessante que a coleção de arte dentro.
Eu não entendo absolutamente nada de arte, muito menos de arte moderna, foco do museu. Andei por lá, ouvi o audio guide contar sobre a construção do prédio, vi exibições enquanto ouvia o artista descrever sobre o que se trata e o que ele espera que as pessoas sintam ao explorar a obra, mas confesso que não me empolgo com esse tipo de coisa. Já tentei várias vezes visitar tais museus, como o Tate Modern e Londres, e tirando poucas exceções (como uma exibição de fotografia que eu vi no Tate Modern que gostei e entendi - acho) eu simplesmente não gosto.
Depois da visita no museu caminhamos em direção ao museu de belas artes, mas sem a intenção de entrar nele, somente para caminhar pelo parque ali do lado. Estava um dia nublado e frio, e pra nos esquentarmos sentamos num café onde tomei um chá e comi um pedaço de bolo.
Museu Gugenheim

Fizemos então como os espanhóis, fomos pra casa (no nosso caso hotel) descansar antes de sair pra jantar. Pegamos o carro e voltamos pro centro eram cerca de 8hs, com a intenção de jantar num restaurante chamado Nido Bilbao. Passamos trabalho pra chegar lá, pois as ruas do centro estavam todas fechadas, com a polícia impedindo a passagem dos carros. Cheguei a conclusão que deveria ser algum evento. Por ser sexta-feira de páscoa, tal evento só poderia ser uma procissão. Não deu outra.
Deixamos o carro no primeiro estacionamento que conseguimos achar e fomos pra uma rua principal ver a procissão passar. Foi super interessante, pois era gigante! Com certeza grande parte da cidade ou estava participando ou estava assistindo. As pessoas participando estavam todas vestidas com umas roupas tipo de cerimonial, com um capuz preto pontudo. Aquela seita americana ridícula que prega racismo e intolerância (o tal de Ku Klux Klan) com certeza baseou as roupas deles nesse tipo de vestimenta, só que a deles é branca ao invés de preta.
Procissão de Páscoa

Vimos a procissão por um tempo e depois fomos até o restaurante. Demos sorte de conseguir mesa, pois normalmente precisa-se de reserva. Segundo o Tripadvisor esse é o restaurante número 2 da cidade. Deu pra entender porque, pois a comida era absolutamente deliciosa!! Muito bem feita, com ingredientes frescos, sem temperos horríveis como os usados na Inglaterra. Adoramos a janta!

Video de Bilbao: https://youtu.be/XH1xnToM-Mo

Wednesday, 15 February 2017

Trilha de Naufragados

Estando de férias no Brasil, resolvemos eu e o André fazer uma trilha. Quando morávamos aqui em Floripa nunca fizemos nada desses passeios, então agora como turistas nós aos poucos estamos conhecendo melhor nossa cidade natal.
Em 2015 fiz a trilha da Lagoinha do Leste com minha irmã (http://grazineurope.blogspot.com.br/2015/03/lagoinha-do-lestefloripa.html) e desta vez a escolhida foi a trilha até a praia de Naufragados.
8:30 já estávamos indo em direção a Caieira da Barra do Sul, extremo sul da ilha de Floripa.
Do centro, demoramos 1 hora até chegar lá, com trânsito leve. Algumas áreas do trecho estão tendo asfalto renovado, e isso atrasa um pouco.
Foi legal ver a paisagem diferente no sul da ilha, com morros, casas simples onde se criam galinhas, roseiras plantadas perto do muro das casas, parecia até o interior de SC em alguns lugares.
Ao lado do ponto de ônibus final da Caieira existem estacionmentos seguros onde dá pra deixar o carro. Pagamos R$10, preço que inclui uma ducha fria no fim da trilha.
A entrada da trilha é exatamente ao lado do estacionamento, e é bem fácil de seguir. Lembre-se de ir sempre pela esquerda pra chegar até a praia, pois na bifurcação o lado direito vai até o farol. A trilha é bem sinalizada e conservada (diferentemente da trilha da Lagoinha do Leste, entretanto me falaram que agora a melhoraram bastante, inclusive recriaram o deck pra ver a vista, que estava destruido quando fui no começo de 2015) e de nível fácil a maior parte do tempo.
Bem no começo da trilha tem um morro íngrime, e mesmo sendo fit nós chegamos ofegantes lá em cima. A mata é muito bonita e ajuda a nos proteger do sol durante o trajeto.
Cruza-se 2 riozinhos pelo caminho, passando por cima de pedras.
A trilha demorou cerca de 50 minutos pra chegar até a praia..
Logo na chegada percebe-se que existe uma mini comunidade ali, com algumas casas de madeira e até uma igrejinha. Existem 2 ou 3 restaurantes de aparência bem simples, mas não chegamos a experimentar.
Quando chegamos a praia estava vazia. Éramos os únicos lá. Sentamos numa sombra ali na areia mesmo e fiz um lanche que eu havia levado. O André entrou na água um pouco enquanto eu fiquei sentada na sombra. Ao contrário da minha visita a Lagoinha do Leste, era possível ficar sentado na praia sem ser atacado por mosquitos e nem comer areia levada pelo vento ao tentar comer maçã. De repente o fato de que usei repelente ajudou, e também por termos chegado lá de manhã cedo, quando não tinha vento ainda.

Areia branquinha na Praia de Naufragados

Resolvemos caminhar até o fim da praia, no lado esquerdo, de onde tem uma trilha que leva até o farol. Esta trilha não é sinalizada, então uma vez no lado direito da praia perguntamos pra um homem que estava por ali onde era o começo da trilha e ele e nos indicou o lugar. Esse cara mora naquela praia, numa barraca pequena erguida perto das ruínas de uma casa. Uma vida bem diferente da minha...
O visual daquele lado da praia é muito bonito, ainda mais num dia de sol com a praia vazia.
O começo da trilha pro farol a partir da praia é numa pedra bem perto do mar. A pedra está na horizontal e parece uma mesa bem grade. Suba nessa pedra e nas próximas e logo vê-se a trilha. Começamos a subir por ali, mas devo confessar que estava complicado por 2 motivos:
1. era perto do meio-dia e o calor estava muito forte (sensação térmica de 40 graus). A vegetação nessa área é rasteira, então não tinha nada pra nos proteger do sol. Fiquei meio assim por causa de cobras também.
2. a trilha não estava bem cuidada nessa área, com algumas partes de difícil acesso. Eu estava de tênis e calça e mesmo assim algumas partes achei difícil de passar.
Acabou que fomos só até logo depois da curva, de onde tem-se a vista pro farol e pras ruínas do outro lado da costa no lado direito, e vista da praia no lado esquerdo. Essa vista da praia é lindíssima; foi a que mais gostei.
Na volta, uma vez que chegamos novamente na praia, caminhamos por dentro da água pra aliviar o calor. A essa hora já haviam chegado barcos de turistas, então a praia tinha bem mais pessoas.
Poderíamos ter pego um barco pra voltar pra Caieira, mas resolvemos caminhar. Saímos de lá era 12:30, e no caminho de volta cruzamos com muitas pessoas fazendo a trilha, muitos levando cadeiras de paia e guarda-sol. Tinha até uma mulher com uma bebê no colo. Coragem fazer trilha carregado assim.
A vegetação mais uma vez nos protegeu do sol quente, mas estava tão calor que a ducha fria no estacionamento foi muito bem-vinda.
Eram 2 da tarde quando saímos dali e no caminho de volta paramos no restaurante Rancho Açoriano, em Sto. Antônio de Lisboa. Por ser um dia de semana não haviam muitas pessoas, então conseguimos uma mesa no pier, bem de frente pro mar, com vista pras montanhas ali ao redor, incluindo o Cambirela. Comemos bolinho de siri e camarão a milanesa com guaraná, enquanto admirávamos a vista.
Mais fotos da vista linda da praia de Naufragados

Uma vez de volta ao centro (eram 3:30 da tarde e não pegamos trânsito nenhum) acabamos indo até o mercado público passear.
Foi um programa típico de férias, onde aproveitamos a ilha como turistas, mas com conhecimento de manezinhos.

Como todos os sites e blogs sobre essa trilha já recomendam, reforço pra levar: protetor solar, repelente, bastanta água, um lanche.


https://www.youtube.com/watch?v=GVV69YNnaLQ

Sunday, 1 January 2017

Mauritius - Ano Novo

Estamos no avião de volta pra Londres, sobrevoando a Croácia. Faltam ainda 2:30 de vôo, que até agora foi bem tranquilo. Como sempre faço nesses vôos compridos alterno tomar água com tirar uma soneca e ir no banheiro. Pra me ajudar a relaxar tenho pensado nas férias que acabaram de terminar e todos os momentos bons que passei em Mauritius e já contei aqui no blog. Falta somente relatar a festa de fim de ano.
Um dos passarinhos que sempre vinha nos visitar no almoço
Eu posando onde era a mesa do almoço naquele dia
As duas vistas magníficas que vão ficar pra sempre na minha memória

No dia 31 a celebração foi realizada num dos restaurantes ao redor da piscina mais perto da recepção. Eu não gostei do cardápio, afinal sou chata pra comer, então o André acabou comendo tudo em dobro praticamente Não é que a comida estivesse ruim, muito pelo contrário, é que eu não gostava de nada do que serviram.  Agora, no fim da viagem, não aguentava mais comer sobremesa. Pra ser bem sincera eu não sou fã de sobremesas; gosto de comer um chocolate, mas bolo e doces eu não gosto muito. Também resolvi terminar e começar o ano sem beber álcool, mesmo porque não gosto de champague. Então posso dizer que não cometi exageros esse fim de ano.
Tinha um DJ que começou a tocar as 10:30 da noite, e de todos os músicos que tocaram lá ele foi o único que eu não achei nada demais. À meia-noite teve fogos de artifífio ali no hotel mesmo, que soltaram da área elevada onde fica an Infinity Pool. Foi legazinho. Claro que nada como Londres ou Sidney, mas a meu ver, pra uma comemoração de hotel, nem justifica passar mais que uns 5 minutos nisso. O hotel encheu pra hora da virada, e todo mundo tava animado dançando depois, apesar do calor. Eu não lembro a última vez que esteve tão quente numa virada, tanto que tomei outro banho antes de ir dormir.
Jantar de ano novo
Sobremesa incrementada
Esperando os fogos na frente da piscina


Hoje de manhã, dia primeiro, acordei cedo pra quem foi dormir às 3; eram 7:30 quando fui tomar café, e então arrumamos a mala e deixamos o quarto, mas até a hora do nosso transfer chegar ficamos na piscina do hotel. Tem um chuveiro disponível pra gente tomar banho antes da viagem.
O que eu espero de 2017? 2016 foi um ano bom pra mim pessoalmente e profissionalmente, mas pro mundo de forma geral não acho que tenha sido, e em algum momento todas essas sementes podres que foram plantadas pelos britânicos e americanos podem me atingir, assim como os fanáticos podres do Islam. O momento é de continuar tocando pra grente pra ver o que vai acontecer, e qualquer coisa arrumar as malas e se mudar de novo. Otimista eu não estou, mas estou tentando não ser pessimista.

Eu e as pessoas que eu gosto tendo saúde é o que há de mais importante pra mim, então é isso que eu espero de 2017.

https://youtu.be/wJfnZGSIbYs

Friday, 30 December 2016

Mauritius - Dia 6

A música de entrenimento noturno ainda está tocando, entrando pela porta aberta da sacada do quarto. Como nos dias anteriores, são artistas locais muito talentosos que vêm tocar aqui no hotel na hora da janta. Acabei de me arrumar pra dormir e resolvi escrever as memórias de mais um dia no que tem sido as melhores férias da minha vida adulta.
Hoje vou contar o dia de forma regressiva, pra variar um pouco os posts.
Acabei de chegar da rua, onde fui com o André numa parte quieta e escura do resort ver as estrelas. Ele é sempre fascinado sobre espaço e astros e tudo o mais, e vive me explicando sobre essas coisas de universo. Como em Londres é raro conseguir ver estrelas, por estar sempre nublado, resolvi aproveitar que estou num lugar onde o céu está sempre limpo pra ver algumas estrelas. Na parte de trás do hotel, bem onde passamos o dia na beira do mar, não tem luz pra atrapalhar, e depois de uns minutos os olhos se acostumam e a gente consegue ver melhor o céu e os seus astros. Fazia muito tempo que eu não parava pra prestar atennção no céu noturno e fiquei surpresa de ver a quantidade de estrelas que se é possível ver, inclusive nébulas! O André tem um binóculo desses pra ver estrelas e quando eu olhava através dele dava pra ver que a quantidade de estrelas no céu é muito, mas muito maior do que eu imaginava. Deu um paz de ficar vendo o céu noturno, tudo silencioso com exceção das ondas quebrando bem longe (Mauritius é cercado de corais, e por isso as ondas quebram longe da costa, e por esse mesmo motivo os tubarões não vêm perto da praia. Perfeito).A mini caminhada também pra ajudar com a digestão.
A janta foi no restaurante de frutos do mar, onde comemos novamente a entrada com 3 camarões à milanesa, mais uma vez deliciosos. Meu prato principal foi uma torta de peixe, e a sobremesa foi um petit gateau. Estava tudo delicioso.

Logo antes da janta teve um coquetel a beira da piscina, onde tomei 2 drinks locais muito bons. De entretenimento deve um grupo de tambor e dança daqui de Mauritius. Os sons e as danças eram uma mistura de África, Brasil e as ilhas do pacífico. Em algumas músicas dava até pra tentar um samba, mas como não tenho talento nenhum pra dança eu não quis me juntar aos demais hóspedes que foram dançar com o grupo.
Grupo de dança típica

Por outro lado, academia eu não deixo de lado nem nas férias, e hoje fiquei mais de 1 hora me exercitando na lá, mas o melhor de tudo foi ter me alongado no lindo jardim do hotel, sentindo o cheiro da grama e das flores, vendo os passarinhos nas árvores, se sentindo perto da natureza de novo, admirando-a.
Pra mim execício nunca é um fardo, tanto que saí da praia logo antes das 5 pra fazer isso, apesar de ainda ter bastante sol.
Passamos o dia na parte de trás do hotel, numa das cabaninhas bem na frente do mar aberto, com vista pras ilhas, de ondem saem os barcos pra fazer snokelling e water skiing. Fiquei lendo meu livro, pensando da vida, agradecendo e apreciando estar onde eu estou neste momento, pensando que são estes momentos e experiências que são as coisas mais importantes pra mim, muitas vezes coisas simples, como frutas tropicais frescas no café da manhã.
Manga, mamão e melancia no café da manhã. Adoro!
Um dos ambientes do nosso hotel
Andre relaxando na frente do mar, e eu tomando água pra refrescar. O cenário é lindíssimo!

Thursday, 29 December 2016

Mauritius - Dia 5

No quinto dia visitamos a capital de Mauritius, Porto Luís. Poderíamos ter ido de táxi, mas resolvemos fazer como as pessoas daqui fazem e pegamos o ônibus. A dica que nos deram foi ir de ônibus até Grand Bay e de lá trocar pra um ônibus expresso, pois o ônibus que vai daqui onde estamos (Ansi la Raie) vai parando em muitas cidadezinhas e demora bastante. Demos bastante sorte com todos os ônibus que pegamos hoje, pois apesar de não serem muito frequentes assim que chegávamos no ponto eles apareciam. O ônibus que pegamos primeiro era muito, mas muito velho, e o motorista ia a toda velocidade na estradinha estreita até Grand Bay. Tem um cobrador dentro do ônibus, que caminha pra cobrar a passagem de quem acabou de entrar, coisa que em Londres nem pensar.
Descemos na frente de um prédio chamado La Jonque em Grande Baye e exatamente ali na frente tem o ônibus expresso pra Porto Luís.
Devo salientar que não achamos Grand Bay nada demais, tanto que nem ficamos ali pra ver melhor.
Esse ônibu expresso é tipo o Amarelinho de Floripa, com o assentos mais confortáveis e tem ar condicionado, o que deixa a viagem de 1 hora mais agradável. Mas o ônibus tava cheio e algumas pessoas tiveram que ir em pé o trajeto todo.
A cidade de Porto Luis é das mais loucas que eu já vi na vida. Aquela região entre o "terminal" de ônibus e o mercado central é uma muvuca impressionante! O trânsito é um inferno, dá pra ver que o planejamento urbano pro trânsito deixa a desejar. É carro businando o tempo inteirinho; parece o centro de Floripa em dia de trânsito ruim, mas piorado.
Logo chegamos na rua onde começa o comércio, e ali era pior ainda. A quantidade de gente era impressionante, com os vendedores gritando coisas pra chamar clientes, gente comprando ou fazedo fila na rua, carro tentando passar, uma confusão em tamanho!
Fomos até o mercado central, uma das atrações turísticas, pois é bem tradicional. Olha, foi uma experiência chocante pra mim. Entramos logo na parte de carnes, e fiquei surpresa de ver que apesar do calor de 30 graus as carnes e o lugar onde elas são vendidas não tem refrigeração alguma! Está cheio de moscas na carne, e eles cortam muitos pedaços lá mesmo, então vê-se muita parte de animal, que não é algo agradável. Eu diminuí muito meu consumo de carne vermelha, uma vez ao mês agora, e frango tenho diminuído também, tendo preferido peixe e frutos do mar. Não serei vegetariana, mas prefero comer bem menos carne.
Depois fomos na área do mercado onde vendem roupas, e lá me lembrou Marrakesh e Istambul, onde nos mercados os vendedores ficam o tempo inteiro te oferecendo mercadorias. Basta olhar pra alguma coisa que eles já vêm falar e mostrar mais coisas. Eu pessoalmente não gosto disso, quero que me deixem em paz pra ver as coisas, então só o que compramos lá foi nosso ímã de geladeira.
Pra finalizar fomos na parte das frutas e verduras, e lá estava mais agradável, pois não tinha cena de animais mortos e os venderores não ficavam o tempo inteiro oferecendo coisas. Lá tomamos uma água de côco na fruta mesmo.
Saindo do mercado fomos ver uma mesquita chamada Jummah Masjid (parte da população é muçulmana aqui), mas não entramos e comparado com tantas outras mesquitas que já fomos, pelo menos de fora, não parecia impressionante.
Nisso já eram meio-dia, e resolvemos almoçar num shopping bem moderno chamado Caudan, que fica bem no porto. Na ida passamos pela parte mais "rica e tranquila" da cidade, onde tem bancos e prédios do governo, do lado de Place D'Armes.
O shopping é onde as pessoas com mais dinheiro vão. Tem lojas caras, é bonito e moderno, bem arborizado, com ar condicionado nas lojas e vários restaurantes. Eu comi um prato de frutos do mar que estava muito melhor do qualquer um que eu tenha comido em Londres, pois como já falei aqui várias vezes, em Londres peixe e frutos do mar quase não têm gosto. Pra completar, tomei suco de melancia :D
Eu no ônibus pra Porto Luis
Cenas do mercado Central em Porto Luis

Deu pra ver que Porto Luís é a cidade onde tudo acontece aqui em Mauritius, onde as pessoas vão fazer compras, onde existe variedade de mercadorias e opções de lazer pra todos. Como o país é pequeno, todos têm fácil acesso a capital, o que é bom. Mas de maneira geral, é um país relativamente pobre. E comi isso em também de muitos quererem te passar a perna, como a mulher de uma loja de souvenir que tentou cobrar 1000 rupees do André por uns temperos, e acabou que ele comprou os mesmos por 350. Não gosto deste estilo de fazer negócio.
Depois do almoço, com aquele sol e bastante calor, depois daquela muvuca toda, mais as cenas de pobreza e dificuldades que muitas pessoas visivelmente passam, o mercado de carnes (sério, vai demorar muito tempo praquelas cenas saírem da minha cabeça), resolvemos voltar pra nossa bolha "de rico". Foi bom ter visto a capital e ter pego o ônibus pra ver como é a vida das pessoas aqui, e nos fez apreciar ainda mais o fato de estarmos num hotel tão bom, onde tudo é quieto, limpo, a vista é magnífica e a comida abundante e de qualidade. É como se fosse outro mundo mesmo, apesar de nem tão longe assim da capital.
Uma vez no hotel só nos trocamos e fomos direto na piscina. Que sensação boa entrar naquela água refrescante e ficar vendo a vista.
Parte moderna de Porto Luis

https://youtu.be/B0ez3CgJXzw

Wednesday, 28 December 2016

Mauritius - Dia 4

No quarto dia as nossas atividades até 4 da tarde foram muito parecidas com as do dia anterior, com a diferença de que resolvemos pegar uma bicicleta no hotel e visitar algumas das cidadezinhas aqui perto. Uma vez munidos de bicicletas e capacete pusemo-nos a pedalar pela costa de Mauritius. O destino era a área de Pereybere, e dependendo de como fosse o passeio iríamos também até a cidade de Grand Bay, lugar turístico onde é pra ter casas noturnas, restaurantes.
Fazia tempo que eu não andava de bicicleta pela rua, e confesso que não me senti nem um pouco segura em dividir a rua com carros e ônibus. A qualquer momento achava que não iriam me ver e não desviariam, ainda mais numa estrada com pista mão e contra mão sem acostamento, sendo que pra te ultrapassar o carro tem que passar pra faixa contrária. Não aproveitei tanto quanto gostaria porque estava bem tensa, mas vou relatar o que eu consegui  aproveitar. Todos os cantos de Mauritius têm praias de águas claras lindíssimas! Passamos por Cabo Malheureux, onde tem uma igrejinha bem na frente do mar e logo depois uma praia muito bonita e calma.
Cabo Malheureux

Depois de parar pra fotos e água (estava bem quente) continuamos até Pereybere, onde tiramos dinheiro no caixa eletrônico e fomos no super mercado comprar bebida e petiscos. Assim que vemos como é caro tudo no nosso hotel...
Logo ao lado do supermercado tem uma praia pública, que estava cheia. É ali que o pessoal da região vai se refrescar. Na frente da praia tem uma pracinha estilo Brasil com restaurante, banheiro e barraquinhas vendendo fruta. Fizemos um lanche e resolvemos voltar pro hotel ao invés de ir até Grand Bay, mesmo porque não iria demorar a escurecer. Na volta eu estava mais confiante em andar de bicileta na rua, mas fiquei aliviada quando chegamos e acho difícil eu me aventurar de bicicleta de novo por aqui. Foi a aventura do dia.
De janta teve como entrada camarão a milanesa delicioso (só 3 num palitinho, mas ajudou a matar a vontade), mas o melhor de tudo foi que a nossa mesa era numa cabaninha logo em cima do mar.
Aproveitando a Infinity Pool
O ambiente lindo no hotel, na hora da janta